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Rio Grande do Sul tem 2,6 mil desalojados após tempestades fortes

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 2.686 o total de pessoas que precisaram deixar suas casas no estado devido a uma forte linha de instabilidade associada a uma frente fria. Esta frente provocou tempestades intensas que causaram danos em 117 municípios, incluindo telhados arrancados, queda de árvores e de postes de energia.

Em novo relatório divulgado na manhã deste domingo (9), a Defesa Civil afirmou que os prejuízos foram causados pelas fortes chuvas e ventos formados pela frente fria, e não pelo ciclone bomba — um fenômeno meteorológico diferente que surgiu entre a Argentina e o Uruguai, mas que seguiu pelo oceano, trazendo ventos à costa gaúcha sem causar impactos significativos no continente.

Até o momento, foi registrado um óbito e cinco pessoas feridas desde a última sexta-feira (7), quando as tempestades tiveram maior intensidade no estado. A vítima fatal foi um homem que sofreu um acidente na rodovia estadual RS-124, no município de Montenegro, enquanto conduzia sua moto. Não há informações adicionais sobre a identidade da vítima.

Entre os feridos, um indivíduo de Novo Hamburgo se enroscou em fios durante o vendaval enquanto transitava, e seu estado de saúde exige cuidados especiais. Um militar também foi atingido por um fragmento enquanto estava dentro de uma viatura em atendimento no município de Osório. Em Dom Feliciano, outras três pessoas tiveram ferimentos leves.

Os municípios mais afetados incluem Minas do Leão, com cerca de 500 pessoas desalojadas, que tiveram que buscar abrigo em casas de familiares ou amigos. Apenas um morador de Montenegro ficou desabrigado e necessitou de apoio do poder público.

Em Novo Hamburgo, são 480 pessoas desalojadas, seguido por Sapiranga, com 360.

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Brasil

Investimento em saneamento cresce em 2024, mas só 52% do esgoto é tratado, diz Abcon

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O setor de saneamento básico registrou em 2024 seu terceiro ano consecutivo de crescimento nos investimentos, atingindo um total de R$ 29,1 bilhões, o que representa um aumento de 9% em comparação a 2023, conforme dados do “Panorama da Universalização do Saneamento 2026” apresentado nesta segunda-feira (10) pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

Segundo a associação, o aumento dos investimentos está relacionado ao Novo Marco do Saneamento, que resultou em 70 leilões realizados entre 2020 e junho de 2026, com contratos que somam R$ 227,5 bilhões, além de 31 projetos em desenvolvimento avaliados em R$ 32 bilhões. No entanto, apesar desse avanço, o setor ainda enfrenta diversos desafios.

O levantamento destaca a expansão do acesso à infraestrutura: de 2019 a 2025, o número de residências conectadas à rede de água subiu para 68,3 milhões, um crescimento de 14%, e as casas ligadas à rede de esgoto aumentaram 20%, totalizando 56,4 milhões, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Porém, a ampliação da cobertura não reflete diretamente em melhorias ambientais. Embora o volume de esgoto tratado tenha crescido 5% entre 2023 e 2024, apenas 51,8% do esgoto gerado no país foi efetivamente tratado em 2024.

“Os dados indicam que o setor saiu de uma fase de estagnação, mas ainda há dificuldades a serem superadas… É fundamental que o saneamento público tenha maior espaço na agenda política do governo”, declarou a diretora-presidente da Abcon durante a apresentação dos resultados.

Em relação à universalização do serviço, 780 municípios (representando 32% da população estimada) já alcançaram atendimento universal de água, enquanto 321 municípios (20% da população prevista) atingiram a universalização da coleta e tratamento de esgoto, com cobertura de 90%.

O relatório também evidencia a ausência de informações em vários municípios: 1.107 não possuem dados quanto à capacidade de alcançar as metas para abastecimento de água, e 1.431 carecem de informações similares para esgoto.

Dentre os municípios que ainda não contrataram metas, 34% não têm plano municipal de saneamento e 62% não responderam ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), conforme o relatório.

Além disso, a participação da iniciativa privada no segmento continua crescendo, atuando em 2.720 municípios até junho de 2026, o que equivale a 48,8% do total, e respondendo por 32,4% dos investimentos do setor em 2024, um avanço significativo em relação aos 15,1% registrados em 2020, segundo dados da Abcon.

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Policiais de Alagoas presos por ceder viatura a influenciador para gravação de brincadeira

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A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) realizou a prisão administrativa de três policiais militares suspeitos de terem cedido uma viatura policial para a gravação de uma brincadeira promovida pelo influenciador digital Carlinhos Maia.

O fato aconteceu no sábado (8), no bairro de Ipioca, em Maceió, local onde está situada a propriedade rural chamada “Rancho do Maia”, que é cenário de um reality show criado pelo influenciador. Os agentes faziam ronda na área quando permitiram o uso da viatura para as filmagens.

A brincadeira simulava a detenção e transporte dos participantes dentro da viatura utilizada no programa. Carlinhos Maia, que possui 35,1 milhões de seguidores no Instagram, compartilhou o momento em seus stories na rede social.

Os policiais detidos não tiveram suas identidades reveladas, dificultando o contato com suas defesas legais.

Carlinhos Maia foi procurado pela reportagem, mas ainda não ofereceu resposta. Em seu canal oficial, ele apenas divulgou notícias relacionadas à detenção dos agentes, sem emitir comentários pessoais.

A Polícia Militar de Alagoas confirmou ao Estadão que o comando seguiu as medidas previstas no regulamento da corporação após ser informada do uso inadequado da viatura para fins alheios à atividade policial.

Como é o regulamento da Polícia Militar?

O recolhimento administrativo é uma ação interna preventiva prevista no regimento da corporação, na qual o policial é afastado temporariamente de suas funções e permanece detido em quartel para investigação de comportamento ou possível desvio de função.

O comando ordenou que a Corregedoria-Geral da corporação investigue as circunstâncias do uso impróprio da viatura, a atitude dos policiais envolvidos e os fatos relacionados. Imagens que mostram as viaturas sendo empregadas durante a gravação foram anexadas ao procedimento.

Em comunicado, a PM de Alagoas informou que os militares já estão recolhidos conforme o Regulamento Disciplinar da Corporação e que responderão conforme os atos cometidos.

“Ressaltamos que, durante a investigação, será garantido aos militares o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na Constituição Federal”, diz o documento.

A PM-AL destacou que não apoia qualquer desvio de conduta de seus membros e reafirmou que a instituição é regida por normas que prezam pela legalidade, respeito e comportamento exemplar, seja durante o serviço ou fora dele.

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Passeio de Helicóptero no Rio: O Que Conferir Antes de Voar

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Após uma queda de helicóptero que resultou em quatro mortes no último sábado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura do Rio estão analisando as medidas a serem implementadas em relação aos voos panorâmicos na cidade.

De acordo com a Anac, a documentação da empresa responsável pelo helicóptero estava regular. Entretanto, muitas pessoas desconhecem como verificar se uma aeronave está autorizada a realizar voos turísticos, que transportam milhares de passageiros mensalmente.

Quem planeja fazer esse tipo de passeio pode seguir algumas orientações para garantir que a aeronave esteja apta para operar com segurança. Veja o que conferir antes de embarcar.

Prefixo da Aeronave

Antes do voo, confirme com a empresa o prefixo da aeronave designada para o passeio. O prefixo tem um formato específico: duas letras, hífen e três letras, por exemplo, AA-XXX.

Com o prefixo, acesse o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) no site da Anac para verificar:

  • Modelo do helicóptero;
  • Situação da aeronave;
  • Operador;
  • Autorização para Serviço Aéreo Especializado (SAE);
  • Se estiver em “SITUAÇÃO NORMAL”, significa que não há restrições administrativas relevantes.

No mesmo local, é possível confirmar a validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), que certifica que a inspeção foi concluída favoravelmente e que a aeronave pode operar com segurança até a data estipulada.

Identificação da Aeronave

Conforme a Anac, todos os helicópteros que realizam voos panorâmicos devem estar identificados com a inscrição “VOO PANORÂMICO”. É recomendável verificar isso presencialmente antes de embarcar.

Briefing de Segurança

Antes do embarque, certifique-se de que a equipe da empresa faz um briefing de segurança, explicando como usar e ajustar o cinto, procedimentos para embarque e desembarque, onde guardar objetos pessoais, o que não pode ser levado e os passos a seguir em caso de emergência.

Voo Turístico no Rio

O mercado de voos panorâmicos na capital é ativo, com várias empresas e centenas de turistas. Entre outubro e dezembro de 2025, foram realizados 31.759 voos na cidade.

Segundo a Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio de Janeiro (Aotherj), a média é de 70 voos panorâmicos diários, com cerca de 6.771 passageiros por mês, chegando a 223 por dia. O maior movimento ocorre em fevereiro, no Carnaval.

A Anac destaca que voos panorâmicos são para turismo, utilizando equipamentos certificados e operados por profissionais qualificados. O serviço deve iniciar e terminar no mesmo local sem paradas intermediárias.

As empresas devem ter o Certificado de Operador Aéreo (COA) e as Especificações Operativas (EO) que autorizam o serviço.

Os principais pontos de saída incluem helipontos na Zona Sul, como Lagoa e Urca, e o Aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. Os passeios variam entre 30 e 45 minutos, com rotas predefinidas e eventuais ajustes para mostrar pontos turísticos.

Os preços oscilam entre R$ 640 para voos curtos de até 10 minutos e R$ 3.710 para passeios de 60 minutos.

As rotas geralmente passam por Cristo Redentor, Arpoador, praias da Barra da Tijuca, Jardim Botânico, Jóquei Brasileiro, Copacabana, Leme, Gávea, Vidigal, Floresta da Tijuca, São Conrado, Lagoa Rodrigo de Freitas e Rocinha.

Tragédia no Último Sábado

O acidente ocorreu durante um voo familiar para celebrar os 15 anos de uma adolescente. As turistas colombianas Rocio Cubillos (59 anos), Wendy Manrique (37 anos) e Sofia Murillo (17 anos) faleceram na queda em área de mata perto da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, juntamente com o piloto Alessandro Rocha, que possuía 20 anos de experiência.

O grupo estava no Rio desde segunda-feira e se dividiu para o voo panorâmico. No momento da queda, outros três familiares aguardavam para embarcar no voo seguinte.

Investigação do Acidente

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou as investigações imediatamente após o ocorrido, utilizando técnicas específicas para coletar dados e avaliar os danos da aeronave, além de reunir informações importantes para identificar causas e fatores envolvidos. O objetivo é emitir recomendações que evitem futuras ocorrências similares.

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