Brasil
Prazo final para recurso de atendimento especial no Enade é nesta sexta
Os participantes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2026, que estão inscritos para cursos de bacharelado e tecnologia, e tiveram seu pedido de atendimento especial recusado, podem apresentar recurso até esta sexta-feira, 7 de junho.
O pedido de recurso deve ser feito exclusivamente pelo Sistema Enade, utilizando a senha da plataforma Gov.br.
No recurso, o candidato deve enviar novamente os documentos que comprovem a necessidade do atendimento especial, conforme os critérios do edital.
O atendimento especial é oferecido para participantes que precisam de condições específicas para fazer a prova em igualdade de condições com os demais candidatos, conforme as situações previstas no edital.
Entre essas situações estão as pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e outras condições especiais.
O resultado da análise dos recursos será divulgado no sistema do exame em 14 de junho.
Detalhes da prova
O Enade será aplicado em 29 de novembro em todos os estados e no Distrito Federal.
A prova terá duração total de quatro horas, dividida em duas partes. A primeira parte aborda a formação geral e contém 15 questões de múltipla escolha.
A segunda parte é específica para cada uma das 18 áreas avaliadas, como arquitetura e urbanismo, engenharias, ciências da computação e química.
Essa parte específica inclui 30 questões de múltipla escolha e uma questão discursiva.
Sobre o Enade
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o desempenho dos estudantes ao final do curso superior para verificar o aprendizado dos conteúdos previstos nas diretrizes dos cursos, além de acompanhar o desenvolvimento das competências e habilidades essenciais à formação acadêmica e profissional.
Os resultados do Enade, assim como as respostas dos estudantes ao Questionário do Estudante, são utilizados para compor os Indicadores de Qualidade da Educação Superior, de acordo com as normas e metodologias vigentes.
Brasil
Buzzi nega assédio citando problemas de saúde
Em uma decisão sem precedentes, o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi punido nesta quinta-feira (6) por assédio sexual contra uma jovem de 18 anos e uma ex-assessora.
Uma das defensoras de Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, pontuou inconsistências nos relatos das testemunhas de acusação. A defesa também argumentou que o ministro enfrenta dificuldades para se locomover e sofre de disfunção erétil, o que inviabilizaria a prática dos abusos.
Os ministros do STJ decidiram, por ampla maioria, pelo afastamento e perda do cargo de Buzzi. Ele já estava afastado cautelarmente há seis meses e foi submetido a processo administrativo disciplinar.
As queixas contra o ministro vieram de uma ex-funcionária de seu gabinete, que relatou toques e insinuações, e de uma jovem que afirmou ter sido importunada sexualmente.
O incidente teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu amigos em sua casa de praia em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que se referia a ele como tio, relatou que o ministro tentou agarrá-la à força no mar.
Dificuldades para se locomover
Em entrevista, Maria Fernanda afirmou que o ministro tem limitações motoras e precisa de ajuda para se movimentar no mar. “Ele faz uso de bengala e palmilha por causa da diferença no comprimento das pernas. Na praia, ele não usava esses auxílios, e a própria jovem que fez a denúncia descreveu que em outras ocasiões ajudou o ministro a entrar no mar por suas dificuldades”, explicou a advogada.
Problema de saúde
Outro ponto usado pela defesa para rebater as acusações foi a condição de disfunção erétil sofrida por Buzzi. A defesa apresentou um laudo urológico para contestar a alegação de que uma das vítimas teria sentido o ministro com ereção.
Interesses na corte
Em abril, a defesa negou as denúncias e acusou a mãe de uma das denunciantes, que é advogada, de ter interesses em processos no STJ. Os advogados afirmaram que as alegações carecem de provas concretas e destacaram que as denúncias foram feitas por alguém com supostos interesses diretos em decisões do tribunal.
Brasil
Medicamento diminui em até 85% as internações por fibrose cística no SUS
O medicamento Trikafta tem mostrado uma redução de até 84,8% nas hospitalizações de pacientes com fibrose cística no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os resultados iniciais da terapia de alto custo, disponível na rede pública há quase dois anos, foram divulgados em um evento na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 2,4 mil pacientes fazem uso da terapia no sistema público atualmente.
No setor privado, uma caixa do medicamento custa, em média, R$ 194,5 mil. O tratamento anual pode chegar a custar até R$ 2,5 milhões por paciente.
Além da diminuição das internações, o medicamento reduziu em até 91,6% a necessidade de oxigenoterapia domiciliar para pessoas com fibrose cística.
Também foi registrado um aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar, diminuição dos episódios de inflamação e infecção, queda de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos e melhorias consistentes no estado nutricional dos pacientes.
Segundo nota do Ministério, o estudo, realizado ao longo de um ano, avaliou 647 pessoas, incluindo crianças, adolescentes e adultos, que utilizam a terapia tripla moduladora elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor, conhecida como Trikafta. O acompanhamento foi feito em 39 centros especializados no Brasil.
O medicamento pode ser adquirido em farmácias de alto custo mediante receita médica assinada por especialista.
O Trikafta é administrado oralmente em casa, seguindo orientações de tratamento personalizadas conforme o quadro clínico de cada paciente.
Sobre a fibrose cística
A fibrose cística é uma doença genética rara que provoca a produção de muco espesso e pegajoso, o qual obstrui os pulmões e o sistema digestivo. Isso ocasiona tosse frequente, infecções respiratórias e dificuldade para a digestão e ganho de peso.
Brasil
Prouni inicia período para confirmar dados das inscrições
Está aberto o período para que os estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 possam confirmar os dados da inscrição.
A confirmação precisa ser feita diretamente na instituição privada de ensino superior onde o candidato foi pré-selecionado, até o dia 14.
Para verificar a situação na segunda chamada do Prouni, o estudante deve acessar a seção do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A lista foi divulgada na quarta-feira (5).
O Prouni distribui bolsas integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e bolsas parciais, que cobrem 50%, para cursos de graduação e formações específicas em instituições privadas.
Documentação necessária
A documentação exigida está detalhada no edital do processo seletivo. Inclui comprovantes de renda do candidato e de sua família, comprovantes dos períodos de ensino médio cursados e, se aplicável, laudo médico que indique o tipo e grau da deficiência.
A instituição privada pode determinar se os documentos devem ser entregues pessoalmente ou enviados por meios eletrônicos.
Se optar pelo envio eletrônico, a instituição deve disponibilizar uma área específica em seu site para o envio dos documentos.
Ao receber os documentos, a instituição emitirá um comprovante de entrega.
Documentos adicionais podem ser solicitados caso sejam necessários.
Nova chance para candidatos
Os candidatos não pré-selecionados nas duas chamadas iniciais poderão participar da lista de espera, manifestando interesse nos dias 26 e 27 de agosto.
O resultado da lista de espera será divulgado em 1º de setembro, e a comprovação dos dados dos pré-selecionados deverá ocorrer entre 1º e 14 de setembro.
Bolsas oferecidas
Neste semestre, o Prouni oferece 471.304 bolsas parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas.
Deste total, 219.725 são bolsas integrais e 251.579 são parciais.
Ações afirmativas
O programa reserva vagas para candidatos que atendem aos critérios de ações afirmativas, incluindo pessoas com deficiência e candidatos que se declaram indígenas, pretos ou pardos.
- 35.365 bolsas foram destinadas a pessoas com deficiência;
- 188.880 para pretos, pardos e indígenas;
- 247.059 bolsas são para ampla concorrência.
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