Mundo
Colômbia alerta para risco de terrorismo na posse de De la Espriella
O governo que está saindo da administração na Colômbia fez um aviso nesta quarta-feira (5) sobre o risco de possíveis atividades terroristas durante a cerimônia de posse do novo presidente, Abelardo de la Espriella. O evento está marcado para sexta-feira na cidade de Cali, localizada no sudoeste do país, que recentemente sofreu atentados atribuídos a grupos guerrilheiros.
O presidente eleito pediu ao Congresso para transferir a coletiva de imprensa de Bogotá para Cali, a terceira maior cidade da Colômbia e próxima de áreas dominadas por grupos rebeldes.
De la Espriella, de 48 anos, ganhou as eleições em junho com uma postura severa contra grupos armados ilegais envolvidos no tráfico de cocaína, prometendo combatê-los com apoio dos Estados Unidos.
Pedro Sánchez, ministro da Defesa do atual presidente de esquerda Gustavo Petro, declarou que a ameaça de ataques durante a coletiva é real. Estão confirmadas as presenças dos presidentes da Argentina, Paraguai, Chile e Equador, além do rei da Espanha, Felipe VI, e outras autoridades.
“É muito provável que esses criminosos tentem atrapalhar este evento democrático com ações terroristas”, afirmou Sánchez à rádio La FM.
As Forças Armadas mobilizaram 11 mil soldados e proibiram o uso de drones em Cali e cidades vizinhas, já que esses dispositivos têm sido usados por guerrilhas para lançar explosivos.
Cali está próxima das regiões montanhosas do sudoeste colombiano, onde se cultiva a folha de coca, matéria-prima da cocaína. Nenhuma área vizinha ao departamento do Cauca abriga dissidências da extinta guerrilha das Farc, lideradas por Iván Mordisco, o militante mais procurado do país.
Embora De la Espriella inicialmente planejasse montar seu grupo de trabalho na região, ele recuou, alegando condições climáticas desfavoráveis.
O advogado tomará posse prometendo implementar uma estratégia militar rigorosa para enfrentar as guerrilhas, grupos paramilitares e outras organizações envolvidas no narcotráfico, que, segundo especialistas, se fortaleceram durante as tentativas de Petro de promover negociações de paz.
Mundo
Navios de guerra da classe Trump serão muito caros
A construção dos navios de guerra da classe Trump poderá alcançar um custo de 275 bilhões de dólares (R$ 1,4 trilhão), o que faria esses navios alguns dos mais caros já construídos, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO).
O primeiro navio com propulsão nuclear teria um custo estimado de 23,4 bilhões de dólares (R$ 120 bilhões) em valores projetados para 2026, enquanto os seguintes, planejados para aquisição até 2056, teriam um custo médio de 18 bilhões de dólares, conforme dados da CBO, uma entidade apartidária.
Para comparação, o USS Gerald R. Ford – o maior porta-aviões do mundo – custou aproximadamente 13,3 bilhões de dólares em 2008, equivalente a mais de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) ajustados pela inflação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em dezembro de 2025 os planos para esta nova classe de navios militares que levam seu nome, uma distinção normalmente reservada para ex-líderes.
Esses navios estarão altamente armados, incluindo mísseis para defesa aérea e ataque terrestre, armas hipersônicas, mísseis nucleares de cruzeiro, lasers e um canhão eletromagnético conhecido como railgun, segundo a CBO.
Os navios da classe Trump serão maiores que os atuais destróieres e cruzadores dos Estados Unidos, porém terão um deslocamento ligeiramente menor do que os últimos encouraçados americanos da classe Iowa, aposentados na década de 1990.
Os Estados Unidos ficaram bastante atrás da China em termos de quantidade de navios em sua marinha.
No ano anterior, o Congresso divulgou um relatório no qual autoridades militares americanas e especialistas expressaram preocupação com a velocidade do programa naval chinês.
Mundo
Governo Fujimori quer que visita do Papa una o Peru
O novo governo da direita liderado por Keiko Fujimori expressou o desejo nesta quarta-feira (5) de que a visita do Papa Leão XIV, programada para novembro, ajude a promover a união no Peru, que viveu uma longa crise política por dez anos.
O Vaticano anunciou pouco antes que o líder da Igreja Católica fará uma viagem de 6 a 17 de novembro visitando Uruguai, Argentina e Peru, onde atuou por mais de 20 anos como missionário e bispo em Chiclayo, uma cidade no norte peruano.
Robert Francis Prevost, embora nascido nos Estados Unidos, tornou-se cidadão peruano em 2015.
“Essa visita simboliza o grande desejo do povo peruano por união”, disse o chanceler peruano, Carlos Espá, em uma entrevista no Palácio do Governo em Lima.
Keiko Fujimori assumiu o cargo na semana passada, tornando-se a nona presidente do Peru desde 2016, em meio a uma crise política profunda. Muitos de seus antecessores foram afastados ou forçados a renunciar pelo Congresso, onde o fujimorismo tem forte presença.
No discurso de posse, Fujimori pediu aos seus adversários que construam “pontes para o diálogo”. Sua ala política não tem maioria no Parlamento e precisa negociar com outras forças.
O ministro Espá destacou que a visita do Papa será como um “remédio” para promover a união entre os peruanos.
O Papa Leão XIV estará em Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa entre 11 e 17 de novembro, sendo a primeira visita papal ao país desde 2018, quando o Papa Francisco esteve no Peru.
A Arquidiocese de Lima expressou entusiasmo com a visita, incentivando o retorno do Papa ao país.
A visita ocorrerá durante o fenômeno climático El Niño, que traz chuvas fortes, enchentes e aumento das temperaturas.
O governo prepara um plano de ação para lidar com possíveis problemas causados pelo clima durante a estadia do Papa, afirmou o ministro Espá.
Fujimori, uma devota católica de 51 anos, celebrou o anúncio na sua conta no X, afirmando que esperam o Papa com braços e corações abertos para recebê-lo novamente no Peru.
De acordo com o censo nacional mais recente, cerca de três quartos da população do Peru se identificam como católicos.
Mundo
Houthis do Iêmen dizem ter atacado dois navios de petróleo da Arábia Saudita
Os rebeldes Houthis do Iêmen, que têm apoio do Irã, declararam nesta quarta-feira (5) que realizaram ataques a dois navios petroleiros sauditas; um no Mar Vermelho, perto da cidade de Yanbu, e outro no Golfo de Áden.
Yanbu, situada no Norte do Mar Vermelho, tornou-se o principal porto para a exportação do petróleo da Arábia Saudita após o Irã bloquear o tráfego na passagem do Estreito de Ormuz.
Os Houthis, que controlam várias regiões do Iêmen, instituíram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita em 22 de julho.
Essa ação anunciada pelos Houthis compromete a capacidade da Arábia Saudita de exportar seu petróleo pelo Mar Vermelho, que é uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz.
Conforme comunicado de seu porta-voz militar, Yahya Saree, em vídeo, o grupo conseguiu atingir o petroleiro saudita Wafa, localizado no norte do Mar Vermelho, próximo à costa de Yanbu, com múltiplos mísseis balísticos.
Horas depois, anunciaram um segundo ataque contra outro navio petroleiro saudita no Golfo de Áden, reforçando o bloqueio imposto à frota saudita.
No primeiro ataque, Saree destacou que o bloqueio força a Arábia Saudita a desviar seus petroleiros para o norte do Mar Vermelho.
No segundo ataque, o petroleiro Daisy foi atingido por um míssil balístico, segundo uma porta-voz dos Houthis.
Com o bloqueio promovido pelo Irã no Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandeb vem assumindo papel fundamental como rota para o petróleo bruto.
Este corredor marítimo entre o Iêmen e Djibuti conecta o Mar Vermelho ao oceano Índico e, através do Canal de Suez, ao Mar Mediterrâneo.
As exportações marítimas de petróleo bruto da Arábia Saudita através de Bab el-Mandeb aumentaram oito vezes entre março e meados de julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com informações da empresa Kpler, que monitora o transporte marítimo.
Em junho, essas remessas atingiram quase 100 milhões de barris, um salto significativo comparado aos 7 milhões registrados em fevereiro.
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