Notícias
Vereadora de Curitiba é acusada de xenofobia ao sugerir que colega nordestina retorne ao Ceará
A vereadora Tathiana Guzella (PL) foi acusada de xenofobia pela também vereadora Vanda de Assis (PT) durante uma sessão da Câmara Municipal de Curitiba realizada na quarta-feira.
O conflito teve início quando a parlamentar do PT comentou sobre um projeto de lei que busca criar um cadastro para Pessoas em Situação de Rua (PSR) e destacou o trabalho do seu partido na criação de programas sociais voltados para essa população, criticando a falta de empenho similar por parte do PL.
Vanda de Assis respondeu ao autor do projeto, João Bettega (PL), ressaltando que muitas pessoas em situação de rua recebem o Bolsa Família e que seria injusto criticá-las por seu voto, pois estas são justamente as pessoas mais necessitadas que se beneficiam dos programas sociais do PT.
Após essa fala, Tathiana Guzella questionou a origem da colega e sua presença política em Curitiba, dizendo: “Se a senhora tanto valoriza o PT e seus aliados, por que não retorna ao Ceará? Por que veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio incomodar aqui.”
O presidente da Câmara, Leonidas Dias (Podemos), interrompeu a vereadora do PL desligando seu microfone. Vanda de Assis condenou a fala da colega como um ato de xenofobia, afirmando que essa prática é crime e que tomará as medidas legais cabíveis.
Nas redes sociais, a parlamentar do PT reafirmou seu compromisso de responsabilizar a vereadora Tathiana Guzella pelo comentário e afirmou que não permitirá que atos xenofóbicos se tornem comuns, especialmente dentro do espaço público da Câmara Municipal, enfatizando o orgulho de sua origem nordestina.
Vanda de Assis é natural de Campos Sales, Ceará, e reside em Curitiba há 30 anos. Ela foi eleita vereadora em 2024 para seu primeiro mandato, obtendo 5.006 votos.
Até o momento, Tathiana Guzella não se pronunciou sobre as acusações. A sessão da Câmara prosseguiu normalmente após o episódio.
Economia
Contratos assinados para explorar 5 blocos no pré-sal
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira, dia 5, a celebração dos contratos referentes ao 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, marcando o início da etapa exploratória em cinco blocos do pré-sal brasileiro.
O processo envolve um bônus de assinatura no valor de R$ 103,7 milhões e um investimento mínimo estimado de R$ 451,5 milhões para as atividades exploratórias.
De acordo com o ministério, esta foi a maior quantidade de blocos adquiridos desde a implementação do regime de partilha em 2013. Foram contratados cinco dos sete blocos disponíveis: Esmeralda e Ametista, localizados na Bacia de Santos, e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na Bacia de Campos.
Alexandre Silveira, ministro, destacou que os bônus de assinatura previstos nos contratos ajudam a reforçar o caixa da União, ampliando a capacidade de investimentos em áreas estratégicas para o país.
Os acordos foram firmados entre a União, as empresas vencedoras — Petrobras, Equinor Brasil Energia Ltda, CNOOC Petroleum Brasil, Sinopec Exploration & Production (Brasil) e Karoon Petróleo & Gás Ltda —, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).
Notícias
Augusto Cury anuncia Júlio Delgado como vice na candidatura presidencial
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) divulgou na quarta-feira, 5, que o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante) será seu vice na chapa presidencial. A informação foi transmitida em uma carta aberta pelo escritor e psiquiatra, que faz sua estreia nas eleições deste ano.
“Tenho a satisfação de apresentar Júlio Delgado como meu parceiro na campanha presidencial. Ele foi deputado federal por seis mandatos, um parlamentar exemplar e um mineiro muito respeitado, que construiu sua carreira com destaque no Congresso Nacional, sempre atuando com ética e combatividade contra a corrupção”, declarou Augusto Cury na carta.
Cury comunicou que delegará a Delgado a responsabilidade de liderar as negociações de três importantes reformas. A primeira consiste em alterar o sistema presidencialista para um modelo semipresidencialista.
“Com exceção dos EUA, quase nenhuma democracia avançou ao concentrar o poder em um presidente, como acontece no Brasil”, explicou o candidato. Ele defende que o primeiro-ministro seja eleito pela maioria do parlamento, ficando encarregado da administração pública, enquanto o presidente atuaria na direção estratégica da política interna e externa e no comando das Forças Armadas.
“Se o primeiro-ministro for corrupto ou ineficiente, o Congresso poderá destituí-lo sem provocar crises nacionais. Será um novo momento para a gestão pública!”, destacou Cury.
A segunda proposta envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), cujo mandato seria limitado a oito anos. Os ministros teriam que ter ao menos 50 anos e não poderiam estar filiados a partidos políticos nos cinco anos antes da nomeação. A Corte seria limitada a nove membros: seis juízes de carreira, dois procuradores e um advogado, reservando um terço das vagas para mulheres.
Cury também sugere a criação de um “superministro”, convertendo a pasta das Relações Exteriores em uma Secretaria de Estado semelhante ao modelo dos Estados Unidos. Esse cargo teria autoridade para reformular embaixadas e mediar conflitos internacionais.
“Promover o Brasil como um grande exportador de produtos com alto valor agregado, e não apenas como fornecedor de matéria-prima bruta, vendendo fábricas instaladas no país para processar produtos”, afirmou na carta.
Augusto Cury ressaltou ter recebido o apoio do presidente do partido, Luís Tibé, para estabelecer um “pacto nacional” em torno de sua proposta de governo.
“Sejam bem-vindos à Era de Ouro da gestão pública, da harmonia entre os Três Poderes e do protagonismo do Brasil no cenário internacional. O país viverá uma transformação histórica”, concluiu o candidato.
A oficialização da candidatura do escritor ocorreu na segunda-feira, 3, durante a convenção do Avante realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Cultura
Homem-Aranha bate recorde de bilheteria em 2026
Após apenas uma semana em exibição, Homem-Aranha: Um Novo Dia conquistou o título de maior sucesso de bilheteria de 2026. O filme do famoso herói já ultrapassou a marca de US$ 1,1 bilhão faturados globalmente.
De acordo com informações do Deadline, a produção superou o quinto filme da franquia Toy Story, que havia alcançado US$ 1,07 bilhão em arrecadação mundial.
No Brasil, o longa também é um fenômeno. Dados da Rentrak indicam que este foi o segundo filme com a melhor estreia em público nacional desde 2002.
A nova aventura do personagem arrecadou R$ 127 milhões nos cinemas brasileiros e levou mais de 5,3 milhões de espectadores às salas.
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