Notícias
Ciclosporíase: entenda a doença que provoca diarreia forte e pode ser fatal
Duas pessoas morreram em Michigan, nos Estados Unidos, após serem diagnosticadas com ciclosporíase.
Ambos tinham condições de saúde prévias, o que possivelmente agravou a desidratação causada pela diarreia intensa associada à infecção, disseram autoridades sanitárias.
O estado já registrou 11.234 casos relacionados ao surto, com 193 hospitalizações. Somente entre sexta-feira e segunda-feira, 461 novas infecções foram confirmadas.
Nove estados americanos já foram afetados: Michigan, Virgínia Ocidental, Oklahoma, Pensilvânia, Ohio, Kentucky, Kansas, Indiana e Illinois.
Em Michigan, o condado de Wayne tem o maior número de casos, totalizando 1.379. A faixa etária mais impactada é a de adultos entre 30 e 39 anos.
A ciclosporíase é causada pelo parasita Cyclospora e provoca sintomas como diarreia forte, náuseas, cólicas abdominais, perda de apetite e outras dificuldades gastrointestinais.
Normalmente não é uma doença mortal, mas pode ser perigosa para pessoas com problemas de saúde graves, especialmente se ocorrer desidratação.
As autoridades estão investigando a origem da contaminação, com a principal suspeita sendo alface iceberg fornecida por operações da empresa Taylor Farms no centro do México. Esse produto foi distribuído para várias redes de restaurantes e supermercados, mas outras fontes ainda estão sendo verificadas.
No Brasil, o parasita é menos comum, mas surtos já foram registrados. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, desde 1995 surtos ocorreram nos EUA e Canadá, e em 2000 houve um surto em General Salgado, São Paulo.
Mais de 350 casos ligados ao parasita foram identificados, com confirmações também em Goiás.
O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas costuma ser em torno de uma semana, podendo variar entre dois dias e até duas semanas ou mais.
Sem o tratamento adequado, a doença pode durar de alguns dias a mais de um mês, com sintomas que podem desaparecer e retornar.
O parasita se propaga principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados com fezes.
Ele necessita permanecer no ambiente por pelo menos uma a duas semanas para ser contagiante, tornando improvável a transmissão direta entre pessoas.
Existem vários medicamentos eficazes para o tratamento, e a maioria das pessoas com sistema imunológico saudável se recupera, mesmo sem intervenção médica.
Sem o tratamento, a doença pode se estender por mais tempo.
Segundo os CDC, a infecção nem sempre causa sintomas. Quando presente, geralmente afeta o intestino delgado, causando diarreia líquida frequente e, às vezes, muito intensa.
Também pode haver perda de apetite, cólicas, náuseas, gases, cansaço e, em alguns casos, vômitos.
Prevenção
Para reduzir o risco de contaminação, os CDC indicam lavar as mãos com água e sabão antes e depois de tocar ou preparar frutas e vegetais; lavar minuciosamente todas as frutas e verduras em água corrente antes de consumi-las; esfregar frutas e verduras com casca dura, como melões e pepinos, com uma escova destinada a alimentos; remover e descartar partes danificadas antes de preparar e comer; e conservar frutas e vegetais cortados, descascados ou cozidos na geladeira rapidamente, de preferência dentro de duas horas.
Economia
Petróleo varia aguardando acordo para reabrir Estreito de Ormuz
Os valores do petróleo apresentaram variações nesta quarta-feira (5), enquanto os mercados esperam um acordo oficial entre Washington e Teerã para desbloquear o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de hidrocarbonetos.
Após uma queda acumulada de aproximadamente 11% desde o início da semana, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 0,11%, alcançando US$ 79,45. Por outro lado, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em setembro, teve uma diminuição de 0,73%, ficando em US$ 75,22.
Segundo Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, “o mercado demonstra um otimismo moderado quanto à possibilidade de que as negociações recentes entre Irã e Omã resultem em um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios petroleiros”.
O Irã anunciou que firmou um entendimento com o sultanato de Omã para estabelecer uma nova rota para o trânsito de embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, área marcada por tensões com os Estados Unidos.
No entanto, qualquer reabertura dessa passagem marítima, atualmente bloqueada por Teerã, dependerá da postura de Washington, que mantém um bloqueio aos portos iranianos, conforme informações de fontes iranianas relatadas pela imprensa local.
Andy Lipow observou que “não está claro se os Estados Unidos estão realmente negociando diretamente com o Irã”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o Estreito será reaberto “muito em breve”; caso contrário, o Irã será severamente impactado. Ele também indicou que um acordo poderia ser fechado até quinta-feira. Por outro lado, Teerã negou a existência de negociações em curso com Washington.
Se um acordo for confirmado, o preço do Brent pode cair para a faixa dos US$ 75 por barril, ou mesmo para os US$ 70, patamar registrado no final de junho quando ambas as partes firmaram um protocolo de entendimento, explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.
Contudo, analistas do ING alertam que “existe um risco significativo de que qualquer acordo venha a se desfazer rapidamente”, similar ao ocorrido com o entendimento de junho.
Notícias
Vereadora de Curitiba é acusada de xenofobia ao sugerir que colega nordestina retorne ao Ceará
A vereadora Tathiana Guzella (PL) foi acusada de xenofobia pela também vereadora Vanda de Assis (PT) durante uma sessão da Câmara Municipal de Curitiba realizada na quarta-feira.
O conflito teve início quando a parlamentar do PT comentou sobre um projeto de lei que busca criar um cadastro para Pessoas em Situação de Rua (PSR) e destacou o trabalho do seu partido na criação de programas sociais voltados para essa população, criticando a falta de empenho similar por parte do PL.
Vanda de Assis respondeu ao autor do projeto, João Bettega (PL), ressaltando que muitas pessoas em situação de rua recebem o Bolsa Família e que seria injusto criticá-las por seu voto, pois estas são justamente as pessoas mais necessitadas que se beneficiam dos programas sociais do PT.
Após essa fala, Tathiana Guzella questionou a origem da colega e sua presença política em Curitiba, dizendo: “Se a senhora tanto valoriza o PT e seus aliados, por que não retorna ao Ceará? Por que veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio incomodar aqui.”
O presidente da Câmara, Leonidas Dias (Podemos), interrompeu a vereadora do PL desligando seu microfone. Vanda de Assis condenou a fala da colega como um ato de xenofobia, afirmando que essa prática é crime e que tomará as medidas legais cabíveis.
Nas redes sociais, a parlamentar do PT reafirmou seu compromisso de responsabilizar a vereadora Tathiana Guzella pelo comentário e afirmou que não permitirá que atos xenofóbicos se tornem comuns, especialmente dentro do espaço público da Câmara Municipal, enfatizando o orgulho de sua origem nordestina.
Vanda de Assis é natural de Campos Sales, Ceará, e reside em Curitiba há 30 anos. Ela foi eleita vereadora em 2024 para seu primeiro mandato, obtendo 5.006 votos.
Até o momento, Tathiana Guzella não se pronunciou sobre as acusações. A sessão da Câmara prosseguiu normalmente após o episódio.
Mundo
Navios de guerra da classe Trump serão muito caros
A construção dos navios de guerra da classe Trump poderá alcançar um custo de 275 bilhões de dólares (R$ 1,4 trilhão), o que faria esses navios alguns dos mais caros já construídos, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO).
O primeiro navio com propulsão nuclear teria um custo estimado de 23,4 bilhões de dólares (R$ 120 bilhões) em valores projetados para 2026, enquanto os seguintes, planejados para aquisição até 2056, teriam um custo médio de 18 bilhões de dólares, conforme dados da CBO, uma entidade apartidária.
Para comparação, o USS Gerald R. Ford – o maior porta-aviões do mundo – custou aproximadamente 13,3 bilhões de dólares em 2008, equivalente a mais de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) ajustados pela inflação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em dezembro de 2025 os planos para esta nova classe de navios militares que levam seu nome, uma distinção normalmente reservada para ex-líderes.
Esses navios estarão altamente armados, incluindo mísseis para defesa aérea e ataque terrestre, armas hipersônicas, mísseis nucleares de cruzeiro, lasers e um canhão eletromagnético conhecido como railgun, segundo a CBO.
Os navios da classe Trump serão maiores que os atuais destróieres e cruzadores dos Estados Unidos, porém terão um deslocamento ligeiramente menor do que os últimos encouraçados americanos da classe Iowa, aposentados na década de 1990.
Os Estados Unidos ficaram bastante atrás da China em termos de quantidade de navios em sua marinha.
No ano anterior, o Congresso divulgou um relatório no qual autoridades militares americanas e especialistas expressaram preocupação com a velocidade do programa naval chinês.
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