Mundo
EUA e Irã podem fechar acordo para reabrir Estreito de Ormuz
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que Washington está próximo de alcançar um entendimento com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz até a próxima quarta-feira (5), o que ajudaria a estabilizar os preços da energia.
“Estamos em diálogo com os iranianos e acredito que existe uma chance de, hoje ou amanhã, conseguirmos um acordo para permitir a reabertura do Estreito e avançar para uma situação mais estabilizada neste conflito”, afirmou Bessent nesta terça-feira (4), durante entrevista à CNBC.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Irã cobrar uma taxa para os navios que passarem pelo estreito, Bessent respondeu que espera haver livre trânsito na região.
Mundo
Ana Toni destaca união global na COP30 após saída dos EUA do Acordo de Paris
Ana Toni, economista e ex-secretária nacional de mudança do clima, além de diretora-executiva da COP30, afirmou nesta quarta-feira (5) que a conferência sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA), em novembro, evidenciou o compromisso dos países com o trabalho conjunto.
Antes do evento, Ana Toni mencionou que havia incertezas motivadas pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o que gerou dúvidas sobre a cooperação mundial na agenda climática.
“A grande preocupação era se outros países seguiriam o mesmo caminho. Contudo, nenhum país desistiu do Acordo de Paris, e as nações reforçaram a importância da colaboração internacional com a aprovação de 56 decisões oficiais por consenso, entre os 195 países participantes da COP em Belém”, explicou Ana Toni.
Entre os compromissos firmados, estão a aceleração da implementação prática do Acordo de Paris, a captação de US$ 1,3 trilhão em financiamento climática até 2035 e o aumento triplo dos recursos destinados à adaptação climática para países em desenvolvimento.
Durante um evento promovido pela Amcham Brasil na São Paulo Climate Week, a diretora-executiva da COP30 ressaltou que o próximo passo será intensificar a execução da agenda de ações em setores como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento.
Ana Toni destacou que a Austrália e a Turquia, que lideram a COP31, estão dividindo responsabilidades: a Austrália ficará encarregada das negociações, enquanto a Turquia cuidará da agenda de ações.
Os mecanismos para uma transição justa já foram definidos e agora precisam ser refinados nas negociações futuras.
Mundo
Sheinbaum solicita inclusão do México na visita do Papa à América Latina
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou nesta quarta-feira (5) que fará um pedido formal ao Vaticano para que o México seja adicionado ao roteiro da próxima viagem do papa Leão XIV pela América Latina.
O papa realizará visitas a 10 cidades nos países Uruguai, Argentina e Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro.
Sheinbaum já havia estendido esse convite pessoalmente ao pontífice em uma ligação no mês de dezembro do ano anterior. Agora, a solicitação será feita através do secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que atualmente está na Cidade do México.
“Vamos reforçar o convite para que ele visite nosso país”, declarou a presidente durante sua coletiva de imprensa diária.
Ela acrescentou que, para além do significado religioso para a comunidade católica, a visita do papa também tem relevância para temas atuais, como o debate sobre plataformas digitais e inteligência artificial, questões abordadas na primeira encíclica papal, frequentemente mencionada por Sheinbaum.
Com uma população de 126 milhões de pessoas, o México é dominado pelo catolicismo. Segundo o censo de 2020, 78% da população se identifica com essa fé.
A última visita papal ao México aconteceu em 2016, com o papa Francisco passando por cinco estados. Antes dele, o papa Bento XVI esteve no país em 2012, e o papa João Paulo II realizou cinco viagens ao México durante seu pontificado.
O cardeal Pietro Parolin deve celebrar uma missa na Basílica de Guadalupe ainda nesta quarta-feira. Sua agenda também inclui um encontro com uma entidade que reúne diversas partes da sociedade mexicana para desenvolver iniciativas voltadas à paz, segurança e justiça.
Mundo
Ministro argentino espera mudança ideológica no Brasil
O Ministro de Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, declarou nesta quarta-feira (5) que o país aguarda uma alteração na orientação ideológica do Brasil, fazendo referência às eleições presidenciais deste ano.
“Esse é um anseio do presidente Javier Milei e creio que não devemos perder de vista que as reações da Argentina nunca foram feitas em nível diplomático”, afirmou em coletiva de imprensa.
Após o governo Lula reduzir o nível de representação diplomática entre os dois países e pedir o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Quirno destacou que o Brasil enfrenta divergências semelhantes com outras nações, como o Paraguai, mostrando que o problema não é exclusivo com a Argentina.
“A Argentina lamenta a decisão unilateral tomada pelo Brasil. Acreditamos que essa não é a abordagem correta. Estamos sempre dispostos a preservar as relações. Como mencionei recentemente em uma entrevista, da nossa parte não haverá qualquer retaliação diplomática em resposta às ações brasileiras”, enfatizou o ministro.
“O Brasil tem total liberdade para decidir o que achar conveniente. Continuaremos mantendo as relações conforme o nível definido pelo Brasil. Para haver conflito, são necessárias duas partes. Não contem com a Argentina para isso.”
Em comunicado oficial, o Ministério de Relações Exteriores da Argentina demonstrou desapontamento com a escolha brasileira de “seguir se isolando do restante da região” por motivos puramente ideológicos.
“Nos últimos anos, houve diversas declarações e apoios políticos trocados entre líderes dos dois países. Em todas essas situações, sem exceção, a Argentina optou por não transformar tais eventos em crises diplomáticas”, diz o texto oficial.
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