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ES já recebeu 128 denúncias de fura-filas na vacinação contra a Covid-19

Esse foi o maior motivo das denúncias recebidas pelo governo do estado com relação à vacinação. Ao todo, o estado recebeu 140 denúncias.

Vacinação contra Covid-19 no ES — Foto: William Caldeira/Prefeitura de Vila Velha

O Espírito Santo já recebeu 128 denúncias de fura-filas na vacinação contra a Covid-19 até a primeira semana do mês de abril. Esse foi o maior motivo das denúncias recebidas pelo governo do estado com relação à vacinação. Ao todo, o estado recebeu 140 denúncias.

As outras denúncias foram sobre desvio de vacina por agente público (1), extravio de dose (1), falsa aplicação de doses (2), venda de vacina (1) e demais motivos (7). Além das denúncias, o estado também recebeu três reclamações relacionadas aos fura-filas.

O levantamento foi apresentado pelo ouvidor do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, Rafael Vulpi Caliari em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (14).

De acordo com o ouvidor, três cidades responderam que vão apurar os fatos ou iniciar procedimento administrativo disciplinar. Ele não detalhou quais são esses municípios. Um hospital particular relatou a abertura de uma sindicância.

De todas as manifestações que chegaram até a ouvidoria, a maioria delas era de responsabilidade dos municípios (225); 78 eram de atribuição do estado, quatro do Ministério da Saúde e sete foram encerradas por falta de informações.

Informações foram passadas em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira — Foto: Divulgação/Sesa

Informações foram passadas em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira — Foto: Divulgação/Sesa.

Auditoria

Também presente na coletiva, o secretário estadual de Controle e Transparência, Edmar Camata, anunciou que a secretaria lançou uma auditoria da vacinação no Espírito Santo. Ele explicou que será criado uma lista para preenchimento dos municípios a respeito da aplicação das doses.

“Teremos auditorias físicas, presenciais, especialmente nos municípios onde estão localizadas as redes de frios: Colatina, São Mateus, Cachoeiro e Vitória. E teremos também auditorias em municípios dentro dessas redes de frios, onde foram identificadas dentro da matriz de risco volume de atendimento, postos de vacinação, risco de atendimentos realizados. Que são Ecoporanga, João Neiva, Vila Velha e Guaçuí”, explicou.

O secretário disse ainda que alguns municípios estão com eficiência na aplicação de vacinas e, por isso, têm pouco estoque de doses: Divino de São Lourenço, Muniz Freire, Irupi, Domingos Martins e Afonso Cláudio.

A previsão da secretaria é de que o primeiro relatório de auditoria da vacinação seja divulgado no dia 3 de maio, mas dois municípios já foram alertados porque estão com vacinas a vencer nos próximos dias. O secretário não apontou quais são essas cidades.

Exigência

Todos os trabalhadores de saúde do sistema público do Espírito Santo deverão estar vacinados a partir do dia primeiro de maio deste ano, sob pena de sanções. A informação foi dada pelo secretário de Saúde, Nésio Fernandes, também na coletiva.

“Aquele que não receber a vacina, passará a contabilizar faltas e inacessibilidade ao local de trabalho, que poderá levar a descontos salariais e outras punições”, enfatizou Nésio.

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Gravidez diminui chances e independência de meninas, aponta estudo

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A gravidez na infância ou adolescência interrompeu os estudos de 61% das jovens pesquisadas pela organização não governamental Plan Brasil. Intitulado Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil, o estudo está disponível no site da entidade.

A pesquisa consultou mais de 1.500 mulheres entre 19 e 29 anos de todas as regiões do Brasil, comparando dois grupos: aquelas que tiveram gravidez na infância ou adolescência e as que não tiveram essa experiência.

No grupo das que não engravidaram jovens, o percentual de interrupção dos estudos é de 33%.

Cynthia Betti, CEO da Plan Brasil, destaca que a gravidez nessa fase da vida intensifica desigualdades já existentes antes da gestação.

“Os dados evidenciam que essas meninas enfrentam obstáculos acumulados na educação, saúde, mercado de trabalho e no exercício dos direitos básicos”, afirmou.

Oito em cada dez entrevistadas (83%) relatam ter abandonado um emprego ou perdido alguma oportunidade profissional para cuidar dos filhos.

Mesmo partindo de contextos semelhantes, as jovens que engravidaram na infância ou adolescência enfrentam desvantagens significativas ao longo da vida.

O estudo indica que 73% das entrevistadas já sofreram discriminação por causa da gravidez, seja em ambiente familiar, escolar ou em serviços de saúde.

O preconceito surge frequentemente nos depoimentos, com julgamentos sobre sua capacidade intelectual, moral e profissional.

Casamento na adolescência

A pesquisa também aponta que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em casamento ou união logo após a primeira gestação.

Registra-se um aumento de 19 pontos percentuais na chance de casamento antes dos 16 anos entre essas jovens.

Entre as que engravidaram antes dos 14 anos, metade (50%) não teve acesso à interrupção legal da gestação nos serviços de saúde.

Segundo a legislação brasileira, toda gravidez em menores de 14 anos é considerada resultado de estupro de vulnerável.

Cynthia ressalta que essas jovens não perderam apenas um emprego ou um ano de estudo, mas sim a possibilidade de escolher seus próprios caminhos no momento em que mais precisavam de autonomia.

“Transformar essa realidade requer a implementação, acompanhamento e financiamento de políticas públicas integradas e focadas na prevenção, ao invés de ações isoladas. Ouvir essas experiências transforma estatísticas em compromisso social”, avaliou.

Recomendações

O estudo sugere várias medidas, incluindo a promoção da educação sexual baseada em direitos, acesso facilitado a métodos contraceptivos, e a universalização de creches com horários que atendam às rotinas de estudo e trabalho.

Destaque ainda para a necessidade de combater a violência obstétrica, coerção contraceptiva e implementar políticas de inserção no mercado de trabalho direcionadas às jovens mães.

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Brasil

SUS amplia para 100 mil teleatendimentos mensais para dependência de apostas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) expandiu o serviço de teleatendimento para até 100 mil atendimentos por mês, destinados a pessoas que enfrentam problemas com jogos e apostas online. A medida entrou em vigor nesta terça-feira (4).

Desde que o serviço foi lançado em março, a média mensal era de 600 teleatendimentos. Segundo o Ministério da Saúde, essa ampliação se fez necessária devido ao aumento na demanda.

O atendimento é disponibilizado pelo aplicativo Meu SUS Digital, em colaboração com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Oferecendo suporte de maneira remota, confidencial e acolhedora, o serviço proporciona orientação e acompanhamento especializado, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Dados do ministério mostram que mais de 1 milhão de pessoas usaram a ferramenta de autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas, por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada pelo Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Os registros indicam que 35% dessas pessoas pediram a autoexclusão devido à perda do controle sobre suas apostas.

Sinais de alerta para o vício em apostas

  • Alterações no padrão de sono, alimentação ou estado emocional;
  • Mentir para familiares e amigos sobre o envolvimento com apostas;
  • Sentimentos de vergonha e culpa relacionados ao jogo;
  • Ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão apostando;
  • Uso do jogo para enfrentar o estresse ou frustrações;
  • Dificuldade em reduzir ou parar de apostar;
  • Impacto negativo nas relações pessoais e profissionais;
  • Aumento do consumo de álcool e outras substâncias;
  • Descontrole financeiro causado pelos gastos com apostas.

Fatores que aumentam o risco

  • Início precoce em jogos de aposta;
  • Facilidade no acesso a plataformas de jogos online;
  • Busca por escape emocional ou para fugir de problemas;
  • Presença de transtornos mentais como depressão e ansiedade;
  • Impulsividade e desejo por recompensas imediatas;
  • Influência social e cultural que glamoriza o ato de apostar;
  • Isolamento social e sensação de solidão;
  • Fragilidades sociais e econômicas.
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Carlos Palacios é investigado por suspeita de tráfico no Chile

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O atacante Carlos Palacios, que jogou no Internacional e no Vasco durante sua carreira no futebol brasileiro, está sendo investigado pela Justiça do Chile em uma ação contra uma possível rede de tráfico de drogas.

Embora o jogador actualmente no Boca Juniors não tenha sido formalmente acusado, as autoridades estão examinando a ligação entre um carro e uma propriedade associados a ele dentro do contexto da investigação.

O caso veio à tona após a prisão de Sebastián Guerra Soto, sogro de Palacios, apontado como um dos líderes da organização criminosa conhecida como “Los Pájaros” pela Promotoria Metropolitana Sul.

Na operação, foram confiscados mais de uma tonelada de drogas, armas, veículos e dinheiro em espécie, avaliados em aproximadamente 18 bilhões de pesos chilenos (quase R$ 99 milhões).

Guerra Soto foi capturado enquanto dirigia um Mercedes-Benz registrado no nome do jogador, veículo que as autoridades suspeitam ter sido utilizado no transporte de entorpecentes.

Além disso, durante uma busca em um imóvel alugado pela filha de Guerra Soto, a polícia encontrou drogas e armamentos. A residência supostamente era financiada por Carlos Palacios.

A apuração acontece em um momento difícil para o atacante chileno, que está se recuperando de uma lesão no músculo adutor, problema que o afastou das últimas partidas do Boca Juniors, incluindo os playoffs da Copa Sul-Americana contra o O’Higgins.

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