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Irã não deseja aumentar conflito, mas protegerá sua integridade territorial, afirma presidente

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que Teerã não pretende intensificar as tensões na Ásia Ocidental, porém não permitirá ameaças à sua integridade territorial. “A República Islâmica do Irã não quer aumentar os conflitos ou causar instabilidade na região. No entanto, usará todos os seus recursos para preservar a segurança nacional, os interesses do país e sua integridade territorial”, afirmou Pezeshkian, conforme informações da Press TV.

Simultaneamente, o conselheiro do Gabinete do presidente do Irã, Sayyid Mahdi Tabatabaei, refutou boatos sobre a renúncia de Pezeshkian, classificando-os como “uma mentira completa”.

“A coalizão perversa dos hipócritas enganadores e dos seguidores do extremismo e da imprudência visa a unidade e a solidariedade nacional”, destacou ele em uma postagem no X.

Tabatabaei mencionou que, embora já tenham se passado dois anos desde o insucesso da oposição nas eleições nacionais, eles continuam tentando se vingar da vontade popular.

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Crise diária em Cuba exige soluções criativas

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Os cubanos historicamente têm mostrado muita resiliência e criatividade para lidar com as dificuldades, encontrando soluções improváveis, mas essa constante adaptação tem um elevado custo psicológico em meio à maior crise vista na ilha em décadas.

No coração de Centro Habana, Mayumis Núñez passa as noites deitada numa cama improvisada em frente ao antigo edifício onde viveu por muitos anos.

Há três semanas, uma parte do prédio centenário desabou, tornando o local inabitável. Desde então, Mayumis não tem outro lugar para dormir.

Dormir ao ar livre a deixa extremamente cansada, mas o que mais lhe perturba é a incerteza sobre quando essa situação terminará.

“Imagine não conseguir descansar, passar de um dia para o outro sem alívio”, diz Mayumis Núñez, 44 anos.

Cada manhã, ela sobe até o que restou do apartamento para tomar banho — se houver água suficiente apesar dos frequentes apagões —, trocar de roupa e se preparar para o trabalho.

Para muitos cubanos, garantir água, comida, transporte e até uma noite inteira de sono no calor sufocante do verão tem se tornado um desafio diário. Desde que Washington aplicou um bloqueio ao fornecimento de petróleo para Havana em janeiro, as condições de vida se agravaram consideravelmente.

Além das dificuldades materiais, muitas pessoas relatam um sentimento de esgotamento por tentar resolver as situações diárias repetidas vezes, sem energia para pensar no futuro.

Estresse acumulado e esgotamento

No hospital Calixto García, em Havana, onde há anos funciona uma clínica especializada em tratamento de estresse, os médicos têm notado os reflexos da crise nas consultas.

Grupos formados por estudantes, aposentados e profissionais compartilham há meses as mesmas preocupações: apagões frequentes, dinheiro escasso, familiares migrados e planos adiados.

Dentre eles está Claudia Sifredo, estudante de pedagogia de 29 anos, que suspendeu projetos pessoais, como sair da casa dos pais, um sonho hoje difícil de realizar.

“Tudo está confuso… a situação atual traz tanto estresse e incerteza que nem sabemos como encarar o dia a dia”, explica.

Para lidar, ela conta que a terapia tem ajudado a focar no que pode controlar. “Preciso aprender a conviver com esse ambiente que não posso mudar agora.”

Para Tania Peón, diretora de Saúde Mental de Havana, uma grande parte da população vive hoje em estado constante de alerta.

“As pessoas gastam energia tentando resolver necessidades básicas”, explica.

Esse esforço contínuo se torna uma sobrecarga. “É estresse sobre estresse”, destaca.

As famílias tentam encontrar formas de enfrentar a escassez, mas o nível de exaustão é muito alto.

Jovens também têm demonstrado preocupação crescente, fase de vida habitualmente marcada por construção de projetos e expectativas.

“Vimos aumento nos comportamentos suicidas entre adolescentes neste semestre”, alerta Peón, destacando que, embora não seja apenas resultado da crise, está relacionada ao contexto de pressão e incerteza que muitos jovens enfrentam.

Dificuldades e esperança

Na ilha de cerca de 9,4 milhões de habitantes, sinais de deterioração na saúde mental já eram visíveis antes da recente crise energética.

Estudos de 2025 com adultos indicaram níveis severos de depressão, ansiedade e estresse correlacionados diretamente com apagões prolongados.

Leandro Wanton, um guia turístico de 45 anos desempregado após o colapso do setor, admite que a frustração aparece frequentemente.

“Tem dias que acordo com vontade de explodir”, conta.

Ao lado do companheiro Roberto Ronda, chef de cozinha de 49 anos, tenta manter um pequeno negócio de alimentação em Havana Velha, onde os apagões atrapalham horários e estragam alimentos, tornando os dias imprevisíveis.

“Não há paz nem descanso”, afirma Roberto. “A saúde mental vai se desgastando.”

Ele também se mostra inseguro quanto ao futuro: “é incerto, a não ser que ocorram mudanças radicais no país”.

Em Consolación del Sur, na província de Pinar del Río, cerca de 150 km de Havana, o agricultor Fidel Maqueira passa as noites vigiando seus bois para evitar roubos, enquanto enfrenta apagões, falta de água e de recursos para suas plantações, além do aumento dos preços.

“Estamos vivendo tempos muito difíceis. Estamos à beira de perder a cabeça, não há tranquilidade”, afirma.

Para continuar, ele tenta “não pensar demais nos problemas” e resolver as situações com os poucos recursos disponíveis.

Quando anoitece em Havana, Mayumis Núñez volta a se deitar em frente ao prédio parcialmente destruído.

No dia seguinte, ela repetirá a rotina: subir ao que resta do apartamento, se preparar para o trabalho e tentar resolver os problemas da vida cotidiana.

Assim seguirá, dia após dia, buscando uma forma de sobreviver e dar um jeito nas dificuldades que a persistente crise impõe.

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Lula e Putin conversam por telefone a pedido do governo brasileiro

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O governo da Rússia comunicou na terça-feira (4) que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabeleceu uma ligação telefônica com o líder russo, Vladimir Putin. De acordo com o relato divulgado pelo Kremlin, a iniciativa partiu do governo brasileiro.

Até o presente momento, o Palácio do Planalto não confirmou o contato entre Lula e Putin.

Na manhã desta terça-feira, o presidente teve um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, além do assessor especial, Celso Amorim.

Conforme a declaração do Kremlin, durante a conversa, Lula e Putin abordaram meios para ampliar e diversificar a cooperação bilateral em múltiplos setores. Também trocaram opiniões a respeito de assuntos internacionais relevantes, incluindo o conflito na Ucrânia. O presidente russo agradeceu o esforço brasileiro em buscar soluções políticas e diplomáticas para este impasse.

O governo da Rússia afirmou ainda que os dois concordaram que seus países compartilham pontos de vista similares sobre diversas questões globais importantes e se comprometeram a manter uma colaboração estreita dentro da ONU e outras entidades multilaterais.

O diálogo telefônico ocorre em um contexto de aumento da tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, além da preocupação brasileira acerca de possíveis interferências no processo eleitoral nacional por parte dos norte-americanos.

Recentemente, Lula também manteve uma conversa telefônica com o presidente da China, Xi Jinping.

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Eclipse solar total acontece em 12 de agosto; veja onde e como assistir

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Um eclipse solar total vai transformar o céu de cinco regiões do mundo no próximo dia 12 de agosto. O fenômeno cruzará a Groenlândia, a Islândia, o norte da Rússia, a Espanha e uma pequena parte de Portugal, onde ficará totalmente visível.

Esse fenômeno ocorre quando o sol, a lua e a terra estão alinhados perfeitamente, fazendo com que a lua cubra totalmente o disco solar.

Nesse dia, a sombra da lua percorrerá apenas uma faixa estreita do Hemisfério Norte, podendo ser vista parcialmente em outras regiões.

Com isso, o eclipse solar parcial poderá ser observado em partes do norte dos Estados Unidos – do Alasca à Carolina do Norte -, na maior parte do Canadá e da Europa, além do noroeste da África.

De acordo com a Nasa, na Europa continental e África, o sol vai se pôr ainda parcialmente eclipsado, criando uma chance de ver o eclipse durante o pôr do sol.

“Para a maioria das pessoas na faixa de totalidade, o sol ficará totalmente coberto por menos de dois minutos. Para quem estiver próximo ao centro dessa faixa, na Groenlândia, Rússia ou no Atlântico Norte, a totalidade vai durar um pouco mais, mas ainda menos que dois minutos e meio”, informou a Nasa.

Brasil de fora
O Brasil não verá o fenômeno porque o alinhamento não será suficiente para que o eclipse seja visível no país. Isso acontece porque a sombra da lua passará somente pelo Hemisfério Norte.

Portanto, nenhuma região do Brasil ficará dentro da área onde o eclipse poderá ser visto, nem mesmo de forma parcial.

Como assistir
Quem quiser acompanhar o eclipse, poderá assistir ao vivo pelo site da Nasa no dia 12 de agosto, a partir das 13h15 (horário de Brasília).

A Nasa destaca que só durante os breves momentos de totalidade, quando a lua bloqueia totalmente a luz do sol, é seguro olhar para o eclipse sem proteção.

“Antes e depois da totalidade, é preciso usar proteção para os olhos ao observar o sol nas fases parciais do eclipse, quando a lua cobre só parte do disco solar. É possível usar óculos especiais, visores solares portáteis ou outros filtros que bloqueiam a maior parte da luz solar e protegem a visão”, explicou a Nasa.

Ação do Google
Para entrar no clima desse fenômeno, o Google realizou uma ação especial: ao pesquisar “eclipse solar de 12 de agosto” na plataforma, surge uma animação na tela mostrando a formação do eclipse momentos antes das informações aparecerem.

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