Economia
Fórum discute energia limpa e futuro do setor elétrico em Pernambuco
O Recife sedia nesta quarta-feira (6) uma nova edição do Fórum SINDIENERGIA-PE, evento que reunirá especialistas, autoridades públicas, empresários e representantes do setor elétrico para debater os desafios e as perspectivas da transição energética em Pernambuco. O encontro, gratuito e aberto ao público, acontecerá das 9h às 18h, no Empresarial RioMar, na Zona Sul da capital. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela plataforma Sympla, com vagas limitadas.
Organizado pelo Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado de Pernambuco (SINDIENERGIA-PE), o fórum tem como objetivo fortalecer o ecossistema energético local, promovendo discussões sobre inovação, políticas públicas, desenvolvimento sustentável e atração de investimentos.
A programação abrange painéis sobre eletromobilidade, armazenamento de energia, soluções híbridas, eficiência energética e o Plano de Desenvolvimento Estratégico de Pernambuco. Os temas foram escolhidos para abordar tendências essenciais ao progresso da matriz energética e à redução de carbono no estado.
De acordo com o presidente do SINDIENERGIA-PE, Bruno Câmara, o evento visa aproximar diferentes segmentos do setor para fortalecer o ambiente de negócios e auxiliar na criação de políticas públicas.
Bruno Câmara destacou: “O Fórum SINDIENERGIA-PE é um ponto de encontro importante para o futuro da energia em nosso estado. Estamos reunindo autoridades governamentais, líderes da indústria, órgãos reguladores, a distribuidora local, acadêmicos e especialistas com o propósito de fortalecer a representação do setor, apoiar a formulação de políticas públicas e criar condições para atrair investimentos.”
Um dos destaques será a apresentação do Projeto Etanol, liderado pela Suape Energia, que visa instalar a primeira usina termelétrica em grande escala movida a etanol no mundo. A apresentação ficará a cargo do diretor técnico da Energética Suape II S.A., José Faustino da Costa Cândido.
Além disso, o evento incluirá uma palestra principal intitulada “A nova corrida da energia: onde estão as próximas grandes oportunidades”, apresentada pelo fundador e CEO da Sirius, Bruno Barbosa, renomado especialista do setor elétrico brasileiro.
Economia
Corte na taxa de juros ainda não basta, dizem entidades
O Banco Central promoveu seu quarto corte seguido na Taxa Selic, nessa quarta-feira (5), reduzindo a taxa básica para 14% ao ano. Apesar da recepção positiva por parte do setor econômico, a diminuição é vista como insuficiente para impulsionar o crescimento da indústria.
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou que o ciclo contínuo de cortes na Selic é um indicativo favorável para a economia, mas o custo elevado do crédito ainda freia investimentos importantes.
Segundo a Firjan, o alto custo do capital atrasa a modernização e a competitividade das empresas brasileiras, refletido em um crescimento modesto de 0,4% na indústria de transformação no primeiro semestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou que os juros permanecem altos há 55 meses e apontou que a Selic atual está 3,6 pontos percentuais acima da taxa sugerida pela Regra de Taylor, que identifica níveis ideais para controlar a inflação sem prejudicar o desenvolvimento econômico.
Além disso, a taxa real de juros em torno de 10% supera amplamente a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central (5%), indicando possibilidade de cortes mais significativos na Selic sem comprometer o controle inflacionário.
Força Sindical, entidade representativa dos trabalhadores, classificou a redução de 0,25 ponto percentual como insuficiente, destacando que juros altos encarecem o crédito, limitam investimentos e impactam negativamente a geração de empregos e o consumo.
Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, comenta que o Copom sinalizou cautela diante dos dados econômicos atuais e dos riscos ascendentes, sugerindo que o ciclo de cortes nos juros pode continuar, porém de forma prudente.
Analisando fatores externos, o Banco Central apontou a incerteza decorrente dos conflitos no Oriente Médio e a indefinição sobre políticas monetárias em várias economias avançadas, criando um ambiente de cautela para decisões futuras.
Economia
Fux marca nova audiência para resolver empréstimo do BRB
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido do governo de Brasília e agendou uma nova audiência de conciliação para o dia 13 de agosto, com o objetivo de destravar o empréstimo bancário de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).
A primeira audiência, convocada por Fux para solucionar o problema financeiro do banco, gerado pelas operações com o Banco Master, ocorreu no final de maio.
Naquela ocasião, as partes firmaram um acordo, contudo, os principais bancos privados demonstraram resistência em participar do consórcio que garantiria a operação, que envolve o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Participarão da nova audiência a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o presidente do BRB, Nelson de Souza, além de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), do Banco do Brasil e do Ministério Público Federal.
De acordo com o acordo firmado em maio, o empréstimo ao BRB seria assegurado por um sindicato de bancos públicos e privados, tendo como contragarantia a parcela do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que totaliza cerca de R$ 1,6 bilhão.
A expectativa da diretoria do BRB era a assinatura do contrato até 20 de junho. O banco está atualmente sofrendo multas diárias pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido ao atraso na divulgação do balanço de 2025, que deveria ter sido publicado até 31 de março.
No entanto, fontes informam que os bancos privados passaram a requerer que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentem garantias próprias, uma exigência considerada inviável pelo governo federal, pois afetaria os balanços dos dois bancos públicos.
Além disso, os bancos avaliam que o plano de negócios apresentado pelo BRB e pelo governo do Distrito Federal não é suficiente para convencê-los a oferecer as garantias necessárias para que o FGC possa conceder o empréstimo.
O governo do Distrito Federal está sendo pressionado pelo Banco Central para capitalizar o banco e cobrir o déficit causado pelas operações com o Banco Master. O valor do prejuízo ainda não foi oficialmente divulgado, mas estimativas feitas pelo presidente do banco, Nelson de Souza, indicam que pode chegar a R$ 8,8 bilhões.
Economia
Contratos assinados para explorar 5 blocos no pré-sal
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira, dia 5, a celebração dos contratos referentes ao 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, marcando o início da etapa exploratória em cinco blocos do pré-sal brasileiro.
O processo envolve um bônus de assinatura no valor de R$ 103,7 milhões e um investimento mínimo estimado de R$ 451,5 milhões para as atividades exploratórias.
De acordo com o ministério, esta foi a maior quantidade de blocos adquiridos desde a implementação do regime de partilha em 2013. Foram contratados cinco dos sete blocos disponíveis: Esmeralda e Ametista, localizados na Bacia de Santos, e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na Bacia de Campos.
Alexandre Silveira, ministro, destacou que os bônus de assinatura previstos nos contratos ajudam a reforçar o caixa da União, ampliando a capacidade de investimentos em áreas estratégicas para o país.
Os acordos foram firmados entre a União, as empresas vencedoras — Petrobras, Equinor Brasil Energia Ltda, CNOOC Petroleum Brasil, Sinopec Exploration & Production (Brasil) e Karoon Petróleo & Gás Ltda —, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).
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