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Vinte anos da Lei Maria da Penha: prevenção e ações integradas contra feminicídio

O marco de 20 anos da Lei Maria da Penha e a urgência de reforçar a prevenção da violência contra a mulher foram temas centrais no encontro “Desafios e avanços no combate ao feminicídio”, realizado na última sexta-feira (25) pela Editora Globo, no auditório localizado no Centro do Rio de Janeiro. Durante dois painéis, especialistas e autoridades discutiram melhorias na legislação, políticas de prevenção, rede de proteção, independência financeira feminina e novas formas de violência digital.

O primeiro painel contou com a participação da Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, do Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e da promotora Isabela Jourdan, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com mediação da colunista da Marie Claire, Mariana Weber. O segundo momento, conduzido pela jornalista Lívia Torres, focalizou as políticas públicas de Niterói, cidade que não registra feminicídios há 18 meses, reunindo representantes da rede municipal de amparo às mulheres.

Para a promotora Isabela Jourdan, que coordena o Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica do MPRJ, a grande transformação da lei foi colocar a violência doméstica como uma responsabilidade do Estado.

“Nestes 20 anos, ocorreu uma mudança significativa de paradigma. Passamos a encarar a violência contra a mulher não mais como um problema privado, mas como uma obrigação do Estado. O combate deixou de ser apenas uma questão penal para envolver também a proteção e a prevenção. O feminicídio não é um evento imprevisível, mas um crime que apresenta sinais de alerta. É fundamental agir antes que a violência aumente, desde a investigação até o acolhimento e encaminhamento para centros especializados”, destacou.

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, salientou que a rede de apoio ainda não está organizada uniformemente em todas as regiões do país.

“Contamos com uma rede de proteção, porém ela não está implementada em todos os locais. É preciso fortalecer o pacto federativo, dialogar com governadores e prefeitos, para que cada município assuma sua responsabilidade. Interrupções em investimentos, orçamentos ou envolvimento comprometem profundamente a eficácia nas respostas”, afirmou.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que a permanência e a coordenação das políticas públicas são decisivas no combate ao feminicídio, citando que o auxílio social destinado às mulheres em situação de violência já beneficiou mais de 700 vítimas no município.

“Ter uma política de Estado é crucial, mas sua continuidade, planejamento conjunto e integração das ações são ainda mais importantes. Em nosso novo mandato, estruturamos orçamento e metas da administração com foco no protagonismo feminino e no combate à violência. Todas as áreas da administração agora têm metas relacionadas a esses temas”, afirmou o prefeito.

No segundo painel, a chefe da Delegacia da Mulher de Niterói, Elisa Borboni, enfatizou a importância da articulação dos serviços.

“Uma rede eficaz deve ter portas de entrada e de saída. A mulher pode buscar ajuda em diversas instituições e, a partir disso, deve ter acesso a um atendimento coordenado que respeite sua autonomia e evite revitimização”, explicou.

A secretária municipal das Mulheres, Thaiana Ivia, mencionou que o auxílio social, atualmente no valor de R$ 1.621, é acompanhado por iniciativas de capacitação e inclusão no mercado de trabalho.

“Este auxílio não é apenas uma transferência de renda. Representa uma ferramenta do poder público para que a mulher possa iniciar sua jornada de liberdade, garantindo dignidade, direitos e oportunidades para romper o ciclo da violência”, detalhou.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Niterói, Francine Lima, chamou atenção para o trabalho de prevenção nas escolas e o uso do aplicativo SOS Mulher.

“Cumprir a lei é essencial, mas não é o único objetivo da Patrulha. Atuamos também com educação, para que crianças e adolescentes reconheçam os tipos de violência e saibam a quem recorrer em situações de risco”, comentou.

A ativista Schuma Schumaher ressaltou a relevância da autonomia financeira para as mulheres.

“Romper uma relação onde a mulher construiu sua vida, família e sonhos não é simples, sobretudo quando há dependência econômica. Recuperar a independência financeira é uma importante saída”, afirmou.

O debate incluiu ainda as novas formas de violência no ambiente digital, quando Isabela Jourdan alertou para perseguições, ameaças, discursos de ódio e deepfakes.

“O Estado precisa acompanhar o ritmo da tecnologia, antecipando-se com regulamentações e educação. É necessário incluir os homens nesse esforço”, concluiu.

O encontro “Desafios e avanços no combate ao feminicídio” foi organizado pela Editora Globo, com apoio da Prefeitura de Niterói e cobertura realizada por O GLOBO, Extra e Marie Claire.

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Flow Podcast confirma entrevista com Lula no horário do debate da Globo

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O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, participará de uma entrevista no Flow Podcast na quinta-feira, 1º de outubro, no mesmo horário do debate organizado pela Globo. A informação foi divulgada pela equipe do Flow nas redes sociais.

A equipe de Lula ainda não se pronunciou oficialmente sobre a recusa ao debate da Globo e a decisão de participar do podcast.

A Globo comunicou oficialmente nesta quarta-feira (30) que foi informada pela equipe do Presidente Lula que ele não participará do debate.

Além de Lula, foram convidados os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Augusto Cury (Avante). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, orientou que a emissora convidasse também o candidato Romeu Zema (Novo).

Com a confirmação de que Lula não estará presente no debate da Globo, ele encerrará o primeiro turno da campanha sem ter discutido diretamente com seus oponentes em debates televisivos.

No debate promovido pela Band, Lula optou por dar uma entrevista exclusiva à Record. Ele também recusou participar de outro debate organizado por um grupo de veículos, que foi cancelado devido às ausências dos candidatos.

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Nio lança internet móvel com cobertura nacional

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A provedora de banda larga fixa Nio, anteriormente conhecida como Oi Fibra, está ampliando sua atuação ao oferecer conexões de internet móvel. Os planos entraram no mercado na quinta-feira, 1º de outubro. Essa novidade foi antecipada em junho pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O novo serviço móvel estará disponível em todo o país, contando com cobertura 4G e 5G, conforme a disponibilidade regional. Os planos incluem mensagens e chamadas ilimitadas via WhatsApp, SMS e ligações nacionais sem cobrança adicional.

Inclusive, os planos selecionados têm como diferencial a inclusão do 5G, incorporado sem custos extras, garantindo o compromisso da Nio com preços fixos até janeiro de 2030.

Essa oferta é viabilizada por meio de uma parceria comercial com a Surf Telecom, uma operadora virtual que utiliza a infraestrutura da TIM para prestar o serviço.

Com essa estratégia, a Nio deseja fortalecer sua gama de serviços integrados, unificando banda larga fixa, móvel e soluções digitais, como streaming de vídeo, para aumentar a fidelização do público.

Márcio Fabbris, CEO da Nio, comentou: “A integração do 5G com a tecnologia fibra cria uma nova dinâmica para o crescimento, oferecendo mais conveniência aos consumidores e mantendo a confiança que estabelecemos com eles.”

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Parcela final do décimo terceiro será antecipada este ano

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Com o começo do último trimestre, as empresas começam a preparar o pagamento do décimo terceiro salário.

A primeira parcela deverá ser paga até o dia 30 de novembro, que cai numa segunda-feira.

A segunda parcela, que geralmente é paga até 20 de dezembro, será antecipada este ano para beneficiar milhões de trabalhadores.

Como o dia 20 de dezembro será um domingo, o pagamento será feito no dia útil anterior, 18 de dezembro.

O pagamento não poderá ser adiado para depois, pois isso ultrapassaria o limite legal.

Para quem recebe o benefício em duas etapas, as datas ficam:

  • Primeira parcela: até 30 de novembro de 2026;
  • Segunda parcela: até 18 de dezembro de 2026.

Segundo a legislação, o empregador pode antecipar a primeira parcela em qualquer momento entre fevereiro e novembro. Essa parcela corresponde a cerca de metade do salário, sem descontos, que são aplicados na segunda parcela.

A segunda parcela é menor pois inclui descontos como contribuição previdenciária e imposto de renda, quando aplicáveis.

Os trabalhadores que já receberam adiantamento durante as férias não terão uma primeira parcela nova em novembro.

Esse valor será descontado do décimo terceiro no final do ano, e pode haver diferenças a pagar devido a reajustes salariais, remuneração variável ou mudanças no período considerado.

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