Brasil
Velório do influenciador Lito Sousa será aberto ao público nesta sexta
O velório do influenciador Lito Sousa acontecerá nesta sexta-feira (2) no Parque de Material Aeronáutico, no Museu Aeroespacial Paulista, localizado na avenida Braz Leme, 2594, em Santana, na zona norte de São Paulo. A cerimônia estará aberta ao público das 9h às 12h, com um espaço exclusivo para familiares e amigos.
Lito Sousa faleceu na quinta-feira (1º). Ele era um especialista em aviação e fundador do canal Aviões e Músicas, que conta com 3,6 milhões de inscritos no YouTube. Com 59 anos, o influenciador enfrentava a doença degenerativa Creutzfeldt-Jakob, rara, fatal e sem cura. Deixa esposa, Mila, e um filho de sete anos.
O intervalo entre o diagnóstico e o falecimento foi inferior a dois meses. Apesar da grave enfermidade, ele buscou tratamentos experimentais e costumava dizer que “o jogo só acaba quando termina”. Lito também afirmava não temer a morte.
Carreira
Com 36 anos de trajetória na aviação, atuou em empresas como Varig, Transbrasil e United Airlines, dedicando 27 anos à parte técnica como mecânico de aeronaves. Entre 2015 e 2021, conciliou a profissão e o canal nas redes sociais. Em 2021, optou por se dedicar exclusivamente ao audiovisual, ao perceber que o número de seguidores superava o da página da empresa onde trabalhava.
“No começo, foi complicado. Eu tinha um bom salário e passei a ter custos fixos elevados com funcionários”, relatou Lito em entrevista ao Estadão em 2025. “Logo após minha saída, ocorreu o acidente com o avião da Marília Mendonça. Isso me permitiu abordar o tema mais abertamente e me tornar uma referência. O YouTube virou uma grande vitrine”, explicou.
Lito expandiu além da criação de conteúdo, fundando outros negócios que formam o Lito Group. Criou cursos de mecânica de manutenção de aeronaves e treinamentos para pessoas com medo de voar.
“Sou o mecânico de manutenção de aeronaves mais conhecido do Brasil. Surgiu a ideia: por que não criar minha própria escola para mecânicos de manutenção de aeronaves?”, contou ao Estadão no ano anterior.
A empresa, que inicialmente possuía um CNPJ, passou a ter quatro: cursos profissionais online e semi-presenciais (para mecânicos, pilotos, comissários de bordo e pós-graduação em Engenharia Aeronáutica), produção audiovisual, palestras e treinamentos corporativos, além de inspeção de peças aeronáuticas.
Descoberta da doença
Lito foi diagnosticado com câncer de próstata cerca de quatro meses antes do falecimento. A descoberta ocorreu durante exames de rotina que revelaram níveis elevados de Antígeno Prostático Específico (PSA), levando-o ao urologista.
Após ressonância magnética e biópsia, foi confirmado um carcinoma de risco intermediário-baixo. Ele optou pela prostatectomia, remoção total da próstata.
Enquanto organizava o tratamento, Lito começou a apresentar sintomas neurológicos incomuns, como perda progressiva de controle motor no braço e mão esquerdos, dormência e dificuldade de coordenação.
Durante uma viagem aos Estados Unidos, seus sintomas pioraram. Retornando ao Brasil, procurou atendimento no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde realizaram vários exames que identificaram a doença neurodegenerativa Creutzfeldt-Jakob.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é causada pelo acúmulo de proteínas anômalas chamadas príons no cérebro. Essas proteínas iniciam uma reação em cadeia que afeta proteínas saudáveis, prejudicando o funcionamento dos neurônios e podendo levar à morte celular.
Os sintomas variam conforme a região cerebral afetada, podendo incluir alterações motoras, de coordenação, visão, memória, comportamento e outras funções cognitivas.
No início, a doença pode se assemelhar a outros distúrbios neurológicos, já que algumas manifestações, especialmente as cognitivas, não são exclusivas. Os sintomas diferem entre pacientes, e a progressão rápida dessas alterações é um aspecto marcante.
Brasil
Ataques a símbolos religiosos geram discussão sobre intolerância
“Se reabrir, todos morrem”. Era essa a mensagem afixada em um cartaz na vitrine de uma loja de artigos religiosos católicos no centro de Fortaleza, na noite do atentado com coquetel molotov ocorrido na madrugada de 9 de setembro. Na mesma noite, outras duas lojas católicas e uma umbanda também tiveram suas fachadas incendiadas na capital do Ceará.
A Polícia Civil está investigando os ataques, enquanto no dia seguinte o Padre Josileudo Queiroz, da Igreja de São José Operário em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, declarou nas redes sociais que essa violência configura um crime de intolerância religiosa.
“Vivemos em um país laico, que não adota uma religião oficial. Não somos ateus, pois há diversas religiões e expressões de fé. O que aconteceu em Fortaleza e em outros lugares do Brasil é crime de intolerância religiosa”, afirmou o padre.
Esses ataques não estão restritos a Fortaleza. Em Londrina, Paraná, um dia antes, a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, situada diante de uma loja de artigos religiosos, foi arrancada. Em Salvador, dias depois, as imagens de Nossa Senhora das Graças e da Santa Dulce dos Pobres foram destruídas.
No último dia 30, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que a Polícia Federal investigue a disseminação desses ataques a símbolos católicos pelo Brasil.
Tais ocorrências aconteceram antes do início da disputa eleitoral sobre o título de padroeira do Brasil para Nossa Senhora Aparecida.
Segundo dados do Disque 100, no primeiro semestre de 2026, foram registradas 1.252 denúncias relacionadas a violações da liberdade religiosa.
Os praticantes do candomblé e da umbanda são o grupo mais afetado historicamente, representando cerca de 1% da população, com aumento significativo nas denúncias nos primeiros seis meses de 2026.
Denúncias entre católicos também cresceram substancialmente no mesmo período.
Durante a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ACT Alliance, Rudelmar Faria, destacou que a exclusão religiosa é uma estratégia política global que afeta especialmente mulheres, pessoas LGBTI+, indígenas e jovens negros de baixa renda.
Nas últimas semanas, a campanha eleitoral foi marcada por postagens controversas envolvendo o título de padroeira do Brasil. O candidato Flávio Bolsonaro recorreu à Justiça para remover essas mensagens das redes sociais, gerando debates sobre liberdade de expressão e notícias falsas.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por maioria, manter as postagens fora do ar.
O defensor público do Ceará, Igor Barreto, esclarece que os crimes de intolerância religiosa são inafiançáveis e imprescritíveis, podendo ser processados a qualquer tempo. A pena varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
Colaboração: Márcia Vieira, Rádio Universitária FM de Fortaleza
Brasil
São Paulo enfrenta Santos em volta do Brasileirão com menos patrocínios e protesto contra proibição das apostas
São Paulo e Santos se enfrentam nesta sexta-feira (2) em partida atrasada da 21ª rodada do Brasileirão. Este é o primeiro jogo da principal divisão do futebol nacional após o governo federal editar a Medida Provisória que veda a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil.
O prazo para retirada de patrocínios e anúncios relacionados ao setor termina na segunda-feira (5) às 23h59 (horário de Brasília). Portanto, algumas marcas ainda aparecem durante o jogo no Morumbi.
O Brasileirão, que tem acordo de naming rights com a Betano, ainda exibe a patrocinadora em placas publicitárias antes e durante o clássico. O Santos cancelou o contrato com a Novibet e retirou o logo da empresa do uniforme.
Já o São Paulo mantém o patrocínio principal com a Superbet, visível em placas e telões no estádio.
Além disso, as placas exibem mensagens do manifesto contra a proibição das apostas, iniciativa da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Entre os slogans estão: “Proibir não protege”, “Proibição não elimina apostas” e “Acaba com a proteção dos apostadores”.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, declarou que para a associação e o IBJR, é essencial manter um ambiente regulado com regras claras e segurança jurídica para que clubes e agentes do esporte possam investir de forma planejada e segura a longo prazo. Esse tipo de ação deverá ser repetido na partida entre Atlético-MG e Red Bull Bragantino no sábado (3).
Além da Superbet e da Betano, a marca Esportes da Sorte também aparece na partida, exibida no tapete atrás da linha de fundo e em placas publicitárias.
O time do São Paulo é um dos clubes que ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) buscando a suspensão da Medida Provisória.
Brasil
PT alerta que Brasil pode ser controlado por milícias e tráfico se Flávio for presidente
Uma propaganda do PT veiculada nas redes sociais na noite desta sexta-feira (2) intensificou os ataques contra o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que, caso Flávio seja eleito, as milícias e o tráfico de drogas poderão controlar o país, além de provocarem a redução dos salários e das aposentadorias, assim como uma alta nos preços dos mercados.
“Esta é a história de um homem que já nasceu com seu futuro traçado: herdar o esquema do pai e enriquecer às custas do povo. Mas também é a narrativa de um risco, o risco de terem os salários e aposentadorias reduzidos, os preços dispararem, e de que as milícias e o tráfico de drogas dominem o país, roubando nossas riquezas e deixando a população desamparada”, declara a propaganda do PT.
“Você quer que isso volte? Saúde e educação debilitadas, salários e aposentadorias congelados, preços altos, desemprego crescente e fome retornando. Nunca mais Bolsonaros”, completa a propaganda.
O PT ainda acusa Flávio de ter sido funcionário fantasma em Brasília antes de ser eleito deputado estadual do Rio em 2003.
“Seu primeiro emprego, conseguido pelo pai, foi como funcionário fantasma em Brasília. Ele tinha um cargo de 40 horas semanais, mas não trabalhava, pois frequentava faculdade e estágio presencialmente no Rio de Janeiro”, afirma a propaganda.
Além disso, o partido afirma, sem apresentar provas, que Flávio sempre teve ligações com milícias, citando uma homenagem feita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em 2005, proposta por ele.
“Flávio Bolsonaro sempre esteve ligado às milícias. Ele já defendeu, homenageou milicianos e chegou a empregar a mãe e a esposa de um miliciano, Adriano da Nóbrega, líder do Escritório do Crime, o maior grupo de matadores de aluguel do Brasil”, declara a propaganda.
Outra acusação presente na propaganda, intitulada “Perigo: assista antes de votar”, é que Flávio teria usado milhões de reais enviados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar conspirações dos Estados Unidos contra o Brasil.
“O jovem que iniciou como funcionário fantasma, o deputado envolvido com rachadinha, o operador da milícia, tudo isso leva Flávio Bolsonaro ao centro do maior escândalo de corrupção do Brasil. O destino do dinheiro, aparentemente, era apoiar uma trama contra o Brasil nos Estados Unidos”, alega a propaganda.
A propaganda também sugere que, se eleito presidente, Flávio priorizaria os interesses dos Estados Unidos, entregando áreas estratégicas do país a esses setores.
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