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Economia

Honda City 2027 com visual renovado e versão RS a partir de R$ 117.500

Rio de Janeiro – O Honda City 2027 estreia no mercado brasileiro com um design renovado, mais equipamentos de segurança e a introdução da versão RS no modelo hatchback.

Os preços começam em R$ 117.500 para a pré-venda das primeiras 3 mil unidades, que abrangem tanto o hatch quanto o sedan.

A nova geração mantém o motor 1.5 flex e transmissor CVT, trazendo mudanças significativas em design, tecnologia e versões disponíveis.

Fomos ao Rio de Janeiro a convite da Honda para conhecer de perto as novidades do City Hatchback e do City Sedan.

Além do visual atualizado, a linha ganhou novos recursos de conectividade e aprimoramentos em segurança, enquanto o conjunto mecânico permaneceu o mesmo.

Design

Hatch e sedan receberam uma frente redesenhada, incorporando faróis Full LED de série, novo formato das luzes diurnas, grade reformulada e para-choques com acabamento diferenciado.

O capô aparenta ser mais alongado devido à nova moldura em torno do logo Honda, agora em desenho 2D.

Nas versões Touring, os faróis são ligados por uma barra de LED, criando uma identidade visual única para as configurações mais equipadas.

Na parte traseira, as lanternas têm iluminação em LED e os para-choques seguem novo desenho.

Embora compartilhem a mesma base, hatch e sedan mantêm propostas distintas: o City Sedan dispõe de 519 litros de porta-malas e o Hatchback 268 litros.

Cabine

Ambos os modelos têm entre-eixos de 2,60 metros, um dos pontos centrais da arquitetura do City.

Internamente, as mudanças mais marcantes estão concentradas na tecnologia. As versões Touring e RS agora possuem central multimídia de 10 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

O sistema inclui carregamento por indução e entradas USB-A e USB-C, além de suporte a comandos multitouch na tela.

O interior foi aprimorado com novos acabamentos e bancos com placa de resina antifadiga, desenvolvida para oferecer maior estabilidade corporal durante o uso.

A partir da versão EXL, o City dispõe do myHonda Connect, permitindo consultar informações e controlar funções remotamente pelo celular.

Versão RS

A principal novidade para 2027 é a versão RS, exclusiva do City Hatchback, posicionada acima da Touring.

Essa configuração apresenta visual mais esportivo com teto preto, capas dos retrovisores, antena e spoiler na mesma cor, além de emblemas RS, rodas de 16 polegadas escurecidas e detalhes externos exclusivos.

No interior, teto preto, costuras vermelhas e pedaleiras de alumínio reforçam o caráter esportivo.

Apesar do visual, o conjunto mecânico não sofreu alterações, mantendo o mesmo motor das demais versões.

Segurança

Todos os Honda City 2027 vêm com seis airbags de série.

O pacote Honda Sensing está presente nas versões EX, EXL, Touring e RS, englobando controle de cruzeiro adaptativo com Low Speed Follow, frenagem automática, centralização de faixa, correção de saída de pista e farol alto automático.

Essa ampliação deixa os recursos mais presentes se comparados com a linha anterior, onde não estavam disponíveis na versão LX de entrada.

Motor

A motorização não mudou: motor 1.5 i-VTEC flex aspirado, quatro cilindros, injeção direta e tecnologias VTC, com 126 cv e torque máximo de 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, acoplado ao câmbio automático CVT com simulação Step-shift.

Consumo oficial do City Sedan é de 15,3 km/l na estrada com gasolina e 12,9 km/l na cidade, enquanto com etanol atinge 9,1 km/l urbano e 10,8 km/l rodoviário.

A atualização está centrada em design, tecnologia, segurança e versões, sem modificações no conjunto mecânico.

Preços

O preço de R$ 117.500 é destaque na pré-venda das primeiras 3 mil unidades (1.500 hatchbacks e 1.500 sedans), mantendo o valor inicial da linha anterior, porém dentro de promoção para lançamento. Após esse lote, passam a vigorar os preços normais.

  • City LX Hatchback – R$ 117.500
  • City LX Sedan – R$ 117.500
  • City Touring Hatchback – R$ 152.200
  • City Touring Sedan – R$ 153.200
  • City RS Hatchback – R$ 155.300

A versão RS custa R$ 155.300, enquanto a Touring inicia em R$ 152.200 no hatch e R$ 153.200 no sedan.

Promoção válida de 5 de outubro até início das vendas regulares em novembro ou enquanto durar o estoque promocional.

Isso amplia a distância entre as versões de entrada e as mais equipadas, com recursos como central de 10 polegadas, Honda Sensing e identidade visual RS no hatch.

Versões e preços (vendas regulares)

  • City LX Hatchback/Sedan – R$ 117.700 / R$ 117.700
  • City EX Hatchback/Sedan – R$ 137.400 / R$ 138.400
  • City EXL Hatchback/Sedan – R$ 144.800 / R$ 145.800
  • City Touring Hatchback/Sedan – R$ 153.300 / R$ 154.300
  • City RS Hatchback/Sedan – R$ 156.400

Concorrência

A comparação com o Honda City 2027 varia conforme segmento e faixa de preço.

No segmento de sedans compactos, o Volkswagen Virtus é concorrente direto, disputando mesma proposta de carroceria, mas com diferenças em motorização, equipamentos e posicionamento.

No segmento hatch, a disputa é mais ampla; o City Hatchback concorre com Volkswagen Polo e Hyundai HB20 em hatches compactos, enquanto versões mais caras competem com SUVs compactos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, que compartilham orçamento semelhante, apesar de propostas distintas.

Enquanto o preço pode ser semelhante, as diferenças em espaço, posição de dirigir e comportamento fazem o mercado ser diverso.

Nas versões superiores, o City ultrapassa R$ 150 mil, faixa em que o consumidor encontra sedans compactos, hatches e SUVs mais equipados.

Linha 2027

O Honda City 2027 traz atualizações visuais e tecnológicas sem alterar a mecânica conhecida.

A Honda optou por manter o motor 1.5 aspirado, focando as novidades em visual, tecnologia, segurança e novas versões, como o RS.

A ampliação do Honda Sensing e da central de 10 polegadas torna as versões mais completas em relação ao modelo anterior.

O City mantém posição distinta dos SUVs compactos de mesma faixa de preço.

Para consumidores que buscam veículo mais alto, modelos como Tera, Pulse e Kardian são opções; para quem prefere sedan, o Virtus é concorrente direto.

No próprio City, a escolha entre hatch e sedan traz propostas bastante diferentes, especialmente pelo espaço de porta-malas.

Com preços entre R$ 117.500 e R$ 155.300 na pré-venda, a linha oferece mais opções ao consumidor.

A questão é se essas mudanças e a nova RS serão suficientes para ampliar a participação do City no mercado competitivo entre hatches, sedans e SUVs compactos.

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Economia

Senado agenda segunda votação para acabar com escala 6×1

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a terça-feira seguinte (6) a discussão em Plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 e diminuir a jornada de trabalho.

“Este assunto, que é de grande importância para a população brasileira, será tratado com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diversas opiniões envolvidas”, comunicou a assessoria da presidência do Senado.

Após ser aprovada na Câmara dos Deputados em maio, a PEC foi remetida ao Senado. O grupo de apoio do governo tentou colocar a proposta em pauta, mas Alcolumbre adiou o processo. Somente em agosto, enviou o projeto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No início de setembro, a CCJ aprovou a extinção da escala 6×1, mas Alcolumbre adiou a votação no plenário, informando que ocorreria após as eleições.

Esta afirmação foi feita durante uma sessão deliberativa no plenário em 3 de setembro, em resposta a um pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), que está se aposentando e cumpre seu último mandato. O parlamentar do Rio Grande do Sul é conhecido por sua defesa do tema no Congresso.

Alcolumbre declarou: “Quero aproveitar a presença do senador Paulo Paim para afirmar ao Brasil que ele estará aqui votando, após as eleições, pelo fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal.”

Nova escala 5×2

A PEC 221 de 2019 elimina a escala 6×1 e exige que os trabalhadores tenham dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução nos salários.

A proposta permite que, em caso de categorias com horários especiais, o sábado ou domingo trabalhados sejam compensados, mantendo a média de duas folgas remuneradas por semana, que deverão ser usufruídas dentro do mesmo mês.

O texto também prevê um período de adaptação de até 14 meses, com uma regra específica para trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão um período de transição diferente.

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Economia

Bets: associação de jogos contesta governo e afirma que apostas migraram para o mercado ilegal

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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets no Brasil, contestou uma declaração feita na sexta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição. Segundo a ANJL, houve um crescimento considerável dos sites de apostas ilegais. “Portanto, não é correto dizer que a movimentação das bets zerou. O que ocorreu foi uma migração para o mercado clandestino”, destacou a entidade.

A ANJL também mencionou que os dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) indicam uma redução no número de transações via Pix antes da proibição das bets. De acordo com a análise, essa queda já estava em andamento antes do anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulamentado de apostas de quota fixa.

“A série histórica mostra que o declínio começou nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro — portanto antes da restrição ao setor de bets — a quantidade de transações via Pix já estava entre 7% e 12% inferior à média. Em termos de valores movimentados, a queda foi ainda maior, oscilando entre 14% e 27%”, informou a associação.

O Banco Central divulgou que as movimentações diminuíram 10% nos três dias seguintes à edição da MP (26, 27 e 28 de setembro), em comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.

Para a ANJL, entretanto, é necessário cautela ao atribuir diretamente essa variação à proibição das apostas. “Isso porque o volume de transações via Pix varia conforme o período do mês. A proximidade do fim do mês, por exemplo, quando as pessoas geralmente têm menos recursos, pode influenciar nos pagamentos, especialmente considerando que Pix é um pagamento à vista”.

Dessa forma, a ANJL considera mais apropriado comparar períodos equivalentes do calendário mensal. “Ao invés de confrontar os dias 26, 27 e 28 de setembro com uma média de diferentes dias da semana, a análise compara o quarto sábado de agosto e os dois dias seguintes (domingo e segunda-feira) com o quarto sábado de setembro e seus respectivos domingos e segundas-feiras”. Entre esses dois períodos, o número de transações via Pix passou de 627,6 milhões para 608,6 milhões, uma redução de 3,0%. Já o valor total movimentado teve aumento de 3,7%, passando de R$ 177,1 bilhões para R$ 183,7 bilhões.

“Os dados indicam que houve menos transações, mas não menos dinheiro em circulação. Enquanto a quantidade de operações caiu 3,0%, o volume financeiro movimentado cresceu 3,7%”, comentou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.

De acordo com Lemos Jorge, a diferença em relação à queda de 10% reportada pode estar ligada à metodologia da comparação. “Esse percentual usa como referência a média das quatro semanas anteriores à proibição, sem ajustar totalmente as variações do Pix entre as semanas”, explicou.

“Os dados atuais não permitem atribuir automaticamente a redução das transações Pix após 25 de setembro à proibição do mercado regulado de apostas. A queda já estava em progresso antes da medida e, quando se analisam períodos equivalentes do calendário, a variação é menor e o volume financeiro movimentado até aumenta”, concluiu o presidente da ANJL.

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Economia

Abegás: decisão da Anp sobre valor dos ativos mostra clareza e precisão técnica

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A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) expressou seu apoio à decisão unânime da diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que definiu recentemente a Base Regulatória de Ativos (BRA) para o ciclo tarifário 2026-2030 das transportadoras de gás natural.

A Abegás qualificou essa decisão como um ato de clareza e precisão técnica, enfocando a redução dos custos tarifários e a proteção dos consumidores.

Na reunião, a diretoria da ANP aprovou o uso do Método do Capital Recuperado (RCM) para estabelecer a BRA. Como resultado, a base de remuneração solicitada pelas transportadoras NTS (malha sudeste) e TAG (malha nordeste) foi diminuída em R$ 11 bilhões.

Por outro lado, a associação das transportadoras, ATGás, expressou discordância e prometeu adotar as medidas necessárias.

Segundo a Abegás, a reavaliação das contas indicou que os gasodutos das concessões antigas da Malha Sudeste (NTS) e Malha Nordeste (TAG) já foram totalmente amortizados pelas tarifas pagos ao longo dos anos.

A associação argumenta que eliminar a BRA inicial desses contratos evita que a sociedade seja cobrada duas vezes por investimentos que já foram totalmente recuperados. Para a Abegás, essa decisão está de acordo com os princípios e normas da Resolução ANP nº 991/2026, aprovada em janeiro, que determina que a base de ativos inicial deve incluir apenas o capital prudente ainda não recuperado pelas tarifas.

Para a Abegás, a aplicação do RCM demonstra que a ANP seguiu sua regulamentação ao determinar o valor real residual dos ativos antigos, impedindo que capital já amortizado seja reinserido na BRA, protegendo assim o mercado contra remunerações indevidas. A entidade salienta que essa decisão contribui para tarifas mais competitivas e transmite uma mensagem de justiça tarifária aos consumidores.

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