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Vacina com inteligência artificial: Cambridge busca proteção universal contra futuras pandemias
Um dos desafios dos vírus como o SARS-CoV-2, causador da pandemia de Covid-19, é sua constante mutação, o que exige a atualização frequente das vacinas para manter sua eficácia contra as novas variantes. Isso significa que estamos frequentemente atrasados na luta contra o vírus.
No entanto, uma equipe da Universidade de Cambridge está tentando mudar essa situação: em vez de reagir a novas ameaças, eles querem se antecipar utilizando inteligência artificial (IA) para criar antígenos capazes de identificar características comuns em uma família de coronavírus. Assim, seria possível prevenir futuras pandemias antes mesmo que elas surgissem.
Este estudo gerou grande interesse tanto na comunidade científica quanto na mídia, que destacaram o avanço de uma vacina desenvolvida com IA. Contudo, o artigo publicado no Journal of Infection destaca que, embora a inteligência artificial tenha sido utilizada no desenvolvimento do antígeno, o foco principal da pesquisa é a vacina de DNA desenvolvida, que oferece vantagens sobre vacinas tradicionais e demonstrou segurança em humanos.
Como funciona a vacina universal
Chamada de “vacina universal”, ela foi projetada para reconhecer elementos comuns dos sarbecovírus, um subgrupo de coronavírus que inclui o SARS-CoV, responsável pelo surto de 2002; o SARS-CoV-2, causador da pandemia atual; e vários coronavírus encontrados em morcegos, que podem potencialmente infectar humanos.
A ideia é direcionar a resposta imunológica para essas regiões comuns, ao invés de uma variante específica, oferecendo proteção contra toda essa família viral.
Segundo os pesquisadores, a vacina utiliza uma tecnologia que seleciona as partes mais conservadas da proteína Spike — as que mudam menos entre os diferentes sarbecovírus — para estimular uma resposta imunológica contra essas partes.
É nessa fase que a inteligência artificial é usada. Em vez de considerar apenas um vírus conhecido, os cientistas aplicaram ferramentas computacionais para analisar milhares de sequências genéticas de coronavírus humanos e animais, identificando padrões quase imutáveis entre eles. Com essas informações, criaram um novo antígeno que foi incorporado à vacina experimental.
Ronald Vargas, diretor consultivo do Mestrado em Gestão de Serviços de Saúde da Centrum PUCP, explicou ao El Comercio:
“Até hoje, estamos sempre um passo atrás do vírus. O objetivo agora é nos antecipar.”
“Eles usaram inteligência artificial para analisar uma vasta base de dados genéticos e estruturais dos coronavírus, com o intuito de identificar um antígeno comum a diferentes coronavírus e suas variantes futuras.”
Assim, surgiu o novo antígeno. Apesar de a mídia ter utilizado o termo “superantígeno”, essa expressão não aparece no artigo científico nem é adotada pelos autores.
Para Vargas, o grande mérito da IA está na capacidade de rapidamente processar grandes volumes de dados.
“Esse tipo de análise levaria muito tempo e esforço se fosse feita manualmente, sem sistemas de inteligência artificial.”
O especialista também destaca que, enquanto o desenvolvimento tradicional de moléculas para doenças pode levar até 15 anos e ter alta taxa de falhas, a IA promete tornar o processo mais ágil e eficiente.
“Isso também vale para o combate a pandemias futuras. Com conhecimento prévio validado, é possível acelerar o desenvolvimento de vacinas quando vírus passam de animais a humanos por causa de mutações.”
Resposta imune inicial modesta
Antes da aprovação no mercado, vacinas passam por várias fases de testes, desde experimentos em células e animais até testes clínicos em humanos. O estudo de Cambridge está na fase 1, com aplicação da vacina em 39 voluntários entre 18 e 50 anos para avaliar segurança inicial.
Os resultados indicaram que embora a vacina tenha sido segura, a resposta imunológica provocada foi modesta e variou entre os participantes.
Outro estudo com cerca de 200 voluntários deverá esclarecer melhor a capacidade da vacina de estimular o sistema imunológico, mas a eficiência da proteção ainda não foi comprovada. As próximas etapas do estudo têm como objetivo confirmar se essa resposta é suficiente para proteger contra infecções.
Fanny Casado, professora do Departamento de Engenharia da PUCP e pesquisadora do Instituto de Ciências Ômicas e Biotecnologia Aplicada (ICOBA), aponta:
“O efeito observado foi modesto, mas o desenvolvimento é muito inovador.”
Ela destaca que o principal avanço está no fato de um antígeno criado com ferramentas computacionais ter superado todas as etapas regulatórias e pré-clínicas até ser testado em humanos pela primeira vez.
Além disso, tanto Casado quanto Vargas ressaltam que os órgãos regulatórios enfrentam desafios ao definir como avaliar ferramentas baseadas em IA, pois atualmente elas são tratadas como dispositivos médicos, exigindo demonstração clara de eficácia e segurança.
“Uma lição da pandemia foi a necessidade de países fortalecerem suas capacidades regulatórias para aceitar inovações tecnológicas como essa.”
Vacina de DNA como inovação
Casado também destaca a inovação representada pela vacina de DNA utilizada, que contém instruções genéticas para que as células do corpo produzam o antígeno, desencadeando a resposta imunológica.
Tradicionalmente, vacinas são feitas a partir de proteínas com estrutura tridimensional definida, enquanto o DNA contém somente as instruções para produzí-las.
A inteligência artificial permitiu prever quais regiões do DNA poderiam gerar epítopos (partes reconhecidas pelo sistema imunológico) antes mesmo de testes laboratoriais, possibilitando a geração computacional de muitas opções.
Essas vacinas de DNA foram usadas principalmente na medicina veterinária e tinham receio quanto ao uso em humanos, devido ao risco teórico de integração ao genoma humano, risco considerado muito baixo pelas avaliações regulatórias.
Uma vantagem importante das vacinas de DNA é sua estabilidade, pois não necessitam de ultrarrefrigeração para armazenamento e transporte, o que facilita a distribuição em áreas remotas ou em países com menos recursos.
Além disso, o estudo utilizou um dispositivo de injeção sem agulhas para aplicação intradérmica da vacina, tecnologia que simplifica a vacinação, elimina o descarte de materiais perfurocortantes e facilita campanhas de imunização em larga escala, especialmente em locais com infraestrutura de saúde limitada.
Cultura
Roberta Rodrigues comemora seu primeiro papel principal em série da Globo
Uma crise no trabalho pode levar uma advogada a revisitar um passado que tentou deixar para trás. Essa é a trama de Verônika com K, nova série original do Globoplay lançada na última quinta-feira, dia 22, com oito episódios. Protagonizada por Roberta Rodrigues, a produção de José Junior acompanha uma mulher que precisa conciliar carreira, maternidade e os laços que mantém com a comunidade onde cresceu.
A história se transforma quando o escritório onde Verônika trabalha é envolvido em um escândalo de corrupção. Enfrentando dificuldades financeiras, ela recebe uma proposta que a coloca frente a Rod (Dhério Chagas), antigo amor que agora lidera o tráfico no Morro de São Jerônimo.
A decisão de aceitar o caso traz à tona questões pessoais. Anos atrás, Verônika deixou a comunidade com sua mãe, Glória (Maria Ceiça), enquanto estava grávida de Kenya (Emmy Neves). Desde então, construiu uma carreira na advocacia criminal, mas essa nova fase ameaça separar sua vida organizada das relações do passado.
Roberta Rodrigues destaca nova etapa em sua carreira
Com 27 anos de trajetória, Roberta Rodrigues enxerga na personagem a chance de liderar uma narrativa que também aborda maternidade e relacionamentos amorosos.
“Sou uma atriz que se dedicou durante toda a vida, sempre confiando em sua capacidade, mas que nunca teve essa oportunidade. De repente, alguém acreditou em mim e me deu esse papel para contar essa história”, declarou à Gshow.
A atriz também ressaltou o papel do amor na construção da protagonista, além dos desafios ligados à profissão e à família.
“Em 27 anos de carreira, essa é a primeira vez que vou interpretar uma história completa, com uma mãe, filha e um parceiro romântico, explorando também o tema do amor. Nunca ocupamos esse espaço do amor na arte. Isso é o que torna tudo tão transformador”, completou.
Conflitos pessoais e profissionais desafiam protagonista
Os obstáculos de Verônika vão além do tribunal. A advogada se envolve com André (Marcelo Serrado), promotor que representa o lado oposto nos processos judiciais. Cristiano (André Luiz Miranda), amigo de longa data e conhecido de Rod, atua como policial e está presente na trama.
Esse emaranhado de relacionamentos intensifica os dilemas da personagem, que luta para administrar sua vida enquanto enfrenta segredos que podem abalar sua família e futuro.
Ao falar sobre Verônika, Roberta destacou a independência da personagem em seguir seus desejos e relacionamentos.
“Verônica é uma mulher dona de si. Desejo que todas as mulheres tenham essa liberdade para viver como querem, agir conforme seus desejos e governar suas vidas, pois merecemos. O mundo só vai melhorar quando as mulheres estiverem no comando”, afirmou.
Série reúne atores com história em comum
Na produção, Roberta Rodrigues contracena com Marcello Melo Jr., que faz uma participação especial como Mikhael, personagem de Arcanjo Renegado.
Essa parceria junta dois artistas que começaram no projeto cultural Nós do Morro, no Vidigal, Rio de Janeiro, e mais tarde fizeram parte do grupo musical Melanina Carioca.
Para Roberta, compartilhar esse momento profissional com o amigo representa parte de sua trajetória na arte.
“Ele é um amigo querido e tenho muito orgulho. Nós, vindo do Nós do Morro, nos reencontrando e protagonizando séries, isso é realmente transformador. A arte modifica, é poderosa, quebra barreiras e está aí para usarmos e aproveitarmos”, concluiu.
Os oito episódios de Verônika com K estão disponíveis no Globoplay.
Cultura
Renner lembra parceiro musical Rick em vídeo por um mês de sua morte
O cantor Renner, conhecido por formar dupla sertaneja com Rick, usou o Instagram nesta quarta-feira (21) para prestar uma homenagem ao amigo, que faleceu aos 59 anos.
O tributo foi feito por meio de um vídeo antigo da dupla, em que os dois aparecem descontraídos caminhando em um aeroporto.
Renner valorizou a trajetória que construíram juntos e expressou o desejo de manter viva a presença do parceiro em sua carreira.
“Já faz um mês sem você. Valeu cada batalha ao seu lado. Sei que em todos os palcos onde eu me apresentar, você estará comigo”, escreveu ele. O vídeo havia sido originalmente compartilhado no perfil dos artistas em 26 de março.
A esposa de Rick, Geralda Helena, também prestou sua homenagem à mesma data. Ela recordou os muitos anos de união e destacou o tamanho da falta que sente.
“Um mês de tristeza profunda e muita saudade. Você foi o meu primeiro e único grande amor. Quarenta e quatro anos juntos. Te amarei para sempre, meu eterno amor”, afirmou.
Acidente fatal na Serra Catarinense
Rick faleceu no dia 22 de setembro, aos 59 anos, em decorrência da queda de um helicóptero próximo a Urubici, na Serra Catarinense.
Além dele, outras quatro pessoas perderam a vida na tragédia: o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Soares.
Cultura
Nailson Vieira apresenta cultura da Mata Norte no Japão
A rica tradição popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco está prestes a ser compartilhada com o público japonês, graças ao talento do cantor e instrumentista Nailson Vieira.
A partir de terça-feira, dia 27, Nailson Vieira, natural de Nazaré da Mata, embarca para o Japão para uma série de sete apresentações em cidades como Kyoto, Wajima e Tóquio, que irão se estender até o começo de novembro.
Ele estará acompanhado no palco por Homero Basílio, que cuidará da bateria e percussão, e por Chiquinho Moreira, que tocará os teclados.
O convite para essa turnê partiu da Embaixada do Brasil no Japão, fruto da participação de Homero Basílio em uma apresentação agendada para 2025 no país, na condição de produtor musical de Nailson Vieira.
O objetivo é aproximar os japoneses das manifestações culturais típicas de Pernambuco. Além das apresentações musicais, o grupo fará cortesjos com maracatu rural, bloco rural e ciranda, além de oferecer uma oficina sobre maracatu de baque solto em Tóquio.
Nailson Vieira destaca a felicidade de levar a cultura da Mata Norte para o Japão: “Estou levando a Mata Norte para lá. Toda a nossa cultura e brincadeiras irão comigo nessas apresentações e nos shows, vai ter bloco rural, maracatu rural e ciranda. Vou fazer até ensaio de maracatu. É um privilégio levar a força da cultura popular para o outro lado do mundo”.
O repertório será baseado no álbum de estreia do artista, “Sou, Estou”, lançado em 2025, que traz músicas autorais. A turnê também será oportunidade para lançar uma canção inédita.
A ligação de Nailson Vieira com essas tradições começou na infância, participando dos sambadas de maracatu de baque solto e dos festejos de carnaval da sua cidade natal. Essa conexão permanece viva em sua trajetória artística e no envolvimento com as agremiações locais, como presidente do Maracatu Estrela Brilhante e brincante do Bloco Rural Estrelinha, ambos de Nazaré da Mata.
Além do Japão, o músico já teve experiência internacional, como no Peru, onde ministrou uma oficina sobre maracatu de baque solto, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante um congresso de etnomusicologia com participação da professora Cristiane Galdino.
Agenda do Nailson Vieira Trio no Japão
- 27/10 – Show Viva la Música – Kyoto
- 31/10 – Show Matsuri Crossing Noto – Templo Ganseiji (Wajima)
- 31/10 – Noto: Minisessão (Wajima)
- 3/11 – Bossa Aoyama – Tóquio
- 7/11 – Cortejo – Kyoto
- 7/11 – Matsuri Crossing KYOTO x BRASIL – Templo Higashi-Honganji
- 8/11 – Matsuri Crossing KYOTO x BRASIL – Templo Higashi-Honganji
Informações
Nailson Vieira Trio – Turnê Japão 2026
Período: 27 de outubro a 8 de novembro de 2026
Instagram: @onailsonvieira
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