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Trump diz que Irã vai pagar pela morte de soldados americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que o Irã enfrentará consequências severas pela morte dos soldados americanos no Oriente Médio, enquanto o líder iraniano anunciou uma declaração de “guerra total”.

O Exército dos Estados Unidos informou no X que completou dez noites seguidas de ataques à república islâmica, mirando centros de comando, capacidade naval e bases de mísseis e drones, com o objetivo de diminuir a habilidade do Irã de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Esta nova ofensiva ocorreu enquanto os rebeldes huthis do Iêmen, aliados do Irã, ameaçavam aumentar o conflito regional bloqueando a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que pode dificultar a passagem do maior exportador mundial de petróleo e provocar um aumento da tensão, segundo alerta de um porta-voz da ONU.

A condenação de Riad ao bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb gera preocupação sobre um possível confronto ainda mais grave devido à importância do local como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, segundo o especialista em segurança Andreas Krieg, do King’s College de Londres.

Esforços Diplomáticos

Os ataques americanos se expandiram para o centro e leste do Irã, além das regiões do sul onde ocorreram inicialmente após a retomada dos conflitos no último dia 7.

Em retaliação, o Irã anunciou que voltou a lançar ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait e Bahrein, aliados dos americanos, além de ter atacado também a Jordânia previamente.

O governo do Kuwait relatou ter interceptado três mísseis iranianos após alertas sonoros. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o Irã está em uma guerra total.

Segundo dados iranianos divulgados na última sexta-feira, houve 50 mortos e mais de 500 feridos desde o início da retomada dos combates. Do lado americano, três soldados morreram recentemente na Jordânia e no Iraque, elevando para 17 o total de militares americanos mortos desde o começo da guerra em fevereiro.

Trump ameaçou que o Irã pagará um preço muito maior pelas mortes dos soldados, usando a plataforma Truth Social. O acordo de entendimento assinado em 17 de junho para negociações de paz fracassou com a retomada das hostilidades entre os dois países, em conflito desde 28 de fevereiro após ataques israelenses e americanos.

Os esforços diplomáticos entre Teerã e Washington continuam por meio de mediadores, conforme informou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai. No mesmo dia, o Irã alertou que está preparado para tomar medidas necessárias para proteger sua soberania e impedir o uso do Estreito de Ormuz para ameaçar sua segurança e interesses.

Esta rota estratégica, que antes da guerra conduzia um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, está bloqueada novamente pelo Irã desde a renovação dos conflitos com os Estados Unidos, que impuseram cerco aos portos iranianos.

A Guarda Revolucionária do Irã comunicou que prendeu dois petroleiros no Estreito. Ainda, uma embarcação foi atingida por um projétil não identificado na costa de Omã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

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Sétimo suspeito preso por incidente perto de base militar britânica usada pelos Estados Unidos

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A polícia antiterrorismo do Reino Unido deteve nesta terça-feira (6) o sétimo suspeito relacionado a um incidente ocorrido no final de setembro próximo à base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos retiraram as aeronaves que estavam estacionadas na base após o anúncio do então presidente Donald Trump de que a medida foi tomada devido a supostas ameaças ligadas ao Irã.

Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido no centro de Londres sob suspeita de planejar atos terroristas, segundo comunicado oficial da polícia britânica. Além disso, foram realizadas buscas em uma residência próxima.

Cinco homens, todos britânicos, foram presos no local do incidente no dia 27 de setembro. Um sexto suspeito, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foi detido em 1º de outubro.

Os seis primeiros detidos, todos com aproximadamente vinte anos, foram liberados sob fiança, o que gerou desaprovação do presidente Donald Trump.

A polícia foi acionada nas proximidades da base de Fairford após receber informações sobre três veículos suspeitos estacionados perto do aeródromo usado pelo Exército dos Estados Unidos na operação contra o Irã.

Em revista nos veículos, não foram encontrados explosivos, mas uma grande quantidade de gasolina foi apreendida.

Vicki Evans, coordenadora no combate ao terrorismo, afirmou que as equipes continuam investigando várias linhas para esclarecer o ocorrido na base de Fairford.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou na semana passada que há fortes evidências que apontam para o envolvimento do Irã no incidente.

As autoridades de Teerã negaram veementemente qualquer ligação com os suspeitos detidos.

No domingo, os Estados Unidos anunciaram a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que havia ameaças e que os bombardeiros foram realocados para uma área próxima, sem grande distância.

O presidente adicionou que as autoridades americanas conhecem os responsáveis pelas ameaças, os quais estariam vinculados ao Irã.

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Ataque com faca mata aluna e fere sete em escola de Istambul

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Uma adolescente tirou a vida de uma aluna e feriu outras sete nesta terça-feira (6) em um ataque com faca em uma escola localizada em Istambul, conforme informado pelo ministro turco da Educação, Yusuf Tekin.

“Perdemos uma das alunas” no incidente ocorrido pela manhã em uma escola no bairro Basaksehir, na região noroeste da cidade, declarou o ministro.

A polícia identificou a suspeita, uma jovem de 15 anos.

Segundo o Ministério do Interior da Turquia, uma das vítimas, Eslem Sare Bulut, faleceu apesar dos esforços médicos, enquanto as outras sete continuam hospitalizadas.

O governador de Istambul, Davut Gul, explicou que a agressora atacou indiscriminadamente e entrou na escola vestida com o uniforme escolar.

“Ela reside no mesmo bairro, porém frequenta outra escola”, acrescentou.

Este ano, o país foi impactado por dois ataques fatais em escolas ocorridos consecutivamente em abril.

Um deles envolveu um adolescente de 14 anos em Kahramanmaras, no sul da Turquia, que assassinou um professor e nove alunos de 10 e 11 anos antes de ser morto no local. Este ataque, considerado o mais grave em ambiente escolar no país, resultou na destituição do vice-ministro da Educação.

O outro evento ocorreu na província de Sanliurfa, no sudeste, um dia antes, quando um ex-aluno disparou contra pessoas na escola, ferindo 16, antes de cometer suicídio.

No mês passado, um jovem abriu fogo próximo a uma escola no oeste do país, ferindo 11 estudantes, três gravemente, antes de ser detido.

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Trump sugere sacrificar Los Angeles ou San Diego em conflito com Irã; autoridades reagem

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a possível destruição de Los Angeles ou San Diego em um ataque durante o conflito com o Irã seria um sacrifício aceitável para garantir a segurança do país. A declaração foi feita na segunda-feira, 5, durante um comício em Grand Island, Nebraska.

Comentando sobre os impactos econômicos causados pela guerra, Trump disse que os americanos enfrentariam apenas um custo “pequeno” para manter a proteção nacional. Logo depois, mencionou diretamente as duas cidades na Califórnia.

“Eles poderiam destruir uma das cidades. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego. Este é um preço muito pequeno a pagar”, afirmou o presidente. Ele ainda acrescentou que o conflito está perto do fim e que a guerra se encerraria “de um jeito ou de outro”.

As declarações geraram uma reação rápida na Califórnia. O governador Gavin Newsom criticou a postura do presidente e condenou o fato de mencionar cidades do Estado como possíveis alvos estrangeiros.

“Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para a Califórnia, Donald Trump agora diz que nossos inimigos deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego”, publicou Newsom em suas redes sociais, classificando o presidente como “perturbado e perigoso”.

A crítica de Newsom está ligada à mobilização de tropas federais em Los Angeles durante protestos envolvendo políticas de imigração. O governador é um dos maiores opositores do presidente no Estado e já confrontou o governo federal sobre a presença militar.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também rejeitou a declaração. Segundo ela, as palavras do presidente podem colocar a cidade em perigo. “O presidente dos Estados Unidos sugeriu que um país estrangeiro ataque Los Angeles. Suas falas contra nossa cidade são perigosas e podem comprometer nossa segurança”, declarou.

Trump já havia afirmado que os efeitos econômicos da guerra, como a elevação dos preços de combustíveis e produtos, seriam necessários para proteger os EUA. Na segunda-feira, ele reforçou que os custos internos do conflito seriam mínimos e que a situação estava praticamente resolvida.

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