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Mundo

Terremoto de magnitude 6,8 atinge a Bolívia

Tremor ocorreu a 557 quilômetros de profundidade. Há relatos de que o evento foi sentido no Brasil, especialmente em Brasília e São Paulo

Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu o sul da Bolívia na manhã desta segunda-feira, 02 de abril. De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor aconteceu a 557 quilômetros de profundidade e numa região que está a cerca de 290 quilômetros da cidade de Potosí.

Autoridades da Bolívia ainda não confirmaram se há mortos ou feridos em razão do terremoto, bem como a extensão dos danos que o evento pode ter causado.

Repercussão

No Chile, o jornal La Nácion, citando o Centro de Sismologia chileno, informou que as regiões de Antofagasta, Arica e Parinacota, todas localizadas no norte do país, também sentiram o tremor que aconteceu em território boliviano. No Chile, continuou a publicação, não há notícias de danos de infraestrutura ou pessoas feridas nestes locais.

O abalo também foi sentido no Brasil, especialmente em Brasília e em São Paulo, de acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Não há relatos de feridos e alguns edifícios chegaram a ser esvaziados nestas cidades em decorrência do tremor, informou a emissora de TV Globonews.

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Incêndios florestais devastam Spokane no noroeste dos EUA

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Os bombeiros continuam, nesta segunda-feira (3), lutando para conter os grandes incêndios na cidade de Spokane, no noroeste dos Estados Unidos. As autoridades informaram que milhares de moradores foram obrigados a deixar suas residências, enquanto centenas de edifícios foram destruídos pelas chamas.

Até o momento, nenhum dos três incêndios que começaram no fim de semana no estado de Washington foi controlado. As chamas consumiram mais de 3.100 hectares e aproximadamente 600 construções foram totalmente destruídas, de acordo com dados do InciWeb, um sistema federal de informações.

Não há notícias de feridos até agora.

Para os próximos dias, espera-se uma queda nas temperaturas, o que pode trazer um breve alívio. Contudo, essa melhora será passageira, com previsão de aumento do calor a partir de quarta-feira, quando as temperaturas poderão ultrapassar os 30 ºC, e a umidade relativa do ar deve se manter em torno de 10%, segundo a última atualização do InciWeb.

A densa fumaça que envolve Spokane, cidade com cerca de 230 mil habitantes, provocou uma deterioração significativa na qualidade do ar, que nesta segunda-feira foi classificada como “insalubre” e poderá piorar para “muito insalubre” ao longo do dia, conforme dados federais.

Vídeos compartilhados na internet e pela imprensa local mostraram várias casas completamente destruídas pelas chamas e grandes colunas de fumaça cobrindo a região.

“Ao dirigir pela região e observar as casas, é simplesmente uma das cenas mais tristes que já presenciei”, relatou à AFP Geoff Beadles, morador de Spokane, que teve que deixar seu lar junto com sua noiva e seus dois cães.

No domingo, a polícia informou que cerca de 60 mil pessoas foram evacuadas devido ao alerta máximo.

“Ainda estamos avaliando a possibilidade de perdas humanas”, declarou a prefeita Lisa Brown durante uma entrevista coletiva.

As equipes de emergência organizaram um centro de acolhimento para os evacuados no centro de convenções da cidade.

Não é uma temporada comum

O governador de Washington, Bob Ferguson, que decretou estado de emergência em 1º de agosto, destacou que o estado enfrenta seu quarto ano consecutivo de seca severa, com temperaturas atipicamente elevadas e ventos fortes, fatores que intensificam incêndios florestais de proporções históricas.

Em entrevista coletiva, o governador mencionou ter falado com autoridades federais sobre a liberação de recursos para ajudar no combate ao desastre, incluindo uma conversa com o presidente Donald Trump, que reconheceu a gravidade da situação.

“Esta é uma temporada excepcional de incêndios nas regiões do noroeste do Pacífico. Não se trata de uma temporada habitual”, afirmou o comissário de terras públicas do estado de Washington, David Upthegrove, destacando que o incêndio em Spokane é um dos 15 maiores atualmente ativos no estado.

Os bombeiros relataram que a presença de drones não autorizados sobre o espaço aéreo dos incêndios dificultou a operação de helicópteros e outras aeronaves no combate às chamas.

O maior dos três incêndios, chamado Old Trails, se aproximou da cidade após atravessar o rio Spokane no sábado à tarde.

A moradora Tena Risley disse ter visto as chamas se aproximando de árvores próximas à sua casa e, em meio ao pânico, recolheu seu cachorro e alguns pertences pessoais. No entanto, ficou bloqueada no trânsito, pois as vias de saída da cidade estavam congestionadas devido aos incêndios.

“Havia uma enorme quantidade de veículos na estrada, com centenas e centenas de carros”, relatou à AFP.

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Trump pede que empresas de petróleo baixem preços dos combustíveis nos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a exigir que as empresas petrolíferas diminuam os preços dos combustíveis vendidos no varejo, o que impacta diretamente os consumidores norte-americanos.

“ABAIXEM, AGORA!”, escreveu em uma publicação na Truth Social nesta segunda-feira (03).

No post, o republicano também destacou seu período como presidente e atribuiu os recentes resultados positivos da indústria do petróleo às suas políticas. Ele comentou uma entrevista do CEO da Chevron, Mike Wirth, na Fox Business.

“A única coisa que ele convenientemente deixou de mencionar ao explicar o sucesso de sua empresa é que, sem a liderança, visão, força e estabilidade do governo Trump, a indústria do petróleo e os EUA estariam em uma situação crítica”, afirmou.

Trump mencionou como exemplo a retomada das operações na Venezuela, que, segundo ele, fez com que a Chevron e outras companhias petrolíferas se tornassem maiores e mais robustas do que antes, caminhando para um período de grande prosperidade.

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Julho mais seco já registrado em Inglaterra e Gales

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Inglaterra e País de Gales enfrentaram o “julho mais seco já registrado desde o início dos registros”, em 1836, devido às ondas de calor que atingiram o Reino Unido e a Europa Ocidental, anunciou nesta segunda-feira (3) a agência meteorológica britânica, Met Office.

A Inglaterra recebeu apenas 6,5 litros de chuva por metro quadrado durante todo o mês de julho, enquanto o valor normal para o período seria aproximadamente 65 litros.

Em Gales, a precipitação ficou em 9,3 litros por metro quadrado, número também muito baixo, conforme informado pelo Met Office.

Segundo a agência, 19 condados da Inglaterra praticamente não registraram chuvas durante o mês de julho.

Esses 19 condados acumularam em julho apenas 1 milímetro de chuva ou menos — o equivalente a um litro de água por metro quadrado —, um índice muito baixo que demonstra a severidade da seca.

Assim como outras áreas da Europa, a Inglaterra sofreu ondas de calor no final de maio e em junho, que resultaram em novos recordes de temperatura, incluindo um pico de 38°C registrado em 26 de junho no leste do país.

“Estamos vendo os impactos em nossos agricultores, na vida selvagem e na qualidade da água disponível para uso público e comercial”, ressaltou Helena Wakeham, presidente do Grupo Nacional de Seca.

Julho também foi “o mês mais ensolarado já registrado” no Reino Unido, segundo o Met Office.

Amy Doherty, encarregada climática do Met Office, afirmou que julho de 2026 foi um mês realmente extraordinário nos registros climáticos britânicos.

Ela explicou que julho apresentou uma combinação sem precedentes de recorde de seca, calor intenso e a maior quantidade de horas de sol já observada.

Para todo o Reino Unido, este foi o segundo julho mais quente já registrado.

Esses dados indicam que as ondas de calor que bateram recordes em maio e julho na Inglaterra estiveram associadas a quase 3.000 mortes, informou a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA).

O relatório da agência estima que ocorreram 2.877 óbitos relacionados às altas temperaturas nesses dois meses de 2026, quase o dobro do número de mortes registradas durante ondas de calor que atingiram a Inglaterra entre junho e agosto de 2025 (1.504 mortes).

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