Esporte
Slot fala sobre descontentamento de Salah na reserva do Liverpool e acredita na retomada do atacante
O treinador Arne Slot está diante do desafio de recuperar o futebol que levou o Liverpool ao título da Premier League. Para isso, ele vem ajustando sua equipe, mesmo diante de algumas dificuldades recentes. Na última terça-feira, Slot comentou que o atacante Mohamed Salah demonstrou insatisfação ao ficar no banco de reservas na partida contra o West Ham, válida pelo Campeonato Inglês no último fim de semana.
Porém, Slot tratou o episódio de forma diplomática, destacando que a reação é natural em um jogador com a qualidade de Salah. “Essa é uma resposta típica de um atleta que tem nível para ser titular e fazer a diferença”, disse o técnico.
O comandante também valorizou a importância do atacante egípcio para o clube. “Salah tem sido fundamental para o Liverpool durante muitos anos e continuará a ser no futuro. O comportamento dele foi exatamente o esperado de um profissional como ele”, afirmou.
Slot está empenhado em reorganizar um time que enfrenta uma crise técnica significativa. No jogo recente contra o West Ham, o egípcio permaneceu no banco durante toda a partida, que terminou com vitória do Liverpool por 2 a 0. As mudanças na equipe ocorreram após nove derrotas em 12 partidas em todas as competições disputadas pelo time vermelho.
Esporte
Laura McAllister e Lise Klaveness: mulheres que lideraram a Uefa para barrar o projeto de Infantino
O plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para estabelecer a Fifa Forward Enterprise (FFE) falhou. Essa subsidiária seria responsável por gerenciar os eventos e as operações comerciais da Fifa, atraindo investimentos externos.
A Uefa se posicionou firmemente contra essa iniciativa desde sua divulgação. Duas mulheres desempenharam um papel essencial na reunião emergencial da confederação europeia, conforme reportado pelo portal The Athletic, do setor esportivo do jornal norte-americano The New York Times.
Tanto Laura McAllister, vice-presidente da Uefa, quanto Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol, foram fundamentais para impedir os planos de Gianni Infantino de criar este braço comercial da Fifa. Segundo o Athletic, Laura McAllister foi a primeira a alertar na reunião sobre os riscos do projeto e sugeriu um boicote aos torneios da Fifa enquanto a venda de ações estivesse em discussão.
A proposta de Laura McAllister teve apoio imediato. Em seguida, Lise Klaveness assumiu a liderança para avaliar a situação e implementar ações concretas, como a convocação de uma reunião de emergência com a Uefa e o Conselho da Fifa.
Laura McAllister declarou em entrevista à BBC que as propostas da Fifa constituíam uma “ameaça real e existencial ao futebol”.
Ela ressaltou também a unidade entre os membros da Uefa e o rápido consenso para adotar as medidas mais rigorosas diante do risco que a proposta representava ao esporte.
Sem alternativas, foi necessário responder com uma ameaça proporcional a essa proposta considerada apressada, sem a devida diligência, governança adequada ou consulta, completou.
Laura McAllister assumiu o cargo de vice-presidente da Uefa em abril de 2023, durante o 47º Congresso Ordinário realizado em Lisboa, Portugal. Ex-jogadora, defendeu a seleção feminina de País de Gales.
Lise Klaveness, também ex-jogadora da seleção da Noruega entre 2002 e 2011, é mestre em direito e atua como juíza suplente na corte de Oslo. Ela é uma das principais líderes femininas no futebol mundial e assumiu a presidência da federação norueguesa em 2022.
Esporte
Marcelo Paz critica intimidação da arbitragem e Corinthians planeja ação na CBF
Marcelo Paz se manifestou com veemência após a derrota do Corinthians para o Internacional, por 2 a 0, no estádio Beira-Rio, pela Copa do Brasil, criticando duramente a atuação do árbitro Alex Gomes Stefano.
O árbitro, que já havia gerado polêmica na partida entre Vitória e Palmeiras na semana anterior, teria passado o jogo deste domingo tentando intimidar os jogadores do Corinthians, que agora pretende apresentar uma queixa formal junto à CBF.
Marcelo Paz iniciou sua crítica ressaltando que o jogo teve apenas 49 minutos de bola em movimento, evidenciando uma condução irregular da partida. Ele destacou que o time paulista recebeu sete cartões amarelos e que um pênalti claro contra Bidu não foi assinalado, nem pelo árbitro nem pelo VAR.
Ele também questionou a escalação do árbitro para um jogo decisivo, considerando o desempenho questionável anterior de Alex Gomes Stefano, e destacou o problema do que chamou de um processo de intimidação que impede os jogadores de reclamarem ou expressarem suas queixas durante e fora de campo.
Hugo Souza, goleiro do Corinthians, já teria sofrido punições por entrevistas, o que para Marcelo Paz parece fazer parte de uma estratégia direcionada por uma arbitragem fraca e autoritária, que prejudica não só o clube, mas a competição como um todo.
Ao final, Marcelo Paz classificou a situação como um problema que precisa ser discutido, pois esse comportamento constante da arbitragem cria um ambiente onde os jogadores não se sentem livres para se comunicar, o que é prejudicial para o futebol brasileiro.
Esporte
Uefa ameaça processar Fifa por plano de Infantino e crise na entidade se aprofunda
A crise envolvendo Gianni Infantino ganhou um novo episódio nesta terça-feira. A Uefa avisou que pode tomar ações legais contra a Fifa devido a um plano, depois abandonado, de vender participação nos direitos comerciais das suas principais competições a investidores privados.
Ao mesmo tempo, a Federação Inglesa de Futebol (FA) também pode retirar o apoio que tinha dado à candidatura do presidente suíço para um novo mandato na Fifa.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a Uefa enviou uma carta a Infantino informando que está considerando “ações judiciais, arbitragem e/ou denúncias regulatórias” relacionadas ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa criada para gerenciar torneios como a Copa do Mundo, que poderia receber investimentos privados.
Além da ameaça de ir à Justiça, a entidade europeia pediu que a Fifa mantenha todos os documentos ligados ao projeto. O pedido inclui e-mails, mensagens em aplicativos como WhatsApp, Signal, Microsoft Teams e Slack, mensagens de texto, registros de reuniões e quaisquer outros documentos envolvendo dirigentes da Fifa, confederações, associações nacionais, patrocinadores, emissoras e entidades financeiras.
A Uefa destacou que essa preservação deve ocorrer mesmo que vá contra as políticas internas de arquivamento da Fifa e pediu que Infantino confirme, no prazo de cinco dias úteis, que tomou medidas para evitar a exclusão de qualquer material relacionado.
O plano da Fifa previa a criação da Fifa Forward Enterprise, empresa que gerenciaria os direitos comerciais das competições principais. A ideia era vender cerca de 20% da empresa para investidores privados, o que poderia gerar até US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 22,8 bilhões).
No entanto, essa ideia foi abandonada na última sexta após forte oposição de confederações continentais e federações nacionais. Antes disso, Infantino mandou uma carta às 211 associações filiadas prometendo repassar US$ 40 milhões para cada uma caso apoiassem o plano. A primeira parcela prevista era de US$ 20 milhões, condicionada à aprovação das federações até 19 de setembro.
O grupo de investidores era liderado pela Thrive Eternal, uma empresa dos Estados Unidos de capital de risco fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Pressão política aumenta
A ameaça da Uefa amplia o isolamento político de Infantino. No último sábado, tanto a confederação europeia quanto a Concacaf declararam publicamente que perderam a confiança na liderança do presidente da Fifa por causa dessa situação.
Na segunda-feira, a Federação Galesa de Futebol tornou-se a primeira associação nacional a retirar oficialmente o apoio à candidatura de Infantino para o mandato 2027-2031. A expectativa é que a Federação Inglesa prossiga da mesma forma, aumentando a pressão sobre o dirigente suíço.
Segundo a BBC, dirigentes da Uefa estão se mobilizando para reunir os votos necessários entre os membros do Conselho da Fifa para convocar uma reunião extraordinária da entidade. De acordo com o estatuto, são necessários 19 dos 37 votos do Conselho para pedir a convocação da reunião, que poderia discutir um pedido formal de renúncia de Infantino.
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