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Sem gás, pessoas fazem fila em frente a distribuidoras no DF; vídeo

Há revendedoras sem o produto há 10 dias. Segundo a Petrobras, a situação deve ser normalizada nos próximos dias

(foto: Reprodução/YouTube)

Há pelo menos 15 dias, consumidores do Distrito Federal estão sofrendo com a falta de gás de cozinha. De acordo com revendedores ouvidos pelo Correio, os consumidores têm feito fila na porta de distribuidoras à espera das poucas unidades que chegam. Assim, os revendedores nem chegam a sair para entregar o produto nas casas.

“Parece que a Petrobras diminuiu a quantidade de funcionários e a demanda aumentou, porque as pessoas estão ficando mais em casa e muita gente começou a comprar o botijão de reserva. O gás que chega é pouco. As pessoas já vêm para a porta da empresa esperar o caminhão chegar. Só dá para abastecer o pessoal que está na portaria, estamos nem conseguindo sair para fazer a entrega”, conta um revendedor que atua em Taguatinga e preferiu não se identificar. Ele fez um vídeo mostrando a situação em Taguatinga, nesta segunda-feira (6/4):

Em uma pesquisa rápida por algumas distribuidoras, a situação se repete: não há gás nem previsão de chegada. No fim de março, o fornecimento chegou a ser interrompido para não correr o risco de desabastecimento.

O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás (Sindvargas), Sérgio Costa, afirmou por meio de nota que muitas revendedoras passam oito a 10 dias sem receber o produto.

“Fazemos parte do grupo de serviços essenciais e muitas vezes nem somos reconhecidos pela nossa excelência em atender o consumidor de domingo a domingo. Mesmo com toda a população em isolamento, estamos exercendo nossa cidadania e responsabilidade com a sociedade, nos arriscando todos os dias frente à epidemia da Covid-19. E nessa crise o revendedor sofre acusações absurdas, sobre estarmos escondendo o produto e até mesmo sendo taxados de ladrões. Um absurdo!”, diz.

De acordo com ele, a situação está sendo monitorada de perto, mas o problema seria a queda na produção de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). “Não há nenhuma previsão de retorno de produção normal. Tudo depende da volta do consumo e principalmente que nível a pandemia da Covid-19 atingirá”, completa.

Petrobras nega desabastecimento

Por meio de nota, a Petrobras informou que não há risco de desabastecimento de gás de cozinha. Segundo a empresa, o que aconteceu foi o aumento de demanda durante a pandemia de coronavírus.

“No mês de março, as vendas de GLP totalizaram 615 mil toneladas, 8 mil toneladas acima da quantidade inicialmente acordada com as distribuidoras. A procura por GLP aumentou, ao contrário dos demais combustíveis, como gasolina, diesel e querosene de aviação, que tiveram grande queda nas vendas. Com a demanda acima das expectativas, o pedido de GLP pelas distribuidoras, para o mês de abril, aumentou para 618 mil toneladas. Devido a essa contração da demanda dos demais combustíveis, o processamento das refinarias foi reduzido. No caso do GLP, a redução da produção será compensada por importação do produto, e as entregas estão garantidas”, diz o texto encaminhado pela Petrobras (leia íntegra abaixo).

A empresa ainda informou que um primeiro navio com 20 milhões do produto chegou ao porto de Santos na segunda-feira passada (30/3). E mais dois devem chegar nesta segunda (6/4) e sexta-feira (10/4).

Preços

revendedores podem estar praticando preços abusivos, o que é repudiado pelo sindicato. Segundo ele, porém, não há nenhuma tabelação de preços.

De acordo com pesquisa Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do produto é de R$ 70,64. Além disso, a Petrobras disse que os preços do produto tiveram uma redução de 21%. Das refinarias, ele sai ao preço de R$ 21,85.

Íntegra da nota da Petrobras

A Petrobras continua reforçando o abastecimento de GLP (gás de cozinha) para atender ao aumento da demanda, no período de maior consumo devido à pandemia de Covid-19. As entregas do gás estão garantidas e não há risco de falta do produto no mercado nem há qualquer necessidade de estocar botijões de GLP.

No mês de março, as vendas de GLP totalizaram 615 mil toneladas, 8 mil toneladas acima da quantidade inicialmente acordada com as distribuidoras. A procura por GLP aumentou, ao contrário dos demais combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação que tiveram grande queda nas vendas. Com a demanda acima das expectativas, o pedido de GLP pelas distribuidoras, para o mês de abril, aumentou para 618 mil toneladas.

Devido a essa contração da demanda dos demais combustíveis, o processamento das refinarias foi reduzido. No caso do GLP, a redução da produção será compensada por importação do produto e as entregas estão garantidas.

O primeiro navio, com capacidade adicional de 20 milhões de quilos de GLP (equivalente a 1,6 milhão de botijões P13), chegou ao porto Santos no dia 30/03 e os próximos têm previsão de chegada nos dias 06/04 e 10/04, em Santos e Mauá. Além disso, a partir do dia 7 de abril, um novo duto também ampliará a oferta de GLP para a região de São Paulo. 

Redução nos preços

O preço médio do GLP nas refinarias da Petrobras é equivalente a R$21,85 por botijão de 13kg. No acumulado do ano, a redução é de cerca de -21%.

A Petrobras conta com as distribuidoras e revendedores para que as reduções do preço do botijão de gás cheguem até o consumidor final. 

Íntegra da nota do Sindvargas

O Consumidor do Distrito Federal sofre com o desabastecimento de gás de cozinha e empresários do setor de revendas sofrem pressão frente a população.

As revendas de gás de cozinha do Distrito Federal, desde o início da pandemia não medem esforços em dar continuidade ao abastecimento a população do DF, porém as distribuidoras não estão abastecendo normalmente e muitas vezes deixando revendas sem gás durante 8 a 10 dias, caminhões de revendedores ficam na fila em frente às distribuidoras engarrafadoras até 5 dias esperando o produto para carregar sem nenhum tipo de estrutura física para os motoristas e ajudantes. Fazemos parte do grupo de serviços essências e muitas vezes nem somos reconhecidos pela nossa excelência em atender o consumidor de domingo a domingo, mesmo toda a população em isolamento estamos exercendo nossa cidadania e responsabilidade com a sociedade nos arriscando todos os dias frente a epidemia do COVID-19 e nessa crise o revendedor sofre acusações absurdas sobre estarmos escondendo o produto e até mesmo sermos tachados de ladrões, um absurdo! Contribuímos para a alimentação de famílias! Lembrem disso!

Segundo informações a situação está sendo monitorada todos os dias pelos órgãos competentes junto com as entidades do setor, mas enfrentamos várias barreiras e  questionamentos que só a Petrobras pode responder. As distribuidoras informaram que o bombeamento de GLP da Petrobras não está normal, está sendo reduzido porque as unidades da Petrobras estão produzindo menos GLP devido à redução de venda de combustíveis nos postos, em especial a gasolina, alguns postos chegaram a atingir 80% de queda nas vendas, a média geral está em torno de 50%, os tanques das refinarias não devem estar suportando mais armazenamento de combustíveis e por isso se reduziu a produção. A Petrobras está importando mais GLP para tentar suprir a necessidade do mercado, a medida que a produção reduz, ela aumenta a importação de diversos lugares como da Argentina, Golfo e de outros polos produtores. Importante salientar que a logística brasileira está estrangulada, muitos problemas com dutos, faltam caminhões tanques para o transporte de GLP, além de muitos motoristas estarem no grupo de risco, o que leva ao atraso o processo de abastecimento. As distribuidoras também podem importar o GLP, algumas já fazem, mas de forma muito tímida ainda, o armazenamento ainda é um gargalo não resolvido. A importação da Bolívia feita por uma distribuidora parou por 15 dias, devido a redução do fornecimento de gás natural que fez reduzir a oferta de GLP na fronteira.

E eis a pergunta: Quando a Petrobras vai voltar à sua produção normal de GLP?

Não há nenhuma previsão de retorno de produção normal, tudo depende da volta do consumo e principalmente que nível a pandemia COVID-19 irá atingir e que curva teremos no gráfico no próximos dias.

Preços abusivos

O Sindvargas repudia qualquer conduta em relação a abuso de preços, ressaltamos que os preços dos combustíveis e derivados são livres. Desde 2002, vigora no Brasil o regime de liberdade de preços em toda cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis e derivados de petróleo. Isto significa que não há qualquer tipo de tabelamento nem fixação de valores máximos e mínimos, ou qualquer exigência de autorização oficial prévia para reajuste. Em outro estado um governador e diretor do Procon estão induzindo ao consumidor um valor tabelado do gás de cozinha o que é ilegal. Segundo a pesquisa realizada pela ANP – Agência Nacional do Petróleo o preço médio no Distrito Federal é de R$70,64 podendo variar de R$63,99 a R$ 95,00.  O segmento é de utilidade pública e não parou um dia se quer por conta da pandemia, mesmo diante dos riscos de contaminação. Lamentável o oportunismo político.

Sérgio Costa

 

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Polícia Civil investiga queda de balão tripulado que matou uma pessoa

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Aeronave levava mais de 30 pessoas

Agência Brasil

Polícia Milita de SP/Divulgação
Versão em áudio

A Polícia Civil investiga a queda de um balão tripulado, ocorrida na manhã de domingo (15), em Capela do Alto, São Paulo, causando uma morte. A aeronave carregava mais de 30 pessoas. O caso está sendo investigado como homicídio culposo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Segundo a pasta, o piloto do balão foi preso em flagrante, e os exames periciais, assim como o laudo necroscópico, estão em elaboração e serão analisados para determinar tanto as causas do acidente quanto a causa da morte da vítima.

“Durante o voo, o piloto realizou tentativas mal sucedidas de pouso em áreas inadequadas, o que resultou na queda dos ocupantes. Uma das vítimas, uma mulher, foi socorrida e levada a um hospital em Sorocaba, mas não resistiu aos ferimentos”, diz nota da SSP.

A Guarda Civil Municipal prestou os primeiros socorros no local.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também apura o caso.

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Avião dá voltas sobre o mar e 1º voo Recife-Madri é cancelado de novo

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Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao aeroporto da capital de Pernambuco, depois de passar algumas horas sobrevoando o mar

Diario de Pernambuco

Reprodução

Pela segunda vez consecutiva, o voo inaugural da rota Recife-Madri (Espanha), da Azul Linhas Aéreas em parceria com a empresa euro Atlantic, registrou problemas. Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao Recife, depois de passar algumas horas dando voltas sobre o mar.

O incidente já tinha acontecido na terça-feira (10/6), quando a mesma aeronave já havia forçado o cancelamento do voo. Naquele dia, teria sido alegado um problema técnico. O novo problema começou ainda na noite desta quinta-feira (12/6). O avião, segundo informações de passageiros, decolou depois das 23h, com atraso de duas horas.

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Principais restrições do calendário eleitoral começam em julho

Por

Primeiro turno das eleições municipais será no dia 6 de outubro

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir deste mês, começam a valer as principais restrições previstas no calendário eleitoral para impedir o uso da máquina pública a favor de candidatos às eleições municipais de outubro. As vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997).

No dia 6 de julho, três meses antes do pleito, começam as restrições para contratação e demissão de servidores públicos. A partir do dia 20, os partidos podem realizar suas convenções internas para a escolha dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores.

O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Confira as principais restrições

6 de julho 

Nomeação de servidores – a partir do próximo sábado (6), três meses antes do pleito, os agentes públicos não podem nomear, contratar e demitir por justa causa servidores públicos. A lei abre exceção para nomeação e exoneração de pessoas que exercem função comissionada e a contratação de natureza emergencial para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.

Concursos  – A nomeação de servidores só pode ocorrer se o resultado do concurso foi homologado até 6 de julho.

Verbas  – Os agentes públicos também estão proibidos de fazer transferência voluntária de recursos do governo federal aos estados e municípios. O dinheiro só pode ser enviado para obras que já estão em andamento ou para atender situações de calamidade pública.

Publicidade estatal – A autorização para realização de publicidade institucional de programas de governo também está proibida. Pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão e a divulgação de nomes de candidatos em sites oficiais também estão vedados e só podem ocorrer com autorização da Justiça Eleitoral.

Inauguração de obras – Também fica proibida a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.

20 de julho

Convenções – A partir do dia 20 de julho, os partidos políticos e as federações poderão escolher seus candidatos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. O prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto.

Gastos de campanha – Na mesma data, o TSE divulgará o limite de gastos de campanha para os cargos que estarão em disputa.

Direito de resposta – Também começa a valer a possiblidade de candidatos e partidos pedirem direito de resposta contra reportagens, comentários e postagens que considerarem ofensivas na imprensa e nas redes sociais.

 

Agência Brasil

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