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Saiba quem é Madga Chambriard, a indicada de Lula para Petrobras

Magda Chambriard é a indicada de Lula para chefiar a Petrobras Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Engenheira já presidiu a ANP durante quatro anos durante o governo Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu nesta terça-feira (14) o ex-senador Jean Paul Prates do comando da Petrobras. Para o seu lugar, o petista indicou Magda Chambriard, ex-diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante o governo de Dilma Rousseff.

A indicada por Lula para chefiar a Petrobras é formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Engenharia Química. Chambriard também tem especializações em Engenharia de Reservatórios e Avaliação de Formações, além de Produção de Petróleo e Gás.

A engenheira começou a trabalhar na Petrobras em 1980, atuando na área de produção por mais de 20 anos. Em 2002, ela passou para a assessoria da diretoria de Exploração e Produção da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em 2008, Magda assessorou uma comissão interministerial criada por Lula cujo objetivo era estudar as regras de exploração e produção das reservas de petróleo e gás na área do pré-sal. Em 2012, já no governo Dilma, ela assumiu a diretoria-geral da ANP, onde permaneceu até 2016.

Desde 2021, a engenheira atua na assessoria fiscal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A indicada por Lula também é sócia da empresa Chambriard Engenharia e Energia.

A SAÍDA DE PRATES

O presidente Lula deve justificar a demissão de Prates pela “demora de entrega de promessas”. A demissão foi anunciada nesta terça numa reunião no Palácio do Planalto em que estavam, além de Prates, os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a indicação de Chambriard é de Rui Costa.

A demissão de Prates acontece um dia após a divulgação do balanço da companhia. A estatal fechou o primeiro trimestre de 2024 com lucro líquido de R$ 23,7 bilhões, 37,9% a menos do que há um ano, e 23,7% inferior ao registrado no trimestre imediatamente anterior.

Mas a causa da troca, de acordo com o Estadão, se deve à cobrança por maior velocidade na execução dos projetos anunciados pela empresa, principalmente em relação à encomenda de navios aos estaleiros brasileiros.

Prates foi chamado por Lula ao Palácio sem que a pauta estivesse definida. Reuniu uma série de assuntos que poderiam estar no alvo de atenção de Prates, que foi pego de surpresa pela demissão, ainda que fosse o primeiro encontro dos dois desde a crise em torno do pagamento dos dividendos extraordinários da Petrobras.

Na ocasião, Lula havia deliberado pela retenção dos recursos em reunião com Prates, Costa e Silveira no Palácio do Planalto. Prates, por sua vez, foi a público defender que seria possível distribuir metade dos recursos. A conduta foi reprovada em Brasília, sob a alegação de que houve uma quebra do que havia deliberado o governo.

A não distribuição provocou uma crise com investidores, que tinham a expectativa na direção oposta. Mas Prates também desagradou aos colegas de governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Silveira e Costa por não dar soluções rápidas a pedidos para a ampliação da oferta de gás natural mais barato, o que poderia ajudar a dinamizar a economia.

Aliados de Silveira alegam que a gestão de Prates também não apresentou marcas que eram desejadas, como a redução do preço dos combustíveis, o que minou o apoio dele dentro do próprio PT. Com o governo sob restrição fiscal, a expectativa de integrantes do partido era que a Petrobras ampliasse sua atuação no campo social e econômico.

Prates é um quadro do PT, mas é considerado um novato no partido. O político chegou ao Senado como suplente da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT-RN). Na Petrobras, recebeu críticas sob reserva de que atuava em prol dos acionistas privados e não comprava brigas do governo.

Lula, segundo relatos, preferiu esperar a poeira baixar para anunciar a retirada dele do cargo. Uma lista de potenciais candidatos chegou a circular, com nomes como o do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A escolha dele não prosperou, segundo fontes do PT, porque não houve apoio de Fernando Haddad para a iniciativa.

A Petrobras confirmou na noite desta terça, em comunicado, que recebeu a solicitação de Prates para que o conselho de administração avalie o encerramento antecipado de seu mandato “de forma negociada”. Segundo a companhia, Prates disse ainda, caso o colegiado aprove o fim de seu ciclo à frente da estatal, que apresentará renúncia ao cargo de membro do conselho.

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Problema no GPS atrasa voos da Azul com aviões Embraer

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A empresa aérea Azul informou na terça-feira, dia 22, que houve uma instabilidade global no sistema de GPS que afetou a operação de suas aeronaves Embraer E2. A fabricante Embraer ressaltou que essa situação não compromete a segurança dos voos e que monitora atentamente o caso junto às companhias aéreas e ao fabricante do equipamento.

Como medida de precaução, a Azul está implementando ações operacionais que podem causar ajustes na malha aérea e nos horários de determinados voos. A companhia orienta os passageiros com voos afetados a conferirem o status de suas reservas nos canais oficiais antes de se dirigirem ao aeroporto.

Houve registro de cancelamentos e atrasos na noite de terça-feira (22) em aeroportos como Brasília, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A Embraer, em comunicado, afirmou que tomou conhecimento de relatos sobre falhas no sistema de GPS que atingem alguns modelos de aeronaves, incluindo o E2. Apesar do impacto possível na programação dos voos, a segurança das operações não é comprometida, garantiu a empresa.

O fabricante está prestando suporte técnico aos clientes e aplicando as medidas necessárias para solucionar o problema. A frota mundial de aviões E2 conta com sistemas e protocolos de navegação que asseguram a continuidade das operações, mesmo em cenários de instabilidade no GPS, preservando a segurança e cumprindo as normas das autoridades civis de aviação.

A Latam afirmou que não identificou qualquer irregularidade em suas operações aéreas. A Gol informou que não utiliza aeronaves desse modelo em sua frota.

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama, é internada por enxaqueca

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Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal (PL-DF), foi internada na terça-feira (22), em Brasília, por causa de uma enxaqueca, conforme comunicado do hospital.

Michelle, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, está concorrendo a uma vaga no Senado nas eleições de 4 de outubro, dia em que seu enteado Flávio Bolsonaro disputará a presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A candidata de 44 anos está recebendo atendimento clínico especializado e ainda não tem previsão para deixar a unidade hospitalar, informou o Hospital DF Star.

Há dois meses, Michelle já havia passado por tratamento de enxaqueca, coincidentemente quando lançou sua candidatura. Ela é muito popular entre mulheres conservadoras e liderou o diretório feminino do Partido Liberal (PL). Segundo pesquisas, possui boas chances de conquistar seu primeiro cargo eletivo.

Em junho, Michelle revelou publicamente desentendimentos com seu enteado Flávio Bolsonaro, a quem acusou de falta de respeito em debate sobre as alianças partidárias. Apesar de terem resolvido as diferenças, setores da direita permaneceram críticos ao apoio moderado dela à campanha do enteado.

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Previdência mostra contradição ao anunciar fim da fila do INSS, avalia diretor da IFI

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O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, Marcus Pestana, destacou que a alegação da equipe econômica sobre uma folga nas despesas com Previdência contrasta com o anúncio do governo de que a fila de espera para concessão de benefícios do INSS foi zerada, sendo que em fevereiro essa fila ultrapassava 3 milhões de pedidos.

“É aguardado o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias desta semana. Ainda assim, estrategicamente, permanece essa troca de informações contraditórias, mas o resultado fiscal efetivo está longe do necessário para estabilizar a dívida e propiciar a redução dos juros,” disse Pestana à Broadcast. A IFI estima que o superávit primário necessário deveria ser de 2% do PIB, aproximadamente R$ 260 bilhões. “O que temos são supostos espaçamentos na ordem de R$ 19,6 bilhões, considerando tolerâncias e descontos em despesas para cumprimento da meta fiscal,” criticou.

Na segunda-feira (21), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento atual, possibilitando o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, como anunciado recentemente.

Pestana comenta que o governo habitualmente mantém uma margem em despesas, como em pessoal, e observa que a receita do petróleo, beneficiada pela continuidade do conflito no Irã, contribuiu para ampliar o espaço fiscal.

Em entrevista ao portal G1, Moretti ressaltou quedas nas projeções referentes às despesas previdenciárias, BPC, gastos com pessoal e subsídios, com a maior redução ocorrendo nos benefícios previdenciários, em cerca de R$ 11,5 bilhões.

O Ministério da Previdência utiliza dois principais critérios para afirmar que a fila do INSS está zerada: o tempo médio de concessão, que foi de 34 dias em agosto, e a consideração da capacidade do INSS em analisar novos pedidos, chamado de fluxo de atendimento. Em agosto, o número de pedidos iniciais pendentes ficou abaixo dos novos pedidos recebidos, o que é interpretado como um fluxo equilibrado.

Contudo, mesmo reconhecendo melhorias na gestão da fila, especialmente após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, especialistas questionam a declaração oficial, já que o aumento dos indeferimentos pode provocar o retorno do acúmulo nos próximos meses.

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