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Esporte

Santa Cruz critica PMPB e cobra respostas após cenas de violência em João Pessoa

Em nota divulgada neste domingo (9), o Santa Cruz se manifestou sobre os episódios de violência ocorridos no sábado (8), antes da partida entre o Tricolor e o Botafogo-PB, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, pela 16ª rodada da Série C.

A diretoria do Santa Cruz repudiou a atuação da Polícia Militar da Paraíba (PMPB) e declarou que seguirá firme na busca pela investigação dos acontecimentos e pela responsabilização dos envolvidos. Momentos de conflito foram observados tanto antes quanto depois do jogo, que terminou empatado em 2 a 2.

“Esse despreparo ficou evidente logo na área externa do estádio. Enquanto a torcida do Santa Cruz era atacada pelos adversários, a PMPB não protegeu os torcedores, mas utilizou balas de borracha contra as vítimas encurraladas, ferindo vários deles”, afirma trecho da nota oficial.

Dentro do estádio, a PMPB também teria agido de forma inadequada, utilizando spray de pimenta. Além dos torcedores, funcionários do clube que realizavam atividades no gramado foram afetados, sofrendo mal-estar e náuseas, o que comprometeu suas funções.

Diante dos fatos, o clube acionou as Federações Pernambucana e Paraibana de Futebol, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a própria PMPB, com o intuito de impedir que episódios semelhantes se repitam.

“O Santa Cruz reconhece o desafio das forças de segurança em manter a ordem nas partidas de futebol, porém isso não justifica ações desproporcionais ou mal preparadas que coloquem em risco justamente quem deveria ser protegido”, publicou o clube.

Horas antes do confronto, cenas de violência foram registradas na orla de Cabo Branco, em João Pessoa, quando torcedores das duas equipes se envolveram em brigas. A Polícia Militar da Paraíba confirmou a prisão de 18 pessoas envolvidas.

Durante o jogo, também foram divulgadas imagens mostrando torcedores do Santa Cruz pegando cervejas de um bar dentro do Almeidão sem pagar.

Confira abaixo a íntegra da nota do Santa Cruz:

O Santa Cruz Futebol Clube vem a público expressar seu forte repúdio à atuação da Polícia Militar da Paraíba durante a partida contra o Botafogo, no sábado (8), no Estádio Almeidão.

O tratamento dado à torcida do Santa Cruz mostrou o despreparo das forças de segurança paraibanas para lidar com a quantidade de torcedores tricolores presentes. O que deveria ser um evento festivo se transformou em atos de violência incompatíveis com a missão da Polícia Militar, que é garantir segurança e preservar a integridade dos torcedores.

Logo na área externa, a torcida coral sofreu ataques dos rivais e a PMPB respondeu com balas de borracha contra torcedores encurralados, causando ferimentos.

Dentro do estádio, o uso indiscriminado de spray de pimenta afetou também funcionários do Santa Cruz no gramado, causando mal-estar e náuseas, prejudicando o trabalho profissional.

O clube manifesta solidariedade às vítimas e exige investigação e punição dos responsáveis. Acionará as Federações Pernambucana e Paraibana de Futebol, o STJD, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Militar para garantir que esses atos não fiquem impunes nem se repitam.

O Santa Cruz reconhece a importância das forças de segurança e o desafio que enfrentam para manter a ordem, mas repudia qualquer ação que seja desproporcional, desastrosa ou que ponha em risco aqueles que devem ser protegidos.

Recife, 9 de agosto de 2026

Santa Cruz Futebol Clube

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Esporte

Náutico lidera, mas empata com Atlético-GO na Série B

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Na partida válida pela 21ª rodada da Série B, o Náutico não conseguiu proporcionar uma celebração mais alegre aos seus torcedores no Dia dos Pais, neste domingo (9). Mais de 10 mil fãs compareceram ao Estádio dos Aflitos para acompanhar o empate em 1 a 1 contra o Atlético-GO.

O time pernambucano abriu o placar com Kauã Maranhão, mas o visitante Geovany Soares igualou o marcador. Com esse resultado, o Náutico permaneceu na 14ª colocação, somando 26 pontos, enquanto o Atlético-GO subiu para o sétimo lugar, somando 32 pontos.

A vantagem inicial do Náutico no primeiro tempo foi fruto de uma postura ofensiva e aguerrida. Mesmo com algumas alterações na escalação inicial, a equipe mostrou intensidade e marcou o gol antes dos dez minutos de jogo. A pressão dos donos da casa dificultou a saída de bola do adversário.

Nos primeiros momentos, Borasi e Kauã Maranhão já haviam ameaçado o gol do goleiro Paulo Vítor. Aos cinco minutos, o camisa 19 do Náutico aproveitou um cruzamento de Igor Fernandes para antecipar-se ao marcador e balançar as redes.

O Náutico continuou dominando e quase ampliou com Reginaldo, que acabou parando no goleiro adversário aos 14 minutos. Aos poucos, o Atlético-GO se organizou defensivamente e passou a tentar atacar, com chances criadas por Matheusinho, Yuri Silva, Geovany Soares e Ewerthon, embora sem sucesso na conclusão.

Segundo tempo

Na etapa final, com as três substituições feitas pelo técnico Roger Silva, o Atlético-GO retornou com maior intensidade ofensiva. Aos três minutos, o Náutico quase sofreu com a expulsão de Muriel, que foi anulado pelo VAR devido ao impedimento no lance.

Dez minutos depois, o Dragão alcançou o empate. Henrique recebeu livre pela direita e cruzou para Geovany Soares finalizar e marcar o gol.

Com o domínio do adversário, o treinador Hélio dos Anjos realizou três substituições, incluindo a estreia do meia Pato Nuñez. O Náutico organizou-se novamente e voltou a criar oportunidades, destacando uma jogada aos 30 minutos com Léo Índio, Borasi e Kauã Maranhão em finalização desviada.

No final da partida, o time pressionou em busca da vitória. Jean Carlos quase marcou duas vezes, e Kauã Maranhão, de cabeça, teve sua tentativa defendida facilmente por Paulo Vítor.

Detalhes da partida

Náutico: Muriel; Arnaldo (Victor Andrade), Léo Índio, Betão e Igor Fernandes (Gustavo Henrique); Samuel (Ryan), Auremir (Pato Nuñez) e Jean Carlos; Reginaldo, Borasi (Rikelme) e Kauã Maranhão. Técnico: Hélio dos Anjos.

Atlético-GO: Paulo Vítor; Ewerthon, Adriano Martins, Junior Barreto e Yuri; Leandro Vilela (Henrique Freitas), Daniel Peixoto e Matheusinho (Cristiano); Geovany Soares, Gustavo Coutinho (João Pedro) e Léo Tocantins (Bruno José). Técnico: Roger Silva.

Local: Estádio dos Aflitos, Recife (PE).

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

Assistentes: Carlos Henrique Cardoso de Souza e Thayse Marques Fonseca (RJ).

Gols: Kauã Maranhão (5′ 1º tempo – Náutico), Geovany Soares (10′ 2º tempo – Atlético-GO).

Cartões amarelos: Arnaldo, Victor Andrade, Borasi (Náutico); Adriano Martins, Cristiano (Atlético-GO).

Público: 10.087 torcedores.

Renda: R$ 322.751,00.

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Morre Don Nelson, ícone da NBA, aos 86 anos

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Don Nelson, cinco vezes campeão da NBA como jogador do Boston Celtics e um dos treinadores mais vitoriosos da história da liga, faleceu neste domingo, aos 86 anos.

A notícia foi confirmada por familiares e pelos times pelos quais passou. A causa da morte não foi divulgada. Conforme o comunicado, Nelson esteve acompanhado por seus familiares e amigos na última semana de vida.

Nelson ficou conhecido como um dos criadores do estilo de jogo chamado “Nellie Ball”, que se baseia em ataques rápidos e na utilização de jogadores menores e mais ágeis para criar vantagens e explorar confrontos individuais.

Essa tática ajudou a revolucionar o basquete da NBA e foi adotada por diversas equipes ao longo das décadas seguintes.

A carreira de Nelson como técnico iniciou em 1976, como assistente do Milwaukee Bucks. Durante 31 temporadas, ele comandou quatro franquias: Bucks, Golden State Warriors, Dallas Mavericks e New York Knicks. Conquistou 1.335 vitórias e 1.063 derrotas na temporada regular, com aproveitamento de 55,6%.

Em 7 de abril de 2010, Nelson atingiu sua 1.333ª vitória, ultrapassando Lenny Wilkens como o técnico com mais triunfos na temporada regular na história da NBA.

Ele finalizou sua carreira com 1.335 vitórias e atualmente está em segundo lugar na lista histórica, atrás apenas de Gregg Popovich, que acumula 1.390.

Nelson foi introduzido ao Hall da Fama do Basquete em 2012. Também foi listado entre os dez melhores técnicos da história da NBA em 1996 e entre os 15 melhores em 2021.

Passagem pelos Mavericks

Um dos momentos mais significativos da carreira de Nelson como técnico ocorreu no Dallas Mavericks, onde treinou por oito temporadas e teve papel fundamental na formação do time que se tornaria uma das principais potências ofensivas da NBA no início dos anos 2000.

Em 1998, Nelson foi crucial para a aquisição de Dirk Nowitzki e Steve Nash durante o draft. Os dois foram protagonistas de uma das equipes mais ofensivas e empolgantes da liga.

Os Mavericks chegaram à final da Conferência Oeste em 2003. Nelson deixou o comando do time dois anos depois, com um recorde de 339 vitórias e 251 derrotas.

Apesar de ter formado equipes memoráveis, Nelson nunca conquistou um título da NBA como treinador. Em 18 participações nos playoffs, ele acumulou 75 vitórias e 91 derrotas.

Cinco títulos como jogador

Enquanto não repetiu o sucesso como técnico, Nelson teve uma carreira brilhante como jogador, conquistando cinco títulos da NBA pelo Boston Celtics ao longo de 14 temporadas, sendo 11 delas pelo mesmo time.

Nelson chegou aos Celtics em 1965, como agente livre, e assumiu um papel cada vez mais importante no time. Na temporada 1965/66, sua primeira sob comando de Red Auerbach, teve médias de 10,2 pontos e 5,4 rebotes, ajudando Boston a conquistar o título.

Ele jogou ao lado de grandes nomes como Bill Russell, Sam Jones, John Havlicek, Satch Sanders e KC Jones.

Durante nove temporadas nos Celtics, Nelson manteve uma média de pelo menos dez pontos por jogo.

Um dos momentos mais marcantes aconteceu no sétimo jogo das finais de 1969, contra o Los Angeles Lakers, quando com pouco mais de um minuto para o fim, Nelson acertou um arremesso na linha do lance livre que, depois de bater no aro e subir vários metros, caiu para colocar Boston em vantagem por 103 a 102.

Os Celtics venceram por 108 a 106 e conquistaram o 11º título da franquia em 13 temporadas.

Essa vitória também marcou o fim da carreira de Bill Russell, que havia acumulado cinco títulos como jogador-treinador nas duas temporadas anteriores.

A camisa número 19 de Nelson foi aposentada pelo Celtics em 1978. Ele está entre os 26 jogadores que ganharam pelo menos cinco títulos da NBA.

Origem no basquete

Don Nelson nasceu em 15 de maio de 1940, em Muskegon, Michigan. Cresceu com duas irmãs em uma fazenda perto de Sherrard, Illinois, onde começou a gostar do basquete.

Sem uma cesta disponível, Nelson improvisava, usando uma roda de bicicleta sem raios presa a um galpão para simular uma tabela e uma cesta. Mais tarde, em Rock Island, treinava no caminho para a escola e em uma unidade da YMCA.

Ele se formou na Rock Island High School em 1958. Como não era um dos jogadores mais procurados pelas universidades, seu pai chegou a duvidar do futuro dele no basquete. No entanto, foi recrutado pela Universidade de Iowa.

Na faculdade, rapidamente ganhou destaque, tendo médias de 23,8 pontos e 11,3 rebotes nas duas últimas temporadas. Terminou sua carreira universitária com uma média de 21,1 pontos por jogo, a maior marca da história de Iowa.

Da cesta improvisada na fazenda em Illinois às cinco conquistas da NBA e ao posto de um dos técnicos mais influentes da liga, Nelson construiu uma trajetória que influenciou várias gerações do basquete americano.

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Rayssa Leal vence rival japonesa e conquista o título do SLS Rio Takeover

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Rayssa Leal conquistou o título do SLS Rio Takeover neste domingo (9), em uma fase do Circuito Mundial de Skate Street realizada no Ginásio do Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro.

Com o apoio intenso do público brasileiro, a jovem skatista alcançou o título do evento com um total de 20.9 pontos. Diferente das competições tradicionais, essa disputa valoriza exclusivamente a execução das manobras.

A segunda posição ficou com a japonesa Momiji Nishiya (20.7 pontos), campeã olímpica nos Jogos de Tóquio 2020, que já havia superado a brasileira em outra ocasião. A terceira colocação foi da espanhola Daniela Terol.

Antes do início da final feminina, a japonesa Aoi Uemura sofreu uma queda durante o aquecimento e precisou deixar a competição.

Detalhes da competição

Na rodada inicial, Rayssa Leal não conseguiu completar sua primeira manobra, enquanto Momiji Nishiya assumiu a liderança com 5.3 pontos. Em seguida, Rayssa realizou uma excelente manobra e marcou 6.8 pontos.

Após quedas nas duas primeiras tentativas, Gabi Mazetto alcançou 4.1 pontos, enquanto Rayssa acertou outra manobra, elevando sua pontuação para 13.9.

Gabi Mazetto melhorou sua soma para 9.6 na quarta tentativa. Após Daniela Terol assumir a liderança com 15.8 pontos, Rayssa Leal sofreu uma queda, ficando em segundo lugar.

Daniela Terol errou sua quinta tentativa, e Momiji Nishiya alcançou a maior nota da rodada com 8.7 pontos. Logo depois, Rayssa realizou uma manobra com a parte traseira do skate, somou 6.1 pontos e voltou à liderança com 20.0 pontos.

Na penúltima rodada, Momiji Nishiya passou para a frente com 20.7 pontos. Porém, a atleta brasileira executou uma manobra muito bem feita, conquistou 7.0 pontos e retomou a primeira posição com 20.9 pontos.

Na etapa final, Momiji Nishiya marcou 5.2 pontos, optando por não substituir sua pior nota, garantindo o segundo lugar. Com a vitória assegurada, Rayssa Leal não completou sua última tentativa.

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