Brasil
Rota 2030 está sendo finalizado e será apresentado em maio, diz Anfavea
O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, lançou a Rota 2030 para a mobilidade e logística do País no dia 18
Após reunião com o presidente da República, Michel Temer, e com ministros, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, disse que o programa Rota 2030 está sendo finalizado e será apresentado no mês que vem. “Estamos realmente na fase final de ajustes, nós devemos ter esses ajustes feitos ainda durante a semana, na expectativa que o programa seja anunciado muito em breve”, disse, no Palácio do Planalto.
Megale, que chegou a ameaçar no mês passado que havia o risco de as montadoras diminuírem investimentos caso não haja incentivos fiscais para Pesquisa e Desenvolvimento, se mostrou otimista e citou que Temer afirmou que o momento é bom. “Como o próprio presidente da República diz, o céu está ficando azul então nós temos condições de que em breve, no curto prazo, esse programa seja implementado. Temos a expectativa que isso acontece ainda no mês de maio”, completou.
Ao ser questionado se as divergências entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços teriam sido solucionadas, Megale afirmou que “estamos quase lá”. “Foi praticamente solucionado, nós chegamos a uma grande convergência, precisamos apenas ver os últimos detalhes quanto aos mecanismos, mas houve uma convergência na forma de ser oferecido esse apoio de pesquisa e desenvolvimento”, destacou, ressaltando que o programa é muito importante para o país, porque “traz a previsibilidade para o setor automotivo”.
O Ministério da Fazenda se posicionou contra a proposta defendida pelas empresas e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de um estímulo anual de R$ 1,5 bilhão. O anúncio do Rota 2030 deveria ter ocorrido no fim do ano passado, quando o Inovar-Auto, antigo programa para o setor, acabou, mas foi continuamente adiado.
No meio de março, o MDIC apresentou nova proposta às montadoras, que não foi bem recebida pelas empresas, uma vez que os incentivos fiscais foram reduzidos de R$ 1,5 bilhão por ano na proposta anterior para R$ 1 bilhão. Em troca, as montadoras teriam de investir 3,3 vezes mais em pesquisa e desenvolvimento
Megale não quis dizer qual o valor que está sendo trabalhado hoje, mas confirmou que os incentivos devem ficar abaixo dos R$ 1,5 bilhão que a indústria pleiteava. “O valor é difícil a gente precisar, porque a gente precisa ter o formato final bem definido”, disse. Segundo ele, o valor de R$1,5 bilhão era uma “expectativa de teto”. “O que acontece é que a aplicação de mecanismos, tipo da Lei do bem, eles tem que ser avaliados, porque o mecanismo da lei do bem presume que as empresas estejam fazendo lucro, ou seja, estejam pagando imposto de renda. Como ainda boa parte das empresas ainda está com prejuízos acumulados nesses últimos anos, a aplicação do mecanismo fica um pouco prejudicada, mas esses detalhes também estão sendo ajustados”, explicou.
Ele destacou que o fato de o setor automotivo ter ciclos de investimento de longo prazo e reforçou que a previsibilidade é crucial para os investimentos. “Investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil é absolutamente fundamental para a gente reter no Brasil conhecimento nessa área e principalmente na parte de tecnologias de combustíveis, que o país hoje é líder mundial nesse tipo de tecnologia”, exemplificou.
O presidente da Anfavea disse que nesses ajustes finais está justamente a forma que o governo vai fazer a devolução do que foi investido. “Os ministérios estão conversando e o setor privado naturalmente vai trazer suas considerações sobre isso”, disse.
Brasil
Novo ciclone pode se formar no Sul
Um ciclone extratropical está em processo de possível formação entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai, previsto para acontecer nesta sexta-feira, 23, podendo afetar as condições climáticas no Sul do Brasil durante o fim de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a situação e informou que espera o surgimento de uma área de baixa pressão atmosférica no leste da Argentina na manhã de sexta-feira (16).
De acordo com o Inmet, este sistema deverá seguir em direção ao Oceano Atlântico, com potencial para se transformar em ciclone. Se isso ocorrer, o fenômeno atmosférico aumentará a instabilidade no Sul, principalmente a partir de sábado, 24.
Já há previsão de chuvas para os próximos dias na região. O Inmet mantém alerta laranja, que significa perigo, para tempestades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas outras partes da Região Sul, o alerta vigente é amarelo, indicando risco potencial para eventos do mesmo tipo.
Espera-se que as chuvas continuem em grande parte da região, acompanhadas de possíveis aguaceiros e trovoadas em pontos isolados.
Quanto às temperaturas, em Curitiba os termômetros devem registrar entre 15 °C e 16 °C. Em Porto Alegre, a variação deve ficar entre 15 °C e 24 °C, enquanto Florianópolis terá mínimas de 16 °C e máximas de 23 °C.
De acordo com a classificação do Inmet, o ciclone extratropical é um sistema formado por uma área de baixa pressão atmosférica fora das regiões tropicais, geralmente nas latitudes médias e altas.
Também conhecido como tempestade extratropical, este sistema pode se mover e provocar mudanças bruscas no clima local, como chuvas intensas e ventos fortes.
Brasil
Antaq prevê melhora na navegação na região Norte em novembro
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, revelou nesta quinta-feira, 22, que a circulação nos canais da região Norte do Brasil tende a se normalizar no final de novembro. Isso se deve à desaceleração da queda do nível dos rios.
“As projeções da agência indicam, em um cenário médio, recuperação das condições de navegação a partir da quarta semana de novembro. Há duas semanas, a diminuição era de 13 cm por dia, mas agora caiu para 7 cm”, explicou durante a abertura da reunião da diretoria colegiada da autarquia.
De acordo com ele, o Rio Negro ainda está em período de vazante e já apresenta limitações para a navegação. Em 21 de outubro, o nível registrado em Manaus era de 16,97 metros, valor superior ao do mesmo dia nos anos anteriores, quando o rio estava 4,07 metros (2023) e 4,34 metros (2024) abaixo do nível atual. Na quinta-feira, a queda foi de 7 centímetros, contra 11 centímetros em 2023.
Frederico Dias também destacou que as dragagens feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no trecho entre Manaus e Itacoatiara aumentaram em 1,2 metro a profundidade do ponto crítico, reduzindo os efeitos negativos da vazante para a navegação.
Sobre a cobrança da taxa de seca, o diretor informou que a agência avaliou todos os pedidos de cobrança até o momento. As decisões foram variadas entre aprovações com condições e rejeições, após análise criteriosa das informações técnicas, operacionais e econômicas fornecidas pelas empresas.
Ele acrescentou que o trabalho de fiscalização continua, incluindo reavaliações conforme novas informações são obtidas. As cobranças aprovadas seguem monitoradas e podem ser revistas se surgirem novos dados.
Nosso compromisso é assegurar que quaisquer cobranças adicionais estejam justificadas e proteger o consumidor contra taxas indevidas, afirmou Frederico Dias.
Brasil
CNBB pede que eleitores analisem candidatos no segundo turno das eleições
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira (21) uma mensagem dirigida ao povo brasileiro acerca do segundo turno das eleições presidenciais. No texto, a CNBB solicita que os eleitores reflitam sobre o histórico dos candidatos, suas ações e compromissos com a democracia e o bem-estar da população.
A entidade ressalta a importância de defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito e respeitar o resultado das urnas.
Assinada pelo Conselho Permanente da CNBB, a mensagem reconhece o voto como um direito livre e secreto, condenando qualquer tentativa de coação ou ameaça aos eleitores, classificando tais atos como inaceitáveis.
Além disso, destaca que o país necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade, e que essas urgências devem ser prioridades para os eleitores ao escolherem seus representantes.
“O Brasil precisa preservar o meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz. O desenvolvimento deve oferecer uma vida digna e justa para todos, bem como oportunidades para as futuras gerações”, acrescenta o documento.
A mensagem também enfatiza a importância da participação ativa da população após as eleições, reiterando que os cidadãos continuam responsáveis por fiscalizar, reivindicar e participar dos processos democráticos. A crítica construtiva e o diálogo aberto são fundamentais para fortalecer a democracia, além de exigir informações confiáveis, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.
O segundo turno acontecerá no domingo, 25 de outubro, com a disputa entre o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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