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Putin visita Índia para fortalecer defesa e comércio

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está na Índia nesta quinta-feira (4) para fortalecer as relações entre os dois países no setor de defesa, em meio à forte pressão dos Estados Unidos sobre Nova Délhi para que cesse a compra de petróleo russo.

Putin viajou acompanhado do ministro da Defesa, Andrei Belousov, em uma visita de dois dias, a primeira desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Em entrevista ao jornal India Today antes da viagem, o líder russo expressou felicidade em encontrar seu “amigo”, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Ele destacou o amplo escopo da cooperação bilateral, incluindo a produção de navios e aviões, energia nuclear e exploração espacial.

Modi recebeu Putin com um abraço no aeroporto de Nova Délhi e ofereceu um jantar privado, seguido por uma cúpula na sexta-feira.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que as discussões para expandir o fornecimento dos sistemas avançados de defesa aérea S-400 serão um ponto central da agenda.

Moscou também pode propor a coprodução dos aviões de combate russos Su-57.

A Índia é um dos maiores compradores de armas do mundo, e a Rússia tem sido historicamente um de seus principais fornecedores, embora a participação russa tenha caído de 76% (2009-2013) para 36% (2019-2023), conforme dados do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (Sipri).

A visita acontece após os Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump, aplicarem em agosto tarifas de 50% sobre a maioria dos produtos indianos, devido à compra contínua de petróleo russo, que segundo Washington, financia o conflito na Ucrânia.

A Índia, país mais populoso do mundo, tornou-se um importante mercado para o petróleo russo, fornecendo uma saída crucial para Moscou, apesar do isolamento internacional relacionado à guerra.

No entanto, recentemente, Nova Délhi diminuiu suas importações de petróleo cru devido às sanções contra grandes produtores russos, como Rosneft e Lukoil.

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Brasil

Cury prevê privatização de estatais ineficientes e promete reduzir gastos públicos

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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta terça-feira (22) que as estatais que não apresentarem melhoria após um “choque de gestão” poderão ser privatizadas. Em entrevista concedida à revista Veja, Cury também destacou a necessidade de revisar cargos indicados politicamente e garantiu que os servidores públicos de carreira serão mantidos.

“As estatais que não conseguirem se ajustar passarão por privatização”, disse o candidato.

Ele afirmou que os servidores concursados serão preservados, porém, destacou a importância de oferecer treinamento e uma melhor estrutura para aprimorar os serviços públicos. Além disso, ressaltou a necessidade de revisar os aproximadamente 50 mil cargos escolhidos por políticos para definir quais são realmente essenciais.

“Os servidores de carreira serão mantidos, por serem concursados. Temos cerca de 50 mil cargos nomeados politicamente, e precisamos identificar quais devem ser mantidos”, explicou.

Cury também reforçou a importância de um ajuste fiscal abrangente, com corte de despesas, combate à corrupção e à evasão fiscal, além de auditorias nas contas públicas.

“É fundamental adotar responsabilidade fiscal rigorosa, reduzir desperdícios, combater corrupção e sonegação, realizar auditorias e enxugar tudo que for possível”, afirmou.

Quanto à política monetária, Cury criticou o alto nível da taxa de juros no Brasil, que impacta negativamente o agronegócio, comércio, indústria e as famílias. Embora isso, defendeu a independência do Banco Central.

“Sem dúvida, o Banco Central deve ser totalmente independente, porém, os juros elevados têm sufocado de forma grave o setor agrícola, o comércio, a indústria e as famílias brasileiras”, declarou.

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Brasil

Irmã de Sicário recua e diz que negócios com Vorcaro eram legais

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A irmã de Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como o Sicário do banqueiro Daniel Vorcaro, revelou em depoimento à Polícia Federal que enviou mensagens ameaçadoras à família do banqueiro devido a um estado emocional abalado. Ela também afirmou que só encontrou documentos referentes a negócios legais entre eles, principalmente no setor imobiliário.

Em junho, o Estadão divulgou que Joana Mourão havia dito em conversas que tinha provas suficientes para acabar com a família de Vorcaro e anular acordos de delação premiada. No entanto, durante o depoimento, ela minimizou essas declarações.

O depoimento foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pela defesa do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, acompanhado de uma carta na qual ele se diz injustiçado e nega crimes. A defesa apresentou o depoimento para demonstrar que Henrique Vorcaro mantinha apenas negócios legais com Mourão e associados, sem envolvimento em ameaças ou atos ilegais.

Joana Mourão disse que, após a prisão do Sicário, ele a orientou a ligar para Henrique Vorcaro alegando uma dívida financeira. O Sicário faleceu no hospital depois de um incidente considerado tentativa de suicídio em sua cela na PF, em março do ano passado.

De acordo com o depoimento gravado em vídeo, Joana afirmou que ao acessar o iCloud do irmão, viu contratos imobiliários entre ele e Henrique Vorcaro e percebeu que o irmão tinha valores a receber dele.

Ela explicou que suas ameaças anteriores se deram por seu estado emocional fragilizado e que o material que viu referia-se a contratos legítimos, negando a existência de qualquer crime relacionado ao conteúdo acessado.

Joana Mourão também mencionou que a relação entre Daniel Vorcaro e seu irmão era antiga, tendo estudado juntos por volta dos 12 anos de idade.

Ela comentou que encontrou um celular antigo em casa, ligado à conta iCloud do irmão, e ao ligá-lo, teve acesso a documentos que mostravam participações imobiliárias legais entre Phillipi e Henrique Vorcaro.

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Brasil

Flávio Bolsonaro tem currículo duvidoso, diz Haddad

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Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou nesta terça-feira (22) o passado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Haddad, pouco se sabe sobre a trajetória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o que é conhecido não é favorável.

“Esse jovem Flávio tem pouca idade para ter um histórico tão duvidoso”, declarou Haddad. “Há rumores de envolvimento com milícias e com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Também se fala que ele liberou emendas para milicianos. O que se sabe sobre Flávio Bolsonaro? Ele tem apenas 40 anos e já acumula essa ficha negativa. Imagine o que pode acontecer nos próximos dez ou vinte anos”, acrescentou o petista.

Em contraste, Haddad ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) luta pelo Brasil há mais de cinco décadas, combatendo fome, ignorância, miséria e desinformação. As declarações foram feitas durante uma plenária de mobilização do PT em São Paulo.

O petista afirmou que a esquerda formou uma união estratégica com Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin para derrotar Jair Bolsonaro em 2022, mas alertou que a derrota da extrema-direita não será simples neste ano.

Sobre a disputa estadual, Haddad enfatizou que, diferente de 2022, quando conseguiu 45% dos votos no segundo turno, agora seu objetivo é alcançar 51% e ser eleito. “Muitos companheiros dizem que, se eu repetir o desempenho de 2022, garantiremos a vitória de Lula. Eu quero fazer 51% dos votos em São Paulo. Não me contento com 45%. Preciso do apoio de todos”, discursou Haddad.

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