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Economia

Toyota reinicia produção na fábrica de motores em Porto Feliz

A Toyota iniciou a retomada das operações na fábrica de motores localizada em Porto Feliz, interior de São Paulo, aproximadamente um ano após a unidade ter sido parcialmente destruída por um vendaval.

Nesta fase inicial, a fábrica está reativando o processo de fundição, enquanto a reconstrução da planta avança rumo à retomada total da produção, projetada para o ano de 2028.

Até o final deste ano, cerca de 150 colaboradores devem retornar às atividades na unidade, que terá capacidade inicial de produção de cerca de 400 motores por dia.

Retomada gradual

A reabilitação da planta está ocorrendo de forma progressiva. Durante as obras na unidade de Porto Feliz, os processos de usinagem e montagem dos motores continuam acontecendo em um condomínio industrial próximo à fábrica.

Esse local tem sido utilizado pela Toyota para manter parte da produção ativa durante o período de reconstrução. É lá que os motores flex alimentados, usados no modelo Yaris Cross, que começou a ser fabricado no Brasil neste ano, seguem sendo produzidos.

A transferência total das atividades para a unidade original será feita gradativamente, conforme o avanço das obras.

“Estamos reconstruindo e modernizando esta planta para que ela fique ainda mais competitiva, alinhada à nossa estratégia industrial e preparada para atender o mercado brasileiro e outros países”, declarou Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, em comunicado oficial.

Impacto do vendaval

O vendaval que atingiu a fábrica ocorreu em setembro de 2025 e causou danos severos à estrutura da unidade de motores.

Para minimizar os impactos no processo produtivo de veículos no país, a Toyota precisou reorganizar sua cadeia de fabricação.

Durante o período de recuperação, as unidades da montadora no Japão, Europa e outros mercados auxiliaram no fornecimento de motores e componentes necessários.

Essa estratégia permitiu que a produção de veículos na fábrica de Sorocaba, também no interior paulista, fosse retomada cerca de 40 dias após o incidente, mantendo paralelamente operações com fornecedores nacionais.

Produção de motores híbridos

Com a conclusão da reforma, a unidade de Porto Feliz deverá aumentar a fabricação de motores híbridos flex, uma tecnologia essencial na estratégia de eletrificação da Toyota no Brasil.

Além disso, a fábrica renovada terá como objetivo atender, além do mercado brasileiro, outros países, adotando processos de produção alinhados aos padrões globais da empresa.

Essa retomada faz parte do ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões que a Toyota planeja para o Brasil até 2030, contemplando produção, desenvolvimento tecnológico, competitividade e exportação.

Até a finalização das obras, a produção continuará dividida entre o condomínio industrial e a unidade de Porto Feliz, com previsão de retorno total das operações em 2028.

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Economia

Ibovespa sobe aos 187 mil pontos com petróleo em queda após falas de Trump

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A redução dos preços do petróleo tem aliviado a pressão sobre a inflação global, o que animou os investidores e impulsionou o Ibovespa para um fechamento positivo de 0,44%, alcançando 187.422,92 pontos, próximo à máxima do dia, 187.671,74 pontos. O volume financeiro movimentado foi de R$ 22 bilhões e, no acumulado de setembro, o índice já registra alta de 5,64%, e no ano, de 16,3%.

O petróleo registrou sua quinta queda consecutiva, despencando para abaixo dos US$ 100, com o barril Brent cotado a US$ 99,25, queda de 1,09%. Essa redução estimula os investidores a optarem por ativos de maior risco, pois o preço mais baixo do barril reduz preocupações com a inflação e diminui a expectativa de aumento expressivo dos juros, principalmente nos Estados Unidos.

Esse movimento ocorreu em paralelo às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou haver um fluxo maior de petróleo no Golfo Pérsico e destacou uma reunião produtiva da delegação americana na Assembleia Geral da ONU com representantes do Irã. Na reta final do pregão, o presidente norte-americano declarou que o Irã “vai fazer algo de bom”.

Daniel Miraglia, economista-chefe do Integral Group, explica que a possibilidade de um acordo de curto prazo promovido por Trump para aliviar os preços do petróleo empolga o mercado. Um petróleo abaixo de US$ 80 contribui para reduzir o prêmio das Treasuries, mantendo o título de 10 anos abaixo de 5%. Entre US$ 80 e US$ 90 o cenário se mantém equilibrado, mas acima de US$ 100, o impacto é inflacionário, pressionando as taxas de juros americanas e aumentando a possibilidade de uma política monetária mais rígida.

No cenário interno, os investidores permanecem atentos às novidades no campo eleitoral, aguardando pesquisas que possam confirmar, ou não, o crescimento nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL). Atualmente, ele está em empate técnico com o presidente Lula (PT) nas pesquisas, e a expectativa de uma alternância no poder e uma política fiscal mais rigorosa têm estimulado maior apetite por risco na renda variável.

Matheus Spiess, economista e estrategista da Empiricus, ressalta que o mercado ainda espera um desfecho para o conflito entre EUA e Irã. Se houver negociações que levem à normalização das relações no Oriente Médio ou surgirem pesquisas eleitorais que indiquem uma maior probabilidade de ajuste fiscal, o cenário pode favorecer a bolsa. Até lá, é esperado que os movimentos sejam mais cautelosos.

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Economia

Compras internacionais disparam após fim da taxa das blusinhas, afirma Abit

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As encomendas internacionais de pequeno porte em sites de comércio eletrônico aumentaram significativamente após o término da “taxa das blusinhas”, nome dado ao imposto aplicado sobre importações de até US$ 50. Enquanto nos quatro primeiros meses do ano a média era de 15,4 milhões de encomendas, esse número subiu para 20 milhões em maio, logo após a suspensão do imposto. Em junho, o volume subiu para 28 milhões, estabilizando-se acima de 26 milhões nos meses de julho e agosto.

O imposto de importação de 20% para compras internacionais até US$ 50 foi eliminado em maio graças a uma medida provisória aprovada pelo Congresso e convertida em lei em setembro.

Em termos financeiros, o valor das compras saltou de uma média de US$ 308 milhões entre janeiro e abril para US$ 520 milhões nos quatro meses seguintes. Esses dados foram obtidos a partir do programa Remessa Conforme, desenvolvido para combater a evasão fiscal nas importações, conduzido pela Abit, entidade representativa da indústria do vestuário.

Esse setor está entre os mais impactados pela entrada de concorrentes estrangeiros, especialmente chineses, por meio de plataformas como Shopee, AliExpress e Shein.

Somente no mês passado, foram declaradas 26,5 milhões de remessas internacionais, um aumento de 74% em comparação com as 15,2 milhões registradas em agosto de 2025. Em valores, as compras passaram de US$ 294 milhões para US$ 526 milhões, representando um crescimento de 79% em um ano.

A Abit destaca o crescimento das importações após o fim da taxa das blusinhas, ressaltando a necessidade de garantir tratamento tributário e regulatório equivalente para produtos nacionais e importados. A entidade argumenta que a indústria nacional enfrenta concorrência desigual, pois mercadorias importadas em remessas de até US$ 50 têm vantagens fiscais e não passam pelos mesmos critérios trabalhistas, ambientais, sanitários e de segurança.

“Essa disparidade tem um custo alto. O aumento das importações, aliado ao crescimento das compras convencionais e à queda do mercado interno, tem provocado redução na produção, demissões e adiamento ou revisão de investimentos”, comenta a Abit.

A associação cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a julho, indicando queda de 6,8% na produção têxtil e de 8,2% na confecção em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

“Não é justo conceder vantagens ao produto estrangeiro que não são asseguradas aos fabricantes e empregadores brasileiros”, destaca a Abit. A entidade alerta que, enquanto outras grandes economias intensificam a fiscalização sobre plataformas internacionais e adotam medidas para proteger suas bases produtivas, o Brasil segue em direção oposta.

“Estamos criando um cenário onde frequentemente é mais vantajoso importar do que produzir localmente. Isso resulta em transferência de investimentos, renda, arrecadação e empregos para o exterior”, conclui a posição da Abit.

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Economia

Fazenda diz que custo do crédito aperta bolso das famílias, não o tamanho da dívida

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Durante a campanha presidencial, o Ministério da Fazenda trouxe nesta terça-feira informações sobre o endividamento das famílias, tema explorado pelos opositores do governo Lula.

Na avaliação da pasta, o nível da dívida tem se mantido praticamente estável nos últimos três anos. O que realmente impacta o orçamento dos brasileiros são as modalidades de crédito mais caras, como o cartão e o cheque especial, que sofreram mais com a alta dos juros.

Rafael Leão, subsecretário de política macroeconômica do Ministério da Fazenda, ressalta que o crescimento do crédito ocorre de forma moderada se comparado a outros períodos em que o endividamento aumentou de maneira acelerada.

Ele explicou que existe uma parte da dívida familiar, menor em volume, mas que pesa no bolso devido ao alto custo, especialmente o crédito rotativo, que atinge quase 436% ao ano. Isso inclui cartão parcelado, cheque especial e outras modalidades que ficaram mais caras com o ciclo de alta da taxa básica de juros.

O subsecretário comentou que esses custos devem diminuir à medida que a Taxa Selic cai. Na semana anterior, o Banco Central reduziu a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo.

Conforme a política monetária se torna mais flexível, a pressão econômica especialmente nessas linhas de crédito onerosas tende a diminuir.

O estudo divulgado tem como objetivo esclarecer aspectos do endividamento familiar, avaliando se há sinais de ruptura ou estresse no mercado.

Os dados foram apresentados junto ao boletim macrofiscal que contém projeções dos principais indicadores econômicos.

O endividamento foi apontado como um dos motivos para a revisão da projeção de crescimento econômico para 2% em 2026, inferior à previsão de 2,3% feita em julho.

O levantamento analisou o comportamento do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os tipos de crédito utilizados pelas famílias, além da concentração do crédito entre recursos livres e direcionados.

Rafael Leão destacou que o estoque de crédito cresce em relação ao PIB, mas como o PIB também cresceu, o ritmo do crédito em 2023 foi menor do que em outros ciclos de rápida expansão.

Ele também informou que as dívidas familiares foram renegociadas com garantias, apontando que a maior preocupação com o endividamento está no crédito livre, ou seja, aquele sem direcionamento específico.

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