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Putin não vê saída, diz jornalista russo no exílio

Vladimir Putin mantém firme sua postura e acredita que não há como retroceder na questão da Ucrânia, segundo o jornalista russo no exílio Roman Badanin, que colaborou na escrita de um livro sobre a ascensão e a vida pessoal do presidente russo.

Badanin afirmou à AFP que Putin inicialmente buscava uma vitória rápida para consolidar sua autoridade tanto dentro da Rússia quanto no cenário internacional. Segundo ele, Putin queria provar que era um verdadeiro líder. Essa determinação é motivada por características profundas em sua personalidade, influenciadas por paixões humanas básicas.

Após mais de quatro anos de conflito, o maior da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, a guerra na Ucrânia não dá sinais de terminar. Existem até especulações de que o Kremlin pode aumentar a intensidade dos combates como resposta ao suporte ocidental a Kiev.

Badanin indicou que muitos próximos a Putin desejam encerrar o conflito, enquanto os militares no campo reconhecem o alto custo da guerra. Entretanto, Putin está preso a suas ambições pessoais e sente que todos estão contra ele, o que o impede de recuar.

O livro “O Czar em Sua Própria Pessoa: Como Vladimir Putin Nos Enganou a Todos”, coescrito por Badanin e Mikhail Rubin, é resultado de entrevistas com cerca de 300 pessoas do círculo íntimo do presidente.

Ambos os autores foram obrigados a deixar a Rússia após terem suas residências invadidas pelo Serviço Federal de Segurança em 2021. Durante suas investigações, Badanin revelou corrupção generalizada e a sensação de impunidade entre a elite governante russa, inclusive citando encontros em locais luxuosos que ilustram essa realidade.

O livro recebeu o Grande Prêmio de Estrasburgo, sendo reconhecido pela narrativa envolvente que expõe um emaranhado de mentiras, corrupção, infidelidades e ligações com o crime organizado.

Badanin critica a comunidade internacional por ignorar a situação russa e adverte que Putin, com 73 anos no poder desde 2000, não deve ser subestimado. Ele ressalta que Putin não é nem tolo nem covarde, apesar de ter se tornado alvo de piadas.

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México busca crescer importações dos EUA para reduzir déficit e agradar Trump

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Claudia Sheinbaum, presidente do México, anunciou nesta sexta-feira (25) que está focando em diminuir o déficit comercial que os Estados Unidos têm com o México ao aumentar as importações americanas, o que é uma forma sutil de se dirigir ao presidente Donald Trump durante as negociações entre os dois países sobre tarifas.

Trump frequentemente reclama que seus maiores parceiros comerciais se aproveitam economicamente dos EUA.

O México direciona 80% de seus produtos exportados para os Estados Unidos, seu vizinho e principal aliado comercial. No ano anterior, o comércio bilateral ultrapassou 960 bilhões de dólares (5,3 trilhões de reais, considerando o câmbio de 2025), mas isso resultou em um déficit para os EUA de 197 bilhões de dólares (1,1 trilhão de reais), conforme dados oficiais.

Sheinbaum afirmou durante sua coletiva de imprensa diária: “Estamos colaborando para atingir o objetivo dos Estados Unidos, que é justamente o que o presidente Trump deseja, que é a redução do déficit”.

Ela complementou: “Nosso objetivo é adquirir mais dos Estados Unidos e menos de outras nações, o que irá melhorar a balança comercial do ponto de vista estadunidense”.

O México já é o maior comprador dos produtos e mercadorias dos EUA.

Os Estados Unidos, México e Canadá fazem parte do acordo comercial T-MEC, que enfrenta desafios devido à disputa comercial do presidente Trump com o Canadá.

O México está em negociações diretas para retirar ou diminuir as tarifas impostas pelos EUA sobre setores como aço, alumínio e automóveis.

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, planeja uma viagem a Washington na próxima semana para continuar as conversas.

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Trump confirma reuniões com Xi na China e nos EUA ainda este ano

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (25) que terá dois encontros adicionais em 2026 com seu colega chinês, Xi Jinping. Segundo Trump, eles realizarão o terceiro e quarto encontros do ano, com uma reunião na China em novembro e outra nos EUA, durante o G20 em Miami, na Flórida, em dezembro.

Trump comunicou a novidade por meio de sua rede social, Truth Social, enquanto Xi encerrava sua visita oficial a Washington. Trump descreveu o recente encontro entre os dois líderes como um momento marcado por amizade, força e sucesso para ambas as nações.

Ele também expressou sua expectativa positiva para o próximo encontro, demonstrando entusiasmo pelo fortalecimento das relações bilaterais.

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Fao alerta sobre escassez de recursos para combater impactos do El Niño

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A ONU recebeu somente um quinto dos 202 milhões de dólares (R$ 1,05 bilhão) requisitados para se preparar para as crises alimentares que o fenômeno El Niño pode causar em 22 países, informou à AFP um alto representante da FAO nesta sexta-feira (25).

A conversão foi realizada usando a cotação de venda do Banco Central disponível para o dia 24 de setembro.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pediram a verba para ajudar cerca de nove milhões de pessoas.

Contudo, as entidades receberam apenas cerca de 40 milhões de dólares (R$ 208 milhões), alertou em Nairóbi Rein Paulsen, diretor de Emergências e Resiliência da FAO.

“Temos alertas antecipados. Sabemos o que é necessário, mas o financiamento é um grande desafio, limitando nossa capacidade de agir para mitigar e diminuir os prejuízos causados tanto pelas cheias quanto pelas secas”, afirmou.

De acordo com Paulsen, a situação é ainda mais preocupante por se tratar de um valor relativamente pequeno para os padrões internacionais.

O fenômeno El Niño, cuja fase mais intensa deve ocorrer entre outubro e dezembro, está a caminho de se tornar o mais forte já registrado, ampliando os impactos das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas.

As secas e enchentes previstas devem afetar de forma intensa países já seriamente vulneráveis à insegurança alimentar.

Mais da metade dos 22 países em maior risco estão localizados na África. Os demais estão nas regiões Ásia-Pacífico, América Latina e Caribe.

Estudos científicos divulgados nesta quarta-feira (23) indicaram que o atual episódio de El Niño pode resultar em 451.000 mortes adicionais no mundo até fevereiro, conforme as temperaturas sobem.

Em agosto, o Conselho Norueguês para Refugiados informou que seis milhões de pessoas na Somália enfrentam níveis críticos de fome, e mais de 700 mil foram deslocadas neste ano, das quais 500 mil devido à seca.

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