Economia
Projeções de mercado para PIB e IPCA têm se aproximado das estimativas da Fazenda, diz secretário

(EDU ANDRADE/Ascom/MF/Flickr)
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta segunda-feira, 18, que as projeções de mercado, sobretudo do Boletim Focus, para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação têm se aproximado das estimativas da Pasta. Segundo Mello, isso ocorre diante da melhora do ambiente econômico no Brasil.
A Fazenda elevou a projeção para o crescimento em 2023 de 2,5% para 3,2%. A mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Banco Central (BC) aponta para uma alta do PIB de de 2,89% no ano. Além disso, a estimativa do governo para inflação até dezembro foi mantida em 4,85% e a mediana do Focus está em 4,86%.
“As projeções de crescimento do PIB para esse ano no Boletim Focus têm se aproximado das projeções da SPE. E o mesmo ocorre para a inflação, em particular para o IPCA. A queda da curva de juros é um fenômeno importante, em particular, para variáveis como o investimento. O investimento ainda está deprimido na economia braisleira, mas certamente ganha novo ânimo e impulso com um patamar de juros de médio e longo prazo mais amigáveis e razoáveis para a decisão de investir”, disse.
Mercado de trabalho positivo
Mello também afirmou que o conjunto de projeções do mercado apresentadas pelo Focus, a precificação da cruva de juros ou o câmbio têm comportamento benigno em relação a dinâmica da economia brasileira.
“Também seguimos com dados positivos no mercado de trabalho. Principalmente, os dados de população ocupada, da taxa de ocupação e o cresicmento da massa salarial. Isso reflete o crescimento mais robusto da economia e o conjunto das políticas públicas voltadas para as políticas de recomposição da renda lançadas pelo governo”, afirmou.
Economia
Confiança empresarial diminui em julho, diz FGV
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 1,4 ponto em julho em comparação a junho, atingindo 91,3 pontos, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em uma análise por médias móveis trimestrais, a queda foi de 0,1 ponto. O índice refletiu uma perda de confiança, revertendo o crescimento observado nos dois meses anteriores, com deterioração nas avaliações dos setores de Indústria e Serviços.
Aloisio Campelo Júnior, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), comentou que na Indústria essa baixa pode estar ligada às preocupações com novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, enquanto no setor de Serviços, as empresas percebem uma redução na demanda. Ainda assim, o indicador de otimismo para os próximos seis meses se manteve relativamente estável.
O Índice reúne informações das pesquisas nos setores de Indústria, Serviços, Comércio e Construção, ponderados conforme sua participação na economia, baseando-se em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, o Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) registrou queda de 1,5 ponto, chegando a 92,9 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 1,2 ponto, alcançando 89,8 pontos.
Dentro do ISA-E, o indicador referente à satisfação com a situação atual dos negócios diminuiu 1,7 ponto, somando 91,8 pontos, e o indicador do nível da demanda atual recuou 1,2 ponto, para 94,1 pontos. No IE-E, a expectativa de demanda para os próximos três meses caiu 2,2 pontos, totalizando 87,2 pontos, enquanto a previsão para os negócios nos próximos seis meses teve queda de 0,2 ponto, para 92,5 pontos.
De junho para julho, o índice de confiança no setor de Serviços caiu 3,0 pontos, fixando-se em 87,8 pontos, e a confiança na Indústria sofreu retração de 2,9 pontos, registrando 97,2 pontos. Contrariamente, o comércio teve leve alta de 0,4 ponto, chegando a 85,5 pontos, e a construção civil avançou 0,8 ponto, para 92,5 pontos.
Em julho, a confiança subiu em 13 dos 49 segmentos que compõem o ICE, representando 26,5% do total.
Aloisio Campelo Júnior destacou que o mercado de trabalho permanece aquecido e sustenta o consumo, mas isso mantém a inflação elevada, favorecendo a continuidade de juros altos por mais tempo. Caso a tendência de queda na confiança continue, isso pode contribuir para um abrandamento da atividade econômica no segundo semestre.
A coleta dos dados do Índice de Confiança Empresarial foi realizada junto a empresas dos quatro setores ao longo de todo o mês de julho, entre os dias 1º e 28.
Economia
Avaliação da Economia do País pelos Brasileiros em Pesquisa BTG/Nexus
Uma pesquisa recente realizada pelo BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, dia 3, revela que 47% dos brasileiros consideram que a situação econômica do País está ruim ou péssima, enquanto 21% acreditam que está ótima ou boa, e 31% veem como regular. Esses números indicam uma leve melhora para o governo, embora ainda dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Na última pesquisa, realizada em 27 de julho, 49% avaliavam a economia como ruim ou péssima e 18% como ótima ou boa. Já no levantamento de 13 de julho, esses índices eram de 53% e 15%, respectivamente.
Ao comparar a atual situação econômica com a do governo anterior, 39% acham que a economia está melhor sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à gestão de Jair Bolsonaro (PL), enquanto 46% acreditam que está pior. Para 13%, a situação permanece igual.
Quanto à condição financeira pessoal, 47% dos entrevistados relatam melhora em relação ao período do governo Bolsonaro, 31% dizem que piorou e 20% afirmam que não houve mudança.
Sobre as expectativas para os próximos seis meses, 40% esperam que a economia do País melhore um pouco ou muito, o que é um aumento comparado aos 34% da pesquisa anterior. Por outro lado, 29% acreditam que a economia irá piorar, contra 32% na última pesquisa. Aqueles que acham que a economia vai permanecer igual são 25%, menor que os 29% anteriores, e 6% não souberam responder.
Em relação à situação financeira pessoal futura, 49% esperam melhora significativa ou moderada, 13% acreditam que irá piorar e 32% acreditam que permanecerá estável.
O levantamento também ressaltou que a segurança pública é o principal problema apontado por 30% dos respondentes. Outros desafios mencionados foram saúde pública (23%), corrupção (19%), classe política (17%) e educação (15%). Desemprego, falta de trabalho, inflação e desigualdade social foram citados por 10%, crescimento econômico lento por 9% e aumento dos impostos por 6% dos participantes.
Na projeção para o segundo turno das eleições, 61% dos beneficiários do Bolsa Família declararam voto em Lula e 28% em Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, esses números eram 75% e 20%, respectivamente. Entre aqueles que não recebem o Bolsa Família, 47% afirmaram que votarão em Flávio Bolsonaro e 43% em Lula.
A pesquisa também revelou que 74% dos brasileiros têm muito ou razoável interesse nas eleições gerais deste ano, enquanto 13% têm pouco interesse e 10% nenhum interesse.
Finalmente, entre os eleitores que já decidiram seu voto no primeiro turno, 75% estão certos de sua escolha e não pretendem mudar, enquanto 23% consideram a possibilidade de alterar o voto.
A pesquisa foi realizada entre 31 de julho e 2 de agosto com 2.002 brasileiros com 16 anos ou mais, por telefone, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-02874/2026.
Economia
Ipc-s cai 0,08% em julho após alta em junho, indica FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apurado pela Fundação Getulio Vargas apresentou uma queda de 0,08% no final de julho, após registrar alta de 0,07% na terceira quadrissemana e 0,36% no encerramento de junho. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice subiu 3,86%.
Desta vez, cinco dos oito grupos que compõem o IPC-S mostraram redução nas taxas de variação: Despesas Diversas (de -0,01% para -0,03%), Comunicação (de 1,92% para -0,06%), Transportes (de 0,07% para -0,29%), Alimentação (de -0,73% para -0,87%) e Vestuário (de -1,03% para -1,22%).
Por outro lado, houve aumento nos grupos de Educação, Leitura e Recreação (de 0,78% para 1,06%), Habitação (de 0,35% para 0,39%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,22%).
Principais influências para a queda
A queda do índice deve-se principalmente à redução nos preços do tomate (de -19,73% para -27,42%), batata-inglesa (de -14,65% para -19,59%), gasolina (de -0,20% para -1,04%), cenoura (de -8,79% para -14,70%) e café em pó (de -3,03% para -2,75%).
Elementos que elevaram o índice
Em contraste, os itens que pressionaram para aumento foram passagem aérea (de 9,69% para 11,91%), condomínio residencial (de 0,49% para 0,80%), plano e seguro de saúde (de 0,46% para 0,47%), cebola (de 9,97% para 10,00%) e leite tipo longa vida (de 1,55% para 2,60%).
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