Conecte Conosco

Cultura

Porto Musical: Jáder e Joyce Alane participam de showcases celebrando 20 anos em 2026

Há cerca de vinte anos, o Porto Musical faz parte da agenda cultural da cidade, voltado especialmente para discutir o futuro da música e as transformações no mercado fonográfico e na economia criativa, temas centrais da conferência.

Para comemorar suas duas décadas, o evento ocorrerá de 3 a 5 de setembro de 2026, no Bairro do Recife. Entre os destaques da programação musical estão os talentos Jáder e Joyce Alane, que representam a nova geração da música brasileira.

Os shows acontecerão na Rua do Observatório, iniciando sempre às 19h20, e contarão ainda com apresentações de Juçara Marçal, Sophia Chablau & Felipe Vaqueiro e MC Soffia. O acesso é gratuito mediante retirada antecipada dos ingressos.

Como em outras edições, os showcases têm o objetivo de impulsionar novos artistas e estilos musicais, além de fomentar conexões entre músicos, produtores, curadores e profissionais do mercado nacional e internacional.

O evento, organizado pela Fina Produção, conta pela primeira vez com o selo Golarrolê, conhecido por festas como a Odara Ôdesce.

A diretora da convenção, Melina Hickson, destaca: “O Porto Musical já contribuiu muito para a música independente no Brasil, lançando artistas que cresceram participando do evento. Esta edição oferece uma oportunidade de encontro e troca entre profissionais, um diferencial importante.”

O formato da edição comemorativa será mais colaborativo, priorizando a escuta e as trajetórias dos participantes para construir relações duradouras. As tradicionais rodadas de negócios e sessões de pitching darão lugar a dinâmicas mais orgânicas e centradas nas experiências.

“Queremos promover encontros baseados na escuta, na trajetória e na criação de vínculos, valorizando a música como um espaço de vivência e conexão para além do aspecto comercial,” conclui Melina.

Informações do Evento

  • Porto Musical 2026 – 20 Anos
  • Quando: 3 a 5 de setembro
  • Onde: Bairro do Recife
  • Conferências e oficinas: Paço do Frevo
  • Showcases: Rua do Observatório
  • Acesso gratuito mediante retirada prévia dos ingressos
  • Mais informações: perfil oficial @portomusical
Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

Chocada com vídeo falso com meu rosto, diz Paolla Oliveira

Por

A atriz Paolla Oliveira expressou sua indignação sobre o uso da inteligência artificial (IA) para modificar suas imagens. Ela comentou: “Estas tecnologias aumentaram a exploração das mulheres. Elas são capazes de não apenas despir a pessoa digitalmente, como também colocá-la em situações constrangedoras ou de apelo sexual”, durante uma entrevista ao Fantástico exibida no último domingo, dia 2.

Recentemente, a artista utilizou suas redes sociais para denunciar a criação de deepfakes, onde a IA é usada para produzir vídeos com conteúdo sexual falsificado envolvendo sua imagem.

“Recebi um vídeo pornográfico falso, bem pesado, com o meu rosto. Você sabe que não é você, mas não tem controle para impedir… Fiquei em choque, pálida, com as pernas tremendo. Isso tomou uma dimensão que ultrapassou qualquer limite”, contou à emissora.

Um estudo do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou 198 anúncios fraudulentos com a imagem da atriz em um monitoramento de cerca de três meses. Entre eles, 191 redirecionavam para grupos de aplicativos de mensagens divulgando centenas de deepfakes pornográficos para venda.

A diretora do NetLab, Marie Santini, explicou: “Os criadores desses conteúdos falsos visam lucro e, neste processo, a plataforma também lucra por distribuir esse material aos usuários”.

Desde o ano anterior, uma legislação vigente aumentou as penalidades para crimes de violência contra a mulher que envolvem o uso de IA ou tecnologias que alterem imagens ou vozes das vítimas, buscando prevenir casos de deepfake.

Recentemente, o Senado aprovou uma proposta que endurece as punições para crimes sexuais contra crianças que envolvam o uso de inteligência artificial, embora o texto ainda aguarde a sanção presidencial.

Paolla desabafou: “Gostaríamos de ver leis mais rígidas sobre isso. Houve algum avanço, porém não acompanhou a velocidade da tecnologia”.

Ela também salientou a importância de promover a confiança das mulheres para que não se sintam culpadas ou envergonhadas por imagens falsas que não representam a sua verdade.

Continuar Lendo

Cultura

Lucas Barros, influenciador de Pernambuco, lança seu primeiro livro sobre abandono e morte

Por

Ariano Suassuna chamava a morte de Caetana, retratada por ele ora como “moça”, ora como “onça”. Inspirado talvez por essa memória cultural nordestina, o pernambucano Lucas Barros batizou seu protagonista de “Amanhã Eu Morri Sozinho” como Caetano.

O romance aborda temas urgentes como abandono paternal, gordofobia e homofobia, mas a morte permeia toda a narrativa. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro será lançado no Recife na terça-feira (4), às 19h, na Livraria Leitura do Shopping RioMar, com bate-papo e sessão de autógrafos.

“Escrever sobre a morte foi inevitável, pois é o maior mistério da humanidade para mim. Embora tenha lido muitos livros sobre o tema, não encontrei nenhum que tentasse aproximar a morte de nós, talvez para disfarçar o medo dela”, conta Lucas Barros em entrevista à Folha de Pernambuco.

Memórias e ficção

Nas 256 páginas, acompanhamos a vida de Caetano, um garoto do interior de Pernambuco criado só pela mãe. A ausência do pai impacta várias áreas de sua vida, enquanto ele aprende sobre seu corpo e descobre sua sexualidade.

O livro não é autobiográfico, mas Lucas admite ter usado memórias pessoais. “É difícil separar completamente o autor da obra, pois nossas vivências influenciam sempre o que escrevemos”, reflete o escritor. A conexão mais forte com seu personagem está no cenário:

“A primeira parte se passa em Garanhuns, minha cidade natal, que moldou muito minha identidade. Revivi lembranças da escola, transformando-as em ficção ao extremo”, explica.

Romance LGBTQIAPN+

O mercado literário brasileiro está em alta com romances LGBTQIAPN+ para jovens adultos. Lucas Barros afirma que seu livro também trata de relacionamentos homoafetivos, mas de maneira diferente dos títulos populares:

“Acho importante esse crescimento, mas muitas vezes essas obras não exploram as nuances das relações LGBTQIAPN+. Quero mostrar a complexidade de duas pessoas em um relacionamento, não só a sexualidade. Minha intenção é provocar mais que isso.”

Do digital para o papel

Formado em Comunicação Social pela UFPE, Lucas Barros era já um entusiasta da literatura antes de se tornar escritor. Com mais de 500 mil seguidores no Instagram, TikTok e YouTube, ele produz conteúdo literário há cerca de seis anos.

Acostumado a entrevistar autores, ele agora experimenta o outro lado. Em julho, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro, falando sobre seu livro.

“Apesar do contato com meus seguidores, ser autor é diferente. O escritor parece mais distante, mas tem o poder de tocar lugares íntimos através do livro, mais do que um post no Instagram”, comenta.

Informações do lançamento

Livro: Amanhã Eu Morri Sozinho, de Lucas Barros

Data: terça-feira (4), às 19h

Local: Livraria Leitura do Shopping RioMar – Av. República do Líbano, Pina, Recife

Entrada: gratuita

Contato: (81) 98219-3196

Continuar Lendo

Cultura

Mário Hélio assume vaga na Academia Paraibana de Letras

Por

O escritor e jornalista Mário Hélio assumiu na última sexta-feira (31) seu posto como membro da Academia Paraibana de Letras, marcando mais de quarenta anos dedicados à literatura, jornalismo cultural, história e antropologia. Ele agora ocupa a Cadeira nº 15, anteriormente de Francisco Pereira da Silva Júnior. A cerimônia foi no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.

Eleito em abril, Mário Hélio ingressa na principal instituição literária da Paraíba após uma carreira de destaque nacional. Com grande parte de seu trabalho realizado em Pernambuco, mantém forte ligação com a cultura paraibana, tema central em seu recente livro “Mosaico Paraibano”, uma coletânea de ensaios sobre escritores, artistas e personalidades que ajudaram a formar a identidade cultural da Paraíba. Este livro foi lançado na própria Academia pouco antes de sua eleição, fortalecendo seus laços com a instituição.

Trajetória

Nascido em 1965 em Sapé, na Zona da Mata paraibana, Mário Hélio iniciou sua carreira literária cedo. Com menos de 20 anos, ganhou o Prêmio Literário Cidade do Recife de poesia, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Livrório/Opus Zero, em 1995. Desde então, sua obra abrange poesia, ensaio, crítica literária e de arte, biografia, história cultural e antropologia.

Formado em Comunicação Social, mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, Mário Hélio também atua como professor, pesquisador e editor, dedicando-se especialmente às relações entre literatura, memória, religiosidade e cultura popular.

Na imprensa cultural, é uma referência importante, tendo colaborado na criação e fortalecimento de publicações renomadas como as revistas Massangana, Continente e Pernambuco, reconhecidas pela qualidade editorial e cobertura cultural.

Desempenhou cargos na administração pública cultural, incluindo diretor de Cultura da Fundaj e atualmente é superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, que lidera políticas públicas de edição e difusão do livro no Nordeste.

Seu trabalho intelectual inclui dezenas de publicações que transitam entre história e literatura. Obras de destaque incluem O Recife melhor do que Paris, um poema-retrato do Recife dos anos 80/90; Brasil Profundo, Espanha Negra, pesquisa sobre manifestações religiosas; Cícero Dias – Uma vida pela pintura; e A História Íntima de Gilberto Freyre, estudo profundo sobre o sociólogo.

Inclui também estudos sobre escritores como João Cabral de Melo Neto, entre outros artistas e intelectuais brasileiros, sempre com rigor documental e linguagem acessível, sendo um divulgador importante da história cultural brasileira. Participa de instituições nacionais e internacionais dedicadas à literatura, pesquisa e memória cultural.

Em 2023, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, tornando-se um dos poucos escritores a integrar simultaneamente academias literárias de estados diferentes.

A eleição e posse foram vistas como reconhecimento de uma carreira multifacetada. Recebido pelo acadêmico Francisco de Sales Gaudêncio, da Cadeira nº 18 da APL, Mário Hélio representa a ligação entre tradições literárias da Paraíba e Pernambuco, que ao longo do século XX compartilharam projetos, revistas e movimentos culturais que construíram o Nordeste como polo intelectual nacional.

Discursos na Cerimônia

Durante a cerimônia, os discursos enfatizaram a literatura como meio de preservar e construir memória. No discurso de acolhida, Sales Gaudêncio destacou a trajetória de Mário Hélio que transcende a literatura, envolvendo pesquisa, jornalismo e preservação cultural.

Enfatizou o retorno do novo membro à Paraíba como um reencontro com suas raízes e a importância da Academia Paraibana de Letras: “Entrar nesta Casa é receber uma herança e assumir um compromisso. Cada cadeira conta uma história, cada patrono representa uma tradição e cada acadêmico integra uma comunidade que vai além do presente. Aqui convivem vivos e mortos; os escritores e aqueles que deixaram de escrever, mas continuam falando por meio de suas obras.”

Mário Hélio, por sua vez, desviou o foco da homenagem pessoal para uma reflexão sobre o tempo, símbolos e a responsabilidade coletiva ao entrar na academia: “Ao ser eleito, o novo integrante deve aceitar as responsabilidades em prol do coletivo. Sem isso, ingressar numa academia seria apenas uma confirmação de egos.”

Continuar Lendo

Trending