Cultura
Paolla Oliveira enfrenta ataques após revelar voto e ganha apoio de famosos
Paolla Oliveira utilizou suas redes sociais na última quarta-feira, 14, para mostrar mensagens negativas que recebeu após declarar seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um post no Instagram, ela compartilhou comentários ofensivos sobre sua aparência e inteligência, além de insultos relacionados à sua posição política.
No seu desabafo, a atriz ressaltou que alguns homens mudaram o tom das mensagens depois que ela tornou pública sua escolha eleitoral. De acordo com Paolla, os mesmos perfis que antes enviavam comentários de cunho sexual passaram a atacá-la após ela expor suas opiniões.
“Bastou eu falar do meu voto para surgir isso. O estranho é que esses mesmos homens, na mensagem anterior, me tratavam como um objeto: ‘delícia’, ‘gostosa’, ‘era dentro’. Aí eu falo o que penso e eles respondem assim”, contou.
A artista deixou claro que está aberta a críticas e ao diálogo, mas que não aceita que divergências políticas sejam usadas para justificar ataques pessoais.
“Minhas opiniões podem ser discutidas, minhas escolhas podem ser contestadas. Mas ofensa não é argumento”, afirmou.
Paolla Oliveira ainda explicou que seu voto reflete o que defende diariamente: “Com a liberdade de escolher, com o respeito à vida das pessoas e com a possibilidade de viver com dignidade. Sei que muitos direitos ainda não são garantidos para todos. Isso também guia minha decisão”.
Paolla Oliveira denuncia machismo contra mulheres que falam
Ao comentar os ataques, Paolla relacionou os ataques às dificuldades que mulheres enfrentam ao expressar suas opiniões em diferentes contextos.
“Se fazem isso comigo, que sou conhecida e tenho milhões vendo, imagina o que ouve a mulher que dá opinião em um almoço de família, no trabalho ou em grupos próximos. Este post é também para ela”, afirmou.
A atriz defendeu a autonomia das mulheres no voto e destacou que essa deve ser uma decisão individual, sem pressão de terceiros.
“E para lembrar: o seu voto é seu. Não é do seu marido, do seu pai, do seu chefe. Quem decide é você”, escreveu.
Na semana anterior, a atriz já havia declarado que pretende votar em Lula no segundo turno, marcado para o dia 25, e incentivou a participação nas eleições, alertando sobre votos brancos, nulos e abstenções.
Celebridades apoiam a atriz
A publicação alcançou comentários de artistas que mostraram solidariedade e elogiaram a postura da atriz.
A atriz Monica Iozzi comentou: “Obrigada por isso, querida!”.
Claudia Souto, autora da novela Quem Ama Cuida da TV Globo, destacou qualidades pessoais e profissionais de Paolla: “Você é uma das melhores pessoas que conheço, solidária, generosa e preocupada com todos nós! Continuo admirando seu posicionamento, seu talento e sua força. Musa!”.
O ator Reynaldo Gianecchini também deixou seu apoio: “Maravilhosa. Sempre aprecio seus posicionamentos. Falar com inteligência é tudo!”.
Cultura
Saída de Jottapê de A Fazenda 18: Entenda o Motivo
Jottapê decidiu deixar A Fazenda 18 na manhã de sexta-feira, 16, um dia depois da eliminação de Igor Monteiro, seu grande aliado dentro do confinamento. A produção comunicou os participantes por meio de um aviso lido por Alfredo Amaral.
Durante a madrugada, o cantor confessou aos membros do grupo Alcateia, do qual participava, sua intenção de deixar o programa. Ele revelou que essa escolha estava relacionada a uma promessa feita a Deus antes de entrar no reality e à relação que construiu com Igor.
“Já cumpri meu propósito aqui. Jogue com o coração e faça o melhor. Ajude seu grupo, seja fiel e não mude quem você é. Estou em paz para sair, cumpri minha missão,” contou para Catherine Bascoy.
Motivo da saída de Jottapê de A Fazenda 18
Jottapê explicou que entrou no programa com o intuito de compartilhar a fé evangélica com alguém que precisasse. A conexão que criou com Igor respondeu à missão que sentia ter recebido.
“Eu vim por Igor. Deus me disse que encontraria alguém precisando de ajuda em algum momento, e essa pessoa seria ele. Tudo que Igor dizia eu sentia. Quando ele entrou como visitante, eu soube que era ele,” declarou.
Em outra conversa, ele afirmou que queria cumprir a promessa mesmo podendo continuar no jogo: “Lancei a semente e preciso obedecer. A promessa foi que, se alguém aceitasse Jesus, eu cumpriria,” falou para Catherine.
Além disso, Jottapê destacou que tinha compromissos fora do programa e que seguiria com seu trabalho religioso após sair.
Pressão dos aliados para permanecer
A decisão surpreendeu o grupo Alcateia, que tentou convencê-lo a ficar. No entanto, o cantor explicou que não queria prejudicar o grupo nem parecer fraco.
“Não faço isso para enfraquecer o jogo de vocês. Quero que entendam que fiz uma promessa séria. Estou falando do coração. Quando saírem daqui, podem contar comigo,” assegurou.
Os colegas questionaram se ele preferia esperar uma eliminação ou enfrentar a próxima Roça, e Jottapê descartou disputar a Roça. Ele também disse que sua esposa desconhecia a promessa feita antes da entrada no reality. Mesmo com os pedidos, manteve sua decisão.
Igor Monteiro foi eliminado na noite anterior, quinta-feira, 15, ao receber 10,07% dos votos para continuar, enfrentando Eduarda Braum e Renata Del Bianco na quarta Roça da temporada.
Cultura
Fernanda Montenegro: curiosidades e fatos marcantes sobre sua vida e carreira
De Zulmira em “A falecida” a Dora de “Central do Brasil”. De Nossa Senhora em “O auto da Compadecida” a Dona Picucha de “Doce de mãe”. De Charlô em “Guerra dos sexos” a Bia Falcão em “Belíssima”. Estes são apenas alguns dos muitos personagens inesquecíveis interpretados por Fernanda Montenegro em uma carreira de oito décadas nos palcos, TV e cinema. Ainda ativa, com diversos projetos a caminho, a atriz celebra seus 97 anos.
O Globo preparou uma lista com 97 fatos e curiosidades sobre a vida da grande dama do teatro e da televisão brasileira. Confira abaixo.
Início da Caminhada
- Arlette Pinheiro Monteiro é o nome de nascimento de Fernanda Montenegro, nascida no bairro Campinho, Zona Norte do Rio, em 16 de outubro de 1929.
- Estreou nos palcos aos 8 anos, participando de uma peça na igreja.
- Admiradora de cinema, frequentava as sessões até três vezes por semana na adolescência e era fã de Lucille Ball.
- Aos 15 anos, começou a trabalhar na Rádio MEC como redatora, locutora e radioatriz.
- Na rádio, destacou-se pela voz marcante e criou o nome artístico Fernanda Montenegro.
- Fez sua estreia como radioatriz em “Sinhá Moça chorou” de Cláudio Fornari.
Um Romance nos Bastidores
- Conheceu seu futuro marido, Fernando Torres, durante a gravação de um jingle em 1948.
- Reencontrou Fernando em 1950 durante ensaios da peça “Alegres canções nas montanhas”.
- Embora a peça tenha sido mal recebida, marcou a estreia dela nos palcos e o começo do relacionamento.
- Casaram-se em 6 de abril de 1953, na igreja de São Cristóvão.
- Na cerimônia, utilizou um vestido de noiva emprestado por Eva Todor.
- Fernanda revelou ter se casado virgem por escolha pessoal.
- O casal esteve unido por 56 anos, até o falecimento de Fernando em 2008.
- Adotou após o casamento o nome Arlete Pinheiro Monteiro Torres, porém era conhecida profissionalmente como Fernanda Montenegro.
- O casal teve dois filhos: o diretor Cláudio Torres e a atriz Fernanda Torres.
- Cláudio nasceu de parto normal em 1962, Fernanda em 1965 por cesariana.
- Em 1959, fundaram a companhia Teatro dos Sete, no Rio.
Trajetória no Teatro
- Com uma carreira que ultrapassa 77 anos nos palcos, Fernanda é uma lenda viva do teatro brasileiro.
- Antes de ter sua própria companhia, integrou grandes grupos como Companhia Maria Della Costa e o Teatro Brasileiro de Comédia.
- Foi dirigida por notáveis nomes do teatro nacional, incluindo Henriette Morineau, Gianni Ratto, Paulo José, Augusto Boal, entre outros.
- Sobre sua arte, o diretor Zé Celso Martinez Corrêa destacou seu corpo como uma verdadeira inscrição do teatro.
- Interpretou textos de Arthur Azevedo, Bernard Shaw, Miguel de Cervantes, Samuel Beckett, Chico Buarque, entre outros.
- Era fã do trabalho de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir.
- Atuou em peças emblemáticas como “O beijo no asfalto” (1961).
- Nelson Rodrigues escreveu peças pensando nela, como “Toda nudez será castigada”, mas ela não participou das montagens.
- Em 2009, estrelou o monólogo “Viver sem tempos mortos”, de Simone de Beauvoir.
- Entre 2023 e 2025, planeja retornar aos palcos com leituras de textos da autora.
Na Televisão
- Foi a primeira atriz contratada pela TV Tupi em dezembro de 1950.
- Participou de mais de 80 teleteatros entre 1951 e 1953.
- Na TV Tupi participou do programa “Grande Teatro Tupi” com mais de 300 peças encenadas.
- Em 1963 estreou na TV Rio com a telenovela “A morta sem espelho”.
- Trabalhou em adaptações de obras de Nelson Rodrigues e José de Alencar.
- Em 1965 fez sua estreia na TV Globo com “Quatro no teatro”.
- Atuou em novelas na TV Excelsior no fim dos anos 60, como “A muralha”.
- Em 1979 tornou-se a atriz mais bem paga da TV brasileira na emissora Bandeirantes.
- Seu contrato com a Globo durou até 2022, apresentando performances memoráveis em muitas novelas.
- Participou também de minisséries de sucesso como “O auto da Compadecida” e “Hoje é dia de Maria”.
- Cenas com Paulo Autran em “Guerra dos sexos” e ocasiões marcantes em “O dono do mundo” ficaram famosas.
Cinema
- Estreou nas telonas com “A falecida” (1964), papel marcante de Zulmira.
- Retornou a esse papel em curta-metragem em 2012.
- Trabalhou em filmes importantes como “Tudo bem”, “Eles não usam black-tie”, “Central do Brasil” e “A vida invisível”.
- Após “Central do Brasil”, recusou outras propostas internacionais por questões de estereótipo.
- Participou do projeto internacional “O amor nos tempos do cólera”.
- O filme “O auto da Compadecida” foi um enorme sucesso de público.
- Não participou da segunda parte do filme, sendo substituída por Tais Araújo.
- Primeira brasileira indicada ao Oscar de melhor atriz em 1999.
- Concorrera com atrizes como Cate Blanchett e Meryl Streep naquele ano.
- Recebeu elogios de colegas internacionais apesar de não ter vencido.
- Dentre suas entrevistas de destaque está uma com David Letterman, onde se apresentou de forma descontraída.
Curiosidades
- Casa da atriz foi assaltada várias vezes na Lagoa.
- Duas salas de cinema levam seu nome no Brasil.
- Recebeu o apelido de “Judi Dench latina” por críticos americanos.
- Foi editora por um dia do caderno cultural do jornal O Globo em 2009.
- Tem forte ligação com escolas de samba, especialmente a Mangueira.
- Compartilha técnicas vocais aprendidas com a amiga Bibi Ferreira.
- Fez uma manifestação pública polêmica beijando a atriz Camila Amado em um prêmio.
- Inspirou o compositor Milton Nascimento.
- Fez parcerias artísticas com sua filha Fernanda Torres e outros familiares em várias produções.
- Lançou seu livro de memórias em 2019.
- É membro da Academia Brasileira de Letras desde 2022.
- Recebeu várias homenagens e prêmios ao longo da carreira.
Vida Política e Reconhecimento
- Foi convidada a assumir o Ministério da Cultura em duas ocasiões, recusando.
- Recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito em 1999.
- Defende frequentemente políticas culturais e a Lei Rouanet.
- Faz críticas ao governo brasileiro em discursos públicos quando acredita ser necessário.
- Expressou apoio ao presidente Lula nas eleições de 2022.
- Recebeu diversos prêmios importantes, incluindo o Emmy Internacional em 2013.
Principais prêmios
- Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais em 1953.
- Melhor atriz no Festival de Brasília por “A falecida”.
- Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por “Central do Brasil”.
- Prêmios do jornal O Globo em várias ocasiões.
- Emmy Internacional de melhor atriz pelo especial “Doce de mãe”.
Fernanda Montenegro é uma referência nacional e internacional na arte da atuação, cuja trajetória é marcada por talento, dedicação e uma vida cheia de histórias memoráveis.
Cultura
Mãe de Marília Mendonça conta aspectos pouco conhecidos da cantora quase cinco anos após tragédia
A mulher que conquistou milhões de brasileiros com canções sobre traições, desilusões amorosas e recomeços, tinha um lado pouco conhecido pelo público. Fora dos palcos, Marília Mendonça gostava de andar descalça, saborear a comida preparada por sua mãe e deitar em seu colo para receber carinho. Essa faceta foi revelada por Ruth Moreira, conhecida como Dona Ruth, em entrevista concedida ao GLOBO quase cinco anos após o trágico acidente aéreo que tirou a vida da cantora aos 26 anos, em novembro de 2021.
Essa revelação surge junto com o lançamento da série documental “Marília Mendonça: sentimento louco”, disponível no Prime Video desde sexta-feira (16). A produção, dividida em quatro episódios e dirigida por Susanna Lira, traz registros inéditos da artista e depoimentos de amigos, familiares e colegas de profissão. A diretora teve acesso a um vasto acervo de 530 mil arquivos pessoais da cantora, incluindo 50 mil vídeos, além de áudios, mensagens e anotações que ajudam a reconstruir a intimidade da Rainha da Sofrência.
No bate-papo, Dona Ruth também fala sobre a enorme quantidade de músicas e composições inéditas deixadas por sua filha, que costumava anotar ideias em cadernos e gravar canções em casa. Ela destaca, ainda, como a ligação da cantora com seus fãs permanece intensa mesmo após sua partida. “Os fãs da Marília não são apenas fãs, eles se tornaram parte da nossa família”, afirma.
Entrevista com Dona Ruth Moreira
Quase cinco anos depois da morte de Marília Mendonça, sua obra continua viva, repleta de músicas e registros inéditos, além do lançamento da série documental. Dona Ruth, a senhora ainda se surpreende com o volume de letras, composições e gravações deixadas pela sua filha? Como explicar tanta criatividade?
Até hoje, ao abrir um caderno antigo ou escutar um áudio no celular, não consigo conter as lágrimas de emoção. Marília não escrevia por obrigação ou por trabalho, mas porque o coração dela pedia. Era uma necessidade da alma.
Desde pequena, ela captava sentimentos alheios, alegrias ou sofrimentos de amigos, e rapidamente transformava essas emoções em música. Deus deu a ela um dom raro, uma sensibilidade única para enxergar a alma das pessoas e colocar em versos o que muitos não conseguiam expressar. Isso sempre me impressionou, pois parecia um presente divino.
Em determinado momento do documentário, Marília se refere a si mesma na terceira pessoa, como se já fosse uma pessoa maior que ela mesma. Havia diferença entre a Marília que o Brasil conhecia e aquela que vivia em casa, com a família? O que a Marília mais íntima era que o público talvez desconhecesse?
A Marília cantora e a Marília de casa eram a mesma verdade. No palco, ela vestia uma armadura de mulher forte e gigante que falava por muitos, mas em casa, no aconchego da família, ela tirava essa proteção.
Era uma menina carinhosa, que gostava de andar descalça, saborear a comida que eu preparava, deitar no meu colo para buscar carinho. Enquanto o público via a potência da sua voz, nós, que convivíamos com ela, conhecíamos a doçura e a simplicidade de uma menina que só queria ver todos ao seu redor felizes.
Marília criou uma relação muito próxima com os fãs, compartilhando não apenas suas músicas, mas também momentos do cotidiano. Essa conexão permanece muito forte até hoje. A senhora ainda recebe histórias ou demonstrações de carinho que a emocionam? Alguma lembrança recente a tocou de forma especial?
Recebo manifestações diariamente, e isso me fortalece. Os fãs da Marília não são apenas fãs; tornaram-se parte da nossa família. O que mais me emociona é quando mães se aproximam na rua ou me enviam cartas contando que a música da Marília ajudou-as a superar relacionamentos difíceis ou a recomeçar a vida.
Recentemente, uma fã me mostrou uma tatuagem com a assinatura da Marília e contou que, ao ouvir suas canções, aprendeu a se valorizar mais. Ver que minha filha continua a curar dores e a levar alegria às pessoas, mesmo não estando fisicamente aqui, é algo que me emociona profundamente.
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