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Economia

Palestra Conecta Multimodal 2026: Como Melhorar o Atendimento ao Cliente

A palestra Fernando Trigueiro, presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), apresentou uma sessão sobre “Gestão das Expectativas e Percepções dos Clientes” que encerrou o terceiro dia do Conecta Multimodal 2026, realizado no Recife Expo Center. O evento é um espaço dedicado a discussões relevantes no setor, organizado pela Folha de Pernambuco e o Movimento Econômico.

No encontro, Fernando Trigueiro destacou a importância da gestão da qualidade e o alinhamento das expectativas dos clientes, mostrando os principais motivos que levam à insatisfação do público.

Ele comentou que o foco das empresas deve ser entender verdadeiramente o que o cliente espera e buscar formas eficazes de atender essas expectativas. Atualmente, muitos negócios têm se afastado dessa prática, assumindo que o modelo atual está correto sem ouvir o cliente.

Pontos-chave para satisfação do cliente

O palestrante enumerou diversos fatores essenciais para que o cliente reconheça um serviço de alta qualidade, como evitar falhas que causam descontentamento, por exemplo, promessas não cumpridas, informações desencontradas entre funcionários, atrasos, tempos de espera prolongados e atendimento rude.

Um dos problemas destacados foi a falta de treinamento dos entregadores, que geralmente são contratados por empresas terceirizadas sem a devida capacitação para lidar com o cliente. Fernando Trigueiro citou o exemplo de entregas feitas à noite com conduta inadequada do entregador, demonstrando falta de atenção às necessidades e satisfação do cliente.

Atributos que valorizam a qualidade

Ele também ressaltou a importância da tangibilidade, ou seja, a demonstração física da qualidade do serviço por meio da aparência das instalações, equipamentos, colaboradores e materiais de comunicação.

Fernando Trigueiro explicou que, assim como o corpo humano tem uma anatomia, a empresa possui suas áreas de valor, que devem entregar resultados concretos para o cliente. O que realmente importa para o consumidor são os benefícios e produtos efetivamente entregues por essas áreas.

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Economia

Lucro da Petrobras cresce para R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre

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A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, representando um aumento de 97% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este é um dos maiores resultados trimestrais da história da companhia.

De acordo com a empresa, o desempenho foi impulsionado por recordes na produção de petróleo, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia; pela utilização do parque de refino em 101%; e pelo crescimento das exportações, que chegaram a quase um milhão de barris diários.

A alta utilização do parque de refino resultou na produção diária de 509 mil barris de diesel S10 e 109 mil barris de querosene de aviação.

A produção de derivados alcançou 1,9 milhão de barris por dia, o que significa um aumento de 5,6% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Com a expansão na produção de derivados, as importações foram reduzidas em 40% em comparação com o trimestre anterior.

“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de petróleo e derivados, aliado à alta do Brent, reforçou nossa geração de caixa”, analisou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.

Investimentos

Foram aplicados R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) em investimentos no segundo trimestre de 2026, sendo 82% direcionados ao setor de exploração e produção.

Neste período, destacam-se os investimentos na construção das plataformas P-80, P-82 e P-83, que têm previsão de início de operação para 2027.

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Economia

Evento Multimodal no Nordeste cresce 35% e atrai mais de 12 mil visitantes em Recife

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A terceira edição da Feira Multimodal Nordeste encerrou-se na quinta-feira (6), firmando-se como uma das principais reuniões dos setores de logística, transporte, comércio e tecnologia da região.

Durante três dias de evento, houve um aumento de 35% em comparação ao ano anterior, com mais de 180 empresas expositoras e mais de 12 mil visitantes no Recife Expo Center.

Esse desempenho reforçou o ambiente empresarial do encontro, levando os organizadores a anunciarem uma nova expansão para a edição de 2027.

Segundo Tatiana Menezes, diretora da Multimodal Nordeste, a edição foi um “sucesso absoluto” e destacou a ampliação da infraestrutura para atender à crescente demanda.

“Registramos um crescimento de 35% em comparação ao ano passado, incluindo a ocupação de um novo pavilhão, e planejamos expandir ainda mais em 2027. Nosso objetivo é conectar diversas marcas do setor logístico em Pernambuco e concluímos o evento com total êxito”, afirmou.

O diretor Rodrigo da Fonte também destacou os bons resultados alcançados, confirmando a próxima edição para os dias 3 a 5 de agosto de 2027, em Recife.

Setor integrado

Os expositores também avaliaram positivamente o evento, ressaltando o fortalecimento do networking, a geração de oportunidades de negócios e a aproximação com clientes de várias regiões. Para Iara Freire, diretora da CSK Log, a estreia da empresa superou as expectativas.

“Conseguimos contatos valiosos, novos clientes e parceiros. O evento realmente atendeu às nossas expectativas.”

Alceu Keller, diretor da NDD Log, observou que o avanço da Multimodal Nordeste tem gerado resultados concretos. Uma negociação iniciada na edição passada resultou em um cliente que voltou este ano para retomar contato com a equipe da empresa, demonstrando o potencial do evento para fortalecer relacionamentos e criar oportunidades comerciais.

Palestras

No último dia do Conecta Multimodal, espaço de conteúdo realizado em parceria pela Folha de Pernambuco e pelo Movimento Econômico, especialistas discutiram os impactos do cenário internacional sobre a logística, os desafios da descarbonização do transporte marítimo e a importância da experiência do cliente para a competitividade das empresas.

Igor Muniz, chief commercial officer da Scan Global Logistics para América Latina, abordou os efeitos da geopolítica e da sazonalidade nos fretes internacionais entre Ásia e Brasil, explicando que conflitos globais, variações na oferta e demanda e restrições em rotas estratégicas aumentam a volatilidade dos custos logísticos, exigindo planejamento rigoroso dos importadores.

“O objetivo da palestra é fornecer aos importadores informações relevantes para a tomada de decisão no momento mais oportuno, minimizando custos operacionais”, explicou.

Em seguida, Luiz Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), discutiu os desafios da descarbonização do transporte marítimo, afirmando que o Brasil pode transformar a agenda ambiental em vantagem competitiva.

Ele mencionou que futuras normas da Organização Marítima Internacional (IMO) devem trazer custos adicionais para embarcações que continuarem usando combustíveis fósseis, demandando uma transição energética que mantenha a competitividade da cabotagem frente ao transporte rodoviário.

“O concorrente do navio internacional é outro navio; na cabotagem, é o transporte rodoviário. Se o transporte aquaviário ficar mais caro, dependendo da carga, ela pode migrar para as estradas. Ninguém quer pagar mais só porque o transporte é ecológico”, afirmou.

Finalizando a programação, Fernando Trigueiro, presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), falou sobre a importância de gerenciar as expectativas e percepções dos clientes, enfatizando que a qualidade dos serviços depende da capacidade das empresas de entender as necessidades reais dos consumidores.

“A principal tarefa das empresas hoje é identificar as verdadeiras expectativas dos clientes e atendê-las da melhor forma possível. Infelizmente, muitas vezes isso é esquecido.”

Durante a apresentação, ele destacou que falhas como promessas não cumpridas, atrasos, informações conflitantes e falta de preparo dos profissionais prejudicam a percepção de qualidade do serviço.

Também ressaltou a importância da tangibilidade — as evidências físicas que influenciam a experiência do consumidor, como instalações, equipamentos, comunicação e apresentação das equipes. Segundo ele, mais do que processos internos, são os atributos efetivamente entregues ao cliente que definem o valor percebido de uma empresa.

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Economia

Petrobras distribui 17,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira que distribuirá 17,4 bilhões de reais em dividendos ordinários aos seus acionistas, referentes aos resultados financeiros do segundo trimestre deste ano. O governo federal ficará com 28,67% deste montante.

Os pagamentos dos dividendos acontecerão em duas parcelas, nos meses de novembro e dezembro. De acordo com a Petrobras, a remuneração para cada ação ordinária e preferencial em circulação será de 1,34814262 reais.

Inicialmente, a expectativa era que o pagamento aos acionistas fosse próximo a 3 bilhões de dólares (equivalente a cerca de 15,41 bilhões de reais, considerando a cotação atual).

Este resultado está vinculado ao desempenho operacional da empresa, que registrou uma produção total comercial de 2,927 milhões de barris de óleo equivalente por dia, representando um crescimento de 14,3% comparado ao mesmo período de 2025.

A companhia também informou que a distribuição sugerida segue a Política de Remuneração aos Acionistas atual, que determina que, caso a dívida bruta não ultrapasse o nível máximo definido no plano estratégico vigente e outras condições da política sejam atendidas, a Petrobras deverá destinar 45% do fluxo de caixa livre aos seus acionistas.

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