Conecte Conosco

Mundo

Novo foco de coronavírus faz Pequim entrar em “emergência de guerra”

Onze bairros residenciais da capital da China foram isolados após o registro de novos casos da covid-19 vinculados ao mercado local de carne e peixe

Bairros em Pequim: autoridades fazem a fiscalização de moradores que estão fora de casa (Tingshu Wang/Reuters)

Várias dezenas de moradores de Pequim deram positivo para o novo coronavírus, confirmando a existência de um novo surto de infecção na capital chinesa, onde um confinamento de emergência foi ordenado em onze bairros.

Esses novos casos suscitam temores de uma segunda onda pandêmica na China, após o aparecimento do vírus na cidade de Wuhan no final do ano passado.

Desde então, as autoridades chinesas conseguiram controlar a COVID-19 graças a rigorosas medidas de confinamento. Um morador de disse à Reuters que o distrito está em “modo de emergência de guerra”.

“De acordo com o princípio de colocar a segurança das massas e a saúde em primeiro lugar, adotamos medidas de fechamento para o mercado de Xinfadi e bairros vizinhos”, disse.

Essas medidas foram levantadas à medida que o número de infecções diminuiu, e a maioria dos casos relatados nos últimos meses eram cidadãos que viviam fora do país e que foram submetidos a testes ao voltar para casa durante a pandemia.

A China registrou oficialmente 4.634 mortes por COVID-19, que já causou 425.000 óbitos em todo o mundo.

Os 11 bairros residenciais do sul de Pequim foram confinados após o registro de novos casos de coronavírus vinculados ao mercado local de carne e peixe, segundo fontes municipais.

Até agora, sete casos foram relacionados ao mercado de Xinfadi, seis deles confirmados neste sábado. Nove escolas e jardins de infância da área foram fechados.

Enquanto isso, 45 outros casos assintomáticos foram detectados após a realização de cerca de 2.000 testes entre os funcionários do mercado, segundo uma autoridade da saúde de Pequim, Pang Xinghuo.

Primeiro caso em dois meses

O primeiro caso de COVID-19 em Pequim em dois meses foi anunciado na quinta-feira. Uma pessoa que havia visitado o mercado de carne de Xinfadi na semana passada e que não saiu da cidade.

Entre os seis novos casos anunciados neste sábado, três são trabalhadores do mercado de Xinfadi, um visitante do mercado e dois funcionários do Centro de Investigação da Carne, localizado a sete quilômetros de distância.

Um dos funcionários havia visitado o mercado na semana passada.

As autoridades fecharam o mercado, bem como outro de frutos do mar que um dos pacientes havia visitado, para desinfecção e coleta de amostras na sexta-feira.

Jornalistas da AFP viram centenas de policiais perto dos dois mercados neste sábado.

As autoridades do distrito de Fengtai anunciaram que estavam implementando um “dispositivo de guerra” para lidar com as novas infecções.

Na manhã deste sábado, voluntários iam de porta em porta em vários distritos de Pequim, perguntando a seus interlocutores se haviam ido recentemente ao mercado de Xinfadi.

E as autoridades também anunciaram a organização de testes em larga escala para quem esteve em “contato próximo” com o mercado de Xinfadi desde 30 de maio.

Salmão

Na sexta-feira, as autoridades de Pequim adiaram o retorno às aulas de alunos das escolas primárias da cidade e suspenderam todas as atividades esportivas.

Visitas à capital chinesa de grupos de outras províncias foram suspensas neste sábado.

O presidente do mercado de Xinfadi disse ao Beijing News que o vírus foi detectado em tábuas usadas para cortar salmão importado.

Grandes redes de supermercados, como Wumart ou Carrefour, suspenderam a venda de salmão na noite de sexta-feira em Pequim e indicaram que outros alimentos não foram afetados, segundo o Beijing Daily.

Neste sábado, vários restaurantes em Pequim pararam de oferecer salmão em seus cardápios, segundo jornalistas da AFP.

Mundo

Irã rejeita conversas com EUA após anúncio de Trump sobre novas negociações

Por

O governo do Irã esclareceu que não está envolvido em negociações com os Estados Unidos, contrariando declarações do presidente Donald Trump, que havia comunicado o início de novas conversações na segunda-feira (3) com o objetivo de encerrar um conflito que já dura seis meses.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou em uma coletiva que as conversas atuais são mantidas apenas com Omã, visando assegurar a passagem pelo estratégico Estreito de Ormuz, ponto crítico para o trânsito comercial e energético.

A tensão entre Washington e Teerã persiste desde 28 de fevereiro, após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Apesar de períodos temporários de calma favorecidos por negociações diplomáticas, o conflito ressurgiu com maior intensidade no mês passado, elevando o risco de confrontos ainda mais severos.

Após ameaças de ataques agressivos proferidas por Trump, que considerava inclusive atingir instalações energéticas, o presidente americano recuou ao anunciar que um acordo estava em discussão, optando por retomar o diálogo.

Entretanto, o governo iraniano negou qualquer negociação direta com os Estados Unidos, destacando que as conversas são apenas com Omã para a definição de uma nova rota segura no Estreito de Ormuz, uma passagem vital para comércio global de petróleo e gás.

“Estamos trabalhando para concluir um entendimento que respeite os direitos soberanos de todas as nações envolvidas, assegurando nossos interesses e a segurança regional”, explicou o porta-voz iraniano.

Este estrito controle regional é uma das maiores barreiras para o fim das hostilidades, já que o Irã fechou o corredor tradicional e disparou contra embarcações comerciais que tentaram atravessar o local até então livre.

O presidente Trump declarou que as negociações focarão na situação do Estreito e na possível desnuclearização do Irã. O republicano enfatizou que o conflito inicial buscava conter o suposto programa nuclear militar iraniano, enquanto Teerã mantém que suas atividades nucleares são exclusivamente civis.

Trump também revelou que países aliados na região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar, solicitaram o adiamento dos ataques, que foram apontados como “os maiores desde a Segunda Guerra Mundial”.

Autoridades iranianas negam que tenham informado os Estados Unidos para evitar ataques contra si.

Apesar dos anúncios anteriores de acordos iminentes que fracassaram, inclusive com a tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, o controle sobre a rota permanece fortificado pelo Irã.

O preço internacional do petróleo reagiu negativamente, caindo mais de 5% na manhã seguinte ao anúncio das negociações.

O deputado iraniano Hassan Qashqavi, representante da Comissão de Segurança Nacional, ressaltou que mediadores tentam reviver um memorando de entendimento firmado em junho, que serviria como base para futuras negociações mais amplas, especialmente sobre o uso do Estreito.

“O ponto crucial deste momento é a questão do Estreito de Ormuz, e existe um intercâmbio de opiniões sobre isso”, afirmou Qashqavi.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian usou a rede social X para enfatizar o esforço para garantir que o inimigo honre os compromissos assumidos, aumentando a segurança nacional, regional e de seus aliados.

Continuar Lendo

Mundo

Ataques ucranianos causam seis mortes na Rússia e Crimeia

Por

A ofensiva ucraniana resultou em seis fatalidades e deixou numerosos feridos na península da Crimeia, atualmente sob controle da Rússia, e na região de Krasnodar, no sul da Rússia, locais populares no período de verão, conforme informaram as autoridades russas nesta segunda-feira (3).

Segundo o chefe das autoridades locais nomeadas por Moscou, Sergei Aksionov, em mensagem no Telegram, “O adversário realizou um ataque noturno contra a República da Crimeia. Infelizmente, houve vítimas: três civis perderam a vida e há feridos”.

Outras três pessoas morreram devido à queda de destroços de um drone em uma localidade da região de Krasnodar, vizinha à Crimeia, no sul da Rússia.

O governador regional, Veniamin Kondratiev, informou que o ataque também causou 13 feridos, entre eles crianças, e expressou pesar pela tragédia. Segundo ele, as ações hostis atingiram estruturas civis.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa à Ucrânia, os confrontos têm se intensificado nos últimos meses em ambos os lados da linha de frente, resultando em um aumento significativo no número de vítimas civis.

Continuar Lendo

Mundo

Encceja 2026: alunos podem acessar guia de redação

Por

Os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já têm disponível a Cartilha do Participante – Redação no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A prova ocorrerá em 23 de agosto, coincidente com a parte objetiva do exame regular no Brasil.

A cartilha explica as cinco habilidades avaliadas na redação, orienta sobre o processo de correção e destaca situações que podem causar nota zero.

O documento descreve o método de avaliação das redações, que são analisadas por pelo menos dois corretores independentes, e, caso haja divergência significativa nas notas, uma terceira correção é realizada.

A redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo escrito em português, com no mínimo cinco linhas, que trate do tema proposto na prova.

Recomenda-se que o candidato utilize a folha de rascunho para planejar e revisar seu texto antes de transcrever para a folha de redação definitiva.

A prova de redação é uma parte relevante da área de conhecimento de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física.

Para ser aprovado nessa área, o candidato precisa alcançar uma pontuação igual ou superior a 5 pontos na redação (que tem nota máxima de 10) e também atingir um mínimo de 100 pontos nas questões objetivas correspondentes.

O objetivo do guia é fornecer ao participante uma visão clara dos critérios de avaliação da redação, com exemplos práticos e explicações resumidas.

É importante destacar o uso da folha de rascunho para organizar as ideias e ajudar a preencher as 25 linhas exigidas na folha oficial de redação.

Continuar Lendo

Trending