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Economia

Nova forma simples para MEI quitar dívidas começa nesta quinta

O governo federal ampliou as alternativas para microempreendedores individuais (MEIs) resolverem suas dívidas e estendeu até 29 de janeiro de 2027 o período para aderir ao programa Desenrola MEI.

Começando nesta quinta-feira (1º), uma nova opção fica disponível para débitos de até cinco salários mínimos, que atualmente somam R$ 8.105. Além disso, abrirá mais uma modalidade para as dívidas dos MEIs com autarquias e fundações públicas federais.

As iniciativas são fruto de um trabalho conjunto da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As condições variam conforme o montante, a origem e o tipo da pendência.

Principais opções disponíveis

  • Desenrola MEI Pequeno Valor: para débitos de até R$ 8.105, com entrada de 5%, desconto de 50% sobre o saldo restante e parcelamento em até 55 meses.
  • Desenrola MEI: para dívidas até R$ 20 mil inscritas na Dívida Ativa da União, com possibilidade de eliminar até 100% dos juros, multas e encargos legais.
  • Negociação da PGF: para débitos de até R$ 8.105 com autarquias e fundações públicas federais, com desconto de 50% e parcelamento por até 60 meses.
  • Transação geral da PGFN: para pessoas físicas e jurídicas com débitos até R$ 45 milhões, incluindo condições priorizadas para MEIs, microempresas e pequenas empresas.

Novidade: Pequeno valor

A nova opção Desenrola MEI Pequeno Valor começará a valer em 1º de outubro e é destinada a empreendedores que possuem débitos de até cinco salários mínimos, equivalentes a R$ 8.105.

As condições são:

  • Entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto;
  • Desconto de 50% sobre o saldo restante;
  • Pagamento parcelado em até 55 vezes.

De acordo com o governo, a média da dívida dos MEIs gira em torno de R$ 3 mil. Com o limite estabelecido, a modalidade poderá beneficiar grande parte dos mais de 3 milhões de microempreendedores que possuem dívidas.

O prazo para aderir a esta modalidade específica vai até 31 de janeiro de 2027.

Detalhes do Desenrola MEI

O programa Desenrola MEI, voltado para dívidas de até R$ 20 mil inscritas na Dívida Ativa da União, teve seu prazo de adesão estendido para 29 de janeiro de 2027.

Esta modalidade oferece:

  • Redução de até 100% dos juros, multas e demais encargos;
  • Manutenção do valor principal da dívida;
  • Desconto limitado a 70% do valor total devido.

Dívidas com órgãos federais

Uma nova modalidade da Procuradoria-Geral Federal (PGF) será destinada a MEIs com pendências de até R$ 8.105 junto a autarquias e fundações públicas federais como ANTT, DNIT, Incra, Anatel, ANP, FNDE e ICMBio. As dívidas abrangem tanto valores tributários quanto não tributários registrados até 28 de setembro de 2025.

A adesão para esta opção será possível entre 16 de outubro de 2026 e 31 de março de 2027. O desconto previsto é de 50% sobre o valor consolidado da dívida, incluindo principal, juros, multas e encargos, com parcelamento em até 60 meses.

Transação geral da PGFN

Os MEIs poderão também acessar a transação geral da PGFN, cujo prazo foi prorrogado até 29 de janeiro de 2027.

Esta modalidade atende pessoas físicas e jurídicas com débitos de até R$ 45 milhões, oferecendo condições especiais para MEIs, microempresas e pequenas empresas.

São passíveis de negociação dívidas inscritas em dívida ativa até 3 de março de 2026 ou, para a categoria de pequeno valor, até 1º de junho de 2025. Para MEIs, os descontos podem atingir 100% sobre juros, multas e encargos, mantendo o valor principal intacto. A redução máxima do total da dívida é de 70%.

Para o público geral e grandes empresas, o desconto máximo é limitado a 65% do valor devido.

Como realizar a negociação

Para quitar as dívidas, os MEIs devem acessar o portal Regularize, administrado pela PGFN. O procedimento inclui:

  1. Acessar o sistema usando o número do CNPJ;
  2. Consultar as dívidas inscritas;
  3. Simular as opções de negociação para verificar descontos e parcelas;
  4. Confirmar a proposta, emitir o boleto da primeira parcela e realizar o pagamento para efetivar o acordo.

Números do programa

Atualmente, o Brasil conta com 17,56 milhões de MEIs ativos, sendo que mais de 3 milhões estão em situação de débito.

Até 24 de setembro, o Desenrola MEI registrou:

  • 411 mil acordos firmados;
  • R$ 1,26 bilhão em dívidas antes dos descontos;
  • R$ 757,25 milhões a pagar após os descontos;
  • R$ 106,63 milhões recuperados pela União.
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Economia

Senado agenda segunda votação para acabar com escala 6×1

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a terça-feira seguinte (6) a discussão em Plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 e diminuir a jornada de trabalho.

“Este assunto, que é de grande importância para a população brasileira, será tratado com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diversas opiniões envolvidas”, comunicou a assessoria da presidência do Senado.

Após ser aprovada na Câmara dos Deputados em maio, a PEC foi remetida ao Senado. O grupo de apoio do governo tentou colocar a proposta em pauta, mas Alcolumbre adiou o processo. Somente em agosto, enviou o projeto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No início de setembro, a CCJ aprovou a extinção da escala 6×1, mas Alcolumbre adiou a votação no plenário, informando que ocorreria após as eleições.

Esta afirmação foi feita durante uma sessão deliberativa no plenário em 3 de setembro, em resposta a um pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), que está se aposentando e cumpre seu último mandato. O parlamentar do Rio Grande do Sul é conhecido por sua defesa do tema no Congresso.

Alcolumbre declarou: “Quero aproveitar a presença do senador Paulo Paim para afirmar ao Brasil que ele estará aqui votando, após as eleições, pelo fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal.”

Nova escala 5×2

A PEC 221 de 2019 elimina a escala 6×1 e exige que os trabalhadores tenham dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução nos salários.

A proposta permite que, em caso de categorias com horários especiais, o sábado ou domingo trabalhados sejam compensados, mantendo a média de duas folgas remuneradas por semana, que deverão ser usufruídas dentro do mesmo mês.

O texto também prevê um período de adaptação de até 14 meses, com uma regra específica para trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão um período de transição diferente.

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Economia

Bets: associação de jogos contesta governo e afirma que apostas migraram para o mercado ilegal

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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets no Brasil, contestou uma declaração feita na sexta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a movimentação das bets caiu de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição. Segundo a ANJL, houve um crescimento considerável dos sites de apostas ilegais. “Portanto, não é correto dizer que a movimentação das bets zerou. O que ocorreu foi uma migração para o mercado clandestino”, destacou a entidade.

A ANJL também mencionou que os dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC) indicam uma redução no número de transações via Pix antes da proibição das bets. De acordo com a análise, essa queda já estava em andamento antes do anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado regulamentado de apostas de quota fixa.

“A série histórica mostra que o declínio começou nos dias anteriores. Entre 22 e 24 de setembro — portanto antes da restrição ao setor de bets — a quantidade de transações via Pix já estava entre 7% e 12% inferior à média. Em termos de valores movimentados, a queda foi ainda maior, oscilando entre 14% e 27%”, informou a associação.

O Banco Central divulgou que as movimentações diminuíram 10% nos três dias seguintes à edição da MP (26, 27 e 28 de setembro), em comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.

Para a ANJL, entretanto, é necessário cautela ao atribuir diretamente essa variação à proibição das apostas. “Isso porque o volume de transações via Pix varia conforme o período do mês. A proximidade do fim do mês, por exemplo, quando as pessoas geralmente têm menos recursos, pode influenciar nos pagamentos, especialmente considerando que Pix é um pagamento à vista”.

Dessa forma, a ANJL considera mais apropriado comparar períodos equivalentes do calendário mensal. “Ao invés de confrontar os dias 26, 27 e 28 de setembro com uma média de diferentes dias da semana, a análise compara o quarto sábado de agosto e os dois dias seguintes (domingo e segunda-feira) com o quarto sábado de setembro e seus respectivos domingos e segundas-feiras”. Entre esses dois períodos, o número de transações via Pix passou de 627,6 milhões para 608,6 milhões, uma redução de 3,0%. Já o valor total movimentado teve aumento de 3,7%, passando de R$ 177,1 bilhões para R$ 183,7 bilhões.

“Os dados indicam que houve menos transações, mas não menos dinheiro em circulação. Enquanto a quantidade de operações caiu 3,0%, o volume financeiro movimentado cresceu 3,7%”, comentou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.

De acordo com Lemos Jorge, a diferença em relação à queda de 10% reportada pode estar ligada à metodologia da comparação. “Esse percentual usa como referência a média das quatro semanas anteriores à proibição, sem ajustar totalmente as variações do Pix entre as semanas”, explicou.

“Os dados atuais não permitem atribuir automaticamente a redução das transações Pix após 25 de setembro à proibição do mercado regulado de apostas. A queda já estava em progresso antes da medida e, quando se analisam períodos equivalentes do calendário, a variação é menor e o volume financeiro movimentado até aumenta”, concluiu o presidente da ANJL.

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Economia

Abegás: decisão da Anp sobre valor dos ativos mostra clareza e precisão técnica

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A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) expressou seu apoio à decisão unânime da diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que definiu recentemente a Base Regulatória de Ativos (BRA) para o ciclo tarifário 2026-2030 das transportadoras de gás natural.

A Abegás qualificou essa decisão como um ato de clareza e precisão técnica, enfocando a redução dos custos tarifários e a proteção dos consumidores.

Na reunião, a diretoria da ANP aprovou o uso do Método do Capital Recuperado (RCM) para estabelecer a BRA. Como resultado, a base de remuneração solicitada pelas transportadoras NTS (malha sudeste) e TAG (malha nordeste) foi diminuída em R$ 11 bilhões.

Por outro lado, a associação das transportadoras, ATGás, expressou discordância e prometeu adotar as medidas necessárias.

Segundo a Abegás, a reavaliação das contas indicou que os gasodutos das concessões antigas da Malha Sudeste (NTS) e Malha Nordeste (TAG) já foram totalmente amortizados pelas tarifas pagos ao longo dos anos.

A associação argumenta que eliminar a BRA inicial desses contratos evita que a sociedade seja cobrada duas vezes por investimentos que já foram totalmente recuperados. Para a Abegás, essa decisão está de acordo com os princípios e normas da Resolução ANP nº 991/2026, aprovada em janeiro, que determina que a base de ativos inicial deve incluir apenas o capital prudente ainda não recuperado pelas tarifas.

Para a Abegás, a aplicação do RCM demonstra que a ANP seguiu sua regulamentação ao determinar o valor real residual dos ativos antigos, impedindo que capital já amortizado seja reinserido na BRA, protegendo assim o mercado contra remunerações indevidas. A entidade salienta que essa decisão contribui para tarifas mais competitivas e transmite uma mensagem de justiça tarifária aos consumidores.

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