Esporte
Náutico, Santa Cruz e Sport lançam camisas especiais em homenagem a O Agente Secreto
Deixando a rivalidade dentro do campo, os times Náutico, Santa Cruz e Sport se uniram para criar um projeto especial que celebra o filme O Agente Secreto, premiado com dois Globos de Ouro no último domingo (11).
Em parceria com a marca Chico Rei, o Trio de Ferro do futebol pernambucano lançou três camisas exclusivas que se inspiram na obra do cineasta recifense Kleber Mendonça Filho.
Com um design retrô remetendo aos anos 70, as camisas resgatam o estilo visual dos uniformes usados pelos clubes daquela época. As peças estão disponíveis para compra no site da Chico Rei ao preço de R$ 244,90 cada.
Segundo Vitor Vizeu, diretor de marketing da marca, a coleção nasce da ideia de que o futebol é parte integrante do dia a dia dos brasileiros.
“No filme, o futebol aparece naturalmente no cotidiano do Brasil — no rádio, nas ruas e nas conversas. As camisas seguem essa mesma lógica, mostrando como torcer é parte essencial da vida e da nossa cultura. É uma celebração do futebol como símbolo do orgulho brasileiro”, explicou Vitor Vizeu.
Já Samuel Marotta, programador de cinema e idealizador da campanha, compartilhou a inspiração para o projeto.
“Após assistir O Agente Secreto no Cine São Luiz, em Recife, notei na porta do cinema muitas pessoas vestindo camisas do Santa Cruz, Sport e Náutico. Essa cena cotidiana evidenciou para mim como o futebol está profundamente inserido na narrativa do filme, assim como o Carnaval. Essas tradições populares fortalecem a imagem da obra. De volta a Belo Horizonte, imaginei uma colaboração inédita entre os três clubes em uma ação conjunta que resultou em camisas especiais. Fico satisfeito em ver que três das maiores rivalidades do futebol mundial se uniram por uma causa especial: O Agente Secreto”, declarou Samuel Marotta.
Esporte
Fifa enfrenta pressão crescente sobre Infantino
Diversos membros da Fifa, incluindo o renomado treinador Arsène Wenger e o secretário-geral Mattias Grafstrom, demonstraram distanciamento do presidente Gianni Infantino e do controverso plano fracassado de abrir a entidade para investidores privados, enquanto a reeleição do ítalo-suíço ainda permanece incerta.
“A decisão de cancelar o projeto era absolutamente essencial e indiscutível”, afirmou Wenger em um comunicado recente. Desde 2019, ele exerce a função de diretor de desenvolvimento do futebol mundial.
O ex-comandante do Arsenal referia-se ao polêmico projeto de criação da empresa Fifa Forward Enterprise (FFE), na qual Infantino pretendia arrecadar 4,2 bilhões de dólares vendendo 20% das ações para investidores privados, com a FFE avaliada em 20 bilhões de dólares.
Esse plano, divulgado há pouco mais de uma semana, provocou uma forte reação contrária a Infantino e foi rejeitado por três confederações, forçando o presidente a abandonar a iniciativa no sábado.
“Tenho convicção em uma Fifa independente, que opere com compromisso, transparência e integridade”, acrescentou Wenger, esclarecendo que não participou do projeto e só tomou conhecimento dele por meio da mídia.
Além de Wenger, outros integrantes da Fifa também se afastaram do plano e do presidente. Um e-mail interno enviado aos funcionários da entidade, obtido pela AFP, mostrou que o secretário-geral, Mattias Grafstrom, lamentou a sequência de eventos negativos que felizmente resultou na desistência definitiva do projeto.
“Eventos complicados vão e vêm, mas a missão e a responsabilidade da instituição para com o futebol global permanecem”, finalizou Grafstrom, que ocupa o cargo desde 2024.
No fim da última semana, Carlos Cordeiro, principal assessor de Infantino, renunciou ao posto, alegando oposição total ao projeto, que considerava prejudicial para o futuro do futebol.
A pressão interna se soma à externa, com a liderança da Uefa e o apoio da Concacaf, que engloba a América do Norte, Central e Caribe.
Uefa avalia ações judiciais
Recentemente, a Concacaf solicitou uma revisão completa da liderança de Infantino, e a Uefa declarou ter perdido a confiança no presidente.
Em carta oficial enviada à Fifa, a União das Associações Europeias de Futebol anunciou que pretende iniciar uma ação judicial e pediu que sejam preservados todos os documentos eletrônicos referentes à FFE, para evitar a perda de provas.
O descontentamento também se estende à Copa do Mundo de Clubes, que terá sua primeira edição em 2025 com 32 times — um projeto desejado por Infantino. A edição de 2029 enfrenta incertezas, uma vez que não há acordo entre a Fifa e os clubes participantes, segundo um dirigente que falou à AFP.
Esse mesmo representante afirmou que há um consenso na Europa de que é necessária uma reforma estrutural na governança da entidade que administra o futebol no mundo.
Mesmo com as pressões, Infantino permanece como único candidato à presidência da Fifa para as eleições de março de 2027. Para seu último mandato de quatro anos, ele precisará do apoio de 106 das 211 federações-membro. Até agora, quatro federações europeias — Finlândia, País de Gales, Sérvia e Suécia — retiraram seu apoio ao presidente.
Esporte
Náutico conta com retorno de Vinícius e chegada de Pato para fortalecer ataque
O Náutico aproveitou o intervalo de duas semanas na Série B do Campeonato Brasileiro para dedicar atenção à recuperação de jogadores lesionados e à contratação de novos atletas. Um dos destaques é o atacante Vinícius, que vem se recuperando de uma lesão muscular na coxa e pode voltar a atuar ainda este mês.
Vinícius sofreu a lesão em 28 de junho durante a derrota por 1 a 0 para o Goiás, no Estádio dos Aflitos. Desde então, vem passando por fisioterapia, e a expectativa é que retorne ao time no final de agosto. O clube compartilhou recentemente nas redes sociais imagens do processo de recuperação do atacante, que é o principal artilheiro do Náutico, com seis gols marcados até o momento.
Enquanto Vinícius esteve fora, o Náutico registrou uma série de resultados variados: empate sem gols com o Juventude, derrotas para Avaí (2 a 0) e CRB (2 a 1), vitória sobre o Londrina (2 a 1) e empate em 0 a 0 com o Criciúma.
Paralelamente à recuperação dos atletas, o clube está próximo de anunciar a chegada do meia argentino Pato Núñez, que atuava pelo Amazonas. O meio-campo argentino tem passagem por clubes como River Plate, Aldosivi, Almirante Brown, Tristán Suárez e Deportivo Morón, além de experiências no Peru e em times brasileiros como América-RJ, São Luiz-RS e Carlos Renaux-SC.
No último fim de semana, o Náutico confirmo também a contratação do lateral-esquerdo Ryan Carlos. Além dele, chegaram ao clube nesta janela de transferências o zagueiro Léo Índio, o meia Jean Carlos e o atacante Benjamín Borasi.
A próxima partida do Náutico será no domingo (9), contra o Atlético-GO, pela 21ª rodada da Série B. Para este jogo, o time não contará com o meia Wenderson, suspenso, além do lateral-direito Matheus Ribeiro, do volante Luiz Felipe e do atacante Júnior Todinho, todos lesionados. Em contrapartida, o Náutico terá o retorno do lateral Igor Fernandes, que estava suspenso e está liberado para o confronto.
Esporte
Cidades dos EUA cobram a Fifa por milhões prometidos antes da Copa
As cidades dos Estados Unidos que sediaram jogos da Copa do Mundo de 2026 exigem da Fifa o pagamento de milhões de dólares que, conforme dirigentes locais, foram prometidos pela organização. Essa promessa teria sido feita verbalmente por membros da cúpula da entidade, mas os fundos ainda não foram entregues aos comitês responsáveis pela organização do evento.
A informação foi divulgada pelo portal The Athletic, ligado ao The New York Times, que conversou com quatro executivos de comitês das cidades anfitriãs. Segundo eles, a Fifa garantiu que cada uma das 11 cidades americanas que receberam partidas do Mundial teria direito a um repasse de US$ 1 milhão para projetos de legado. Procurada, a entidade optou por não comentar o assunto.
A cobrança teve origem em um anúncio do presidente da Fifa, Gianni Infantino, antes do Mundial de Clubes 2025 nos Estados Unidos, quando afirmou que as 11 cidades americanas que sediaram jogos teriam direito a esse investimento.
Esse recurso, apresentado como um investimento social, seria usado para construção de mini campos e apoio a iniciativas comunitárias.
Após o anúncio, as cidades que sediaram a Copa 2026 solicitaram esclarecimentos para receber o mesmo valor. A solicitação, segundo relatos, faz sentido dado o tamanho do Mundial, que movimentou as sedes por 39 dias com grande complexidade estrutural.
Com o fim do torneio, algumas cidades enfrentam dúvidas sobre a aplicação dos recursos: alguns comitês encerram suas atividades, outros precisam prestar contas a órgãos públicos sem saber se incluirão os valores prometidos pela Fifa.
É importante destacar que as cidades assumiram custos relevantes na organização, como segurança, transporte e logística. A estrutura foi além dos estádios, envolvendo aeroportos, áreas de torcedores e deslocamento de autoridades.
Um exemplo é Kansas City, onde o investimento público total chegou a US$ 86,8 milhões, incluindo recursos estaduais e municipais. Houve ainda renúncia fiscal para facilitar a escolha da cidade como sede, estimada em US$ 15,6 milhões.
Outros gastos das cidades incluiram medidas especiais de trânsito, escolta policial, adequações para preservar estúdios limpos e obras nos locais de jogos. No MetLife Stadium, que sediou a final, foram investidos US$ 13 milhões para ajustar o gramado aos padrões do evento.
Por sua vez, a Fifa declarou receita bilionária, com previsão acima de US$ 15 bilhões no ciclo financeiro de 2023 a 2026 e orçamento operacional da Copa em torno de US$ 2,7 bilhões.
Os representantes das cidades cumprem um papel fundamental e estranham a demora e ausência de informações claras sobre os repasses, considerados pequenos frente às receitas da entidade.
A participação dos contribuintes americanos foi expressiva, com bilhões investidos em diversas áreas relacionadas ao Mundial. Em contrapartida, a Fifa e as cidades-sede destacaram que o evento geraria um impacto econômico significativo, impulsionado pelo turismo e pela movimentação de visitantes.
A entidade chegou a estimar uma injeção de US$ 30,5 bilhões na economia dos Estados Unidos decorrente da realização da competição.
Esta cobrança acontece em um momento delicado para Gianni Infantino, que enfrenta pressão política, resistência da Uefa e de outras entidades do futebol internacional após o fracasso de uma proposta para permitir investidores privados nos eventos controlados pela Fifa.
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