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Moraes recusa pedido para Bolsonaro receber visita dos filhos no Dia dos Pais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado a solicitação para que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha a presença dos filhos no domingo, dia dedicado à celebração do Dia dos Pais.

A solicitação foi feita na quarta-feira passada pela equipe de defesa do ex-presidente. Na decisão, Moraes frisou que Bolsonaro deve permitir somente visitas relacionadas a cuidados médicos, fisioterapêuticos e advogados.

“Exceto pelas visitas médicas permanentes, fisioterapêuticas e advocatícias, as demais visitas estão suspensas por 30 (trinta) dias, conforme o § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, declarou o ministro.

Moraes destacou que a suspensão das visitas foi provocada pela divulgação de uma carta escrita à mão por Bolsonaro, que foi publicada nas redes sociais pelo filho Flávio Bolsonaro. No início de julho, o ministro proibiu o direito do filho do ex-presidente, pré-candidato à Presidência, de visitar o pai pelo período de 90 dias.

Segundo a análise de Moraes, Flávio usou a visita ao pai para obter um documento que tinha a única finalidade de ser partilhado nas redes sociais, desrespeitando a proibição feita ao ex-presidente de usar plataformas digitais, direta ou indiretamente. Essa medida cautelar faz parte das condições da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro em março e mantida recentemente.

Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio leu a carta em que Bolsonaro pede aos seus seguidores que apoiem a campanha presidencial do filho, apresentando-o como seu representante e como a melhor escolha para tirar o Brasil da corrupção, violência e pobreza.

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Acordo entre Irã e Omã para o Estreito de Ormuz está próximo, afirma agência iraniana

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As conversas entre Irã e Omã a respeito do Estreito de Ormuz estão avançando, conforme relata um representante dos Estados Unidos. Em declaração à Reuters na sexta-feira, 7, mencionou-se que Washington aguarda um “acordo em breve”.

No entanto, esse progresso não implica necessariamente a reabertura total da passagem marítima. A agência iraniana Fars informou que Teerã rejeita a interpretação do governo de Donald Trump de que a rota temporária equivaleria à normalização do tráfego no estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a reabertura dependerá de condições adicionais.

De acordo com outra fonte ouvida pela Reuters, os Estados Unidos provavelmente suspenderão o bloqueio aos portos iranianos se um acordo para retomar a navegação comercial sem restrições for firmado. O Irã, contudo, nega que a rota temporária em negociação signifique a reabertura completa do estreito.

“As ações dos EUA continuarão vinculadas ao desempenho e ao cumprimento das obrigações pelo Irã“, informou o oficial.

O estreito situa-se entre as águas territoriais de Teerã e Mascate. O Irã está ao norte da passagem marítima, enquanto a Península de Musandam, pertencente a Omã, fica ao sul.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro, o estreito enfrenta restrições à navegação devido a um bloqueio iraniano imposto como resposta a ataques americanos.

Irã estabelece condições para reabrir o Estreito de Ormuz

Conforme a emissora árabe Al Jazeera, o Irã busca exercer maior controle e autoridade sobre o Estreito de Ormuz, afirmando que a situação no estreito “não retornará ao que era antes da guerra”.

A reportagem publicada no sábado, 8, ouviu um porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o chefe da diplomacia do país.

Segundo as fontes, a reabertura do Estreito de Ormuz é condicional e não automática, o que significa que o acordo entre Omã e Irã não garante a livre passagem.

Outro destaque é a rejeição ao Sistema de Separação de Tráfego, rota tradicional para o trânsito de navios pelo estreito. Os iranianos afirmam que haverá uma nova rota com coordenadas geográficas já combinadas entre Omã e Irã.

O Irã defende que o processo deve ser bilateral, rejeitando qualquer interferência de terceiros. A emissora informa ainda que o Irã tenta consolidar seu controle sobre o estreito, tornando-o não apenas uma via comercial, mas também um ponto estratégico de pressão.

Declarações do presidente Donald Trump sobre o acordo

Questionado sobre a possibilidade de um anúncio de acordo no dia 4, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que isso “poderia ocorrer”.

“Pode acontecer amanhã ou depois”, disse Trump. “Temos feito muitos avanços.”

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, admitiu na quarta-feira que, embora pareça que Washington não progride nas negociações, o esforço para finalizar a guerra é “complexo” e o processo “demorará algum tempo”.

Em entrevista à Fox News, Vance descreveu os iranianos como “extremamente difíceis” e ressaltou que, para resolver o conflito, às vezes é necessário retroceder para depois avançar.

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Menor desmatamento na Amazônia na última década, anuncia Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviará ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os números que comprovam o menor desmatamento dos últimos dez anos na Amazônia. Ele declarou que deseja que Trump tenha a informação correta e verdadeira.

Na manhã de sábado, 8, Lula falou para seus apoiadores, que estavam vestidos com roupas vermelhas e portando bandeiras dos partidos de esquerda e de movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Recentemente, os EUA impuseram uma tarifa de 25% contra o Brasil, alegando falhas no combate ao desmatamento.

Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que entre agosto de 2025 e julho de 2026 foi registrada a menor área de alerta de desmatamento na Amazônia desde o início da série histórica em 2016.

Lula também elogiou o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, pela aprovação da reforma tributária, que entrará em vigor em 2027. Para o presidente, a reforma é justa e trará benefícios para o país, a população, empresas e comércio.

O presidente destacou a iniciativa que isenta do imposto de renda pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês, atribuindo o projeto a Haddad, e classificou essa medida como um acerto da política econômica.

Lula ressaltou que a economia brasileira está em recuperação, citando a menor inflação acumulada em quatro anos, o desemprego mais baixo da história e o maior crescimento da massa salarial já registrado.

Segundo ele, o Brasil não crescia acima de 3% desde 2010, e destacou a importância da circulação de dinheiro entre a população para o sucesso do país, evitando concentração de renda em poucas mãos.

Em relação ao programa Reforma Casa Brasil, Lula comentou que se reuniu com os dirigentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para entender porque o programa, que oferece linhas de crédito para melhorias habitacionais, está enfrentando dificuldades para avançar. Ele observou que há muitas exigências burocráticas que prejudicam quem quer fazer reformas em suas casas, mesmo tendo capacidade de pagamento.

O programa conta com R$ 40 bilhões para crédito, dos quais R$ 30 bilhões vêm do Fundo Social do Programa Minha Casa, Minha Vida. Lula afirmou que a lentidão burocrática é um problema, pois atrasa a ajuda para quem precisa urgentemente.

Lula voltou a afirmar a meta de contratar 3 milhões de casas pelo Minha Casa Minha Vida até dezembro, anunciando que será necessário construir ainda mais casas, especialmente para mulheres e famílias de baixa renda, pois o direito à moradia é constitucional.

O encontro aconteceu na Arena Multiúso de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, durante uma celebração dos 30 anos do movimento social. No local, moradores observavam as atividades enquanto uma seleção musical animada incluía samba, pagode e MPB. A abertura contou com a música “Vermelho”, composta por Chico da Silva e interpretada por Fafá de Belém, que destaca o sentimento vermelho do coração.

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Flávio Bolsonaro preparado para liderar o Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro declarou estar mais do que apto para assumir a Presidência da República e tem como objetivo colocar o Brasil no caminho certo.

A afirmação aconteceu neste sábado em São Paulo, durante um encontro voltado ao público feminino, após a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice em sua chapa.

“Fui deputado quatro vezes, sou senador há quase oito anos, com quatro desses anos atuando ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Estou plenamente preparado para liderar este País e restaurar o Brasil no rumo certo”, declarou.

No discurso, Flávio apresentou propostas em segurança, economia e programas sociais. Na área de segurança pública, prometeu declarar guerra contra o narcotráfico, caso eleito, e designar grupos criminosos como terroristas, visando retomar áreas atualmente sob controle do crime organizado.

Além disso, ele estabeleceu como objetivo colocar o Brasil entre as sete maiores economias mundiais ao final de seu mandato.

Em mensagem dirigida às mulheres, Flávio pretende ampliar o acesso ao microcrédito para empreendedoras, facilitar as normas para abertura e administração de empresas, e criar uma “central da mulher”, tanto física quanto digital, para assistência e proteção às vítimas de violência. Ressaltou que o Brasil conta com mais de 11 milhões de mulheres empreendedoras e pretende dobrar esse número.

Durante sua fala, fez críticas ao atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente quanto ao endividamento das famílias, o alto custo dos alimentos e a situação fiscal do País. O objetivo declarado é tirar o Brasil do vermelho e melhorar o ambiente de negócios para aumentar os investimentos e as oportunidades de emprego.

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