Notícias
Mobilização nas redes sociais destaca chapa da Governadora Raquel Lyra
A menos de dois meses para a eleição, uma enxurrada de vídeos e cards tomou conta das redes sociais para reforçar a chapa completa da governadora Raquel Lyra (PSD).
A movimentação ocorreu em todas as regiões de Pernambuco, envolvendo prefeitos, deputados e outros líderes, incluindo gestores que anteriormente apoiavam o senador Humberto Costa (PT), como Pedro Freitas, de Aliança.
As publicações destacam Raquel Lyra, a vice Priscila Krause (PSD) e os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD). Essa ação digital tem objetivos estratégicos claros.
O primeiro é mostrar prestígio a Túlio Gadêlha, que recentemente demonstrou insatisfação pela falta de um posicionamento coletivo. Prefeitos criaram conteúdos exclusivos para ele e divulgaram o vídeo coletivo “Tô com Túlio”.
Essa iniciativa também ajuda a governadora a fortalecer a aliança com a Federação União Progressista, que, na disputa entre o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado Eduardo da Fonte, escolheu o parlamentar.
Além disso, não bastava apenas a gestora afirmar em entrevista à CNN que Mendonça Filho (PL) é um candidato independente ao Senado. O deputado, que é contra o PT, apoia Flávio Bolsonaro para presidente. Sua permanência no palanque fragilizaria a imagem de alinhamento lulista construída com a presença de Túlio Gadêlha.
Ao ocupar as redes de forma coordenada, Raquel Lyra busca eliminar rumores. O período da pré-campanha deu lugar a ações concretas. Nem tudo ocorreu conforme planejado, mas a base está organizada para transformar articulação política em votos.
Longe das discussões
À Rádio Grande Serra, em Araripina, a candidata ao Senado Marília Arraes afirmou que em seu grupo “não há espaço para disputas internas”. Em nota, evitou comentar a decisão do presidente da Alepe, Álvaro Porto, de não mais apoiá-la, alegando acordos não cumpridos. “Quando um não quer, dois não brigam. É um direito dele e faz parte da democracia.”
Chega Junto dez vezes
A décima edição do “Chega Junto Pernambuco”, um programa de escuta para ajudar na formulação das propostas de governo de João Campos, acontecerá neste sábado em Carpina, Mata Norte. Mais de 30 mil sugestões já foram recebidas presencialmente e online, com 170 registradas.
Enfrentando desafios
O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, realiza evento nesta tarde para anunciar que seu deputado federal, Mendonça Filho, agora é candidato ao Senado. A parceria será com Débora Almeida, visando fortalecer a reeleição do deputado Augusto Coutinho.
Registro das ações
Um portal será lançado na próxima semana para apresentar as cidades beneficiadas pelas ações do mandato do senador Humberto Costa. “Nossa candidatura está em crescimento notável”, afirmou, destacando a necessidade de apoio para Pernambuco e para o governo de Lula.
Brasil
Acidentes frequentes de helicópteros no Rio geram alerta sobre fiscalização
A queda de um helicóptero turístico na Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no sábado (8), levantou novamente preocupações entre especialistas do setor. Quatro pessoas perderam a vida, incluindo um piloto brasileiro e três turistas colombianas. Este foi o quinto acidente aéreo com vítimas fatais no estado do Rio de Janeiro no último ano.
Segundo o engenheiro Gerardo Portela, doutor em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a sequência de voos com problemas e acidentes indica uma vulnerabilidade que deve ser avaliada pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e controle do espaço aéreo.
Ele explica que a frequência e a gravidade dos incidentes indicam um risco que ultrapassa o aceitável. O aumento dos acidentes com vítimas fatais e o número maior de ocorrências em curto período indicam uma exposição elevada ao risco, especialmente para aeronaves de asas rotativas, como os helicópteros.
Portela destaca que na região onde há maior incidência de acidentes, a coordenação dos voos é feita pelos próprios pilotos, que seguem regramentos e comunicação entre si. No entanto, com o volume atual de tráfego aéreo, ele questiona se esse modelo ainda é seguro.
O especialista sugere que deve ser avaliada a necessidade de um controle mais rigoroso do espaço aéreo, com maior suporte das torres de controle, e não deixar exclusivamente a cargo dos pilotos o gerenciamento do tráfego. Ele aponta que o aumento no número de aeronaves e operações dificulta a fiscalização e contribui para a maior frequência e gravidade dos acidentes.
Sobre o modelo do helicóptero, a aeronave envolvida era um Robinson 44, com certificado válido até junho de 2027 e autorizada para voos panorâmicos. De operação privada, era considerada segura desde que respeitadas suas limitações operacionais. O modelo possui motor a pistão, que tem maior probabilidade de falhas em comparação a motores a turbina, e não é bimotor, não dispondo de redundância em caso de problemas.
Portela ressalta a importância da fiscalização rigorosa para garantir manutenção adequada, companhias idôneas e pilotos preparados e em boas condições de saúde. Ele alerta que o risco não atinge apenas passageiros e pilotos, mas toda a população sob a rota dos helicópteros.
O acidente ocorreu após a decolagem do Aeroporto de Jacarepaguá, e o helicóptero caiu em área de mata na Vista Chinesa. O Corpo de Bombeiros combateu as chamas. As vítimas são o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique.
Alessandro Rocha tinha 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Ele se apresentava nas redes sociais como comandante experiente, casado e pai de dois filhos, demonstrando referências à família e à fé. O piloto havia sido batizado na Igreja de Nova Vida de Olaria, Zona Norte do Rio, e se definia como “temente a Deus”.
As turistas faziam parte de uma família de seis colombianos que chegaram ao Rio na última segunda-feira para comemorar o aniversário de 15 anos de uma sobrinha. Elas contrataram um pacote turístico para um passeio aéreo pela cidade, mas dividiram-se na hora do voo.
O prefeito Eduardo Cavaliere esteve no local e informou que cobrou providências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mencionando a possível suspensão dos voos panorâmicos na cidade para permitir fiscalização mais rigorosa dos helipontos, aeronaves e manutenção.
A Anac comunicou que as causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e que está em contato com a prefeitura do Rio para ações conjuntas na fiscalização dos voos panorâmicos.
A Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio (Aotherj), da qual a empresa Voos Rio Panorâmico faz parte, afirmou que a apuração das causas cabe às autoridades competentes. A entidade atua para reduzir impactos sonoros e aprimorar práticas operacionais. A Aotherj lamentou o acidente, ofereceu solidariedade às famílias das vítimas e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
Esporte
Jogador de rúgbi morre no Japão após suspeita de insolação em onda de calor de 35ºC
Saimoni Vunilagi, jogador de rúgbi de 26 anos, faleceu na sexta-feira (7) depois de ser internado no hospital com sintomas compatíveis com hipertermia grave, também conhecida como insolação, conforme informado por sua equipe, Kyushu KV, neste sábado à AFP.
Vunilagi, natural de Fiji, passou mal durante um treino ao ar livre na segunda-feira (3) e foi levado a um hospital na cidade de Fukuoka. Naquele dia, a temperatura na cidade atingiu 35ºC devido a uma intensa onda de calor que afetou o Japão.
O atleta, que media 1,96 m e pesava 117 kg, jogava como saltador para o time de segunda divisão. Ele iniciou sua carreira profissional no Japão em 2023, após ter estudado em uma universidade local.
Em comunicado, o time expressou profundo pesar pela perda repentina. Apesar de Saimoni estar com o Kyushu KV por pouco tempo, seu espírito generoso e sua maneira vigorosa de jogar haviam gerado grandes expectativas para a próxima temporada. O clube ofereceu condolências sinceras à família enlutada.
O Japão está enfrentando um dos verões mais quentes de sua história, com várias regiões registrando temperaturas próximas dos 40ºC nas últimas semanas.
Entre 20 e 26 de julho, aproximadamente 18.600 pessoas foram hospitalizadas com sintomas de hipertermia, e 45 delas faleceram ao chegar ao pronto-socorro, de acordo com dados obtidos pela AFP junto à agência de gerenciamento de desastres naturais e incêndios.
Além disso, três leões no zoológico de Tóquio morreram recentemente suspeitos de insolação, enquanto outros animais seguem sob cuidados veterinários, conforme informado pela porta-voz do zoológico esta semana.
Economia
Guerra aumenta custos das aéreas em 5,2 bilhões de reais
As companhias aéreas do Brasil tiveram um aumento inesperado de R$ 5,2 bilhões nos gastos com querosene de aviação (QAV) desde o começo do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, iniciado em 28 de fevereiro, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), fundada por Azul, Gol e Latam.
Conforme informado pela entidade, depois do reajuste de 1,9% (R$ 0,09 por litro) anunciado pela Petrobras em 1º de julho, o custo do QAV subiu 49% desde o início da guerra. O combustível agora representa 39% dos custos das companhias aéreas brasileiras, um aumento de 7 pontos percentuais em relação aos 32% anteriores ao conflito.
Devido à forte dependência do mercado internacional de petróleo e seus derivados, o preço do combustível praticamente dobrou em maio em comparação com o período anterior à guerra.
Os dados revelam que só em maio, as empresas gastaram cerca de R$ 1,6 bilhão a mais, valor equivalente ao custo do arrendamento de aproximadamente 830 aviões.
Juliano Noman, presidente da Abear, destacou durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados em junho: “Hoje voam cerca de 500 aeronaves no Brasil. O gasto extra com combustível em maio ultrapassa metade do custo com leasing da frota atual. É um valor exorbitante.”
O preço do QAV é ajustado mensalmente pela Petrobras. Em julho, o valor diminuiu 14,2% (R$ 0,93 por litro), após três aumentos consecutivos, porém continua muito acima do patamar pré-guerra.
No final de julho, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões em crédito para as maiores companhias aéreas do Brasil e a regional Abaeté, sendo R$ 8 bilhões para capital de giro, com taxa de financiamento de 4% ao ano.
Mercadante afirmou: “Estamos concedendo linhas de crédito para as aéreas enfrentarem os impactos da guerra no Irã.” Ele ressaltou que ao contrário de muitos concorrentes internacionais, as empresas brasileiras não receberam apoio financeiro governamental nos últimos anos.
Os créditos permitirão que Gol, Latam e Azul obtenham até R$ 2,6 bilhões cada, enquanto a Abaeté Táxi Aéreo poderá contratar até R$ 8 milhões.
Impactos da Crise no Oriente Médio
O aumento das tensões no Oriente Médio gerou preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo, dada a importância estratégica da região. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, é uma rota crítica, e o risco de restrições ao seu tráfego elevou os preços internacionais do barril nos últimos meses.
Essa alta nos custos dos combustíveis afeta além do setor aéreo, pressionando a inflação global, elevando o custo do transporte de mercadorias e desacelerando o crescimento econômico em vários países.
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