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Ministros do G20 não entram em acordo para lidar com excesso de produção

Os ministros do Comércio do G20 encerraram, nesta quinta-feira (1º), uma reunião de dois dias sem sucesso em avançar nas estratégias para controlar a capacidade industrial excessiva, conforme informou a Casa Branca, que frequentemente critica a China por práticas comerciais injustas.

Este ano, os Estados Unidos estão sediando uma série de encontros do G20, um grupo composto pelas principais economias globais, incluindo China, Índia, Japão, Reino Unido, França e Rússia.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que os ministros reunidos em Milwaukee não conseguiram encontrar um consenso sobre a questão da superprodução industrial, um fator que reduz os preços de forma desigual.

“Quase todos os países reconheceram que essa é uma questão que precisa de ação”, disse Greer em entrevista coletiva, mas não comentou se a falta de acordo foi devido à posição da China.

“E quase todas as nações concordam que o sistema atual de respostas comerciais é insuficiente para resolver esse problema”, acrescentou, sugerindo que isso pode justificar medidas unilaterais por parte dos Estados Unidos.

Washington está atualmente investigando a sobreprodução em 16 economias, incluindo China, Japão, Índia e blocos como a União Europeia. Greer alertou que países com excesso de produção podem estar construindo uma economia instável, comparada a um castelo de cartas.

Além disso, os Estados Unidos aplicaram recentemente tarifas a 60 parceiros comerciais acusados de práticas trabalhistas forçadas, outro ponto em que o G20 não conseguiu consenso.

A próxima reunião dos líderes do G20 está marcada para meados de dezembro, na Flórida.

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Mulher inconsciente após falha na execução nos EUA

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A mulher cuja execução por injeção letal falhou recentemente nos Estados Unidos está em estado inconsciente, conectada a um respirador, conforme informado por seus defensores legais em documento apresentado nesta sexta-feira.

A tentativa de execução de Christa Pike foi a segunda que não teve sucesso neste ano no estado do Tennessee. O governador Bill Lee decidiu suspender todas as execuções enquanto o caso é analisado.

Na última quarta-feira, Christa recebeu duas doses de pentobarbital para cumprir a sentença pela morte de Colleen Slemmer, ocorrida em 1995. No entanto, ela permaneceu viva e foi imediatamente levada de ambulância para um hospital nas proximidades.

A mãe de Christa afirmou: “O Estado me deve um grande pedido de desculpas. Tudo o que eu desejava era justiça”.

O advogado Luke Ihnen declarou que Christa está em condição crítica, recebendo cuidados intensivos em um hospital da região de Nashville. Ela está intubada, submetida a respiração artificial e permanece inconsciente.

Os profissionais de saúde estão empenhados em preservar a vida de Sra. Pike, que chegou ao hospital com os braços inchados, queimados e cobertos de bolhas, segundo informações do advogado.

Christa foi sentenciada à pena capital pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, que era sua colega em um centro de treinamento profissional quando ela tinha 18 anos. Os dois cúmplices de Christa conseguiram evitar a pena de morte.

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OMS alerta sobre atrasos repetidos na entrada de ajuda em Gaza

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou nesta sexta-feira (2) que o envio de assistência humanitária para Gaza via Israel está passando por múltiplos atrasos consecutivos, destacando também a constante falta de suprimentos médicos.

Reinhilde Van de Weerdt, representante da OMS nos territórios palestinos, declarou que a situação de saúde na Faixa de Gaza permanece extremamente crítica, com nenhum hospital funcionando totalmente.

“A entrada de ajuda humanitária em Gaza é insuficiente e longe do necessário para expandir e restaurar os serviços médicos”, afirmou durante uma coletiva em Genebra, transmitida de Jerusalém.

Ela explicou que o sistema israelense para aprovar a entrada de medicamentos e outras formas de ajuda se tornou um grande entrave. De acordo com a análise da OMS, volumes significativos desses recursos esperam liberação por cerca de 74 dias em média.

Quando a autorização não é concedida, o procedimento tem que ser reiniciado do começo, como relatou Van de Weerdt, que também criticou a frequente mudança nas regras do sistema de aprovação.

“Não é apenas um bloqueio único, mas sim uma série de atrasos seguidos”, comentou.

Israel justifica essa restrição alegando que alguns itens poderiam ser utilizados para fins militares, apontando planos do Hamas para novos ataques.

Van de Weerdt reforçou o pedido pela abertura de mais pontos de passagem para Gaza e a divulgação clara das regras e exigências para a entrada das ajudas.

O conflito teve início após um ataque sem precedentes do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.221 mortos, segundo dados oficiais israelenses compilados pela AFP.

A resposta militar israelense causou a morte de mais de 74 mil pessoas em Gaza, conforme dados do Ministério da Saúde local, vinculado ao Hamas, que são considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas.

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Petróleo cai um pouco após anúncio de nova liberação de reservas estratégicas

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Os valores do petróleo finalizaram a sexta-feira (2) com uma leve queda, pois o anúncio de uma nova liberação de reservas globais de hidrocarbonetos não conseguiu eliminar completamente as incertezas relacionadas à situação no Oriente Médio.

O barril do Brent, referência do Mar do Norte para entrega em dezembro, recuou 0,06%, fechando em 102,25 dólares. Já o West Texas Intermediate, para entrega em novembro, caiu 1,90%, atingindo 91,11 dólares.

Durante a maior parte do dia, os preços ficaram em baixa na expectativa da liberação das reservas estratégicas.

Os líderes do G7 concordaram na sexta-feira em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto nos próximos quatro meses.

Nos próximos 20 dias, uma quantidade significativa de diesel será disponibilizada no mercado, conforme anunciado pelos membros do G7 — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — que também não descartam a possibilidade de liberar estoques adicionais.

O presidente Emmanuel Macron afirmou: “Comprometemo-nos a não impor nenhuma proibição às exportações, o presidente Donald Trump foi muito claro quanto a isso”.

O governo dos Estados Unidos vinha incentivando a Europa a utilizar suas reservas para tentar conter a alta dos preços.

Ole Hansen, analista do Saxo Bank, explicou que a baixa capacidade de refino e produção no Oriente Médio e Rússia, junto com o cancelamento pela China de embarques de derivados para exportação para garantir seu abastecimento interno, continua limitando a oferta de combustíveis.

Utilizar as reservas estratégicas pode aliviar a pressão sobre os preços, mas esses estoques foram criados para responder a interrupções temporárias na oferta, não para resolver desequilíbrios prolongados do mercado, ressalta Giovanni Staunovo, analista do UBS.

A iniciativa do G7 também visa controlar o aumento nos preços dos derivados, que superaram a alta do petróleo bruto.

Thu Lan Nguyen, especialista do Commerzbank, observa que o petróleo continua sujeito a um alto prêmio de risco, provavelmente devido às negociações difíceis entre os Estados Unidos e o Irã, sem perspectivas concretas de avanço.

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