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Milhares Evacuados Por Incêndios Voltam Para Casa; França Enfrenta Onda De Calor

Dezenas de milhares de pessoas que foram retiradas de suas casas devido aos grandes incêndios na Espanha e França já estão retornando nesta quarta-feira (29). No entanto, o calor extremo e os ventos fortes continuam a dificultar o trabalho dos bombeiros que lutam contra as chamas próximas a Bordeaux.

Apesar de a principal atenção estar voltada para o oeste da Europa, a União Europeia alertou que o risco de incêndios deverá se estender para o centro do continente nos próximos dias.

Equipes de emergência também combateram um incêndio na ilha grega de Paros, enquanto dois bombeiros perderam a vida tentando controlar as chamas na ilha de Creta, no sul da Grécia. Um terceiro bombeiro morreu próximo ao porto de Gítio, na região do Peloponeso.

Na Turquia, incêndios forçaram a evacuação de centenas de moradores nas praias turísticas do sul do país. Mais de 3 mil bombeiros foram mobilizados para enfrentar 90 focos de incêndio, sendo 81 deles já controlados, conforme informou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Depois de dias de tensão devido aos incêndios na Espanha, as autoridades suspenderam nesta quarta-feira as ordens de evacuação em todos os municípios da província de Ávila, próxima a Madrid, onde começou, na semana passada, o maior incêndio florestal recente do país.

Os residentes e turistas que deixaram as áreas afetadas estão retornando às suas cidades e encontrando, em alguns casos, suas casas destruídas.

“Não tenho dinheiro, documentos nem casa”, afirmou o José Fernández à AFP, ao ver seus móveis queimados, paredes desabadas e montes de cinzas restando em sua residência em Pelayos de la Presa, perto de Madrid.

“Tudo ficou ali”, lamentou o aposentado de 74 anos, enquanto caminhava entre os escombros carbonizados.

Em outros locais onde as pessoas puderam voltar, Susana Barrul, uma dona de casa de 39 anos, expressou felicidade por retornar ao terreno onde mora, que permaneceu intacto em Aldea del Fresno.

“Estamos contentes por estar de volta. Estamos tentando recuperar a normalidade”, disse ela à AFP, satisfeita por cozinhar e preparar um café para os filhos, apesar da cidade ainda parecer deserta.

A situação aparenta estar mais estabilizada, mas as autoridades da França e Espanha alertaram para condições climáticas adversas ao longo do dia, que podem causar novos incêndios e aumentar as chamas já existentes.

Esses incêndios são consequência do aumento da inflamabilidade das florestas e vegetação devido à seca e ondas de calor intensas desde junho, resultado das mudanças climáticas.

“Este é o dia em que sentimos medo”

No sudoeste da França, centenas de milhares de pessoas receberam o aviso para retornar às suas casas na região vinícola próxima a Bordeaux, atingida pelo maior incêndio registrado no país desde 1949, que devastou 42 mil hectares e forçou a evacuação de mais de 220 mil habitantes.

Após uma breve trégua na noite e um foco considerado controlado pela manhã, as altas temperaturas baixaram nesta quarta-feira, acompanhadas de ventos que alimentaram um fogo de intensidade incomum.

Uma intensa fumaça cobriu novamente a estância balneária do norte de Lanton, a oeste de Marcheprime, município no epicentro do incêndio aproximadamente 30 km a oeste de Bordeaux, segundo uma equipe da AFP.

Nas áreas abertas, as chamas avançavam pelo limite de um campo usado como aceiro, enquanto os bombeiros lutavam contra o fogo sob calor intenso, agravado por faíscas e ventos incertos.

“É hoje que temos medo”, declarou à AFP Jérémy Presi, voluntário em um ponto improvisado de abastecimento de água.

Para ele, sair não é uma opção. “Os turistas podem pegar o carro e ir embora, mas aqui é nossa casa”, afirmou.

Um grupo de operários da construção chegou ao departamento vizinho de Charente-Maritime com um caminhão-tanque de 12 mil litros para ajudar a abastecer os veículos dos bombeiros.

“Pegamos todas as estradas possíveis para chegar até aqui”, disse à AFP.

“É preciso trabalhar duro”, concorda Jean-Claude Bonnet, voluntário em Bordeaux que se uniu aos esforços para apoiar os bombeiros, que já contabilizam 126 feridos.

“Tenho 67 anos e nunca vi algo assim. Estava na estrada vindo para cá e comecei a chorar”, contou.

Independentemente da evolução dos incêndios nos próximos dias em Gironde, no sudoeste da França, “o fogo vai continuar queimando por baixo da superfície por semanas, talvez até anos”, alertou à AFP o tenente bombeiro Cyril Venière.

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Irã rejeita conversas com EUA após anúncio de Trump sobre novas negociações

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O governo do Irã esclareceu que não está envolvido em negociações com os Estados Unidos, contrariando declarações do presidente Donald Trump, que havia comunicado o início de novas conversações na segunda-feira (3) com o objetivo de encerrar um conflito que já dura seis meses.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou em uma coletiva que as conversas atuais são mantidas apenas com Omã, visando assegurar a passagem pelo estratégico Estreito de Ormuz, ponto crítico para o trânsito comercial e energético.

A tensão entre Washington e Teerã persiste desde 28 de fevereiro, após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Apesar de períodos temporários de calma favorecidos por negociações diplomáticas, o conflito ressurgiu com maior intensidade no mês passado, elevando o risco de confrontos ainda mais severos.

Após ameaças de ataques agressivos proferidas por Trump, que considerava inclusive atingir instalações energéticas, o presidente americano recuou ao anunciar que um acordo estava em discussão, optando por retomar o diálogo.

Entretanto, o governo iraniano negou qualquer negociação direta com os Estados Unidos, destacando que as conversas são apenas com Omã para a definição de uma nova rota segura no Estreito de Ormuz, uma passagem vital para comércio global de petróleo e gás.

“Estamos trabalhando para concluir um entendimento que respeite os direitos soberanos de todas as nações envolvidas, assegurando nossos interesses e a segurança regional”, explicou o porta-voz iraniano.

Este estrito controle regional é uma das maiores barreiras para o fim das hostilidades, já que o Irã fechou o corredor tradicional e disparou contra embarcações comerciais que tentaram atravessar o local até então livre.

O presidente Trump declarou que as negociações focarão na situação do Estreito e na possível desnuclearização do Irã. O republicano enfatizou que o conflito inicial buscava conter o suposto programa nuclear militar iraniano, enquanto Teerã mantém que suas atividades nucleares são exclusivamente civis.

Trump também revelou que países aliados na região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar, solicitaram o adiamento dos ataques, que foram apontados como “os maiores desde a Segunda Guerra Mundial”.

Autoridades iranianas negam que tenham informado os Estados Unidos para evitar ataques contra si.

Apesar dos anúncios anteriores de acordos iminentes que fracassaram, inclusive com a tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, o controle sobre a rota permanece fortificado pelo Irã.

O preço internacional do petróleo reagiu negativamente, caindo mais de 5% na manhã seguinte ao anúncio das negociações.

O deputado iraniano Hassan Qashqavi, representante da Comissão de Segurança Nacional, ressaltou que mediadores tentam reviver um memorando de entendimento firmado em junho, que serviria como base para futuras negociações mais amplas, especialmente sobre o uso do Estreito.

“O ponto crucial deste momento é a questão do Estreito de Ormuz, e existe um intercâmbio de opiniões sobre isso”, afirmou Qashqavi.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian usou a rede social X para enfatizar o esforço para garantir que o inimigo honre os compromissos assumidos, aumentando a segurança nacional, regional e de seus aliados.

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Ataques ucranianos causam seis mortes na Rússia e Crimeia

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A ofensiva ucraniana resultou em seis fatalidades e deixou numerosos feridos na península da Crimeia, atualmente sob controle da Rússia, e na região de Krasnodar, no sul da Rússia, locais populares no período de verão, conforme informaram as autoridades russas nesta segunda-feira (3).

Segundo o chefe das autoridades locais nomeadas por Moscou, Sergei Aksionov, em mensagem no Telegram, “O adversário realizou um ataque noturno contra a República da Crimeia. Infelizmente, houve vítimas: três civis perderam a vida e há feridos”.

Outras três pessoas morreram devido à queda de destroços de um drone em uma localidade da região de Krasnodar, vizinha à Crimeia, no sul da Rússia.

O governador regional, Veniamin Kondratiev, informou que o ataque também causou 13 feridos, entre eles crianças, e expressou pesar pela tragédia. Segundo ele, as ações hostis atingiram estruturas civis.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa à Ucrânia, os confrontos têm se intensificado nos últimos meses em ambos os lados da linha de frente, resultando em um aumento significativo no número de vítimas civis.

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Encceja 2026: alunos podem acessar guia de redação

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Os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já têm disponível a Cartilha do Participante – Redação no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A prova ocorrerá em 23 de agosto, coincidente com a parte objetiva do exame regular no Brasil.

A cartilha explica as cinco habilidades avaliadas na redação, orienta sobre o processo de correção e destaca situações que podem causar nota zero.

O documento descreve o método de avaliação das redações, que são analisadas por pelo menos dois corretores independentes, e, caso haja divergência significativa nas notas, uma terceira correção é realizada.

A redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo escrito em português, com no mínimo cinco linhas, que trate do tema proposto na prova.

Recomenda-se que o candidato utilize a folha de rascunho para planejar e revisar seu texto antes de transcrever para a folha de redação definitiva.

A prova de redação é uma parte relevante da área de conhecimento de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física.

Para ser aprovado nessa área, o candidato precisa alcançar uma pontuação igual ou superior a 5 pontos na redação (que tem nota máxima de 10) e também atingir um mínimo de 100 pontos nas questões objetivas correspondentes.

O objetivo do guia é fornecer ao participante uma visão clara dos critérios de avaliação da redação, com exemplos práticos e explicações resumidas.

É importante destacar o uso da folha de rascunho para organizar as ideias e ajudar a preencher as 25 linhas exigidas na folha oficial de redação.

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