Conecte Conosco

Cultura

Maurício Silva expõe obras que conectam Recife e França

Maurício Silva, artista de Pernambuco, retorna ao Recife após viver vinte anos na França. Sua volta será celebrada com uma exposição individual que apresenta a relação entre esses dois locais, a partir de quinta-feira (10), às 18h, na Galeria Número, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A abertura contará também com uma performance comandada pelo próprio Maurício Silva, marcada para as 20h. A mostra, intitulada ALLER et RETOUR, expressão francesa que significa “ida e volta”, reunirá mais de 50 trabalhos, incluindo pinturas, gravuras, múltiplos e outras experimentações realizadas em diferentes fases de sua trajetória artística.

Desde 2005, Maurício Silva reside em Meudon, nas proximidades de Paris, mantendo um vínculo forte com Pernambuco, refletido em suas referências, materiais e vivências dos dois lados do Atlântico.

Um exemplo do acervo é um conjunto que surgiu a partir de antigos bilhetes de metrô e ônibus da França, que o artista guardou e pintou individualmente, formando composições abstratas. Outra parte da exposição apresenta o conjunto Eurocêntricas, gravuras eletrônicas criadas a partir de recortes de revistas francesas de arte, guardadas por Anne Furci, companheira do artista.

Vale destacar que essas gravuras são impressas em papel feito a partir de esterco de elefante, um material inusitado oriundo da França.

A mostra também inclui a obra Tampa de Crush, que revive a memória do antigo refrigerante popular no Nordeste, e os múltiplos Saco de Arte / Arte de Saco, produzidos como peças com preço mais acessível. “Nunca perdi minha identidade pernambucana”, declara Maurício Silva.

Durante sua estadia no Recife, ele também produzirá o curta-metragem Sirot e a Filosofia Batata, que planeja finalizar antes de voltar à França no final de setembro. O filme mistura humor, arte e filosofia, com cenas ambientadas em vários pontos do Recife e Olinda.

Serviço

Exposição ALLER et RETOUR
Local: Galeria Número (Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187 – Térreo – Boa Viagem, Recife)
Abertura: 10 de setembro, quinta-feira, às 18h

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

Escritora Maria Carolina Morais apresenta coleção de contos Boi Morto

Por

Uma celebração de aniversário. Tempestade e alagamentos. Veículos, detritos e árvores levadas pelas águas. No meio desse cenário, um boi que parece morto, mas com os olhos abertos, como se ainda estivesse vivo.

Esta é a premissa do livro Boi Morto (Cepe), escrito pela escritora Maria Carolina Morais. Esta é a segunda obra da autora e a primeira lançada pela editora pernambucana. O livro contém seis contos que descrevem situações comuns, porém de maneira invulgar.

O cenário de destruição e o boi entre os objetos arrastados pela enxurrada criam uma tensão entre a experiência pessoal e a paisagem em decadência, que permeia toda a atmosfera da obra, que será lançada neste sábado (26), às 14h, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), localizada no Derby.

Contos independentes e interligados

Organizado por vozes femininas, o livro apresenta histórias autônomas mas com conexões sutis entre personagens que reaparecem e se deslocam ao longo dos textos.

“Essas narrativas de Maria Carolina Morais, construídas com independência e delicada coesão, revelam uma voz sólida em um livro profundo e surpreendente”, destaca o editor da Cepe, Diogo Guedes.

Segundo ele, a autora desenvolve uma prosa com moderação, que destaca as facetas trágicas e cômicas do cotidiano.

Experiência pessoal da autora

Maria Carolina enfatiza que as mulheres centrais das histórias refletem suas próprias experiências.

A escritora comenta que essas personagens são pessoas que ela encontrou e que, de alguma forma, ressoam dentro dela. O protagonismo feminino não foi um plano prévio, mas sim algo que surgiu naturalmente durante o processo criativo.

“Acredito ser uma expressão corporal de uma vivência que consegui externalizar”, explica.

Sobre o livro

Com 184 páginas, os primeiros textos de Boi Morto começaram a ser escritos em 2020, durante a pandemia da Covid-19.

Em 2023, os últimos contos foram finalizados.

Os contos se passam também no Recife, mencionando locais reais como a Rua Padre Lemos, em Casa Amarela, e a Praça Fleming, na Jaqueira.

Em meio a enchentes, relações familiares, violência e recordações, o livro retrata uma cidade íntima e estranha, onde os personagens buscam soluções para suas vidas.

Sobre a autora

Maria Carolina Morais é escritora, tradutora, pesquisadora e professora. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui pós-graduação pela PUC-SP.

Além disso, é mestre e doutoranda em Teoria da Literatura pela UFPE.

Informações do lançamento

O lançamento do livro acontecerá no sábado (26), às 14h, na Fundaj (Derby), localizada na Rua Henrique Dias, 609.

O exemplar estará à venda por R$ 70 no evento.

Continuar Lendo

Cultura

Como nasce um perfume? Perfumista Veronica Kato explica o processo criativo

Por

Anualmente, no dia 21 de setembro, comemoramos o Dia do Perfumista. Este profissional, também chamado de “nez” (que significa nariz em francês), possui uma habilidade única para identificar diferentes notas aromáticas. Ele é o responsável por criar as fragrâncias diversas que tornam uma marca ou pessoa reconhecível pelo cheiro.

Quantas vezes você já associou uma lembrança a um aroma particular? O perfume é mais que um simples produto; é uma marca sensorial.

Conversamos exclusivamente com Veronica Kato, a perfumista chefe da Natura há 20 anos, que é a mente por trás das fragrâncias da empresa durante essas duas décadas. Aqui estão algumas curiosidades sobre sua profissão e sobre a criação dos cerca de 40 aromas lançados por ano pela grande empresa de perfumaria brasileira.

Kato é formada em farmácia bioquímica e destaca que a criação de um perfume pode partir tanto das qualidades das matérias-primas quanto da intenção de despertar sensações específicas.

Ela também ressalta que a Natura foi a primeira empresa brasileira a usar a ‘oud’, uma madeira rara árabe, que está muito em alta na perfumaria mundial desde cerca de 2017.

Início do processo de criação

“A inspiração geralmente vem de um conceito ou tema que queremos transmitir na nova fragrância. Às vezes, esse impulso nasce de um ingrediente. Por exemplo, recentemente combinamos ingredientes da Amazônia com os do Nordeste, misturando baunilha amazônica, brasileira e de Madagascar.”

Tendências na perfumaria

“Observamos a tendência gourmet, onde a baunilha é protagonista, misturando notas doces com salgadas, além do uso crescente de diferentes castanhas, como pistache e castanhas brasileiras.

Também há o retorno das flores, mas de maneira mais abstrata e criativa. Criamos perfumes que misturam, por exemplo, gardênia brasileira, jasmim da Índia, peônia dos EUA, flor do mel do México e paramela da Patagônia, uma combinação bastante inusitada.”

Criando fragrâncias para despertar emoções

“Sim, criamos fragrâncias pensando em provocar emoções específicas. Este ano, lançamos três perfumes da marca Humor chamados Amor Mood Booster, que querem estimular sentimentos como ânimo, confiança e boas energias. Usamos ingredientes cítricos como mexerica, bergamota, grapefruit, limão, além de rosa e notas amadeiradas.”

Testes das essências

“Fazemos testes às cegas em São Paulo e Pernambuco, utilizando um aparelho que capta a sensação imediata do usuário assim que ele sente o perfume, sem que ele tenha tempo de pensar muito. A primeira impressão é sempre a mais verdadeira.”

Dica da perfumista

Evite esfregar os pulsos ao aplicar o perfume, pois isso pode quebrar as moléculas da fragrância e alterar sua alquimia cuidadosamente planejada.

O que é preciso para ser perfumista

“O perfumista é treinado para memorizar milhares de aromas e acordes olfativos. Mesmo quando o olfato não está perfeito, ele consegue trabalhar por causa da experiência. No aprendizado, o perfumista estuda os clássicos e investiga as sensações que cada ingrediente pode transmitir, como notas florais, amadeiradas e frutadas.”

A evolução do perfume no corpo

“O perfume muda ao longo do dia no contato com a pele, pois suas notas aparecem em três fases: saída, corpo e fundo. É um processo de alquimia olfativa que evolui com o tempo.”

Continuar Lendo

Cultura

Força Aérea Brasileira procura helicóptero sumido em Santa Catarina com cantor Rick a bordo

Por

A Força Aérea Brasileira (FAB), a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina estão realizando buscas para localizar um helicóptero que possivelmente caiu na noite desta segunda-feira (21) na região de Urubici, na Serra do Estado.

As buscas estão concentradas na última localização conhecida do telefone celular de um dos passageiros. A equipe de comunicação da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave, acompanhado pelo empresário Bruno Avelar, por um cinegrafista da equipe de Avelar e pelo piloto.

Segundo a assessoria, o contato com o helicóptero foi perdido no início da tarde. As operações de busca estão concentradas na localidade de Vacas Gordas, onde os bombeiros receberam o alerta do desaparecimento.

Cerca de 20 bombeiros militares participam da missão, apoiados por veículos com tração nas quatro rodas para superar o terreno acidentado. As atividades enfrentam dificuldades devido às condições climáticas adversas em Santa Catarina.

A Força Aérea Brasileira, via Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), foi acionada para auxiliar na busca pela aeronave que partiu de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), conhecido como Salvaero Curitiba, está conduzindo as investigações e o planejamento para delimitar a área com maior possibilidade de encontrar o helicóptero.

Duas aeronaves especializadas em operações de busca e resgate, o Black Hawk (H-60) e o SC-105 Amazonas, estão engajadas na missão.

Continuar Lendo

Trending