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Livro da principal acusadora de Jeffrey Epstein alcança 1 milhão de cópias vendidas
Atenção: este texto aborda temas como abuso de substâncias, dependência química e transtornos mentais. Se você enfrenta dificuldades, no final do texto há informações sobre onde procurar auxílio.
O livro de memórias póstumo de Virginia Roberts Guiffre, uma das mais conhecidas denunciantes de Jeffrey Epstein, ultrapassou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos globalmente apenas dois meses após seu lançamento.
Intitulado Garota de Ninguém: Uma História de Sobrevivência Ao Abuso e de Luta Por Justiça, escrito em parceria com a jornalista Amy Wallace, a obra narra a trajetória de uma mulher que enfrentou com coragem a rede de abuso sexual criada por Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell.
De acordo com a editora americana Alfred A. Knopf, mais da metade das vendas ocorreu nos Estados Unidos. Publicado no início de outubro, o livro já conta com sua décima edição, após uma tiragem inicial de 70.000 exemplares. No Brasil, a publicação pela Objetiva está prevista para março.
Virginia Guiffre, que era advogada, foi vítima de tráfico humano promovido pelo financista americano Jeffrey Epstein ainda na adolescência. Ela também trouxe novamente à tona críticas contra o ex-príncipe Andrew, alegando ter tido relações sexuais com ele quando tinha 17 anos.
Seu depoimento reforçou pedidos para que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos libere documentos relacionados a Epstein, que se suicidou na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
Guiffre faleceu por suicídio na Austrália em abril, aos 41 anos.
Em comunicado divulgado pela AP, a família afirmou: “Este é um momento de sentimentos mistos para nós. Estamos muito orgulhosos de nossa irmã e do impacto que ela continua a exercer no mundo.”
Recentemente, deputados democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos divulgaram 19 imagens do acervo de Jeffrey Epstein, incluindo fotos do ex-presidente Donald Trump, do ex-presidente Bill Clinton e do príncipe Andrew.
Onde buscar apoio
Se você ou alguém que conhece está enfrentando sofrimento emocional, veja abaixo algumas opções de ajuda:
- Centro de Valorização da Vida (CVV): serviço gratuito que oferece apoio emocional 24 horas por dia, acessível por e-mail, chat no site ou pelo telefone 188.
- Canal Pode Falar: iniciativa do Unicef para ouvir adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, disponível via WhatsApp de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
- SUS: os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem atendimento para pessoas com transtornos mentais, incluindo unidades específicas para crianças e adolescentes. Em São Paulo, por exemplo, existem 33 Caps Infantojuvenis.
- Mapa da Saúde Mental: portal que disponibiliza informações sobre unidades de saúde e serviços gratuitos de atendimento psicológico presencial e online, além de materiais educativos sobre transtornos mentais.
Mundo
Sétimo suspeito preso por incidente perto de base militar britânica usada pelos Estados Unidos
A polícia antiterrorismo do Reino Unido deteve nesta terça-feira (6) o sétimo suspeito relacionado a um incidente ocorrido no final de setembro próximo à base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos retiraram as aeronaves que estavam estacionadas na base após o anúncio do então presidente Donald Trump de que a medida foi tomada devido a supostas ameaças ligadas ao Irã.
Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido no centro de Londres sob suspeita de planejar atos terroristas, segundo comunicado oficial da polícia britânica. Além disso, foram realizadas buscas em uma residência próxima.
Cinco homens, todos britânicos, foram presos no local do incidente no dia 27 de setembro. Um sexto suspeito, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foi detido em 1º de outubro.
Os seis primeiros detidos, todos com aproximadamente vinte anos, foram liberados sob fiança, o que gerou desaprovação do presidente Donald Trump.
A polícia foi acionada nas proximidades da base de Fairford após receber informações sobre três veículos suspeitos estacionados perto do aeródromo usado pelo Exército dos Estados Unidos na operação contra o Irã.
Em revista nos veículos, não foram encontrados explosivos, mas uma grande quantidade de gasolina foi apreendida.
Vicki Evans, coordenadora no combate ao terrorismo, afirmou que as equipes continuam investigando várias linhas para esclarecer o ocorrido na base de Fairford.
O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou na semana passada que há fortes evidências que apontam para o envolvimento do Irã no incidente.
As autoridades de Teerã negaram veementemente qualquer ligação com os suspeitos detidos.
No domingo, os Estados Unidos anunciaram a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.
Donald Trump afirmou na segunda-feira que havia ameaças e que os bombardeiros foram realocados para uma área próxima, sem grande distância.
O presidente adicionou que as autoridades americanas conhecem os responsáveis pelas ameaças, os quais estariam vinculados ao Irã.
Mundo
Ataque com faca mata aluna e fere sete em escola de Istambul
Uma adolescente tirou a vida de uma aluna e feriu outras sete nesta terça-feira (6) em um ataque com faca em uma escola localizada em Istambul, conforme informado pelo ministro turco da Educação, Yusuf Tekin.
“Perdemos uma das alunas” no incidente ocorrido pela manhã em uma escola no bairro Basaksehir, na região noroeste da cidade, declarou o ministro.
A polícia identificou a suspeita, uma jovem de 15 anos.
Segundo o Ministério do Interior da Turquia, uma das vítimas, Eslem Sare Bulut, faleceu apesar dos esforços médicos, enquanto as outras sete continuam hospitalizadas.
O governador de Istambul, Davut Gul, explicou que a agressora atacou indiscriminadamente e entrou na escola vestida com o uniforme escolar.
“Ela reside no mesmo bairro, porém frequenta outra escola”, acrescentou.
Este ano, o país foi impactado por dois ataques fatais em escolas ocorridos consecutivamente em abril.
Um deles envolveu um adolescente de 14 anos em Kahramanmaras, no sul da Turquia, que assassinou um professor e nove alunos de 10 e 11 anos antes de ser morto no local. Este ataque, considerado o mais grave em ambiente escolar no país, resultou na destituição do vice-ministro da Educação.
O outro evento ocorreu na província de Sanliurfa, no sudeste, um dia antes, quando um ex-aluno disparou contra pessoas na escola, ferindo 16, antes de cometer suicídio.
No mês passado, um jovem abriu fogo próximo a uma escola no oeste do país, ferindo 11 estudantes, três gravemente, antes de ser detido.
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Trump sugere sacrificar Los Angeles ou San Diego em conflito com Irã; autoridades reagem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a possível destruição de Los Angeles ou San Diego em um ataque durante o conflito com o Irã seria um sacrifício aceitável para garantir a segurança do país. A declaração foi feita na segunda-feira, 5, durante um comício em Grand Island, Nebraska.
Comentando sobre os impactos econômicos causados pela guerra, Trump disse que os americanos enfrentariam apenas um custo “pequeno” para manter a proteção nacional. Logo depois, mencionou diretamente as duas cidades na Califórnia.
“Eles poderiam destruir uma das cidades. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego. Este é um preço muito pequeno a pagar”, afirmou o presidente. Ele ainda acrescentou que o conflito está perto do fim e que a guerra se encerraria “de um jeito ou de outro”.
As declarações geraram uma reação rápida na Califórnia. O governador Gavin Newsom criticou a postura do presidente e condenou o fato de mencionar cidades do Estado como possíveis alvos estrangeiros.
“Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para a Califórnia, Donald Trump agora diz que nossos inimigos deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego”, publicou Newsom em suas redes sociais, classificando o presidente como “perturbado e perigoso”.
A crítica de Newsom está ligada à mobilização de tropas federais em Los Angeles durante protestos envolvendo políticas de imigração. O governador é um dos maiores opositores do presidente no Estado e já confrontou o governo federal sobre a presença militar.
A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também rejeitou a declaração. Segundo ela, as palavras do presidente podem colocar a cidade em perigo. “O presidente dos Estados Unidos sugeriu que um país estrangeiro ataque Los Angeles. Suas falas contra nossa cidade são perigosas e podem comprometer nossa segurança”, declarou.
Trump já havia afirmado que os efeitos econômicos da guerra, como a elevação dos preços de combustíveis e produtos, seriam necessários para proteger os EUA. Na segunda-feira, ele reforçou que os custos internos do conflito seriam mínimos e que a situação estava praticamente resolvida.
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