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Cultura

Lista de indicados ao Actor Awards 2026 é divulgada; Wagner Moura não está entre eles

O The Actor Awards, anteriormente conhecido como SAG Awards, revelou nesta quarta-feira, dia 7, os indicados para a 32ª edição do prêmio, realizado pelo Sindicato dos Atores dos Estados Unidos. Esta cerimônia é considerada uma das mais importantes dos Estados Unidos e serve como um dos principais indicativos para os Oscars.

O Wagner Moura, que poderia ter recebido uma indicação pela sua atuação em O Agente Secreto, não foi incluído na lista. Isso era esperado, já que o sindicato costuma priorizar indicações de atores americanos. Por exemplo, a atriz brasileira Fernanda Torres não foi indicada em 2025 por seu papel em Ainda Estou Aqui, e a alemã Sandra Hüller foi ignorada em 2023 por sua performance em Anatomia de uma Queda.

Além disso, o elenco do filme Valor Sentimental também não foi lembrado pela premiação, apesar de nomes como Stellan Skarsgård, Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas serem considerados fortes candidatos ao Oscar. Até a atriz norte-americana Elle Fanning, que participou da produção de Joachim Trier, ficou de fora das indicações.

A cerimônia acontecerá no dia 1º de março, 10 dias antes do Oscar, a partir das 22h (horário de Brasília), em Los Angeles, e será transmitida ao vivo pela Netflix. O ator Harrison Ford receberá o prêmio honorário Life Achievement Award em reconhecimento à sua carreira durante o evento.

Confira os indicados ao Actor Awards 2026

Cinema

  • Melhor Elenco de Filme: Frankenstein, Hamnet, Marty Supreme, Uma Batalha Após a Outra, Pecadores
  • Melhor Ator de Filme: Timothée Chalamet (Marty Supreme), Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Ethan Hawke (Blue Moon), Michael B. Jordan (Pecadores), Jesse Plemons (Bugonia)
  • Melhor Atriz de Filme: Jesse Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria), Kate Hudson (Song Sung Blue), Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra), Emma Stone (Bugonia)
  • Melhor Ator Coadjuvante de Filme: Miles Caton (Pecadores), Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra), Jacob Elordi (Frankenstein), Paul Mescal (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
  • Melhor Atriz Coadjuvante de Filme: Odessa A’zion (Marty Supreme), Ariana Grande (Wicked: Parte 2), Amy Madigan (A Hora do Mal), Wunmi Musaku (Pecadores), Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)

Televisão

  • Melhor Elenco de Série de Drama: A Diplomata, Landman, The Pitt, Ruptura, The White Lotus
  • Melhor Elenco de Série de Comédia: Abbott Elementary, O Urso, Hacks, Only Murders in the Building, O Estúdio
  • Melhor Ator de Série de Drama: Sterling K. Brown (Paradise), Billy Crudup (The Morning Show), Walton Goggins (The White Lotus), Gary Oldman (Slow Horses), Noah Wyle (The Pitt)
  • Melhor Atriz de Série de Drama: Britt Lower (Ruptura), Parker Posey (The White Lotus), Keri Russell (A Diplomata), Rhea Seehorn (Pluribus), Aimee Lou Wood (The White Lotus)
  • Melhor Ator de Série de Comédia: Ike Barinholtz (O Estúdio), Adam Brody (Ninguém Quer), Ted Danson (Um Espião Infiltrado), Seth Rogen (O Estúdio), Martin Short (Only Murders in the Building)
  • Melhor Atriz de Série de Comédia: Kathryn Hahn (O Estúdio), Catherine O’Hara (O Estúdio), Jenna Ortega (Wandinha), Jean Smart (Hacks), Kristen Wiig (Palm Royale)
  • Melhor Ator de Minissérie ou Filme para TV: Jason Bateman (Black Rabbit), Owen Cooper (Adolescência), Stephen Graham (Adolescência), Charlie Hunnam (Monstro: A História de Ed Gein), Matthew Rhys (O Monstro em Mim)
  • Melhor Atriz de Minissérie ou Filme para TV: Claire Danes (O Monstro em Mim), Erin Doherty (Adolescência), Sarah Snook (All Her Fault), Christine Tremarco (Adolescência), Michelle Williams (Morrendo Por Sexo)
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Cultura

Chocada com vídeo falso com meu rosto, diz Paolla Oliveira

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A atriz Paolla Oliveira expressou sua indignação sobre o uso da inteligência artificial (IA) para modificar suas imagens. Ela comentou: “Estas tecnologias aumentaram a exploração das mulheres. Elas são capazes de não apenas despir a pessoa digitalmente, como também colocá-la em situações constrangedoras ou de apelo sexual”, durante uma entrevista ao Fantástico exibida no último domingo, dia 2.

Recentemente, a artista utilizou suas redes sociais para denunciar a criação de deepfakes, onde a IA é usada para produzir vídeos com conteúdo sexual falsificado envolvendo sua imagem.

“Recebi um vídeo pornográfico falso, bem pesado, com o meu rosto. Você sabe que não é você, mas não tem controle para impedir… Fiquei em choque, pálida, com as pernas tremendo. Isso tomou uma dimensão que ultrapassou qualquer limite”, contou à emissora.

Um estudo do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou 198 anúncios fraudulentos com a imagem da atriz em um monitoramento de cerca de três meses. Entre eles, 191 redirecionavam para grupos de aplicativos de mensagens divulgando centenas de deepfakes pornográficos para venda.

A diretora do NetLab, Marie Santini, explicou: “Os criadores desses conteúdos falsos visam lucro e, neste processo, a plataforma também lucra por distribuir esse material aos usuários”.

Desde o ano anterior, uma legislação vigente aumentou as penalidades para crimes de violência contra a mulher que envolvem o uso de IA ou tecnologias que alterem imagens ou vozes das vítimas, buscando prevenir casos de deepfake.

Recentemente, o Senado aprovou uma proposta que endurece as punições para crimes sexuais contra crianças que envolvam o uso de inteligência artificial, embora o texto ainda aguarde a sanção presidencial.

Paolla desabafou: “Gostaríamos de ver leis mais rígidas sobre isso. Houve algum avanço, porém não acompanhou a velocidade da tecnologia”.

Ela também salientou a importância de promover a confiança das mulheres para que não se sintam culpadas ou envergonhadas por imagens falsas que não representam a sua verdade.

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Cultura

Lucas Barros, influenciador de Pernambuco, lança seu primeiro livro sobre abandono e morte

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Ariano Suassuna chamava a morte de Caetana, retratada por ele ora como “moça”, ora como “onça”. Inspirado talvez por essa memória cultural nordestina, o pernambucano Lucas Barros batizou seu protagonista de “Amanhã Eu Morri Sozinho” como Caetano.

O romance aborda temas urgentes como abandono paternal, gordofobia e homofobia, mas a morte permeia toda a narrativa. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro será lançado no Recife na terça-feira (4), às 19h, na Livraria Leitura do Shopping RioMar, com bate-papo e sessão de autógrafos.

“Escrever sobre a morte foi inevitável, pois é o maior mistério da humanidade para mim. Embora tenha lido muitos livros sobre o tema, não encontrei nenhum que tentasse aproximar a morte de nós, talvez para disfarçar o medo dela”, conta Lucas Barros em entrevista à Folha de Pernambuco.

Memórias e ficção

Nas 256 páginas, acompanhamos a vida de Caetano, um garoto do interior de Pernambuco criado só pela mãe. A ausência do pai impacta várias áreas de sua vida, enquanto ele aprende sobre seu corpo e descobre sua sexualidade.

O livro não é autobiográfico, mas Lucas admite ter usado memórias pessoais. “É difícil separar completamente o autor da obra, pois nossas vivências influenciam sempre o que escrevemos”, reflete o escritor. A conexão mais forte com seu personagem está no cenário:

“A primeira parte se passa em Garanhuns, minha cidade natal, que moldou muito minha identidade. Revivi lembranças da escola, transformando-as em ficção ao extremo”, explica.

Romance LGBTQIAPN+

O mercado literário brasileiro está em alta com romances LGBTQIAPN+ para jovens adultos. Lucas Barros afirma que seu livro também trata de relacionamentos homoafetivos, mas de maneira diferente dos títulos populares:

“Acho importante esse crescimento, mas muitas vezes essas obras não exploram as nuances das relações LGBTQIAPN+. Quero mostrar a complexidade de duas pessoas em um relacionamento, não só a sexualidade. Minha intenção é provocar mais que isso.”

Do digital para o papel

Formado em Comunicação Social pela UFPE, Lucas Barros era já um entusiasta da literatura antes de se tornar escritor. Com mais de 500 mil seguidores no Instagram, TikTok e YouTube, ele produz conteúdo literário há cerca de seis anos.

Acostumado a entrevistar autores, ele agora experimenta o outro lado. Em julho, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro, falando sobre seu livro.

“Apesar do contato com meus seguidores, ser autor é diferente. O escritor parece mais distante, mas tem o poder de tocar lugares íntimos através do livro, mais do que um post no Instagram”, comenta.

Informações do lançamento

Livro: Amanhã Eu Morri Sozinho, de Lucas Barros

Data: terça-feira (4), às 19h

Local: Livraria Leitura do Shopping RioMar – Av. República do Líbano, Pina, Recife

Entrada: gratuita

Contato: (81) 98219-3196

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Cultura

Mário Hélio assume vaga na Academia Paraibana de Letras

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O escritor e jornalista Mário Hélio assumiu na última sexta-feira (31) seu posto como membro da Academia Paraibana de Letras, marcando mais de quarenta anos dedicados à literatura, jornalismo cultural, história e antropologia. Ele agora ocupa a Cadeira nº 15, anteriormente de Francisco Pereira da Silva Júnior. A cerimônia foi no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.

Eleito em abril, Mário Hélio ingressa na principal instituição literária da Paraíba após uma carreira de destaque nacional. Com grande parte de seu trabalho realizado em Pernambuco, mantém forte ligação com a cultura paraibana, tema central em seu recente livro “Mosaico Paraibano”, uma coletânea de ensaios sobre escritores, artistas e personalidades que ajudaram a formar a identidade cultural da Paraíba. Este livro foi lançado na própria Academia pouco antes de sua eleição, fortalecendo seus laços com a instituição.

Trajetória

Nascido em 1965 em Sapé, na Zona da Mata paraibana, Mário Hélio iniciou sua carreira literária cedo. Com menos de 20 anos, ganhou o Prêmio Literário Cidade do Recife de poesia, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Livrório/Opus Zero, em 1995. Desde então, sua obra abrange poesia, ensaio, crítica literária e de arte, biografia, história cultural e antropologia.

Formado em Comunicação Social, mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, Mário Hélio também atua como professor, pesquisador e editor, dedicando-se especialmente às relações entre literatura, memória, religiosidade e cultura popular.

Na imprensa cultural, é uma referência importante, tendo colaborado na criação e fortalecimento de publicações renomadas como as revistas Massangana, Continente e Pernambuco, reconhecidas pela qualidade editorial e cobertura cultural.

Desempenhou cargos na administração pública cultural, incluindo diretor de Cultura da Fundaj e atualmente é superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, que lidera políticas públicas de edição e difusão do livro no Nordeste.

Seu trabalho intelectual inclui dezenas de publicações que transitam entre história e literatura. Obras de destaque incluem O Recife melhor do que Paris, um poema-retrato do Recife dos anos 80/90; Brasil Profundo, Espanha Negra, pesquisa sobre manifestações religiosas; Cícero Dias – Uma vida pela pintura; e A História Íntima de Gilberto Freyre, estudo profundo sobre o sociólogo.

Inclui também estudos sobre escritores como João Cabral de Melo Neto, entre outros artistas e intelectuais brasileiros, sempre com rigor documental e linguagem acessível, sendo um divulgador importante da história cultural brasileira. Participa de instituições nacionais e internacionais dedicadas à literatura, pesquisa e memória cultural.

Em 2023, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, tornando-se um dos poucos escritores a integrar simultaneamente academias literárias de estados diferentes.

A eleição e posse foram vistas como reconhecimento de uma carreira multifacetada. Recebido pelo acadêmico Francisco de Sales Gaudêncio, da Cadeira nº 18 da APL, Mário Hélio representa a ligação entre tradições literárias da Paraíba e Pernambuco, que ao longo do século XX compartilharam projetos, revistas e movimentos culturais que construíram o Nordeste como polo intelectual nacional.

Discursos na Cerimônia

Durante a cerimônia, os discursos enfatizaram a literatura como meio de preservar e construir memória. No discurso de acolhida, Sales Gaudêncio destacou a trajetória de Mário Hélio que transcende a literatura, envolvendo pesquisa, jornalismo e preservação cultural.

Enfatizou o retorno do novo membro à Paraíba como um reencontro com suas raízes e a importância da Academia Paraibana de Letras: “Entrar nesta Casa é receber uma herança e assumir um compromisso. Cada cadeira conta uma história, cada patrono representa uma tradição e cada acadêmico integra uma comunidade que vai além do presente. Aqui convivem vivos e mortos; os escritores e aqueles que deixaram de escrever, mas continuam falando por meio de suas obras.”

Mário Hélio, por sua vez, desviou o foco da homenagem pessoal para uma reflexão sobre o tempo, símbolos e a responsabilidade coletiva ao entrar na academia: “Ao ser eleito, o novo integrante deve aceitar as responsabilidades em prol do coletivo. Sem isso, ingressar numa academia seria apenas uma confirmação de egos.”

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