Notícias
Lei aumenta cargos da diretoria da OAB
Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício, sancionou nesta terça-feira (22) a lei que expande o número de cargos na diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), altera o título do secretário-geral adjunto e permite que os Conselhos Seccionais criem diretorias regimentais temporárias.
A nova legislação modifica o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906, de 1994), incorporando cargos adicionais à diretoria do Conselho Federal da entidade.
O núcleo executivo da OAB Nacional agora conta com sete cargos: corregedor-geral, diretor tesoureiro, diretor administrativo e diretor executivo, sendo que estes dois últimos substituem o secretário-geral adjunto.
Permanece inalterada a manutenção dos cargos de presidente, vice-presidente e secretário-geral, funções exercidas de forma voluntária e sem remuneração.
A iniciativa para a mudança dos cargos da diretoria da OAB teve início no Congresso Nacional com o Projeto de Lei 1.743/2024, que foi aprovado na Câmara dos Deputados e depois no Senado em 2 de setembro, antes de ser sancionado pelo presidente.
A OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil representa oficialmente os profissionais da advocacia no país. A entidade é responsável por regulamentar o exercício da profissão, fiscalizar e selecionar os advogados através de exame próprio.
Presidente interino
Geraldo Alckmin sancionou a lei como presidente em exercício, já que Luiz Inácio Lula da Silva estava em Nova York. Na mesma data, Lula participou da abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU e está previsto para retornar ao Brasil ainda nesta noite.
Economia
Ibovespa sobe aos 187 mil pontos com petróleo em queda após falas de Trump
A redução dos preços do petróleo tem aliviado a pressão sobre a inflação global, o que animou os investidores e impulsionou o Ibovespa para um fechamento positivo de 0,44%, alcançando 187.422,92 pontos, próximo à máxima do dia, 187.671,74 pontos. O volume financeiro movimentado foi de R$ 22 bilhões e, no acumulado de setembro, o índice já registra alta de 5,64%, e no ano, de 16,3%.
O petróleo registrou sua quinta queda consecutiva, despencando para abaixo dos US$ 100, com o barril Brent cotado a US$ 99,25, queda de 1,09%. Essa redução estimula os investidores a optarem por ativos de maior risco, pois o preço mais baixo do barril reduz preocupações com a inflação e diminui a expectativa de aumento expressivo dos juros, principalmente nos Estados Unidos.
Esse movimento ocorreu em paralelo às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou haver um fluxo maior de petróleo no Golfo Pérsico e destacou uma reunião produtiva da delegação americana na Assembleia Geral da ONU com representantes do Irã. Na reta final do pregão, o presidente norte-americano declarou que o Irã “vai fazer algo de bom”.
Daniel Miraglia, economista-chefe do Integral Group, explica que a possibilidade de um acordo de curto prazo promovido por Trump para aliviar os preços do petróleo empolga o mercado. Um petróleo abaixo de US$ 80 contribui para reduzir o prêmio das Treasuries, mantendo o título de 10 anos abaixo de 5%. Entre US$ 80 e US$ 90 o cenário se mantém equilibrado, mas acima de US$ 100, o impacto é inflacionário, pressionando as taxas de juros americanas e aumentando a possibilidade de uma política monetária mais rígida.
No cenário interno, os investidores permanecem atentos às novidades no campo eleitoral, aguardando pesquisas que possam confirmar, ou não, o crescimento nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL). Atualmente, ele está em empate técnico com o presidente Lula (PT) nas pesquisas, e a expectativa de uma alternância no poder e uma política fiscal mais rigorosa têm estimulado maior apetite por risco na renda variável.
Matheus Spiess, economista e estrategista da Empiricus, ressalta que o mercado ainda espera um desfecho para o conflito entre EUA e Irã. Se houver negociações que levem à normalização das relações no Oriente Médio ou surgirem pesquisas eleitorais que indiquem uma maior probabilidade de ajuste fiscal, o cenário pode favorecer a bolsa. Até lá, é esperado que os movimentos sejam mais cautelosos.
Brasil
Renan Santos fala sobre gasto de tempo com mercado financeiro e dificuldade para obter apoio
Renan Santos, candidato à presidência da República pelo partido Missão, comentou que dedicou tempo conversando com representantes do mercado financeiro nas primeiras semanas da campanha, mas enfrentou dificuldades para obter apoio financeiro. Em entrevista ao podcast RedCast na terça-feira (22), ele declarou que ninguém estava disposto a contribuir financeiramente com sua campanha.
Ele explicou que, tradicionalmente, existem eventos de campanha organizados por associações, federações e bancos que recebem ampla cobertura da imprensa. Contudo, Renan Santos destacou que esses eventos não resultaram em financiamentos para sua campanha.
“Esquece esses eventos, ninguém dá dinheiro”, afirmou. Ele acrescentou que, diante da falta de apoio financeiro, preferiu focar em divulgar suas propostas diretamente, sugerindo aos interessados que lessem seu livro para entender suas ideias.
O candidato também mencionou que se arrependeu de não ter seguido sua intuição inicialmente, que era viajar por diferentes cidades desde o começo da campanha para se aproximar do eleitorado. Na última semana, ele começou uma jornada por sete estados com esse objetivo.
Notícias
Renan Santos relata esforço sem apoio do mercado financeiro: ‘Ninguém dá dinheiro’
O candidato à presidência da República Renan Santos (Missão) revelou que dedicou tempo conversando com o mercado financeiro nas primeiras semanas de sua campanha, porém, encontrou pouco apoio financeiro. Segundo ele, esses encontros tradicionais com associações, federações e bancos, que costumam atrair a atenção da imprensa, não resultaram em doações. “Ninguém dá dinheiro”, afirmou durante uma entrevista no podcast RedCast na terça-feira (22).
Renan Santos explicou que, diante da falta de contribuições financeiras nesses eventos, ele preferiu indicar que os interessados conhecessem suas propostas por meio de seu livro. Ele descreveu que tentou apresentar seu plano ao mercado financeiro, mas não recebeu apoio e decidiu seguir seu próprio caminho. “Se não colou junto, tchau!”, declarou.
O candidato também confessou sentir que talvez tivesse feito melhor se tivesse seguido seu instinto inicial, viajando de cidade em cidade para se aproximar do eleitorado desde o começo da campanha. Recentemente, ele iniciou uma caminhada por sete estados, buscando contato direto com as pessoas para apresentar suas ideias.
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