Esporte
Judocas Russos poderão competir com bandeira e hino do país
Os judocas russos poderão voltar a participar das competições usando a bandeira nacional e com o hino oficial, anunciou nesta quinta-feira (27) a Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês). Até o momento, eles só podiam competir como atletas neutros, devido à invasão da Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022.
“O Comitê Executivo da IJF votou para permitir que os atletas russos retornem a competir sob sua bandeira nacional, com o hino e o emblema”, afirmou a federação em comunicado.
A medida será aplicada já no Grand Slam de Abu Dhabi, que terá início nesta sexta-feira (28).
A Federação Russa celebrou essa decisão histórica. Serguei Soloveichik, presidente da federação, agradeceu à IJF pela determinação justa e corajosa, destacando que o judô internacional foi o primeiro a tomar essa decisão, mantendo os valores humanitários e mostrando capacidade de agir para o bem comum.
A IJF se destacou no começo do conflito, em fevereiro de 2022, ao não apoiar a proibição total sugerida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que foi seguida pela maioria das entidades esportivas. Somente em setembro de 2022 os atletas russos e bielorrussos foram excluídos das competições.
Em 2023, acolhendo uma recomendação do COI, a federação permitiu que esses atletas competissem sob uma bandeira neutra, o que levou ao boicote da equipe ucraniana no Mundial de Doha.
Desde então, os judocas russos usavam as inscrições “AIN” em seus quimonos, que significam “Atletas Independentes e Neutros”, e durante as cerimônias protocolares, o hino e a bandeira da IJF substituíam os nacionais.
Em junho, os atletas bielorrussos foram reintegrados completamente, com direito à bandeira e hino, no Mundial realizado em Budapeste.
Fortalecendo o torneio
Considerando principalmente a readmissão completa dos atletas bielorrussos, a IJF decidiu que agora é o momento adequado para permitir que os judocas russos participem nas mesmas condições, explicou a federação internacional. Vale destacar que Vladimir Putin, presidente da Rússia e grande entusiasta do judô, foi por muito tempo presidente honorário da IJF.
A federação destacou que a Rússia é uma potência tradicional no judô, e o retorno total dos atletas deve fortalecer a qualidade das competições, respeitando os princípios de justiça, inclusão e respeito da IJF. Também ressaltou que os esportistas não devem ser responsabilizados pelas decisões políticas de seus governos ou entidades nacionais.
Em uma publicação no Telegram, o ministro russo dos Esportes ressaltou que o judô é uma das modalidades preferidas dos russos, com cerca de 500 mil praticantes regulares.
Em outubro de 2022, a Federação Internacional de Boxe (IBA, na sigla em inglês) já havia permitido que atletas russos e bielorrussos competissem com seus símbolos nacionais, embora a IBA tenha sido posteriormente afastada do cenário olímpico pelo COI devido a problemas de governança e outras questões.
Esporte
Santos deve pagar quase 20 milhões ao Cuiabá
O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá.
Esse montante corresponde a uma dívida referente à compra do zagueiro Joaquim pelo clube paulista, em 2023, e à participação do Cuiabá na revenda do atleta ao Tigres, do México, em 2024.
Em comunicado, o clube mato-grossense solicitou o pagamento imediato e destacou débitos de outros times, como o Corinthians e o Grêmio.
“O Cuiabá acolhe a decisão com respeito, porém sem alívio. A sentença não resolve falta de salário. O que o clube deseja agora é a quitação imediata. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá registra desde já que não aceitará pacificamente manobras e recursos judiciais usados apenas para adiar o que está pendente há quase dois anos”, afirmou trecho do comunicado.
Segundo o Cuiabá, um acordo foi firmado para o pagamento em cinco parcelas, mas o Santos quitou somente a primeira parcela. O processo tramitava desde maio de 2025 na CNRD.
Nota oficial do Cuiabá informa que, nesta data, a CNRD da CBF determinou que o Santos Futebol Clube deve pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá.
A dívida decorre da compra do zagueiro Joaquim pelo Santos em fevereiro de 2023, e da participação do Cuiabá na venda subsequente do jogador para o Tigres, do México.
A última parcela venceu em janeiro de 2025. Para facilitar o acerto, o Cuiabá renegociou e abriu mão de parte relevante do crédito. Mesmo assim, o Santos pagou apenas a primeira das cinco parcelas novas. O Cuiabá recorreu à CNRD em maio de 2025, e a decisão demorou dezesseis meses para ser emitida.
O Cuiabá recebe a decisão com respeito, mas ressalta que sentença não substitui salários atrasados. O clube espera o pagamento imediato.
O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixou claro que não aceitará atrasos e manobras processuais que só visam postergar o que é devido há quase dois anos.
O histórico recente é preocupante: em cobranças feitas pelo Arouca e pelo Mônaco junto à FIFA, o Santos só quitou as dívidas após sofrer punição com transfer ban, mesmo já estando condenado meses antes. Nesse mesmo período, continuou realizando contratações.
O caso do Santos não é isolado:
- Corinthians: dívida pela venda do volante Raniele foi incluída pela própria CNRD em plano coletivo com 24 parcelas trimestrais, até 2031, corrigidas pela inflação e sem juros, o que é bastante favorável ao devedor e severo para o credor. Mesmo assim, a parcela vencida em 17 de julho permanece em aberto.
- Sport: deve cerca de R$ 6 milhões pela venda do lateral Matheus Alexandre.
- Grêmio: o Cuiabá aguarda julgamento sobre a inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 900 mil em plano coletivo de pagamento.
Outros clubes também possuem débitos menores.
Somando, os créditos do Cuiabá contra times brasileiros ultrapassam R$ 40 milhões.
Esporte
Perito afirma em testemunho que Maradona sofreu morte súbita com suspeita de Covid-19
Pablo Ferrari, perito oficial envolvido no julgamento da morte de Diego Armando Maradona, declarou que é impossível descartar que o ex-jogador tenha falecido devido à Covid-19, classificando o evento como uma morte repentina.
Ele também refutou a versão que indicava que o ídolo argentino teria vivido cerca de 12 horas de sofrimento antes de sua morte, conforme reportado pelo jornal argentino Clarín.
Ferrari foi a última testemunha a ser ouvida no segundo julgamento sobre a morte de Maradona, e seu depoimento era muito aguardado no processo.
Segundo Ferrari, a Covid-19 pode levar a uma evolução rápida e causar morte em algumas horas apenas.
Perito discorda de versão de longa agonia
Analisando exames feitos ao longo dos últimos anos por Maradona, o perito afirmou não ter encontrado sinais que exigissem atendimento médico emergencial baseado em indicadores de função hepática, com resultados normais em 2018, leve piora em 2019 e alterações em 2020, ainda sem necessidade de emergência.
Ele explicou que o acúmulo de líquido nos pulmões aconteceu em um período curto, entre minutos e poucas horas, levando a um edema pulmonar agudo que causou sufocamento e parada cardíaca.
Ferrari enfatizou que a agonia final foi breve, não sustentando academicamente a hipótese de longas horas de sofrimento.
Confronto durante o interrogatório
Durante as questionamentos feitos pela acusação, comandados pelo fiscal-geral adjunto de San Isidro, Patricio Ferrari, houve tensões, incluindo dúvidas sobre a experiência do perito, que não é cardiologista, mas ressaltou ter vasta experiência pericial.
Também foi mencionada sua atuação em outro processo que divergia das conclusões médicas convencionais, gerando debate acalorado entre advogados e o tribunal.
Leitura parcial do laudo
Quando questionado, Pablo Ferrari admitiu não ter lido todo o relatório, pois partes estavam ilegíveis, e declarou que não avaliou conteúdos que não entendeu, o que surpreendeu o juiz responsável.
Julgamento se aproxima do fim
Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no julgamento que já soma 44 audiências e ocorre no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, composto pelos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón.
As alegações finais das partes acusadoras estão programadas para os dias 8, 13 e 14 de outubro, e as defesas terão seus momentos nos dias 20, 21 e 22 do mesmo mês. A próxima fase do julgamento está agendada para 29 de setembro, quando os acusados poderão apresentar seus depoimentos.
O depoimento do perito trouxe uma visão distinta da Junta Médica oficial, apontando para uma morte súbita e não descartando a possibilidade da Covid-19 como causa, embora essas conclusões estejam sujeitas à avaliação do conjunto das provas.
Esporte
Veja os clubes do futebol brasileiro com mais jogadores estrangeiros
A partir do próximo ano, o futebol brasileiro passará por uma alteração significativa no número de atletas estrangeiros permitidos em partidas oficiais. Em acordo firmado na última segunda-feira (21) entre os clubes e a CBF, foi decidido que a quantidade atual de nove jogadores estrangeiros relacionados será reduzida gradualmente, até o limite de cinco atletas em 2030.
Essa mudança, aprovada pela maioria dos times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, teve como exceção os clubes Bahia, Flamengo e Londrina, que se posicionaram contrariamente à proposta.
Em 2023, 146 jogadores estrangeiros participaram do Brasileirão, de um total de 159 registrados para jogar. A diminuição da cota será escalonada para minimizar o impacto imediato nos elencos: oito atletas em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco no ano de 2030. Com a única exceção do Mirassol, todos os demais 19 clubes da Série A contam com jogadores estrangeiros.
Entre as equipes paulistas, o Palmeiras lidera com oito jogadores estrangeiros em seu plantel, destacando-se Gustavo Gómez, um dos mais antigos, presente desde 2018. Já Corinthians e São Paulo possuem sete atletas estrangeiros cada um, enquanto o Santos tem seis.
Na temporada atual, o Athletico-PR, o Botafogo e o Vasco apresentam os maiores números de jogadores estrangeiros. O Botafogo, por exemplo, conta com 11 atletas, incluindo o recém-contratado Hakim Ziyech, que participou da Copa do Mundo defendendo Marrocos.
Lista de jogadores estrangeiros por clube
- Athletico-PR (11): Carlos Terán, Aguirre, Portilla, Alejandro García, Mendoza, Kevin Viveros, Kerwin Vargas e Jorge Rivaldo (Colômbia); Benavídez, Lucas Esquivel, Bruno Zapelli (Argentina)
- Atlético-MG (9): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Tomás Cuello e Tomás Pérez (Argentina); Cassiera e Kevin Castaño (Colômbia), Mamady Cissé (Guiné) e Thiago Borbas (Uruguai)
- Bahia (8): Sanabria, Román Gómez, Lautaro López, Guido Herrera e Alejo Véliz (Argentina); Nicolas Acevedo e Michel Araújo (Uruguai); Marco Moreno (Espanha)
- Botafogo (11): Mateo Ponte, Lucas Monzón, Lucas Villalba (Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina, Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Hakim Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá)
- Red Bull Bragantino (8): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia), Sosa (Uruguai); Sant’Anna, Guzmán Rodríguez (Uruguai), Isidro Pitta (Paraguai), Hurtado (Equador)
- Corinthians (7): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); Memphis (Holanda)
- Coritiba (7): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia) e Josué (Portugal)
- Cruzeiro (9): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero, Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador) e Peralta (Paraguai)
- Chapecoense (5): Borrero (Colômbia), Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi (Uruguai); Bolasie (RD Congo) e Kevin Ramírez (Uruguai)
- Flamengo (10): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz, Varela (Uruguai); Pulgar (Chile), Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia), Plata e Valencia (Equador)
- Fluminense (9): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán, Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela)
- Grêmio (10): Krovinovic (Croácia), Enamorado (Colômbia), Nardoni e Pavón (Argentina), Jovane Cabral (Cabo Verde), Noriega (Peru), Amuzu (Bélgica), Balbuena e Villasanti (Paraguai), Braithwaite (Dinamarca)
- Internacional (10): Rochet (Uruguai), Maripán (Chile), Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre, Villagra (Argentina), Benjamin (Gana), Carbonero (Colômbia) e Sanabria (Paraguai)
- Palmeiras (8): Emiliano Martínez e Piquerez (Uruguai); Barboza, Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); Jhon Arias (Colômbia)
- Remo (6): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Camarões); Catarozzi e Tassano (Uruguai) Picco (Argentina) e Galeano (Paraguai)
- São Paulo (7): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Diaz (Argentina), Buta (Angola), Bobadilla (Paraguai)
- Santos (6): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); Miguelito (Bolívia)
- Vasco (11): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colídio, Lescano, Sosa e Spinelli (Uruguai); Nuno Moreira (Portugal)
- Vitória (6): Brítez, Pochettino, Martínez, Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); Laquintana (Uruguai)
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