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Renan Santos destaca papel essencial do jornalismo independente no caso Banco Master

O candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), declarou nesta terça-feira (22) que o jornalismo independente desempenhou um papel essencial na divulgação dos fatos relacionados ao caso Banco Master. Durante sua entrevista ao Jornal da Record, ele também defendeu uma reforma no sistema judiciário e fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Renan Santos, “o jornalismo independente teve uma função crucial no esclarecimento do caso Banco Master”, ao ser questionado sobre as revelações envolvendo membros do Judiciário e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O candidato criticou o STF, afirmando que “alguns ministros atuam em defesa de criminosos”. Ele pediu mudanças no Judiciário, propondo maior rigor e responsabilidade para os integrantes da Corte quando houver suspeitas de irregularidades, e ressaltou que políticos deveriam ter autonomia para julgar ministros que, conforme suas palavras, “estariam envolvidos em negócios suspeitos”.

As investigações sobre o Banco Master, juntamente com mensagens interceptadas pela Polícia Federal, indicaram contatos de Vorcaro com membros dos Três Poderes. Reportagens mostraram encontros e relações do ex-banqueiro com autoridades, enquanto essas figuras públicas apresentam versões divergentes e, em alguns casos, negam irregularidades.

Renan Santos também fez críticas à atuação do Senado. Ele afirmou que “STF e senadores estão envolvidos em escândalos semelhantes”. Referindo-se ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e Vorcaro, mencionou que ambos “eram amigos e apareceram juntos em fotografias”.

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro participou de uma reunião na residência oficial do Senado em agosto de 2025, embora não tenha identificado nominalmente Alcolumbre como presente. Davi Alcolumbre já enfrentou acusações relacionadas ao ex-banqueiro, porém negou qualquer recebimento de valores e classificou as alegações como inverídicas.

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Brasil

Previdência mostra contradição ao anunciar fim da fila do INSS, avalia diretor da IFI

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O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, Marcus Pestana, destacou que a alegação da equipe econômica sobre uma folga nas despesas com Previdência contrasta com o anúncio do governo de que a fila de espera para concessão de benefícios do INSS foi zerada, sendo que em fevereiro essa fila ultrapassava 3 milhões de pedidos.

“É aguardado o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias desta semana. Ainda assim, estrategicamente, permanece essa troca de informações contraditórias, mas o resultado fiscal efetivo está longe do necessário para estabilizar a dívida e propiciar a redução dos juros,” disse Pestana à Broadcast. A IFI estima que o superávit primário necessário deveria ser de 2% do PIB, aproximadamente R$ 260 bilhões. “O que temos são supostos espaçamentos na ordem de R$ 19,6 bilhões, considerando tolerâncias e descontos em despesas para cumprimento da meta fiscal,” criticou.

Na segunda-feira (21), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento atual, possibilitando o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, como anunciado recentemente.

Pestana comenta que o governo habitualmente mantém uma margem em despesas, como em pessoal, e observa que a receita do petróleo, beneficiada pela continuidade do conflito no Irã, contribuiu para ampliar o espaço fiscal.

Em entrevista ao portal G1, Moretti ressaltou quedas nas projeções referentes às despesas previdenciárias, BPC, gastos com pessoal e subsídios, com a maior redução ocorrendo nos benefícios previdenciários, em cerca de R$ 11,5 bilhões.

O Ministério da Previdência utiliza dois principais critérios para afirmar que a fila do INSS está zerada: o tempo médio de concessão, que foi de 34 dias em agosto, e a consideração da capacidade do INSS em analisar novos pedidos, chamado de fluxo de atendimento. Em agosto, o número de pedidos iniciais pendentes ficou abaixo dos novos pedidos recebidos, o que é interpretado como um fluxo equilibrado.

Contudo, mesmo reconhecendo melhorias na gestão da fila, especialmente após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, especialistas questionam a declaração oficial, já que o aumento dos indeferimentos pode provocar o retorno do acúmulo nos próximos meses.

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Brasil

Eleição é contra milícia, diz Edinho Silva e chama para mobilização nacional

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (22) que a eleição presidencial deste ano é uma disputa entre fortalecer as instituições e quem lidera milícias, referindo-se ao senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL).

O pronunciamento aconteceu durante uma plenária de mobilização do PT em São Paulo. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB); do candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad; da candidata ao Senado pela chapa, Marina Silva (Rede), além de líderes de movimentos sociais.

Edinho ressaltou que a eleição está sendo disputada com a liderança das milícias no Rio de Janeiro e que o país precisa decidir se quer fortalecer as instituições ou trazer para o Brasil os mesmos problemas do Rio de Janeiro. Ele também elogiou o trabalho do governador Ricardo Couto no Rio de Janeiro, destacando a importância de apoiar sua gestão para recuperar a força institucional do estado.

Ao reforçar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva destacou os avanços econômicos da atual administração federal e o fortalecimento da democracia, mencionando que do outro lado estão aqueles que tentaram dar um golpe, não aceitam o resultado eleitoral e planejaram o morte de Lula.

Por fim, Edinho convocou militantes e simpatizantes a participarem de uma mobilização nacional em apoio a Lula no próximo domingo, dia 27. Ele disse: “Quero que a partir de amanhã possamos organizar uma mobilização nacional para o dia 27, para mostrar nossa força, nossa capacidade de luta, e provar que somos brasileiros que vão vencer a milícia, o fascismo e o autoritarismo”.

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Brasil

Cristiano Zanin é escolhido relator para ação que obriga Alcolumbre a instalar CPI do Master

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi selecionado nesta terça-feira (22) como relator do processo iniciado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A ação busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a proceder com a leitura do pedido para formar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a relação de ministros do STF com o escândalo do Banco Master.

Na sua solicitação ao STF, Vieira defende que a decisão de criar a CPI não cabe a Alcolumbre, pois todos os critérios foram cumpridos – isto é, o apoio de um terço dos senadores, um fato determinado e o prazo estabelecido. Ele cita como precedente a ordem da Corte que obrigou o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a instalar a CPI da Pandemia em 2021.

Com base nisso, o senador requer que o Supremo imponha a Alcolumbre que, no prazo de 48 horas ou na primeira sessão plenária seguinte, faça a leitura do pedido e tome as medidas necessárias para a criação da CPI. Além disso, solicita que os líderes dos partidos tenham 48 horas para indicar os membros titulares e substitutos da comissão, e caso não o façam, que o presidente do Senado nomeie os integrantes por conta própria.

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