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Brasil

Investir em saúde pode salvar 739 mil vidas no Brasil

Aumentar os investimentos em saúde de maneira direcionada pode impedir 739 mil mortes prematuras no Brasil, além de elevar o Produto Interno Bruto em mais de R$1 trilhão até 2050. Essa é a conclusão do estudo nacional “A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes”, realizado pelo McKinsey Health Institute’s.

Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, não basta aumentar o valor investido; é essencial aplicar os recursos em ações validadas como eficazes e custo-efetivas, ou seja, que tragam os melhores resultados com o menor custo possível.

“É fundamental basear as decisões em evidências científicas e garantir que elas orientem as ações necessárias”, complementa Herbig.

O estudo foi divulgado em um encontro de jornalistas da América Latina promovido pela farmacêutica Roche, em San José, capital da Costa Rica, cujo tema principal foi saúde como investimento.

De acordo com Brad, investir em saúde não é apenas despesa, mas também impulsiona o crescimento econômico, melhora a competitividade e beneficia diversos setores.

Para chegar a esses resultados, o instituto analisou cerca de 300 intervenções baseadas em evidências científicas eficazes e custo-efetivas, direcionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco, que representam 85% dos principais problemas de saúde globais. As ações incluem medidas preventivas em nível populacional e individual, além de tratamentos.

Exemplos de prevenção em nível populacional incluem taxação extra sobre produtos nocivos como cigarro e álcool, e proteção dos trabalhadores contra poluentes. A prevenção individual abrange vacinação em ampla escala e exames preventivos para pelo menos 75% do público-alvo.

Entre as terapias consideradas estão cirurgias realizadas no tempo adequado e a incorporação gradual de medicamentos mais avançados.

O objetivo foi medir quantas mortes prematuras e anos de vida perdidos poderiam ser evitados com investimentos adequados.

Cenário brasileiro

O estudo indica que as intervenções podem aumentar a expectativa de vida no Brasil em 5 anos, chegando a 85 anos, com uma média de 76 anos vividos com boa saúde — 9 anos a mais que a média atual.

Além disso, cada dólar investido em ações eficazes para saúde pode gerar um retorno de 2,1 dólares para o PIB, principalmente por meio do aumento da produtividade devido à diminuição de doenças e mortes precoces.

Brad Herbig ressalta que investir em saúde também melhora o futuro das crianças, pois evita doenças que poderiam prejudicar seus estudos e diminui o impacto nos cuidadores.

No Brasil, 59% do impacto vem de ações preventivas que, na maior parte, não ocorrem nas unidades de saúde, destacando o papel de diversas instituições. O maior impacto está nas políticas fiscais e financeiras que desencorajam o consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, reconhecidos por aumentar riscos de doenças.

Entre as ações de prevenção individual, destacam-se o monitoramento da pressão arterial e o combate à obesidade por meio de dietas, exercícios e medicamentos para emagrecimento. Já nas terapias, o tratamento adequado do câncer e a oferta de medicamentos psiquiátricos têm grande potencial.

Herbig pontua que algumas dessas medidas produzem efeitos a curto prazo, como diagnóstico precoce e acesso rápido a tratamentos eficientes, enquanto outras têm impacto mais prolongado.

Entre os impactos estimados, as mortes por doenças respiratórias crônicas e problemas de saúde mental podem cair 46% até 2050. As doenças cardiovasculares e as causadas por deficiências nutricionais também devem reduzir em torno de 40%. Reduções significativas são esperadas para abuso de substâncias (39%) e diabetes e doenças renais (35%).

Na América Latina, countries investem em média 3,7% do PIB em saúde, abaixo dos 7,9% dos países de alta renda. Menos de 5% desses investimentos destinam-se à prevenção, que é responsável por 61% das medidas para reduzir mortes prematuras e adoecimento.

Apesar da expectativa de vida continuar crescendo na região, os anos vividos com problemas de saúde também aumentam, podendo ultrapassar 12 anos em 2050 sem intervenções.

Brad Herbig explica que a América Latina enfrenta um envelhecimento acelerado e tardio da população, comparado a países desenvolvidos, dificultando a adaptação. Contudo, fatores comportamentais podem ser modificados para reduzir doenças associadas ao envelhecimento.

Ele destaca que a região possui uma das maiores taxas de obesidade do mundo, elevando casos de diabetes, por exemplo.

O estudo também considera os efeitos das mudanças climáticas, que podem agravar algumas doenças, especialmente em virtude dos extremos de temperatura. Medidas como o controle da qualidade do ar podem mitigar esses impactos.

*A repórter participou do evento a convite da Roche Brasil.

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Brasil

Flávio Bolsonaro lidera pesquisa e ganha apoios para segundo turno

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Flávio Bolsonaro está na frente na primeira sondagem de intenção de voto para o segundo turno e, nesta quinta-feira (8), recebeu o suporte do concorrente derrotado Augusto Cury, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta reavivar sua campanha.

Segundo dados do instituto Datafolha divulgados hoje, o senador possui 52% dos votos válidos, enquanto o presidente atual tem 48%, com uma margem de erro de dois pontos percentuais, na votação prevista para 25 de outubro.

No primeiro turno, ocorrido no domingo, Flávio Bolsonaro liderou com 47% dos votos, seguido por Lula com 45%. Cury ficou em terceiro lugar, com 3% dos votos.

Ambos os candidatos estão ajustando suas estratégias para os últimos dias da campanha: Flávio foca na formação de alianças, enquanto Lula intensifica sua presença em redes sociais, ambiente onde a extrema direita tem maior influência.

O escritor Augusto Cury, que recebeu 3,4 milhões de votos no domingo, é a nova adesão ao time de Bolsonaro. Ele se soma aos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que também foram derrotados no primeiro turno. Juntos, os três obtiveram 5,34% dos votos.

Por sua vez, Renan Santos, quarto colocado com 2,6 milhões de votos, decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos.

Aos 45 anos, Flávio Bolsonaro mantém confiança na vitória. Na quarta-feira, declarou que seu pai, atualmente cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, será libertado, colocará nele a faixa presidencial e o acompanhará ao Palácio do Planalto em janeiro.

Lula, que busca um quarto mandato aos 80 anos, minimizou os resultados da pesquisa Datafolha. “Eu não avalio pesquisa, não trabalho assim. Eu trabalho sabendo que preciso ter mais votos que o Flávio para vencer as eleições. Tenho 17 dias para isso”, afirmou em entrevista coletiva.

Na véspera, o presidente admitiu que esta é “a campanha menos organizada” desde sua primeira disputa presidencial em 1989. Também publicou seu primeiro vídeo em formato selfie, convocando seus apoiadores a dialogarem com eleitores nas ruas para ampliar sua votação.

Milhares de pessoas se manifestaram nesta quinta em São Paulo e outras cidades contra o retorno da extrema direita, um dia após protestos parecidos no Rio de Janeiro.

Entre os gritos estava “Sem anistia, sem perdão”, destacando os planos de Flávio Bolsonaro para libertar seu pai.

“O Brasil corre um sério risco de perder a democracia e a soberania”, comentou à AFP a aposentada Annette Lomaski, 66 anos, em São Paulo. Já a estudante de cinema Rafaella Percequillo, 24 anos, pediu a Lula por campanhas mais incisivas nas redes sociais.

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Brasil

Neymar marca dois pênaltis e Santos empata com líder Flamengo na Vila

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Neymar voltou aos gramados após mais de um mês afastado por lesão muscular e foi fundamental para o Santos manter seu ritmo positivo no Brasileirão. Entrando no segundo tempo, inicialmente irritado, ele demonstrou calma para converter dois pênaltis e assegurar o empate por 2 a 2 contra o líder Flamengo, que abriu 2 a 0 no segundo tempo.

O time carioca marcou com gols de Danilo e Lucas Paquetá no fim da primeira etapa, ampliando a vantagem para seis pontos sobre o vice-líder Palmeiras, que ainda jogará contra o Bahia nesta quinta-feira e pode reduzir a diferença para apenas um ponto em caso de vitória.

Neymar entrou em campo para salvar uma noite difícil para o Santos, que viu sua sequência de cinco vitórias consecutivas ser interrompida, mantendo ainda o sonho de vaga na Libertadores, embora a missão agora se complique. O time precisa pontuar contra o Atlético-MG para seguir sonhando, após enfrentar riscos de rebaixamento. O Flamengo, por sua vez, deixou espaços para a aproximação dos rivais e chega pressionado para o clássico contra o Fluminense no Maracanã, marcando retorno dos dois times no domingo.

O Flamengo iniciou a partida na Vila Belmiro dominando a posse e demonstrando postura condizente com a liderança, enquanto o Santos, embalado por cinco vitórias consecutivas, buscava firmar sua presença na briga pela Libertadores.

Ambas as equipes sabiam da importância dos três pontos e o início do jogo foi equilibrado e com chances. As investidas de Carrascal, Samuel Lino e Pedro foram contrapostas pela velocidade do Santos no ataque rápido, e pela estreia de Philippe Coutinho entre os titulares, que atuava com maestria. A primeira grande oportunidade foi perdida pelo Samuel Lino, que chutou por cima do gol em uma chance clara.

O Santos buscava atrair o Flamengo para seu campo e contra-atacar com velocidade, enquanto Coutinho assustava com um chute forte de fora da área. O treinador Leonardo Jardim cobrou mais atenção na marcação em sua equipe.

Antes do intervalo, um chute de Danilo desviou, enganou o goleiro Diógenes e acertou a trave, sobrando para Pedro que bateu com força para marcar o primeiro gol da partida. O placar foi ampliado antes do fim da etapa com um gol de Danilo após uma jogada com Pedro.

Neymar, que estava ansioso no banco, viu a situação do Santos piorar com o gol de cabeça de Lucas Paquetá em escanteio ensaiado, ampliando para o Flamengo.

O público presente na Vila Belmiro reconheceu a boa performance do Santos e apoiou o time, cantando confiantes na virada.

Neymar entra nervoso, mas decide

Cuca mexeu no time trazendo Neymar e Rony para tentar segurar a sequência positiva do Brasileirão. O jogo mostrou nervosismo, com Neymar reclamando forte da arbitragem e recebendo cartão amarelo por gestos direcionados ao árbitro Anderson Daronco.

Apesar da tensão, o Santos mostrou força ofensiva. Após análise do VAR, uma falta cometida sobre Gabigol foi convertida em pênalti e uma possível expulsão do jogador Jorginho foi sinalizada. Neymar cobrou com frieza e diminuiu o placar.

Com um homem a mais, o time buscou a virada e conseguiu um segundo pênalti após falta ensaiada, novamente convertido por Neymar.

O jogo teve muitos acréscimos, mas o Santos não conseguiu a virada, e o empate manteve o Flamengo na liderança isolada, garantindo a vantagem importante na tabela.

Ficha técnica

  • Santos: Diógenes; Rodinei, Lucas Veríssimo, Willian Arão e Escobar (Luan Peres); Gustavo Henrique (Rollheiser), Oliva, Gabriel Bontempo e Philippe Coutinho (Neymar); Gabigol e Barreal (Rony). Técnico: Cuca.
  • Flamengo: Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Lucas Paquetá (Saúl); Carrascal (Gonzalo Plata), Samuel Lino (Luiz Araújo) e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Leonardo Jardim.
  • Gols: Danilo (43′) e Lucas Paquetá (48′) no primeiro tempo; Neymar (36′ e 42′) no segundo tempo.
  • Cartões amarelos: Escobar, Gustavo Henrique, Barreal, Neymar, Oliva e Rodinei (Santos); Pedro, Emerson Royal, Bruno Henrique e Lucas Paquetá (Flamengo).
  • Cartão vermelho: Jorginho (Flamengo).
  • Árbitro: Anderson Daronco (RS).
  • Renda: R$ 569.905,00.
  • Público: 16.600 presentes.
  • Local: Vila Belmiro, em Santos.
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Brasil

Flávio critica decisão de Moraes contra Eduardo e diz que é manobra na eleição

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, expressou nesta quinta-feira (8) sua desaprovação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a emissão de um mandado de prisão contra seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Eduardo, que está nos Estados Unidos, foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de um processo judicial.

Durante sua transmissão semanal ao vivo no YouTube, Flávio disse que as pessoas aguardam uma reação exagerada de sua parte, mas que ele não a terá. Ele acusou Alexandre de Moraes de tentar influenciar o processo eleitoral com essa decisão.

“Alexandre de Moraes acredita que, no meio da eleição, pode criar um fato para desestabilizar, determinando essa ação inútil. Ele sabe que não resultará em nada, pois o Eduardo está nos Estados Unidos, protegido pela legislação americana. Essa medida serve apenas para criar confusão”, afirmou.

O presidenciável afirmou ainda que o povo já se posicionou nas urnas, elegendo uma maioria favorável à direita no Senado, que é o órgão responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

“O povo brasileiro já respondeu ao Alexandre de Moraes nas urnas. Alexandre, compreenda: essas medidas que você vem adotando repetidamente, usando seu poder para perseguir alvos pré-definidos, geraram uma grande onda de votos de protesto. Não é por acaso que quase 50 senadores declararam apoio ao impeachment dos ministros”, declarou.

Flávio Bolsonaro também pediu que Alexandre de Moraes renuncie ao cargo no Supremo: “Se tivesse vergonha, já teria pedido para sair e renunciado. Faça esse favor à nação, Alexandre de Moraes. Renuncie e responda à Justiça pelos seus atos”.

Para concluir, o senador leu uma nota de Eduardo Bolsonaro a respeito da ordem de prisão e reforçou o pedido para que seus eleitores não deixem de votar no segundo turno, sugerindo que façam um voto de protesto. Flávio ainda convocou seus apoiadores a participarem do grupo “Tropa do Flávio” no WhatsApp, em resposta ao canal “Exército do Lula”, organização ligada ao deputado federal André Janones (Rede-MG).

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