Mundo
Infantino considera aumento de fundos para as federações da Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou nesta segunda-feira (28) a possibilidade de incrementar os repasses financeiros destinados às 211 federações que compõem a entidade. O Conselho da organização avaliará essa proposta na reunião marcada para o dia 15 de outubro.
Em uma carta dirigida aos presidentes das seis confederações continentais, à qual a AFP teve acesso, Infantino expressou seu apoio ao “mais alto nível de recursos adicionais que possa ser distribuído de forma responsável”, destacando, porém, que ainda não há compromisso formal quanto aos valores em discussão.
O dirigente ítalo-suíço explicou que a sua proposta anterior, que previa a criação de uma sociedade comercial aberta a investidores privados, tinha como objetivo principal fornecer recursos extras para o desenvolvimento do futebol.
Em 18 de setembro, os presidentes da Uefa (Europa) e da Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe), Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, respectivamente, sugeriram que cada uma das associações da Fifa poderia receber US$ 10 milhões (equivalente a R$ 52 milhões na cotação atual) no período entre 2027 e 2030.
Infantino reafirmou seu compromisso: “Apoiaria o maior montante de recursos adicionais que possa ser disponibilizado de maneira responsável, conforme o processo de governança da Fifa.”
No início de setembro, a Fifa confirmou que o ítalo-suíço buscará a reeleição em março do próximo ano, mesmo após críticas ao seu plano, que não se concretizou, de permitir a entrada de investidores externos nas Copas do Mundo e demais competições da entidade.
Mundo
Investigação sobre estupro coletivo em universidade americana é reaberta
Autoridades judiciais nos Estados Unidos decidiram reabrir, nesta segunda-feira (28), a apuração de um caso de suposto estupro coletivo na renomada Universidade de Cornell. A reabertura ocorre após denúncias de que a instituição não puniu de forma adequada os acusados.
O caso gerou ampla repercussão, sendo criticado publicamente por figuras como a atriz britânica Florence Pugh e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez.
A vítima declarou, em uma ação civil apresentada recentemente, que em 2024 foi drogada com cetamina, abusada sexualmente e violentada por sete integrantes da fraternidade Chi Phi, um clube social exclusivo para estudantes homens da universidade.
Em resposta, Cornell encerrou as atividades da fraternidade e suspendeu temporariamente os estudantes envolvidos, alguns dos quais foram expulsos posteriormente.
Detalhes recentes sobre o suposto crime reacenderam críticas de que a universidade adotou uma postura condescendente, além de reacender o debate sobre violência sexual em instituições de ensino superior.
Matthew Van Houten, promotor do distrito do condado de Tompkins, em Nova York, informou que pretende apresentar acusações criminais contra os sete acusados.
Ele explicou que, em 2024, optou por não processar o caso, pois o depoimento da vítima não comprovava a ausência de consentimento. Porém, diante das novas alegações, resolveu prosseguir com a denúncia.
“Reconheço que vítimas de agressões sexuais podem precisar de anos para terapia e recuperação até compreenderem plenamente o ocorrido”, afirmou Van Houten em comunicado.
Kyle Kimball, vice-presidente de relações universitárias de Cornell, afirmou que a instituição, membro da prestigiada Ivy League, apoia a decisão de reiniciar a investigação, mas negou a alegação feita na ação civil de que os suspeitos receberam a chance de redigir textos como forma de reparação pelo suposto comportamento inadequado.
A ação civil, que conta com 101 páginas e foi ajuizada em Nova York, descreve detalhes da suposta agressão sofrida pela mulher, cuja identidade está protegida. O documento afirma que a vítima enfrenta “sérios danos emocionais e psicológicos” e busca indenização financeira tanto da universidade quanto dos sete acusados.
Mundo
Nasa divulga novas missões para ativar Starliner da Boeing
Nasa revelou nesta segunda-feira (28) o agendamento de novas missões com o objetivo de colocar em operação a nave espacial Starliner, desenvolvida pela Boeing, diante da necessidade urgente da agência espacial americana de enviar astronautas ao espaço.
Após solucionar diversos problemas apresentados no primeiro voo tripulado da nave, a Nasa anunciou que irá realizar mais dois testes com a Starliner.
O anúncio foi feito meses após a divulgação de uma avaliação rigorosa sobre o primeiro teste tripulado da Starliner à Estação Espacial Internacional (ISS), que ocorreu em 2024. Segundo a agência, essa missão poderia ter tido um resultado fatal.
O sistema de propulsão da nave apresentou falhas, levando a Nasa a trazê-la de volta à Terra sem tripulação a bordo. A responsabilidade de levar os dois astronautas de volta foi dada à SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk.
Os astronautas americanos Suni Williams e Butch Wilmore permaneceram na ISS por mais de nove meses.
O relatório da Nasa destacou várias deficiências tanto da Boeing quanto da própria agência espacial.
A primeira nova missão será um teste não tripulado à ISS, previsto para ocorrer não antes de dezembro de 2026. O intuito da Nasa é confirmar a eficácia das recentes correções aplicadas no sistema da nave, conforme afirmou o administrador da agência, Jared Isaacman, em coletiva de imprensa.
“Após esse teste, iremos coletar informações, continuar implementando as mudanças recomendadas e planejar uma missão tripulada da Starliner para 2028”, complementou o administrador.
O fator tempo é crucial, pois a SpaceX anunciou planos para encerrar a produção de sua nave Crew Dragon em breve. Desde 2020, esta tem sido a única nave americana em uso para viagens à ISS.
Apesar do sucesso da empresa de Musk, a Nasa deseja manter outra alternativa. A Starliner poderá futuramente transportar astronautas para estações espaciais comerciais que substituirão a ISS após sua desativação, prevista para cerca de 2030.
Mundo
Explosões fortes atingem Kiev durante alerta de ataque
Numerosas explosões intensas foram ouvidas na capital da Ucrânia durante a madrugada desta terça-feira (29), enquanto os sistemas de defesa antimísseis atuavam para conter um ataque, segundo observaram jornalistas da AFP.
A Força Aérea ucraniana informou no Telegram que “novos mísseis balísticos se dirigem a Kiev”.
Repórteres na cidade relataram que o ataque envolveu drones e mísseis simultaneamente.
Recentemente, Kiev tem enfrentado ataques aéreos russos cada vez mais frequentes, tanto durante o dia quanto à noite.
Na segunda-feira, uma mulher faleceu e seis pessoas ficaram feridas após um ataque de drones russos causar um incêndio na Academia de Ciências de Kiev, conforme balanço preliminar do presidente Volodimir Zelensky.
Na semana passada, Zelensky solicitou novamente que os aliados ocidentais intensifiquem o apoio militar à Ucrânia, especialmente fornecendo mais sistemas de interceptação Patriot fabricados nos Estados Unidos, capazes de derrubar mísseis balísticos poderosos.
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