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Homem com Ela consegue falar de novo com chip que transforma pensamentos em voz

Um homem de Washington, D.C., diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), recuperou a fala graças a um implante cerebral experimental desenvolvido pela empresa Neuralink, que converte pensamentos em palavras audíveis.

Terence “Terry” Mandable, que é o terceiro participante do estudo vocal da empresa, foi capaz de dizer “eu te amo” para sua esposa, Lori, utilizando apenas sua atividade cerebral.

Terry recebeu o diagnóstico de ELA em 2024, e a progressão da doença afetou severamente sua capacidade de se comunicar verbalmente, dificultando a interação com seus entes queridos e colegas. Antes disso, ele havia alcançado uma promoção a sócio na empresa onde trabalhava, mas precisou se afastar devido aos sintomas.

Como Funciona o Implante

O dispositivo é instalado na área do cérebro que controla os movimentos necessários para falar. Eletrodos captam a atividade de milhares de neurônios, enquanto algoritmos de inteligência artificial interpretam os padrões neuronais que refletem a intenção de falar. Após um período de treinamento, o sistema transforma esses sinais em texto e, em seguida, em fala sintetizada.

Em uma demonstração, Mandable pensou nas palavras “eu te amo”, que foram exibidas na tela do sistema e reproduzidas em voz alta para Lori.

“Você está pensando nas palavras? E elas estão surgindo?”, ela comentou, emocionada.

Para Mandable, essa tecnologia representa uma chance de recuperar uma parte vital de sua vida diária.

“Perder a voz me afetou de muitas formas. Espero que isso me permita participar das conversas novamente”, disse ele.

Apesar dos resultados promissores, o implante ainda está em fase experimental e não possui aprovação da FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, para uso generalizado. A Neuralink, empresa fundada por Elon Musk, que trabalha com interfaces cérebro-computador, destaca que os resultados de um único participante podem não refletir o que será observado em outros casos.

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OpenAI admite erro na divulgação de imagens dos usuários do ChatGPT

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OpenAI confirmou nesta sexta-feira (25) que suas ferramentas de inteligência artificial (IA) publicaram inadvertidamente 53 imagens enviadas ao ChatGPT, afetando diretamente os dados de seus próprios usuários.

A empresa explicou que links para essas imagens, embora não estivessem acessíveis publicamente nos mecanismos de busca, foram acidentalmente divulgados em sites de hospedagem na web. A maior parte desses conteúdos já foi removida com o auxílio dos provedores, e a remoção completa está em progresso, conforme comunicado pela companhia sediada em São Francisco.

Essas imagens provinham de contas que tinham autorizado o uso de seus dados para aprimorar os modelos da OpenAI. Antes da utilização, as imagens passaram por um filtro de confidencialidade e, de acordo com a empresa, não é mais possível associá-las aos usuários originais.

A divulgação foi causada por agentes automatizados, programas de computador baseados em modelos de IA que executam tarefas de forma autônoma. Alguns desses agentes transmitiram dados de treinamento para plataformas externas; a maior parte desses dados não continha informações de usuários específicos.

Este evento ocorreu antes de uma intensificação das medidas de segurança no ambiente de pesquisa da OpenAI, implementadas em agosto, após uma série de incidentes semelhantes. A companhia está realizando uma análise detalhada das atividades anteriores desses agentes, processo este que deverá levar varios meses.

Entre os portais afetados estão sites de governos, universidades, agências públicas e outras instituições.

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Irã apresenta plano aos EUA para reabrir Estreito de Ormuz em uma semana

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou nesta sexta-feira (25) que o país entregou aos Estados Unidos uma proposta para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz para navegação em até sete dias.

Na última terça-feira, Araghchi se reuniu com o representante americano Steve Witkoff e já havia apresentado as condições para encerrar o conflito e desbloquear essa rota crucial para o transporte de hidrocarbonetos.

“O Irã comunicou aos Estados Unidos, através do Catar, um plano prático para um prazo de sete dias. Se as exigências forem atendidas, o estreito será liberado e o tráfego marítimo regular será restaurado em uma semana”, afirmou na sede da ONU em Nova York.

“A decisão agora está nas mãos dos Estados Unidos. O Irã não aceita coerção, ameaças ou intimidação. O país não cederá seus direitos soberanos devido a pressões”, ressaltou.

Reportagens indicam que a proposta inclui o fim de todos os confrontos no Oriente Médio durante sete dias, incluindo no Líbano.

De acordo com essas reportagens, também está prevista a liberação de ativos iranianos congelados, estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares (R$ 62 bilhões), além da suspensão das sanções contra o petróleo do Irã e o término do bloqueio naval americano contra o país.

No sétimo dia da trégua, o Irã permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em entrevista exclusiva à AFP na terça-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, também destacou a cessação dos conflitos no Iêmen como parte das condições iranianas.

O presidente americano, Donald Trump, e seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram em junho um acordo para encerrar o conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e posteriormente iniciar negociações sobre o delicado tema do programa nuclear do Irã.

No entanto, o texto tem sido interpretado de formas distintas pelos dois lados, o que resultou na retomada dos confrontos no Estreito de Ormuz.

O Irã exige que os navios obtenham autorização para atravessar o estreito, alegando motivos de segurança e soberania.

Navios que não seguem essa exigência têm sido frequentemente atacados, enquanto os Estados Unidos realizam bombardeios ocasionais na costa iraniana.

Pezeshkian declarou no X nesta sexta-feira que o país deseja retornar ao acordo estabelecido em junho, dias depois de afirmar durante a Assembleia da ONU que não se submeterá às exigências de Washington.

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Desafios e grandes esperanças no coração da indústria petrolífera da Venezuela

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Em Mene Grande, local de nascimento da indústria petrolífera venezuelana, o óleo brota até mesmo nos quintais das residências. Gases escapam misturando-se aos hidrocarbonetos, impregnando o ar com um odor forte que pode causar tonturas.

Mais de cem anos após impulsionar o crescimento do setor petrolífero, essa cidade de aproximadamente 27 mil habitantes volta a conquistar investidores e a gerar grandes esperanças.

Washington firmou um acordo para gerenciar 20% das reservas petrolíferas da Venezuela, incluindo os campos da faixa petrolífera do Orinoco, embora os detalhes permaneçam confidenciais.

Mene Grande situa-se na bacia do lago de Maracaibo, estado de Zulia, uma área onde é comum encontrar petróleo.

“Ao invés de sair água, sai petróleo”, conta Héctor Valero Balestrini, militar aposentado de 67 anos que acredita numa nova era entre Venezuela e Estados Unidos.

Em uma colina onde vacas pastam, pequenos riachos de petróleo aparecem no solo. Algumas nascentes aparentam minivulcões, liberando línguas de asfalto endurecido.

O ex-presidente Donald Trump chamou o investimento americano de “o melhor acordo já realizado” e declarou que o petróleo venezuelano assegurará a liderança energética dos Estados Unidos por um século.

Anos de má administração, corrupção e sanções americanas arruinaram a indústria petrolífera venezuelana. A riqueza presente no subsolo contrasta fortemente com a pobreza da população. Mesmo com novos investimentos em andamento, os cortes de energia agravam a situação da população.

Um caminho em condições precárias leva a Mene Grande. Durante as quedas de energia, muitos moradores dependem de lanternas portáteis, e só a iluminação dos relâmpagos é visível.

Eladio Ramón Devidez, aposentado de 67 anos, exibe um pequeno “vulcão” de petróleo no quintal de um vizinho que imigrou.

“Somos ricos em todos esses recursos e em muitos minerais, mas também somos pobres”, comenta Devidez, otimista com os acordos promovidos pela presidente interina Delcy Rodríguez, que governa sob a pressão dos Estados Unidos.

“Espero que esses projetos em negociação se convertam em emprego e prosperidade para todos os venezuelanos, pois a situação está realmente crítica”, acrescenta.

Grandes esperanças

José Gregorio Martínez, professor aposentado de 65 anos, aponta que os apagões de energia aumentaram.

Perto de sua residência, ovelhas pastam próximas a uma estação de extração da Nabep, empresa do venezuelano Alejandro Betancourt, que enriqueceu em negócios pouco transparentes durante o chavismo. Os Estados Unidos escolheram a Nabep para executar o acordo energético.

Martínez vive em um condomínio residencial da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) em Bachaquero, cidade vizinha onde a Nabep concentra suas operações.

“Eles cortam a energia dos condomínios residenciais para abastecer (…) os poços de petróleo no lago de Maracaibo porque precisam atingir uma cota determinada”, relata.

Sem eletricidade, as casas tornam-se insuportavelmente quentes. Cerca de 50 estações de bombeamento decoradas com cores da bandeira venezuelana e a marca da Nabep são evidentes na estrada de Bachaquero, onde os apagões podem durar até 17 horas.

A migração também afeta Martínez. Acostumado a encontros familiares com até 30 pessoas, agora vive sozinho em uma casa rodeada por ruas cheias de buracos, vazamentos de esgoto e vegetação descontrolada.

“Temos grandes esperanças com o acordo multimilionário firmado com os Estados Unidos, pois alimentamos a confiança de que a situação vai melhorar”, conclui.

Xiosbelis Saavedra, comerciante de 41 anos, pensa em fechar seu negócio de frios para emigrar, como fizeram seus três irmãos. “Tudo está um desastre”, resume.

“É um verdadeiro pesadelo: a energia, a iluminação, o abastecimento de água, o gás, tudo. Os preços sobem sem controle, é uma situação terrível.”

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