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Lula afirma: precisamos eliminar o câncer das apostas online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou a medida provisória que assinou, que encerra a operação das apostas online no Brasil, a retirar um câncer do corpo. Ele disse que era indispensável agir firmemente para evitar que as apostas prejudicassem ainda mais os brasileiros. O presidente também fez uma analogia entre a dependência das apostas e o vício em crack.

“Decidi tomar uma ação firme, severa e necessária. É como um câncer, ou removemos o tumor, ou ele nos destruirá”, destacou.

Lula declarou que as apostas viraram uma prática desordenada e ressaltou que a população estava vulnerável com o avanço dos cassinos nas residências. Ao recordar encontros com pessoas afetadas pelo vício em apostas, ele mencionou casos dramáticos, como um empresário que acumulou uma dívida de R$ 2,2 milhões e uma mulher que tentou tirar a própria vida três vezes.

O presidente reforçou que clubes brasileiros conquistaram seus maiores títulos internacionais sem o apoio financeiro das apostas. Esse argumento foi usado para responder às preocupações dos times que alegam possíveis perdas com o fim das apostas.

“Não permitiremos que famílias sejam exploradas por cartões de crédito ou apostas e percam o dinheiro essencial para a subsistência de seus filhos. Estamos buscando proteger os mais vulneráveis do nosso país de se destruírem na ilusão de ganhar na loteria”, enfatizou Lula.

Na sexta-feira, o presidente oficializou a suspensão das apostas online por meio de uma medida provisória, publicando-a uma semana antes das eleições. Uma pesquisa recente revelou que 75% dos brasileiros apoiam essa proibição, enquanto 17% são contra e 8% permanecem indiferentes.

A medida terá validade de até 120 dias, período no qual o Congresso deve aprová-la para que se torne lei — o maior desafio do governo. Mesmo que Lula não seja reeleito, a análise da medida ocorrerá em dezembro junto ao orçamento do próximo ano, em meio a um forte lobby das empresas de apostas no Legislativo.

Essa decisão foi confirmada pelo presidente após uma série de reuniões com ministros no Palácio da Alvorada. Ele declarou publicamente seu compromisso de acabar com as apostas online.

Anteriormente, havia a possibilidade de manter as apostas esportivas enquanto proibiria apenas o chamado “tigrinho”, mas o cenário mudou e a campanha se alterou.

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Economia

Lula lidera apoio ao agronegócio, diz presidente do Banco do Brasil

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Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, mencionou durante um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e empresários que, ao assumir seu cargo, recebeu do chefe do Executivo a missão de expandir o crédito no país. Ela destacou especialmente o aumento nos recursos destinados ao crédito rural. “O Banco do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio, e eu diria que o presidente Lula é um grande apoiador dessa área”, afirmou.

Nos últimos três anos, o governo destinou, por meio do Plano Safra, cerca de R$ 2 trilhões para fomentar o agronegócio brasileiro, o que representa o dobro dos valores concedidos na administração anterior, conforme ressaltou Tarciana.

Ela também ressaltou que o Banco do Brasil é reconhecido mundialmente como uma instituição sustentável e que tem desempenhado papel importante na transição para fontes de energia mais limpas, destacando os avanços promovidos nos últimos 42 meses.

O jantar em São Paulo, organizado pelo Esfera Brasil e pelo grupo Prerrogativas, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.

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Economia

Ministro da Fazenda afirma que outorgas pagas pelas casas de apostas não serão devolvidas

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira, 25, que o governo não irá reembolsar as casas de apostas pelas taxas pagas para operarem legalmente no Brasil, mesmo com a proibição do setor. “Não haverá devolução das outorgas”, ressaltou, explicando que a autorização concedida era temporária e que a equipe econômica continuará analisando possíveis valores a serem recuperados por outros meios.

As empresas de apostas online desembolsaram uma taxa fixa de R$ 30 milhões para operar legalmente, resultando em uma arrecadação total de R$ 2,55 bilhões aos cofres públicos.

Ao comentar o impacto da proibição nas finanças públicas, Durigan afirmou que os gastos dos brasileiros em apostas devem ser direcionados para outras atividades econômicas, reduzindo o efeito da perda da arrecadação.

“Os recursos destinados hoje para as apostas certamente serão redirecionados para outros setores da economia real”, afirmou o ministro durante uma coletiva de imprensa após a assinatura da medida provisória que proíbe os sites de apostas.

O ministro também esclareceu que a arrecadação das apostas nunca foi o foco principal no debate sobre o setor. Segundo ele, a tributação ocorreu por princípio de isonomia, e não como uma solução para o equilíbrio fiscal do governo.

Durigan ainda revelou o impacto do novo regulamento: 85 empresas, representando cerca de 180 marcas, perderão a autorização para operar no país devido à nova medida.

De acordo com o ministro, o governo irá revisar suas projeções e fontes de receita para não depender do setor de apostas em seu planejamento fiscal. Além disso, a administração pública realizará os ajustes necessários para excluir quaisquer receitas relacionadas a apostas do horizonte orçamentário.

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Notícias

Mendonça manda retirar posts falsos ligando Flávio a tirar padroeira de Nossa Senhora Aparecida

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a remoção de 1.125 publicações em redes sociais que associavam falsamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, a um projeto para retirar Nossa Senhora de Aparecida como padroeira do Brasil.

Perfis de esquerda divulgaram a falsa informação de que evangélicos planejavam aprovar essa lei. A decisão de Mendonça foi tomada como membro do Tribunal Superior Eleitoral.

O magistrado afirmou que é claramente falso o fato de que Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família tenham proposto, apoiado ou pretendam promover a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

A decisão afeta redes como O X (antigo Twitter), Facebook, TikTok e YouTube.

Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque mostrou 397,2 mil menções ao tema e 2,3 milhões de interações em cinco plataformas (Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok) nas primeiras 17 horas após a divulgação inicial pela Globonews. Dois terços das publicações vieram de perfis de esquerda, que disseminaram a falsa ligação de Flávio com a medida.

O humorista Antonio Tabet, um dos afetados pela decisão, expressou sua insatisfação, afirmando que a medida viola a liberdade de expressão e que ele não associou a ação contra Nossa Senhora de Aparecida a Flávio Bolsonaro.

“A maior (mas não a única) falha jurídica da decisão é assumir que uma crítica genérica tem um alvo certo, validando um estranho fenômeno de autoidentificação.”

Em sua conta no X, ele havia postado uma imagem da santa dizendo: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

Flávio Bolsonaro se defendeu das acusações e culpou o presidente Lula por usar a polêmica religiosa politicamente. “Eu sempre tive respeito por todas as religiões. Todos sabem que sou cristão e evangélico, mas respeito todas as crenças. Agora, não dá para acreditar que o Lula virou cristão de repente, né? A cada quatro anos ele se torna cristão e passa a frequentar igreja”, declarou.

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