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Saúde

Gripe aviária: Agricultura confirma mais um caso em ave silvestre; total chega a 128

Foto: Reprodução

O Ministério da Agricultura informou, em atualização na plataforma oficial às 19h da quarta-feira (18), que um novo foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) em ave silvestre foi detectado no Brasil. No total, há 125 casos da doença em aves silvestres no País e 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, somando 128 ao todo.

De acordo com a pasta, há outras 13 investigações em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.

As notificações em aves silvestres e/ou de subsistência não comprometem o status do Brasil como país livre de IAAP e não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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Ciclosporíase: entenda a doença que provoca diarreia forte e pode ser fatal

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Duas pessoas morreram em Michigan, nos Estados Unidos, após serem diagnosticadas com ciclosporíase.

Ambos tinham condições de saúde prévias, o que possivelmente agravou a desidratação causada pela diarreia intensa associada à infecção, disseram autoridades sanitárias.

O estado já registrou 11.234 casos relacionados ao surto, com 193 hospitalizações. Somente entre sexta-feira e segunda-feira, 461 novas infecções foram confirmadas.

Nove estados americanos já foram afetados: Michigan, Virgínia Ocidental, Oklahoma, Pensilvânia, Ohio, Kentucky, Kansas, Indiana e Illinois.

Em Michigan, o condado de Wayne tem o maior número de casos, totalizando 1.379. A faixa etária mais impactada é a de adultos entre 30 e 39 anos.

A ciclosporíase é causada pelo parasita Cyclospora e provoca sintomas como diarreia forte, náuseas, cólicas abdominais, perda de apetite e outras dificuldades gastrointestinais.

Normalmente não é uma doença mortal, mas pode ser perigosa para pessoas com problemas de saúde graves, especialmente se ocorrer desidratação.

As autoridades estão investigando a origem da contaminação, com a principal suspeita sendo alface iceberg fornecida por operações da empresa Taylor Farms no centro do México. Esse produto foi distribuído para várias redes de restaurantes e supermercados, mas outras fontes ainda estão sendo verificadas.

No Brasil, o parasita é menos comum, mas surtos já foram registrados. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, desde 1995 surtos ocorreram nos EUA e Canadá, e em 2000 houve um surto em General Salgado, São Paulo.

Mais de 350 casos ligados ao parasita foram identificados, com confirmações também em Goiás.

O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas costuma ser em torno de uma semana, podendo variar entre dois dias e até duas semanas ou mais.

Sem o tratamento adequado, a doença pode durar de alguns dias a mais de um mês, com sintomas que podem desaparecer e retornar.

O parasita se propaga principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados com fezes.

Ele necessita permanecer no ambiente por pelo menos uma a duas semanas para ser contagiante, tornando improvável a transmissão direta entre pessoas.

Existem vários medicamentos eficazes para o tratamento, e a maioria das pessoas com sistema imunológico saudável se recupera, mesmo sem intervenção médica.

Sem o tratamento, a doença pode se estender por mais tempo.

Segundo os CDC, a infecção nem sempre causa sintomas. Quando presente, geralmente afeta o intestino delgado, causando diarreia líquida frequente e, às vezes, muito intensa.

Também pode haver perda de apetite, cólicas, náuseas, gases, cansaço e, em alguns casos, vômitos.

Prevenção

Para reduzir o risco de contaminação, os CDC indicam lavar as mãos com água e sabão antes e depois de tocar ou preparar frutas e vegetais; lavar minuciosamente todas as frutas e verduras em água corrente antes de consumi-las; esfregar frutas e verduras com casca dura, como melões e pepinos, com uma escova destinada a alimentos; remover e descartar partes danificadas antes de preparar e comer; e conservar frutas e vegetais cortados, descascados ou cozidos na geladeira rapidamente, de preferência dentro de duas horas.

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Polilaminina: pesquisadores divulgam dados iniciais e esperam iniciar recrutamento em agosto

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A equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que desenvolve a polilaminina, uma droga experimental para tratar lesões na medula espinhal, publicou os resultados preliminares do estudo piloto na revista Spinal Cord, ligada à Sociedade Internacional de Lesão Medular (ISCoS).

O estudo envolveu oito participantes e indicou que a polilaminina pode melhorar a condição dos pacientes com lesão medular em níveis superiores aos normalmente observados.

No entanto, esta fase ainda é inicial e não comprova a eficácia ou a segurança total do medicamento.

Para avançar, são necessários estudos clínicos que comparem a nova terapia com o tratamento padrão, que consiste na cirurgia de descompressão da medula, a fim de validar os benefícios da polilaminina.

O laboratório Cristália, responsável pela fabricação, afirma que em agosto começará o recrutamento do primeiro paciente para a primeira de três fases dos testes clínicos aprovados pela Anvisa em janeiro.

Os neurocirurgiões envolvidos passarão por treinamento na próxima semana. Esta fase inicial contará com cinco voluntários, entre 18 e 72 anos, que sofreram lesões completas na medula torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica, e com menos de 72 horas de lesão.

Pacientes com lesões crônicas não serão elegíveis. O foco dessa etapa é testar a segurança do medicamento, monitorando possíveis riscos e efeitos colaterais.

Se todas as fases forem bem-sucedidas, os pesquisadores poderão solicitar aprovação para uso pela Anvisa. Até lá, a polilaminina continuará em fase experimental.

Desde a divulgação da droga, muitas pessoas com lesão medular têm buscado autorização para uso compassivo pela Anvisa ou medidas judiciais para ter acesso à polilaminina, dado o quadro grave e a ausência de outras opções. Até o momento, 105 pacientes já receberam a aplicação pelo Cristália.

Detalhes do Estudo Piloto

O estudo piloto contou com oito pacientes que sofreram lesões agudas na medula espinhal, classificados como AIS A, considerado o grau mais grave na escala AIS.

A aplicação do medicamento foi feita diretamente na medula espinhal, pouco mais de dois dias após a lesão, e os participantes foram acompanhados por 12 meses.

Durante esse período, três pacientes faleceram, mas investigações éticas e clínicas descartaram ligação com o medicamento.

Seis participantes mostraram melhora de pelo menos dois níveis na escala AIS, incluindo um que posteriormente faleceu, e entre eles está Bruno Sampaio, que teve recuperação completa.

Os autores afirmam que o estudo serve como uma prova inicial do potencial da polilaminina e justificam a necessidade de avaliações clínicas controladas adicionais, destacando que não é possível concluir sua eficácia com base nos dados atuais.

Limitações como a ausência de grupo controle e a variação natural na recuperação após lesão medular traumática são apontadas pelos pesquisadores, reforçando a necessidade de estudos maiores e mais rigorosos para confirmar a segurança e os possíveis efeitos terapêuticos.

O que é a Polilaminina

A polilaminina é um medicamento desenvolvido ao longo de 27 anos, composto por uma proteína extraída da placenta chamada laminina.

Essa molécula pode ajudar na regeneração dos axônios, que são nervos essenciais para a comunicação entre o cérebro e os músculos, frequentemente danificados em lesões da medula espinhal.

Testes preliminares com cães e um pequeno grupo de voluntários entre 2018 e 2021 mostraram resultados variados, desde recuperação total até melhora parcial dos movimentos.

Nos testes clínicos atuais, será usada uma versão injetável da laminina, que é preparada por um processo chamado polimerização, que aumenta sua eficácia ao formar uma estrutura maior a partir de moléculas menores.

A aplicação do medicamento será única, diretamente na área lesionada da medula espinhal.

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Hospital Veterinário do Recife inicia seleção com 33 vagas para estágio em Medicina Veterinária

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As inscrições para o processo seletivo do estágio supervisionado obrigatório no Hospital Veterinário do Recife Robson José Gomes de Melo (HVR) permanecem abertas até esta quarta-feira (5). No total, são oferecidas 33 vagas para atuação nas áreas de clínica médica, cirurgia e diagnóstico por imagem.

A seleção é realizada pela Prefeitura do Recife, por meio do Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais (SEDA), destinada a estudantes que estejam cursando o último período do curso de Medicina Veterinária.

Os interessados devem enviar o currículo em formato PDF para o e-mail sedahvr@recife.pe.gov.br dentro do prazo indicado.

As vagas estão distribuídas em três turnos: 12 posições no período das 7h às 13h, 12 para o horário das 13h às 19h, e 9 para o turno das 17h às 22h, este último incluindo plantões nos sábados ou domingos, das 8h às 13h.

A seleção acontecerá por meio de análise curricular e prova prática, com o resultado final previsto para ser divulgado em 14 de agosto no site da SEDA. Os aprovados iniciarão o estágio ainda em agosto.

O estágio é de caráter obrigatório, não possui remuneração, sendo válido para o cumprimento da carga horária exigida pela graduação. Os selecionados trabalharão por até cinco meses, com carga de 30 horas semanais, sob supervisão de profissionais médicos-veterinários.

Para começar o estágio, será necessário apresentar o seguro contra acidentes pessoais e o Termo de Compromisso de Estágio emitido pela instituição de ensino.

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