Economia
Governo faz ajuste fiscal de 2 pontos do PIB e mantém compromisso por 4 anos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou nesta quinta-feira, 6, que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprimorou as finanças públicas, alcançando um ajuste de dois pontos percentuais (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) no déficit primário. Ele afirmou que essa meta será mantida nos próximos quatro anos, caso Lula seja reeleito.
“Seguiremos com esse compromisso pelos próximos quatro anos, buscando aprimorar as contas públicas”, declarou Durigan durante entrevista à GloboNews. “Reconhecendo o progresso atual, o objetivo é avançar ainda mais na estabilidade fiscal.”
Durante a conversa, Durigan também destacou que o arcabouço fiscal “é permanente” e que o mercado reconhece a eliminação do déficit pelo governo, apesar das críticas sobre algumas exceções no arcabouço. Ele acrescentou: “Precisamos fortalecer nossa política fiscal para que no próximo mandato o país possa realizar esforços para reduzir a taxa de juros.”
Gestão orçamentária e da dívida
Na mesma entrevista, o ministro da Fazenda esclareceu que o governo não está gastando além do que arrecada e que a gestão do orçamento está controlada.
“O Brasil possui uma dívida que precisa ser rolada, ou seja, pago o passivo antigo emitindo novos títulos para quitá-lo — prática comum mundial. Esse aumento da dívida refere-se à rolagem e não a um descontrole nos gastos anuais do governo. Em um ano eleitoral, como este, há um bloqueio orçamentário de R$ 17 bilhões”, explicou Durigan.
Ele ainda enfatizou que, para o futuro, há discussões sobre como administrar os juros e reduzir o endividamento, mas garantiu que atualmente não existe uma crise fiscal no país.
Finalizou afirmando que o governo continuará com o esforço fiscal consistente realizado nos últimos quatro anos, mantendo a mesma intensidade de controle e responsabilidade nas contas públicas.
Economia
Evento multimodal impulsiona negócios e amplia conexões
O segundo dia do Conecta Multimodal 2026 concentrou as discussões em inovação para aumentar a competitividade do setor. Realizado durante a Multimodal Nordeste, no Recife Expo Center, esse espaço de conteúdo, organizado pela Folha de Pernambuco e pelo Movimento Econômico, reuniu especialistas para debater como tecnologia, dados e sustentabilidade estão moldando o futuro da logística.
Além dos debates, o evento reforçou o ambiente de negócios da feira, que congrega empresas de logística, transporte, tecnologia e comércio exterior. Estreando na feira, a Einship, empresa cearense focada em soluções para logística internacional, escolheu a Multimodal Nordeste para ampliar sua atuação no Nordeste.
“Queremos crescer na região Nordeste e a Multimodal tem aberto essas oportunidades para nós. Já estamos realizando bons negócios”, destacou Luiz Policarpo, CEO da empresa. A NGO GR, participando pelo terceiro ano seguido, vê o evento como uma chance estratégica para fortalecer laços com clientes e parceiros nacionalmente.
“A presença da NGO é essencial para apoiar clientes, manter relacionamentos e gerar novas oportunidades. É uma feira que reúne todo o setor de transporte e logística”, comentou André Lauria, diretor comercial da empresa.
Palestras
Para iniciar a programação, o especialista em Logística, Supply Chain e Operações da TOTVS, Juliano Maia, falou sobre “Inteligência Artificial além do hype: impactos e oportunidades da IA nas operações logísticas e na cadeia de supply”. Ele ressaltou que a IA deve ser vista como uma ferramenta prática para aumentar a eficiência operacional, não apenas como uma moda cercada de expectativas.
Segundo Juliano Maia, a inteligência artificial não substituirá os profissionais da logística, mas sim auxiliará para que seu trabalho seja mais rápido, produtivo e eficiente.
A programação também contou com a palestra “Dados no TRC: Como transformar números em decisões para motoristas e gestores”, apresentada por Thiago Bona, CEO da Gobrax, focada no uso de dados para melhorar a gestão do transporte rodoviário de cargas e ampliar a capacidade decisória de gestores e motoristas.
Para encerrar, o diretor de Sustentabilidade e Inovação do Complexo Industrial Portuário de Suape, Sóstenes Alcoforado, liderou o painel “Suape: hub de combustíveis sustentáveis”. A apresentação abordou o trabalho desenvolvido para consolidar Suape como um centro de combustíveis ecológicos no Atlântico Sul, o que já está atraindo investimentos para Pernambuco.
“Nosso objetivo é mostrar o avanço que Suape tem feito para se tornar um polo de combustíveis sustentáveis no Atlântico Sul. Esse trabalho colaborativo já atrai empresas que planejam produzir e instalar unidades para combustíveis limpos no porto”, explicou.
Ele destacou que Suape possui vantagens como tradição na produção, transporte e armazenamento de combustíveis, reforçada pela Refinaria Abreu e Lima e pela infraestrutura portuária. A mudança na matriz energética global aumenta ainda mais esse potencial.
“É a combinação de fatores: a vocação portuária para combustíveis somada à necessidade mundial de migrar para fontes que emitam menos carbono”, salientou Sóstenes Alcoforado.
Economia
Chery lançará cão-robô e humanoide em lojas no Brasil
Robôs estão cada vez mais integrados ao cotidiano do comércio brasileiro e também poderão conquistar espaço nas casas dos amantes da tecnologia no país. A divisão de tecnologia da fabricante chinesa Chery trará ao Brasil duas versões desses robôs.
Uma delas é o cão-robô Argos, que será disponível para compra pelo público. A outra é a humanoide Mornine, destinada a atender clientes nas concessionárias. Ambos os produtos receberam aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e serão lançados no país até o último trimestre deste ano.
Essa novidade vem da AiMOGA Robotics, setor de robótica da Chery International, que é representada no Brasil pelas marcas OMODA & JAECOO.
Atendimento nas concessionárias
A Mornine é um robô humanoide que terá o papel de recepcionista da marca dentro das lojas. Conectada a sistemas em nuvem, ela é capaz de interagir com os clientes, mostrar as tecnologias e funcionalidades dos veículos, esclarecer dúvidas e direcionar atendimentos a vendedores quando necessário.
Além disso, a Mornine pode caminhar, cumprimentar visitantes, dançar e realizar outros movimentos de forma natural. Segundo a fabricante, este é o primeiro robô humanoide no mundo a obter dupla certificação da União Europeia para hardware e software, atendendo rigorosos padrões de segurança, cibersegurança e proteção de dados.
Argos, o cão-robô comercializado no Brasil
O Argos é um cão-robô desenvolvido para o público em geral, com foco no entretenimento. Ele executa comandos como correr, sentar, deitar e dar a pata. Diferentemente da Mornine, o Argos opera de forma autônoma, não necessitando de conexão com a internet.
Ambos os robôs possuem autonomia de funcionamento de aproximadamente duas horas e contam com estações próprias para recarga.
A AiMOGA declara ter comercializado mais de 2 mil robôs humanoides e cães-robô, distribuídos em mais de 60 países ao redor do mundo.
Economia
Senai Pernambuco cria o Senai Futuro para estimular inovação na indústria
A indústria brasileira enfrenta dois grandes desafios: a falta crescente de trabalhadores qualificados e a velocidade das mudanças tecnológicas que supera a capacidade das empresas de treinar seus profissionais. Para enfrentar essa situação, o Senai Pernambuco lançou nesta quinta-feira (6) o Senai Futuro, uma nova divisão de negócios focada no desenvolvimento de habilidades em inovação e tecnologia, visando aumentar a produtividade industrial.
De acordo com a instituição, o maior obstáculo da transformação digital não é apenas tecnológico, mas também humano, já que as competências demandadas pelo mercado evoluem mais rápido que a capacidade das empresas de formá-las internamente.
“É fundamental entender que competitividade e inovação devem ser incorporadas nas indústrias para garantir sua sustentabilidade. […] Não podemos estar nem à frente nem atrás da realidade da industrialização brasileira”, declarou o presidente do Sistema Fiepe, Bruno Veloso, durante o lançamento.
Pilares
O Senai Futuro opera em três frentes. O primeiro pilar é o Radar, uma ferramenta de inteligência de mercado que identifica desafios das empresas e tendências tecnológicas globais. A plataforma iniciou com 17 tendências monitoradas, cada uma com um relatório executivo.
O segundo pilar compreende cursos de curta duração, estruturados em trilhas de aprendizado contínuo, desenvolvidos para atender a demanda da indústria por capacitações específicas alinhadas às transformações tecnológicas.
O terceiro pilar é a Rede, um ecossistema colaborativo que conecta executivos, promove networking, compartilha inteligência de mercado e oferece acesso a especialistas, estudos de caso, laboratórios e infraestrutura tecnológica, incluindo ambientes de nuvem e gêmeos digitais.
Segundo o gestor do Senai Futuro, Felipe Furtado, a iniciativa busca posicionar o Senai como um agente que aproxima empresários das discussões sobre inovação e tendências tecnológicas.
“Estamos formando uma rede de executivos para coletar inteligência de mercado e criar relações de confiança”, explicou.
Além das ações coletivas, a Rede oferecerá serviços personalizados para empresas, como diagnósticos para identificar fontes de fomento à inovação e a metodologia Pocket Design Sprint, que ajuda a mapear problemas solucionáveis por tecnologias e a estruturar projetos para captar recursos.
Primeira Rede Temática
As atividades do Senai Futuro começam com a Rede Temática de Inteligência Artificial Industrial, dedicada a identificar oportunidades de hiperautomação nas empresas. Conforme Furtado, o foco inicial em IA poderá ser expandido conforme surgirem novas demandas do setor produtivo.
Para a diretora regional do Senai-PE, Camila Barreto, a iniciativa aprimora um trabalho que a instituição já realiza há mais de um ano para aumentar a produtividade industrial. “Produtividade envolve não só tecnologia, mas também as pessoas que trabalham com essas tecnologias”, afirmou.
Ela ressaltou que a nova estrutura deve incentivar a troca de experiências entre empresas e fortalecer a cooperação entre os diferentes agentes do setor. “O futuro exigirá conexão; ninguém estará isolado”, comentou.
Durante o lançamento, o professor Claus Brabrand, da IT University of Copenhagen, proferiu a palestra “Os desafios e as oportunidades da IA para o futuro”. Também participaram o presidente do Sistema Fiepe, Bruno Veloso, a diretora regional do Senai-PE, Camila Barreto, e o gestor do Senai Futuro, Felipe Furtado.
Cursos
O portfólio inicial de cursos inclui três opções voltadas a diferentes perfis da indústria. O primeiro curso, “Integração de Sistemas Industriais com IA”, com carga horária de 36 horas, oferece 20 vagas e está previsto para começar em outubro.
Destinado a coordenadores de manutenção, engenheiros de produção, técnicos industriais e gestores, as aulas são presenciais e práticas, utilizando a estrutura do Laboratório de Indústria 4.0 do Senai Santo Amaro e do Aratu Lab. O objetivo é integrar sistemas industriais, dados do chão de fábrica e soluções de IA para prever falhas e apoiar a tomada de decisões.
Os outros dois cursos — “Smart Industry”, para lideranças interessadas em identificar oportunidades da Indústria 4.0 e criar roadmaps de transformação digital, e “IA na Prática”, para profissionais que desejam aplicar inteligência artificial na indústria — serão oferecidos a partir de 2027.
As inscrições para a turma de outubro já estão abertas no site do Senai Futuro. Conforme Furtado, o modelo comercial será consultivo: após o cadastro, a equipe realizará diagnóstico das necessidades da empresa para indicar as melhores soluções.
Os preços dos cursos, da participação na Rede e do acesso ao Radar Tecnológico estão disponíveis na plataforma.
O Senai Futuro atenderá empresas de todos os tamanhos, desde pequenos negócios a grandes indústrias, contemplando tanto líderes estratégicos quanto profissionais que atuam diretamente na transformação tecnológica. Para mais informações, envie e-mail para senaifuturo@pe.senai.br ou acesse o site oficial da iniciativa.
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