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Sarampo: aumento de buscas no Google chama atenção no Brasil

As pesquisas no Google sobre o sarampo cresceram mais de 910% na última semana no Brasil, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2020, período em que a doença ainda circulava amplamente no país. Esse aumento colocou o Brasil no topo do ranking global de interesse pelo assunto, seguido por Guatemala, Iêmen, El Salvador e Honduras.

Em São Paulo, onde há campanhas de revacinação e aplicação da chamada “dose zero” para recém-nascidos devido à confirmação de 16 casos de sarampo, as buscas por informações superaram em quase duas vezes as pesquisas sobre a gripe. A procura por informações relacionadas à vacina contra o sarampo foi 15 vezes maior que as consultas sobre a vacina da gripe.

“A rede de contatos de uma pessoa em São Paulo, que utiliza metrô e frequenta locais muito movimentados, é grande. Portanto, o risco de um indivíduo infectado encontrar alguém não vacinado é elevado. Isso exige uma vigilância local eficiente e alta cobertura vacinal. É uma situação preocupante, mas que podemos controlar. Estamos muito empenhados nisso”, explica Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Respostas às principais dúvidas sobre o sarampo:

  1. O que é o sarampo?
    O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Em ambientes com pessoas não vacinadas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 outras. Antes da vacina, o sarampo era uma das principais causas de morte infantil no mundo. A transmissão ocorre pelo ar, através da tosse, espirros, fala ou respiração, podendo acontecer desde 6 dias antes até 4 dias após o surgimento das manchas vermelhas características.

  2. Quem deve receber a vacina de sarampo?
    No Brasil, a vacina tríplice viral contra sarampo, rubéola e caxumba faz parte do calendário infantil, aplicada em duas doses: aos 12 meses e aos 15 meses. O PNI oferece a imunização gratuita para todas as pessoas de até 59 anos que ainda não foram vacinadas. Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, por causa dos casos recentes, o Ministério da Saúde recomendou uma dose adicional para bebês entre 6 e 11 meses, além da revacinação para moradores de 6 meses a 59 anos até 1º de setembro.

  3. Quem precisa tomar a vacina?
    Todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos devem ser vacinadas. A vacina não é indicada para gestantes, indivíduos com imunossupressão grave, pessoas com alergia severa a componentes da vacina, e crianças menores de 6 meses.

  4. O sarampo é a mesma coisa que catapora?
    Não. Ambas são doenças virais, porém causadas por vírus diferentes. O sarampo é causado por um vírus do gênero Morbillivirus e a catapora pelo vírus varicela-zóster. Eles podem ser confundidos porque ambos causam manchas vermelhas no corpo.

  5. Quais vacinas protegem contra o sarampo?
    As vacinas disponíveis são a tríplice viral (protege contra sarampo, rubéola e caxumba) e a tetra viral (que inclui proteção contra catapora). Normalmente, a primeira dose é tríplice viral e a segunda é tetra viral.

  6. Quantas doses da vacina de sarampo são necessárias?
    São duas doses, indicadas no calendário aos 12 e 15 meses, mas podem ser aplicadas até os 59 anos.

  7. Quais são os sintomas do sarampo?
    Manchas vermelhas pelo corpo e febre alta (acima de 38,5°C), acompanhadas de tosse seca, irritação e vermelhidão nos olhos, e mal-estar intenso. As manchas geralmente aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham.

  8. Quem já teve sarampo precisa tomar vacina?
    Sim, a vacinação é recomendada mesmo para quem já teve a doença, pois não há riscos na imunização e a vacina também protege contra outras doenças associadas.

  9. A vacina contra o sarampo causa reações?
    É segura e bem tolerada. Eventuais efeitos secundários, como dor, vermelhidão no local da aplicação e febre baixa, são leves e temporários. Reações mais graves são extremamente raras.

  10. O que provoca o sarampo?
    O sarampo é causado por um vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae, que se transmite facilmente entre as pessoas.

Segundo Vanderson Sampaio, diretor de operações do Instituto Todos pela Saúde e professor da Fiocruz Amazônia e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), “é crucial melhorar a cobertura vacinal, especialmente porque países vizinhos como Peru e Bolívia têm transmissão ativa, e outros países, como Estados Unidos, México e Canadá, também apresentam muitos casos. É fundamental que gestores de todo o Brasil atuem para garantir uma alta vacinação.”

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Hertz Dias anuncia candidatura à Presidência sem bens declarados

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O professor Hertz Dias (PSTU) oficializou sua candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, 7. Sua vice, Vanessa Portugal (PSTU), também teve sua candidatura registrada.

Hertz Dias é o primeiro candidato nesta eleição que não declarou possuir bens. Por outro lado, Vanessa Portugal possui uma residência na cidade de Boa Esperança (MG), avaliada em R$ 200 mil, e um terreno no mesmo município no valor de R$ 80 mil.

Esta será a quinta vez que Hertz Dias disputa um cargo eletivo. Ele já concorreu a vice-governador do Maranhão em 2010, vice-presidente em 2018, prefeito de São Luís (MA) em 2020 e presidente em 2022, sem ter vencido nenhuma dessas eleições.

A chapa formada por Hertz Dias e Vanessa Portugal é a quarta composta exclusivamente pelo PSTU registrada para a corrida eleitoral ao Palácio do Planalto em 2026. Esta eleição terá a menor quantidade de alianças partidárias desde a redemocratização, com somente uma chapa envolvendo dois partidos.

O plano político de Hertz Dias está centrado nos direitos dos trabalhadores. Entre suas propostas estão a eliminação da escala 6×1, o aumento generalizado dos salários, a isenção do Imposto de Renda para assalariados e a revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

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Queda histórica no desmatamento da Amazônia

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A Amazônia Legal apresentou no último ano o nível mais baixo de desmatamento da década, confirmando a tendência positiva observada desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (7).

Entre agosto de 2025 e julho do presente ano, foram desmatados apenas 2.874 km² na maior floresta tropical do mundo, representando uma redução de quase 37% em comparação ao mesmo intervalo anterior, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a região via satélite desde 2016. No período anterior, o desmatamento somou aproximadamente 4.500 km².

Lula, candidato à reeleição em outubro, comprometeu-se a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. ‘Os números indicam que, se mantivermos o ritmo atual com seriedade e investimento adequado, podemos alcançar essa meta’, afirmou durante a apresentação dos dados em São Paulo.

Durante o governo do antecessor, ex-presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia cresceu significativamente, atingindo um pico de 12.500 km² em agosto de 2022. Em agosto de 2025, essa cifra já havia sido reduzida para 5.100 km², menos da metade do valor anterior.

‘Neste país, tratamos a questão climática com grande responsabilidade, pois não negamos a realidade. Estamos testemunhando os efeitos das mudanças climáticas’, declarou Lula nesta sexta-feira, referindo-se aos eventos climáticos extremos.

O presidente busca apresentar um resultado ambiental positivo a poucos meses das eleições, visando assegurar um quarto mandato. Pesquisas recentes indicam uma leve liderança de Lula em um possível segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

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OAB/DF apresenta instrumento para identificar níveis de violência contra a mulher

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A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou na sexta-feira (7) o Violentômetro Jurídico, um recurso que funciona como um guia para entender os diferentes graus de violência que mulheres podem sofrer.

O lançamento ocorreu durante o seminário “20 anos da Lei Maria da Penha: Inovações Legislativas, Desafios e Novos Horizontes”, evento realizado no mesmo dia em que a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou vinte anos.

O material detalha três fases da violência contra a mulher: “Fique Atenta”, “Proteja-se” e “Fuja”.

Para cada fase, são descritas as formas de agressão e os sentimentos que a vítima geralmente experimenta.

Começa com sinais de violência psicológica e moral, como humilhação em público, controle sobre o vestuário e redes sociais, passando por dano patrimonial e chantagem emocional ou sexual.

No estágio mais grave, encontram-se agressões físicas diretas, abuso sexual, ameaças com armas e tentativas de homicídio.

Segundo a diretora de Mulheres da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, que apresentou o Violentômetro, esta iniciativa representa um avanço na proteção às mulheres no Distrito Federal.

“O Violentômetro Jurídico serve para nomear atitudes que muitas mulheres ainda não reconhecem como violência. Ele demonstra claramente que a agressão não começa com o tapa. Já inicia na humilhação, no controle e na mentira. Reconhecendo estes primeiros sinais, a mulher pode procurar ajuda antes que a situação piore. É uma ferramenta de prevenção e, sobretudo, de fortalecimento”, explicou Nildete.

Durante o evento, a OAB-DF recebeu o selo “Nós Por Elas”, concedido pelo instituto com o mesmo nome.

Essa certificação reconhece a ordem como uma instituição dedicada a promover ambientes mais seguros, inclusivos e justos para as mulheres, especialmente aquelas que enfrentam violência doméstica e familiar.

Feminicídios no Brasil e Distrito Federal

Em 2025, o Brasil registrou 1.571 casos de feminicídio, o maior índice desde 2015. No Distrito Federal, foram contabilizados 29 casos.

A representante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Cláudia Braga Núñez, destacou que o elevado número no DF se deve a um protocolo da Polícia Civil que investiga todos os homicídios contra mulheres com enfoque de gênero.

“Enquanto a média nacional de classificação como feminicídio é em torno de 40%, aqui, esse número chega a 60%. Isso mostra que nossas instituições estão atentas e que há menos subnotificação, o que evidencia uma atuação integrada e eficaz”, afirmou a promotora de Justiça.

20 anos da Lei Maria da Penha

A presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, Isabelle Duarte, ressaltou que, duas décadas após a sanção da Lei Maria da Penha, é fundamental discutir as atualizações legais e avançar para garantir proteção real às vítimas.

“A Lei Maria da Penha é considerada uma das melhores do mundo, mas ainda enfrentamos um número elevado de casos de violência contra mulheres, mesmo após 20 anos da sua promulgação”, admitiu a advogada.

Isabelle defende que a educação da população é a melhor forma de enfrentar essa questão.

“Há um problema estrutural — o machismo e o patriarcado — que continuam a oprimir as mulheres”, explicou.

A advogada destaca que a instrução também é chave para que as mulheres reconheçam seus direitos e saibam identificar situações de agressão.

Ela também ressaltou o fortalecimento do suporte oferecido pelas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), Patrulhas Maria da Penha e equipes multidisciplinares que incluem psicólogos e assistentes sociais, além da atuação conjunta da OAB com essas entidades e do suporte da Casa da Mulher Brasileira.

Onde buscar auxílio

Mulheres que enfrentam violência ou desejam ajudar podem obter informações na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Esse serviço orienta sobre direitos e indica localidades próximas, como delegacias especializadas, centros de referência, defensorias públicas e unidades de saúde. Também recebe e direciona denúncias aos órgãos responsáveis.

A vítima pode registrar ocorrência e pedir medidas protetivas em qualquer delegacia de polícia.

Em casos de urgência, deve-se ligar para o 190, número da Polícia Militar do Distrito Federal.

A Patrulha Maria da Penha é uma iniciativa das polícias militares em várias regiões que acompanha mulheres com medidas protetivas, realizando visitas regulares, oferecendo orientações e fiscalizando as ordens judiciais.

Atualmente, o Brasil possui 13 Casas da Mulher Brasileira, espaços que concentram diversos serviços especializados para atender mulheres em situação de violência, evitando que elas precisem procurar ajuda em múltiplos locais.

Além disso, o Ministério das Mulheres contabiliza outras 38 Casas da Mulher Brasileira em processo de construção ou contratação por governos estaduais e municipais.

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