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Facilitar posse de armas é pouco ou nada importante para 66%, diz pesquisa

De 13 metas para os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro, a flexibilização da posse de arma é vista como a menos importante, aponta o Ideia Big Data

Arma em loja em São Paulo: prioridade para o governo, pouca importância para a maioria (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

São Paulo — O governo de Jair Bolsonaro (PSL) lançou, no início do ano, uma lista com metas para os 100 primeiros dias de mandato. Dos 35 objetivos prioritários – que vão da redução da máquina pública à volta do brasão da República no passaporte brasileiro – o que tem menor relevância para a maioria é a facilitação da posse de armas. Segundo pesquisa do Ideia Big Data, 66,1% das pessoas dizem que isso é pouco ou nada importante.

Bandeira de campanha de Bolsonaro, a flexibilização das regras no setor foi uma das primeiras metas do governo a ganhar impulso, com a assinatura do decreto que altera as normas para a posse de armas de fogo no país, em 15 de janeiro. Em seu discurso na ocasião, o presidente chegou a fazer referência ao referendo de 2005, em que 63% dos brasileiros se manifestaram contra a proibição do comércio de armas e munições. Segundo ele, “o povo decidiu por comprar armas e munições e nós não podemos negar o que o povo quis naquele momento”.

No levantamento feito pelo Ideia Big Data, 43% das pessoas participantes acham nada importante que haja uma facilitação na posse de armas; 22,5% consideram pouco importante; 20,8%, importante; e 13%, muito importante.

O instituto ressalta, em seu estudo, que temas voltados às questões de costumes ou de cunho ideológico, como é o caso da posse de armas e da proposta de tirar o passaporte brasileiro do padrão usado no Mercosul, são considerados de menor importância pelo público.

Todos de olho no INSS

Entre as 13 metas prioritárias (veja o gráfico abaixo) estimuladas na pesquisa feita pelo instituto, a importância do combate às fraudes de beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é quase um consenso. Dos entrevistados, 96,6% consideram muito importantes ou importantes medidas nesse segmento.

Contra fraudes previdenciárias, Bolsonaro assinou uma medida provisória (MP), no fim de janeiro, que prevê a reavaliação de benefícios que não tenham sido confirmados nos últimos seis meses ou sem prazo para terminar. O pente-fino deve se estender até o fim de 2020 e pode trazer a economia de R$ 9 bilhões aos cofres públicos, segundo expectativa do  Governo

O levantamento revelou, ainda, que quase metade dos entrevistados não tem conhecimento sobre os planos apresentados pelo governo. “Ficou sabendo que o governo divulgou as metas prioritárias para os 100 dias de trabalho?” Em resposta a essa pergunta feita pelos pesquisadores, 38,2% responderam não; 43.2%, sim e 18,6%, que não sabem.

O acesso restrito da opinião pública às informações divulgadas pelo governo é explicado pelo tipo de pauta apresentada, segundo análise de Maurício Moura, CEO do Ideia Big Data.”As medidas parecem distantes das principais pautas vinculadas na opinião pública”, disse Maurício Moura, CEO do Ideia Big Data.

Entre os que responderam que sabiam das metas, 71,8% avaliam que são boas ou muito boas para o Brasil.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com pessoas maiores de 18 anos, de todo o Brasil, de 30 de janeiro a 1º de fevereiro. Os questionamentos foram respondidos por 1.513 pessoas – ponderadas para ter representatividade por faixa etária, gênero, escolaridade, classe social e região onde vivem. Os dados foram coletados por meio de um aplicativo para celular do próprio instituto Ideia Big Data.

Fonte Exame

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Brasil

Novo ciclone pode se formar no Sul

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Um ciclone extratropical está em processo de possível formação entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai, previsto para acontecer nesta sexta-feira, 23, podendo afetar as condições climáticas no Sul do Brasil durante o fim de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a situação e informou que espera o surgimento de uma área de baixa pressão atmosférica no leste da Argentina na manhã de sexta-feira (16).

De acordo com o Inmet, este sistema deverá seguir em direção ao Oceano Atlântico, com potencial para se transformar em ciclone. Se isso ocorrer, o fenômeno atmosférico aumentará a instabilidade no Sul, principalmente a partir de sábado, 24.

Já há previsão de chuvas para os próximos dias na região. O Inmet mantém alerta laranja, que significa perigo, para tempestades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas outras partes da Região Sul, o alerta vigente é amarelo, indicando risco potencial para eventos do mesmo tipo.

Espera-se que as chuvas continuem em grande parte da região, acompanhadas de possíveis aguaceiros e trovoadas em pontos isolados.

Quanto às temperaturas, em Curitiba os termômetros devem registrar entre 15 °C e 16 °C. Em Porto Alegre, a variação deve ficar entre 15 °C e 24 °C, enquanto Florianópolis terá mínimas de 16 °C e máximas de 23 °C.

De acordo com a classificação do Inmet, o ciclone extratropical é um sistema formado por uma área de baixa pressão atmosférica fora das regiões tropicais, geralmente nas latitudes médias e altas.

Também conhecido como tempestade extratropical, este sistema pode se mover e provocar mudanças bruscas no clima local, como chuvas intensas e ventos fortes.

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Brasil

Antaq prevê melhora na navegação na região Norte em novembro

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O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, revelou nesta quinta-feira, 22, que a circulação nos canais da região Norte do Brasil tende a se normalizar no final de novembro. Isso se deve à desaceleração da queda do nível dos rios.

“As projeções da agência indicam, em um cenário médio, recuperação das condições de navegação a partir da quarta semana de novembro. Há duas semanas, a diminuição era de 13 cm por dia, mas agora caiu para 7 cm”, explicou durante a abertura da reunião da diretoria colegiada da autarquia.

De acordo com ele, o Rio Negro ainda está em período de vazante e já apresenta limitações para a navegação. Em 21 de outubro, o nível registrado em Manaus era de 16,97 metros, valor superior ao do mesmo dia nos anos anteriores, quando o rio estava 4,07 metros (2023) e 4,34 metros (2024) abaixo do nível atual. Na quinta-feira, a queda foi de 7 centímetros, contra 11 centímetros em 2023.

Frederico Dias também destacou que as dragagens feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no trecho entre Manaus e Itacoatiara aumentaram em 1,2 metro a profundidade do ponto crítico, reduzindo os efeitos negativos da vazante para a navegação.

Sobre a cobrança da taxa de seca, o diretor informou que a agência avaliou todos os pedidos de cobrança até o momento. As decisões foram variadas entre aprovações com condições e rejeições, após análise criteriosa das informações técnicas, operacionais e econômicas fornecidas pelas empresas.

Ele acrescentou que o trabalho de fiscalização continua, incluindo reavaliações conforme novas informações são obtidas. As cobranças aprovadas seguem monitoradas e podem ser revistas se surgirem novos dados.

Nosso compromisso é assegurar que quaisquer cobranças adicionais estejam justificadas e proteger o consumidor contra taxas indevidas, afirmou Frederico Dias.

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Brasil

CNBB pede que eleitores analisem candidatos no segundo turno das eleições

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira (21) uma mensagem dirigida ao povo brasileiro acerca do segundo turno das eleições presidenciais. No texto, a CNBB solicita que os eleitores reflitam sobre o histórico dos candidatos, suas ações e compromissos com a democracia e o bem-estar da população.

A entidade ressalta a importância de defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito e respeitar o resultado das urnas.

Assinada pelo Conselho Permanente da CNBB, a mensagem reconhece o voto como um direito livre e secreto, condenando qualquer tentativa de coação ou ameaça aos eleitores, classificando tais atos como inaceitáveis.

Além disso, destaca que o país necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade, e que essas urgências devem ser prioridades para os eleitores ao escolherem seus representantes.

“O Brasil precisa preservar o meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz. O desenvolvimento deve oferecer uma vida digna e justa para todos, bem como oportunidades para as futuras gerações”, acrescenta o documento.

A mensagem também enfatiza a importância da participação ativa da população após as eleições, reiterando que os cidadãos continuam responsáveis por fiscalizar, reivindicar e participar dos processos democráticos. A crítica construtiva e o diálogo aberto são fundamentais para fortalecer a democracia, além de exigir informações confiáveis, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.

O segundo turno acontecerá no domingo, 25 de outubro, com a disputa entre o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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