Esporte
Europa proíbe participação em torneios da Fifa se plano de venda de ações não for cancelado
Nesta quinta-feira (30), os países da Europa declararam oposição ao plano da Fifa de estabelecer uma empresa para administrar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. A Uefa informou que nenhuma seleção europeia vai competir nos torneios da Fifa enquanto a proposta estiver em análise.
“Nenhuma seleção da Uefa participará das competições da Fifa enquanto essa ideia estiver vigente, a menos que seja totalmente descartada e que existam garantias de que a Fifa não introduzirá propriedade privada em sua gestão ou competições”, afirmou a Uefa em comunicado oficial.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deu um prazo de 53 dias para que as 211 associações nacionais aprovem o projeto. Em carta enviada às entidades, foi declarado que as organizações que rejeitarem a proposta poderão perder até 75% do financiamento previsto no novo modelo.
O calendário mostra que o próximo campeonato com seleções europeias seria os playoffs das Eliminatórias da Copa Feminina, em outubro. Até esta data, a proposta deverá ser aprovada ou não pelas confederações. A CBF e a Conmebol não se pronunciaram até o momento.
Antes disso, será realizado o Mundial feminino sub-20 na Polônia, com início em 5 de setembro, que pode ser o primeiro evento afetado pelo boicote se a situação persistir.
Na nota, a Uefa ressalta que o futebol não pode ser mercadoria, especialmente a Copa do Mundo, que é um patrimônio do esporte.
“Existem momentos em que as instituições são avaliadas não pelo que aceitam, mas pelo que não aceitam negociar. Este é um deles. Certas coisas são valiosas demais para serem vendidas. A Copa do Mundo pertence ao futebol e sempre pertencerá. Enquanto a Europa estiver representada, ela jamais estará à venda”, concluiu a entidade.
Uefa declarou ainda sua unidade entre as 55 associações-membro, rejeitando totalmente a proposta da Fifa de transferir ações da Copa do Mundo e outras competições para investidores privados.
Segundo a entidade, a Copa do Mundo não pode ser tratada como um investimento financeiro. É um legado construído por gerações de jogadores, seleções e torcedores ao redor do mundo, e jamais deveria ser entregue a investidores privados.
Foi considerada irresponsável a forma como a proposta foi apresentada, sem consulta ampla com os responsáveis pelo futebol, e ressaltou-se que isso configura uma falha de liderança e uma renúncia do dever da Fifa como guardiã do esporte mundial.
As federações nacionais enfrentam um ultimato: aceitar que as maiores competições sejam controladas por investidores ou perder o financiamento. Isso não é uma decisão democrática, mas uma governança baseada em coerção, incompatível com uma instituição esportiva.
A oposição vai além do processo: com a entrada de investidores privados, o futebol mudará para sempre, pois as decisões passam a ser guiadas pelo retorno financeiro, não pelo que é melhor para o esporte.
Esse modelo não tem espaço no futebol mundial, que não pode ter seu futuro hipotecado pela busca de lucro. A Europa é clara e não legitimará este modelo. Ninguém tem autoridade para vender o que custodia para as próximas gerações.
Assim, nenhuma seleção da Uefa competirá em torneios da Fifa enquanto as propostas estiverem vigentes, a menos que sejam abandonadas e existam garantias de que a propriedade privada nunca será permitida.
A Uefa reforça sua determinação em combater esses planos, lembrando que instituições são julgadas pelo que recusam e que algumas coisas são valiosas demais para serem vendidas. A Copa do Mundo da Fifa é do futebol e sempre será, enquanto a Europa tiver voz.
Esporte
Perito afirma em testemunho que Maradona sofreu morte súbita com suspeita de Covid-19
Pablo Ferrari, perito oficial envolvido no julgamento da morte de Diego Armando Maradona, declarou que é impossível descartar que o ex-jogador tenha falecido devido à Covid-19, classificando o evento como uma morte repentina.
Ele também refutou a versão que indicava que o ídolo argentino teria vivido cerca de 12 horas de sofrimento antes de sua morte, conforme reportado pelo jornal argentino Clarín.
Ferrari foi a última testemunha a ser ouvida no segundo julgamento sobre a morte de Maradona, e seu depoimento era muito aguardado no processo.
Segundo Ferrari, a Covid-19 pode levar a uma evolução rápida e causar morte em algumas horas apenas.
Perito discorda de versão de longa agonia
Analisando exames feitos ao longo dos últimos anos por Maradona, o perito afirmou não ter encontrado sinais que exigissem atendimento médico emergencial baseado em indicadores de função hepática, com resultados normais em 2018, leve piora em 2019 e alterações em 2020, ainda sem necessidade de emergência.
Ele explicou que o acúmulo de líquido nos pulmões aconteceu em um período curto, entre minutos e poucas horas, levando a um edema pulmonar agudo que causou sufocamento e parada cardíaca.
Ferrari enfatizou que a agonia final foi breve, não sustentando academicamente a hipótese de longas horas de sofrimento.
Confronto durante o interrogatório
Durante as questionamentos feitos pela acusação, comandados pelo fiscal-geral adjunto de San Isidro, Patricio Ferrari, houve tensões, incluindo dúvidas sobre a experiência do perito, que não é cardiologista, mas ressaltou ter vasta experiência pericial.
Também foi mencionada sua atuação em outro processo que divergia das conclusões médicas convencionais, gerando debate acalorado entre advogados e o tribunal.
Leitura parcial do laudo
Quando questionado, Pablo Ferrari admitiu não ter lido todo o relatório, pois partes estavam ilegíveis, e declarou que não avaliou conteúdos que não entendeu, o que surpreendeu o juiz responsável.
Julgamento se aproxima do fim
Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no julgamento que já soma 44 audiências e ocorre no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, composto pelos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón.
As alegações finais das partes acusadoras estão programadas para os dias 8, 13 e 14 de outubro, e as defesas terão seus momentos nos dias 20, 21 e 22 do mesmo mês. A próxima fase do julgamento está agendada para 29 de setembro, quando os acusados poderão apresentar seus depoimentos.
O depoimento do perito trouxe uma visão distinta da Junta Médica oficial, apontando para uma morte súbita e não descartando a possibilidade da Covid-19 como causa, embora essas conclusões estejam sujeitas à avaliação do conjunto das provas.
Esporte
Veja os clubes do futebol brasileiro com mais jogadores estrangeiros
A partir do próximo ano, o futebol brasileiro passará por uma alteração significativa no número de atletas estrangeiros permitidos em partidas oficiais. Em acordo firmado na última segunda-feira (21) entre os clubes e a CBF, foi decidido que a quantidade atual de nove jogadores estrangeiros relacionados será reduzida gradualmente, até o limite de cinco atletas em 2030.
Essa mudança, aprovada pela maioria dos times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, teve como exceção os clubes Bahia, Flamengo e Londrina, que se posicionaram contrariamente à proposta.
Em 2023, 146 jogadores estrangeiros participaram do Brasileirão, de um total de 159 registrados para jogar. A diminuição da cota será escalonada para minimizar o impacto imediato nos elencos: oito atletas em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco no ano de 2030. Com a única exceção do Mirassol, todos os demais 19 clubes da Série A contam com jogadores estrangeiros.
Entre as equipes paulistas, o Palmeiras lidera com oito jogadores estrangeiros em seu plantel, destacando-se Gustavo Gómez, um dos mais antigos, presente desde 2018. Já Corinthians e São Paulo possuem sete atletas estrangeiros cada um, enquanto o Santos tem seis.
Na temporada atual, o Athletico-PR, o Botafogo e o Vasco apresentam os maiores números de jogadores estrangeiros. O Botafogo, por exemplo, conta com 11 atletas, incluindo o recém-contratado Hakim Ziyech, que participou da Copa do Mundo defendendo Marrocos.
Lista de jogadores estrangeiros por clube
- Athletico-PR (11): Carlos Terán, Aguirre, Portilla, Alejandro García, Mendoza, Kevin Viveros, Kerwin Vargas e Jorge Rivaldo (Colômbia); Benavídez, Lucas Esquivel, Bruno Zapelli (Argentina)
- Atlético-MG (9): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Tomás Cuello e Tomás Pérez (Argentina); Cassiera e Kevin Castaño (Colômbia), Mamady Cissé (Guiné) e Thiago Borbas (Uruguai)
- Bahia (8): Sanabria, Román Gómez, Lautaro López, Guido Herrera e Alejo Véliz (Argentina); Nicolas Acevedo e Michel Araújo (Uruguai); Marco Moreno (Espanha)
- Botafogo (11): Mateo Ponte, Lucas Monzón, Lucas Villalba (Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina, Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Hakim Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá)
- Red Bull Bragantino (8): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia), Sosa (Uruguai); Sant’Anna, Guzmán Rodríguez (Uruguai), Isidro Pitta (Paraguai), Hurtado (Equador)
- Corinthians (7): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); Memphis (Holanda)
- Coritiba (7): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia) e Josué (Portugal)
- Cruzeiro (9): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero, Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador) e Peralta (Paraguai)
- Chapecoense (5): Borrero (Colômbia), Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi (Uruguai); Bolasie (RD Congo) e Kevin Ramírez (Uruguai)
- Flamengo (10): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz, Varela (Uruguai); Pulgar (Chile), Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia), Plata e Valencia (Equador)
- Fluminense (9): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán, Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela)
- Grêmio (10): Krovinovic (Croácia), Enamorado (Colômbia), Nardoni e Pavón (Argentina), Jovane Cabral (Cabo Verde), Noriega (Peru), Amuzu (Bélgica), Balbuena e Villasanti (Paraguai), Braithwaite (Dinamarca)
- Internacional (10): Rochet (Uruguai), Maripán (Chile), Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre, Villagra (Argentina), Benjamin (Gana), Carbonero (Colômbia) e Sanabria (Paraguai)
- Palmeiras (8): Emiliano Martínez e Piquerez (Uruguai); Barboza, Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); Jhon Arias (Colômbia)
- Remo (6): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Camarões); Catarozzi e Tassano (Uruguai) Picco (Argentina) e Galeano (Paraguai)
- São Paulo (7): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Diaz (Argentina), Buta (Angola), Bobadilla (Paraguai)
- Santos (6): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); Miguelito (Bolívia)
- Vasco (11): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colídio, Lescano, Sosa e Spinelli (Uruguai); Nuno Moreira (Portugal)
- Vitória (6): Brítez, Pochettino, Martínez, Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); Laquintana (Uruguai)
Esporte
Mbappé está fora do treino da seleção da França por causa de gripe
O capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé, não participou das atividades do time na terça-feira (22), no centro de treinamento de Clairefontaine, próximo a Paris, devido a uma gripe forte, conforme informado pela equipe técnica dos Bleus.
Mbappé ficou em repouso três dias antes da estreia da França na Liga das Nações da Uefa, agendada para a próxima sexta-feira contra a Turquia, em Kocaeli, onde Zinedine Zidane comandará o time pela primeira vez.
Sem o jogador do Real Madrid, os outros 22 convocados realizaram um treino aberto ao público. Antes da sessão, os atletas distribuíram autógrafos e tiraram fotos com os fãs presentes.
Além do confronto contra a Turquia, a França terá mais três partidas na Liga das Nações durante esta primeira convocação na era Zidane: uma segunda visita à Bélgica, no dia 28 de setembro, seguida de jogos em casa contra a Itália e novamente contra a Bélgica, nos dias 2 e 5 de outubro, no Stade de France, em Saint-Denis.
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