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Estreito de Bab el-Mandeb: Passagem Marítima Chave em Risco no Oriente Médio

Rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen, realizaram um ataque que representa uma ameaça para o tráfego marítimo pelo estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, vital para a Arábia Saudita, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Esta passagem é uma das mais movimentadas do planeta e está no centro de um conflito crescente no Iêmen, que já resultou em centenas de mortes devido a ataques e retaliações entre os insurgentes houthis e a Arábia Saudita.

Localização do Estreito

O Estreito de Bab el-Mandeb, cujo nome em árabe quer dizer “Porta dos Lamentos”, divide o Iêmen, na Península Arábica, da região conhecida como Chifre da África, conectando a Europa à Ásia via Canal de Suez.

Possui cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, situando-se entre Ras Menheli, na costa iemenita, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses pontos delimitam a fronteira entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden.

Importância Estratégica

Navios petroleiros e mercantes que vêm da Ásia passam pelo Estreito de Bab el-Mandeb para acessar o Mar Vermelho, o Canal de Suez e, depois, o Mediterrâneo, e fazem o trajeto inverso também.

Desde o começo do conflito na região, a Arábia Saudita intensificou suas exportações de petróleo pelo porto de Yanbu, situado no Mar Vermelho, para contornar o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz.

O movimento pelo Canal de Suez caiu consideravelmente em 2024 por causa dos ataques dos houthis contra navios considerados ligados a Israel, e ainda não voltou ao patamar anterior. Dados de janeiro a agosto de 2026 mostram que o tráfego está pouco acima da metade dos níveis anteriores à crise, conforme análise do PortWatch do FMI.

Embora os houthis ainda não controlem diretamente o litoral próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb, recentemente conquistaram a cidade de Mocha, ao norte do estreito, e mantêm o controle do porto de Hodeida.

Desde julho, eles impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita e atacaram diversos navios do país, embora neguem que tenham a intenção de fechar o Estreito ou limitar o trânsito.

De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, o objetivo dos houthis é aumentar o custo econômico e político da guerra para Riade, pressionando a monarquia petrolífera a cessar suas operações militares.

Impactos no Setor Petrolífero

Antes do conflito no Oriente Médio, o Estreito de Bab el-Mandeb já era crucial para o transporte de petróleo, representando 12% do fluxo mundial em 2023, conforme dados da Administração de Informação Energética dos EUA.

Os ataques durante a guerra em Gaza reduziram fortemente o trânsito marítimo local, mas com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, Bab el-Mandeb se tornou uma rota essencial para a Arábia Saudita.

As exportações de petróleo pelo porto de Yanbu aumentaram significativamente entre março e julho, atingindo cerca de 3,8 milhões de barris diários, cerca de cinco vezes mais que antes da guerra, segundo a Kpler, mas caíram para 1,5 milhão em agosto após retomada dos ataques de houthis.

Andreas Krieg, especialista em segurança do King’s College London, ressalta que o maior risco atualmente não é o fechamento físico do Estreito, mas a incerteza constante gerada pela situação.

Possível Intensificação do Conflito no Iêmen

O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com ações na região.

Inicialmente neutros, os houthis alteraram sua posição em julho, quando autorizaram o pouso de uma aeronave iraniana no Iêmen, apesar do controle aéreo saudita.

O governo apoiado pela Arábia Saudita respondeu rompendo o cessar-fogo firmado em 2022. Desde então, os houthis intensificaram bloqueios navais e ataques contra navios e território saudita.

O avanço dos houthis rumo ao Estreito de Bab el-Mandeb aumenta a ameaça às exportações petrolíferas do Golfo, podendo agravar ainda mais a instabilidade regional.

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Sétimo suspeito preso por incidente perto de base militar britânica usada pelos Estados Unidos

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A polícia antiterrorismo do Reino Unido deteve nesta terça-feira (6) o sétimo suspeito relacionado a um incidente ocorrido no final de setembro próximo à base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos retiraram as aeronaves que estavam estacionadas na base após o anúncio do então presidente Donald Trump de que a medida foi tomada devido a supostas ameaças ligadas ao Irã.

Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido no centro de Londres sob suspeita de planejar atos terroristas, segundo comunicado oficial da polícia britânica. Além disso, foram realizadas buscas em uma residência próxima.

Cinco homens, todos britânicos, foram presos no local do incidente no dia 27 de setembro. Um sexto suspeito, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foi detido em 1º de outubro.

Os seis primeiros detidos, todos com aproximadamente vinte anos, foram liberados sob fiança, o que gerou desaprovação do presidente Donald Trump.

A polícia foi acionada nas proximidades da base de Fairford após receber informações sobre três veículos suspeitos estacionados perto do aeródromo usado pelo Exército dos Estados Unidos na operação contra o Irã.

Em revista nos veículos, não foram encontrados explosivos, mas uma grande quantidade de gasolina foi apreendida.

Vicki Evans, coordenadora no combate ao terrorismo, afirmou que as equipes continuam investigando várias linhas para esclarecer o ocorrido na base de Fairford.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou na semana passada que há fortes evidências que apontam para o envolvimento do Irã no incidente.

As autoridades de Teerã negaram veementemente qualquer ligação com os suspeitos detidos.

No domingo, os Estados Unidos anunciaram a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que havia ameaças e que os bombardeiros foram realocados para uma área próxima, sem grande distância.

O presidente adicionou que as autoridades americanas conhecem os responsáveis pelas ameaças, os quais estariam vinculados ao Irã.

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Ataque com faca mata aluna e fere sete em escola de Istambul

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Uma adolescente tirou a vida de uma aluna e feriu outras sete nesta terça-feira (6) em um ataque com faca em uma escola localizada em Istambul, conforme informado pelo ministro turco da Educação, Yusuf Tekin.

“Perdemos uma das alunas” no incidente ocorrido pela manhã em uma escola no bairro Basaksehir, na região noroeste da cidade, declarou o ministro.

A polícia identificou a suspeita, uma jovem de 15 anos.

Segundo o Ministério do Interior da Turquia, uma das vítimas, Eslem Sare Bulut, faleceu apesar dos esforços médicos, enquanto as outras sete continuam hospitalizadas.

O governador de Istambul, Davut Gul, explicou que a agressora atacou indiscriminadamente e entrou na escola vestida com o uniforme escolar.

“Ela reside no mesmo bairro, porém frequenta outra escola”, acrescentou.

Este ano, o país foi impactado por dois ataques fatais em escolas ocorridos consecutivamente em abril.

Um deles envolveu um adolescente de 14 anos em Kahramanmaras, no sul da Turquia, que assassinou um professor e nove alunos de 10 e 11 anos antes de ser morto no local. Este ataque, considerado o mais grave em ambiente escolar no país, resultou na destituição do vice-ministro da Educação.

O outro evento ocorreu na província de Sanliurfa, no sudeste, um dia antes, quando um ex-aluno disparou contra pessoas na escola, ferindo 16, antes de cometer suicídio.

No mês passado, um jovem abriu fogo próximo a uma escola no oeste do país, ferindo 11 estudantes, três gravemente, antes de ser detido.

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Trump sugere sacrificar Los Angeles ou San Diego em conflito com Irã; autoridades reagem

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a possível destruição de Los Angeles ou San Diego em um ataque durante o conflito com o Irã seria um sacrifício aceitável para garantir a segurança do país. A declaração foi feita na segunda-feira, 5, durante um comício em Grand Island, Nebraska.

Comentando sobre os impactos econômicos causados pela guerra, Trump disse que os americanos enfrentariam apenas um custo “pequeno” para manter a proteção nacional. Logo depois, mencionou diretamente as duas cidades na Califórnia.

“Eles poderiam destruir uma das cidades. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego. Este é um preço muito pequeno a pagar”, afirmou o presidente. Ele ainda acrescentou que o conflito está perto do fim e que a guerra se encerraria “de um jeito ou de outro”.

As declarações geraram uma reação rápida na Califórnia. O governador Gavin Newsom criticou a postura do presidente e condenou o fato de mencionar cidades do Estado como possíveis alvos estrangeiros.

“Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para a Califórnia, Donald Trump agora diz que nossos inimigos deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego”, publicou Newsom em suas redes sociais, classificando o presidente como “perturbado e perigoso”.

A crítica de Newsom está ligada à mobilização de tropas federais em Los Angeles durante protestos envolvendo políticas de imigração. O governador é um dos maiores opositores do presidente no Estado e já confrontou o governo federal sobre a presença militar.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também rejeitou a declaração. Segundo ela, as palavras do presidente podem colocar a cidade em perigo. “O presidente dos Estados Unidos sugeriu que um país estrangeiro ataque Los Angeles. Suas falas contra nossa cidade são perigosas e podem comprometer nossa segurança”, declarou.

Trump já havia afirmado que os efeitos econômicos da guerra, como a elevação dos preços de combustíveis e produtos, seriam necessários para proteger os EUA. Na segunda-feira, ele reforçou que os custos internos do conflito seriam mínimos e que a situação estava praticamente resolvida.

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